perspectivas

Quinta-feira, 12 Dezembro 2013

Um país civilizado

Filed under: me®dia — O. Braga @ 9:41 am
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kate-barryÉ em pequenas coisas que vemos que um país é civilizado. É o caso da Austrália. Em uma notícia acerca do suicídio de Kate Barry, filha da actriz Jane Birkin, o jornal online australiano acrescenta o seguinte no fim da notícia:

* Readers seeking support and information about suicide prevention can contact Lifeline on 13 11 14 or the Suicide Call Back Service on 1300 659 467.

(os leitores que procurem apoio e informação acerca da prevenção do suicídio podem contactar a Linha da Vida através das linhas telefónicas mencionadas)

Este é um detalhe que é praticamente impossível de ser ver num jornal português, a não ser que seja obrigado por lei. Em Portugal, a maioria dos directores dos me®dia não possui uma sensibilidade ética adequada.

Sexta-feira, 30 Agosto 2013

A filosofia causa “pele de galinha”

A Helena Damião escreve aqui um verbete (que comentarei a seguir a uma breve nota) em que cita Karl Popper e classificando-o de “epistemólogo”. Epistemólogo deriva de epistemologia. Ora, epistemologia é um termo ambíguo, porque no mundo anglo-saxónico (Estados Unidos, Reino Unido, etc.) significa “teoria do conhecimento”, e na Europa continental – sobretudo em França – significa “história da ciência”.

Quando a Helena Damião diz que Karl Popper foi um “epistemólogo”, ficamos sem saber exactamente se ele foi um especialista na área da teoria do conhecimento, ou se foi um especialista na área da história da ciência – porque as duas áreas não são coincidentes.

A verdade é que Karl Popper foi um filósofo, porque para além da história da ciência, abordou também a metafísica (por exemplo, a teoria dos “três mundos”), um pouco a ética, muita filosofia política (podemos concordar com ela ou não), etc.. Mas, para algumas pessoas, a palavra “filosofia” causa pele de galinha e suores frios. E por isso é que Karl Popper é classificado de “epistemólogo”.


Em relação aos me®dia – no caso vertente do verbete de Helena Damião, falamos da televisão -, simpatizo com a opinião da Helena Damião pela coragem dela em negar a lógica da espiral do silêncio . A política editorial dos me®dia não se rege apenas pela lógica do lucro: em vez disso, existe sempre uma qualquer agenda política e cultural que impõe à sociedade uma espiral do silêncio. Essa agenda política e cultural pode ser, por exemplo, neoliberal, ou pode ser neomarxista – o que no fundo vai dar no mesmo, porque o neoliberalismo faz parte do processo revolucionário.

A indução do gosto do feio é uma forma de degradação moral da sociedade, porque a ética está intimamente ligada à estética. Quando alguém gosta do feio, podemos imediatamente inferir as características básicas da sua ética. A indução do gosto do feio, por parte dos me®dia, não é só parte de um negócio: faz sobretudo parte de uma agenda política específica que, utilizando a espiral do silêncio, acaba por homogeneizar a cultura antropológica e enraizá-la na barbárie.

[ ficheiro PDF ]

Sábado, 24 Agosto 2013

O tipo de informação do jornal Público

« A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) revelou neste sábado que três hospitais com os quais colabora na Síria receberam, três horas depois do supostos ataque com armas químicas nos arredores de Damasco, mais de 3600 pessoas com sintomas neurotóxicos, das quais 355 acabaram por morrer.

A oposição síria acusou na quarta-feira o regime de Bashar Al-Assad de ser o responsável pela morte de mais de 1300 pessoas, muitas delas crianças, nos arredores de Damasco, alegadamente com recurso a armas químicas.

O Governo sírio, por sua vez, também acusa os rebeldes de usarem armas químicas. »

Médicos Sem Fronteiras confirmam mortes provocadas por armas químicas na Síria


Vamos ver agora aquilo que o jornal Público não quis publicar:

Syrian rebels use toxic chemicals against govt troops near Damascus – state média

«Syrian rebels have used chemical weapons against regime forces in the Damascus suburb of Jobar, where soldiers discovered stockpiles of toxic poisoning antidotes, state media reports.

