perspectivas

Domingo, 17 Maio 2015

Crimes de ódio: a nossa sociedade em deriva totalitária

 

Um dos valores da nossa civilização é a liberdade de expressão. Hoje temos os me®dia (vulgo “Comunicação Social”) a pactuar com a erradicação da liberdade de expressão na sociedade.

gay-inquisition-web

O conceito de “crime de ódio” segue o paradigma da Inquisição medieval no combate à heresia. Bastava uma denúncia — muitas vezes anónima ou não fundamentada — de heresia para que a Inquisição actuasse. Hoje temos a Ingaysição.

“Os dados dizem respeito a factos ocorridos entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2014, tendo a ILGA recebido 426 denúncias de crimes e/ou incidentes motivados pelo ódio contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT), a maior parte relativas a insultos e abusos verbais (182 denúncias), logo seguido de ameaças e violência psicológica (112 denúncias) e 69 denúncias de casos de violência física extrema.”

Homofobia: ILGA recebeu 426 denúncias de crimes de ódio

Vamos partir do princípio (duvidoso) de que as denúncias são verdadeiras.

Os actos de violência ou ameaças de violência física estão previstos no Código Penal actual, e por isso não necessitamos de uma nova figura de “crime de ódio”. Quem ameaça alguém de violência física pode ir a tribunal se for apresentada queixa na polícia; não precisamos de leis específicas e especiais para gays (era o que faltava!). Os gays não podem ser considerados uma casta social à parte. Se existissem “crimes de ódio” só para gays, então também teríamos que exigir a figura de “crimes de ódio” para qualquer minoria — para coxos, para manetas, para obesos, para ciganos, etc..

Portanto, a questão da violência ou ameaça de violência física está esclarecida. Resta-nos analisar os “insultos” (que são injúrias, na linguagem jurídica) e os “abusos verbais”. O Código Penal — artigo 180 e seguintes — já prevê punição para o crime de injúria; não necessitamos de um “crime de injúria” especial para gays.

Sendo assim, ¿por que razão a classe política em geral, o lóbi político gayzista e os me®dia em particular, pretendem instituir uma figura jurídica de “crime de ódio” só para os gays?

A resposta é simples: Portugal e a Europa enveredam hoje por uma deriva totalitária (por exemplo, em Inglaterra, onde o lóbi político gayzista é muito forte).

Quando a classe política passa a confundir propositadamente “argumentação política ou moral”, por um lado, e “injúria”, por outro lado, o que se pretende é calar qualquer opinião que não seja a ditada oficialmente pelo Poder; trata-se de restringir a liberdade de expressão em geral utilizando a noção particular e abstrusa de “crime de ódio”.

Sábado, 4 Abril 2015

Os solilóquios de Júlio Machado Vaz no Porto Canal

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:53 am
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Eu sou um espectador atento do Porto Canal, quanto mais não seja por ser portista.

No fim do jogo de futebol entre o Marítimo e o FC Porto para a Taça da Liga, em que este perdeu o jogo, todos os canais de cabo estavam a falar sobre o jogo — excepto o Porto Canal que transmitia uma entrevista com o actor Fernando Mendes, aliás um adepto de um clube do sul. Ou seja, para ouvir comentários acerca do jogo do FC Porto, tive que aturar os comentadores benfiquistas da SICn, da RTPn do benfiquista de Paredes e do senhor obeso do sul que vive em Vila do Conde, e da TVIn do Eládio Paramés. E depois, o Júlio Magalhães que se queixe porque o Porto Canal não sobe nas audiências…

julio machado vaz webOntem, Sexta-feira Santa, ligo para o Porto Canal e vejo um solilóquio do Júlio Machado Vaz (outro benfiquista vermelhusco acarinhado pelo Porto Canal) em que ele se referia a Nossa Senhora, mãe de Jesus Cristo. O timing de Júlio Machado Vaz não poderia ser melhor para ele: Sexta-feira Santa é o dia ideal para malhar no Cristianismo. E Porto Canal apara-lhe o jogo.

O Júlio Machado Vaz não tem categoria intelectual para abordar temas filosóficos, e muito menos teológicos. O Júlio Machado Vaz é uma fraude, um “rei que vai nu” que os me®dia construíram.

¿Já repararam que o Júlio Machado Vaz não escreve nada e apenas “diz coisas” nos me®dia? — porque o discurso oral dá mais jeito a quem não quer ser confrontado com as suas contradições e com a sua ignorância. O Júlio Machado Vaz não se atreve a escrever o que quer que seja: prefere dizer umas asneiras intencionadas nos me®dia como, por exemplo, o Porto Canal.

Se o Júlio Machado Vaz é agnóstico, problema dele: não tem que alardear a sua idiossincrasia a cada vez que aparece nos me®dia. O diabo que o carregue! E que o Porto Canal deixe esse senhor discursar sem qualquer contraditório, é sinal de que já não se distingue de qualquer outro canal de televisão deste país. O Porto Canal está a perder a sua identidade.

Sexta-feira, 22 Agosto 2014

Meets de me®dia

Filed under: me®dia — O. Braga @ 7:54 am
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Se um grupo de 500 jovens brancos, porventura alguns com cabeças rapadas, entrasse de rompante no centro comercial Vasco da Gama em Lisboa, fazendo alarido e provocando uma comoção pública, a polícia de choque seria chamada e os me®dia não lamentariam a porrada aplicada.

Mas quando um grupo de 500 jovens, na sua esmagadora maioria negros, entra de rompante no centro comercial Vasco da Gama em Lisboa, fazendo alarido e provocando uma comoção pública, os me®dia consideram que a acção da polícia foi exagerada quando expulsou o grupo do centro comercial.