According to SANA citing “an official source” suffocation cases among army soldiers have been reported.

The source told the agency that army unit pushed into the area, where soldiers were attacked, and seized a warehouse containing material labeled ‘Made in KSA’ as well as a large number of protective masks.»

É caso para dizer: ganhe vergonha!, Sr. Engº Belmiro de Azevedo!

Quinta-feira, 22 Agosto 2013

Os me®dia já fazem a propaganda da poligamia

Segundo a BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation), dentro de 10 anos será legalizado o “casamento” poligâmico – que pode ser poliândrico (uma mulher + vários homens) ou poligénico (um homem + várias mulheres), ou as duas coisas em simultâneo. A justificação que se dá para a legalização do “casamento” polígamo é a seguinte:

não existe espaço para a fidelidade sexual em uma sociedade onde a escolha (no sentido de “opção”) é tudo”.

Notem bem a palavra “escolha”.

Hoje, a liberdade é identificada com o instinto; e qualquer repressão do instinto é hoje sinónimo de repressão da liberdade. A confusão que se faz é entre “livre-arbítrio” (ou liberdade propriamente dita), por um lado, e “liberdade de indiferença”, por outro lado.

A “liberdade de indiferença” é a possibilidade de escolher entre dois ou mais comportamentos sem se inclinar a priori (à partida) para um lado ou para outro; ou seja, a escolha não passa, à partida, pelo crivo da razão. A pessoa escolhe sem pensar, obedecendo apenas ao instinto ou ao desejo instintivo. Essa pessoa pouco difere de um cão ou de um gato.

Quem vive como um animal, morre como um animal. O ser humano morre a sua morte de acordo com a ideia que tem dela. Perante o carácter absurdo da vida, o homem contemporâneo pretende superar esse absurdo por intermédio do cinismo. Com o império do instinto, o estatuto ético do ser humano passa a ser o da lógica de um peido.

O livre-arbítrio, ou liberdade propriamente dita, parte do pressuposto de que “o homem age porque é livre” e, por isso, a acção humana decorre da vontade filtrada pelo juízo (pela razão).

Pelo contrário, a “liberdade de indiferença” parte do pressuposto que “o homem é livre porque age”, a razão não é chamada ao processo de escolha, e por isso o ser humano torna-se equivalente a um cão ou a um burro. Os animais irracionais, ou mesmo os animais unicelulares, também são livres porque agem. O homem moderno já não se consegue distinguir de uma bactéria.

Obama e a União Europeia são responsáveis pelo que acontece no Egipto e na Síria

A União Europeia de Durão Barroso e a administração Obama são os responsáveis pelo que está acontecer hoje no Próximo Oriente, nomeadamente no Egipto e na Síria. A diferença é que Obama será julgado nas próximas eleições americanas, ao passo que os burocratas de Bruxelas não foram eleitos para os seus cargos e por isso estão fora da lei. A elite política da União Europeia é uma associação de malfeitores.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

A crise política no Egipto foi gizada por Obama e pela União Europeia. A ideia é levar o Egipto a uma situação económica e política de tal forma caótica que se torne possível o desmembramento e partilha daquele país. Henri Boulad, um Padre jesuíta egípcio, escreve aqui o seguinte:

«Accords secrets de Morsi pour vendre l’Égypte à ses voisins, morceau par morceau : 40% du Sinaï au Hamas et aux Palestiniens, la Nubie à Omar el-Béchir, et la portion ouest du territoire à la Libye… Tout cela est pain béni pour l’Occident, puisque c’est son œuvre…»

Qualquer pessoa com um pouco de discernimento teria a intuição de que o fenómeno da Primavera Árabe “trazia água no bico” (ler o que eu escrevi sobre o assunto). Quando falamos aqui em “Ocidente”, devemos distinguir a opinião pública, por um lado, da elite política, por outro lado.

A elite política, apoiada pelos me®dia, conseguiu convencer a opinião pública ocidental que: 1/ o processo político egípcio decorrente das manifestações da praça Tahrir até às pseudo-eleições, foi um “processo democrático”; 2/ que a Irmandade Muçulmana – que instalou um regime de terror no Egipto – é a verdadeira vítima do “processo democrático” naquele país; 3/ que as manifestações da praça Tahrir significavam que o povo egípcio queria a democracia, quando de facto essas manifestações não eram a favor da democracia mas antes eram contra o regime corrupto de Mubarak.

Como escreveu Fernando Pessoa, e bem, o povo nunca se manifesta a favor de alguma coisa, mas invariavelmente contra alguma coisa. Dizer que as manifestações da praça Tahrir foram a favor da democracia, é abuso interpretativo dos me®dia manipulados pelas elites ocidentais.

Deposto Mubarak, o Egipto transformou-se num caos, em nome da “democracia”. O novo presidente “eleito”, Morsi, negociou com o Ocidente o desmembramento de partes do país com o fito de as vender aos países vizinhos, o que fazia parte de um plano ocidental de engenharia política de reestruturação geográfica do Próximo Oriente – o que aliás têm sido feito também na União Europeia através da alienação da soberania dos países pequenos a favor dos grandes países.

O conceito de “democracia” está a ser utilizado para criar o terror e para mudar as linhas de fronteiras no Próximo Oriente.

Segunda-feira, 19 Agosto 2013

Queres ser inteligente? Faz-te ateu!

Basta uma pessoa dizer que professa o ateísmo para se tornar automaticamente mais inteligente, como se se tratasse de um upgrade de um software da Microsoft. O upgrade tem resultados imediatos: uma pessoa afirma o seguinte: “a partir de agora não sou religioso!” E PUM! Perlimpimpim! Torna-se imediatamente mais inteligente…!

A coisa é simples e funciona assim: estabeleço a priori um critério de “inteligência”, e quem não satisfizer esse critério é burro.

jesuitas-e-republicanos-250-web.jpg

Republicanos inteligentes medindo a cabeça de um jesuíta burro

Dou um exemplo de um critério possível de “inteligência”: “uma pessoa inteligente é vegetariana, tolerante em relação à sodomia, defensora do aborto livre até aos 9 meses de gravidez, tem uma fé religiosa na ciência, e vota no Bloco de Esquerda”. Você enquadra-se neste critério de “inteligência”? Não?! Então você é burro!

Portanto, o critério é político e ideológico. Ou seja, estamos em presença de cientismo.

Por outro lado, como 99% das pessoas ou é religiosa ou segue uma cultura religiosa, e segundo a teoria da probabilidade, é óbvio que encontramos muito mais pessoas com défice de inteligência em uma maioria de 99% do que numa minoria de 1%. Não é preciso escolher muito.

Ou seja – “trocando por miúdos” para que os ateus e o Jornal I possam compreender o que eu quero dizer: mesmo seguindo um determinado critério a priori de “inteligência”, é mais provável encontrar um “burro” em uma maioria cultural de 99% da população, do que em uma minoria cultural de 1% da população. A probabilidade de encontrar um burro entre 1000 pessoas é maior do que encontrar um burro em 10 pessoas.

E se imaginarmos, por absurdo, que 99% das pessoas seriam ateias, então, e segundo esses “estudos”, 99% das pessoas deixaria de ser burra, e passariam todas elas a ser inteligentes! Brilhante! Só no Jornal I é que aprendemos coisas destas… !

A negação de uma crença religiosa é, em si mesma, uma crença. E só um burro ateu – e o Jornal I – não consegue ver isto.

Ora, o que os “estudos” fazem é o seguinte: 1/ estabelecer um critério de “inteligência” que convenha a uma determinada mundividência ideológica e política; 2/ negar a teoria da probabilidade, ou fazer de conta que ela não existe. Isto é ciência, estúpido!

[ficheiro pdf da burrice do Jornal I]

Sr. Engº Belmiro de Azevedo: tenha vergonha !

Sr. Engº Belmiro de Azevedo: até quando vamos ter “notícias” destas no seu jornal (ver ficheiro em PDF)? Até quando o senhor vai continuar a patrocinar a negação sistemática do Estado de Direito através do seu jornal? Até quando o senhor vai continuar a alinhar com a esquerda radical travestida de jornalismo? Desde quando quem prevarica é considerado herói?

Ganhe vergonha, sr. Engº.!

Domingo, 7 Agosto 2011

O enviesamento da informação dos merdia portugueses

Filed under: A vida custa,me®dia — O. Braga @ 3:05 pm
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Notícia num merdia português:

“Tudo começou ontem à noite depois de um protesto de mais uma centena de habitantes que pediam “justiça” pela morte de Mark Duggan, pai de quatro crianças, abatido na quinta-feira durante uma operação policial. Duggan morreu no táxi onde seguia na sequência de uma troca de tiros quando um polícia tentou fazer uma detenção relacionada com crime violento. O facto de ser uma pessoa popular e considerada não violenta gerou indignação entre a população local.”

Notícia num merdia inglês:

“Mark Duggan, 29, was in a car being followed by police during a covert operation on Thursday.
But Duggan, a known offender from London’s notorious Broadwater Farm Estate, became aware that he was being followed and opened fire on the officers.
He shot the officer from Scotland Yard’s elite firearms squad CO19 in the side of his chest with a handgun.”

Domingo, 19 Julho 2009

A constatação do facto de que o Bloco de Esquerda já controla Portugal

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Talvez as pessoas ainda não se tenham dado conta, mas é já a esquerda radical que controla este país. Naturalmente que o partido socialista de José Sócrates perdeu já toda a legitimidade moral para se opor a quem quer que seja, de forma que a opinião do BE assume a cada passo a forma de decreto-lei. Dir-me-ão que “não, que eu estou a exagerar”. Vou passar a dar um exemplo que ilustra a razão da minha opinião.


No dia 18 de Julho de 2009 vi uma notícia (PDF) segundo a qual o presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Gabriel Olim, reiterou a exclusão de homossexuais masculinos da dádiva de sangue.
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Quarta-feira, 17 Junho 2009

Partido conservador britânico abandona o grupo parlamentar do PPE

Alguém ouviu a notícia nos nossos me®dia? Claro que não. Uma notícia destas só vem eventualmente na última página dos nossos me®dia, e em letras minúsculas.

A ler:

Via

Sexta-feira, 9 Janeiro 2009

Censura obâmica

Filed under: Obamacrimes — O. Braga @ 5:19 pm
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Via: Watch Obama commercial they don’t want you to see — Fox, CNN, MSNBC refuse ads questioning Barack’s eligibility

Os merdia americanos, controlados pelo encontro de vontades entre os jornalistas maioritariamente da esquerda neomarxista e a judaico-maçonaria plutocrata que os controla, recusa-se a emitir publicidade paga com o conteúdo do vídeo aqui em baixo. Ser jornalista, hoje, é pertencer ao crime organizado.

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Sábado, 20 Dezembro 2008

Must read

Filed under: Política — O. Braga @ 5:15 pm
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Mais uma sondagem para a salivagem dos comentadores e da “média” dos media. Aliás, o texto que a apresenta é, desde logo, uma pérola de “isenção” e “objectividade”. Depois, e para quem tiver paciência, o Pedro Magalhães mostra os detalhes. E os detalhes revelam o que já se sabia. Para 60% dos inquiridos, o governo é “mau” ou “muito mau”. Vinte por cento não sabe se há melhor alternativa, mas 56% acha que não há e 64% dos eleitores entende que a relação entre o governo e o PR é “boa” ou mesmo “muito boa” ,e mais de metade (55%) que não piorou este ano. Para o ano, pensa-se que fica “na mesma” (51%). Importante é verificar como os eleitores ouvidos, ao contrário dos babosos dos “comentadores”, vê a relação de Cavaco com o governo: cerca de 56% deles olha para o PR nem como “aliado” nem como “opositor” de Sócrates.

CELEBRAR O QUÊ?

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