Para os me®dia, é diferente ser negro ou branco; e, a seguir, dizem que “os racistas são os outros”.

meets

Segunda-feira, 28 Julho 2014

Segundo o semanário SOL, “um cão conheceu Nova Iorque”

 

Talvez a maioria das pessoas que leu a “notícia” no semanário SOL, acreditou realmente que aquele cão “conheceu” Nova Iorque. Um dia destes poderemos ler uma “notícia” no SOL: “Professor universitário leva o seu gato à biblioteca para conhecer a obra de Jean-Paul Sartre”.

cao conhece nova iorque sol

(more…)

Domingo, 27 Julho 2014

O critério duplo dos me®dia internacionais

 

EUA Bush

Terça-feira, 24 Junho 2014

Começo a pensar que faz todo o sentido impôr a censura à comunicação social

 

O semanário SOL publicou uma “notícia” acerca um “estudo científico” segundo o qual o sexo sem compromisso faz bem à saúde mental:

Um estudo da Universidade de Nova Iorque, publicado no início deste mês, mostra que ter relações sexuais com alguém com quem não mantemos uma ligação duradoura não só não dá cabo da nossa auto-estima, como faz bem à saúde mental.

Os investigadores pediram a alunos daquele estabelecimento de ensino para, durante 12 semanas, manterem um ‘diário’ da sua vida sexual e escreverem o que sentiam após terem feito ‘casual sex’ (em português seria ‘sexo casual’ ou ‘sexo sem compromisso’), lê-se no site Metro.

Segundos os autores do estudo, aqueles que mantinham relações sexuais deste género tinham níveis mais altos de auto-estima e de satisfação pessoal, bem como uma probabilidade mais baixa de desenvolverem problemas relacionados com depressões e ansiedade.

“Normalmente, os indivíduos que mantêm relações sociosexuais sem restrições sentem menos angústia e mais felicidade após as relações sexuais, o que sugere que este tipo de relacionamento pode trazer vários benefícios”, referem os investigadores.

O estudo mostra ainda que não existem diferenças quanto ao género: Tantos as mulheres como os homens são adeptos desta prática.

O artigo é assinado pela jornaleira do SOL Joana Marques Alves.

Ou seja, o sexo sem compromisso é dissociado da emoção, por um lado, e por outro lado, decorrendo dessa dissociação, o praticante do sexo sem compromisso fica em boa condição emocional.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa vê aqui uma contradição em termos; o problema é que há muita gente que não tem dois dedos de testa, porque o “estudo” é apresentado como sendo “científico” — tal como os “estudos científicos” behaviouristas que dizem que a educação de crianças por parte de pares de homossexuais é melhor do que a educação de crianças por parte de casais.

Por outro lado, a tentativa de colocar na mesma situação as mulheres e os homens é um absurdo, desde logo por razões biológicas (já nem falo em razões emocionais).

Muito sinceramente, começo a dar razão a Salazar. A comunicação terá que começar a ser censurada. Temos que voltar a impôr a censura nos me®dia. Se os jornalistas não têm discernimento e preparação para serem jornalistas, a sociedade será forçada a impôr uma censura à imprensa.

Sábado, 10 Maio 2014

O presidente da Comissão Europeia não é eleito

Filed under: Europa — O. Braga @ 8:49 am
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O presidente da Comissão Europeia não é eleito: é cooptado pelos chefes-de-estado ou de governo dos diversos países que compõem o Conselho Europeu. Depois de ser cooptado, o Conselho Europeu propõe o nome do novo presidente da Comissão Europeia ao parlamento europeu que não tem direito de veto.

A única alteração introduzida pelo Tratado de Lisboa é a de que “o Conselho Europeu deverá ter em conta o resultado das eleições para o parlamento europeu”, o que não significa que o representante do partido maioritário no parlamento europeu seja escolhido para presidente da Comissão Europeia.

Portanto, quando nós vemos nos me®dia escrito que “há dois candidatos à eleição para ao cargo de presidente da Comissão Europeia” (Juncker e Schulz), trata-se de uma falácia e de pura demagogia — porque não há nenhuma garantia de que um dos dois seja escolhido pelo Conselho Europeu.

Sábado, 8 Março 2014

O cardeal Bergoglio, a imprensa e o Vaticano

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 3:11 am
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papa ambiguo webImaginemos que o cardeal Bergoglio diz o seguinte:

“Os Estados devem regular as situações de coabitação entre homossexuais.”

1/ Logo a seguir, a imprensa (mais conhecida por “me®dia”) vem dizer que “o Papa defende as uniões-de-facto entre gays”.

2/ O Vaticano apressa-se a dizer que “o Papa não quis dizer que os Estados devem regular as situações de coabitação entre homossexuais”. “Pelo contrário”, diz o Vaticano, “o que o Papa quis dizer foi o seguinte: os Estados devem regular as situações de coabitação entre homossexuais — o que é muito diferente!”

Terça-feira, 11 Fevereiro 2014

Daniel Oliveira: o paladino da democracia dos mandadores sem lei

 

O que mais me irrita no Daniel Oliveira não é o Daniel Oliveira: antes é o “tempo de antena” que lhe é dado pelos nossos me®dia medíocres. Digamos que a mediocridade é mútua e biunívoca: les bons esprits se rencontrent…


No ano de 2000, a Suíça ocupava a primeira posição, em uma lista de 42 países, sobre a capacidade de resiliência económica. E só em 2005 o tratado de Schengen foi referendado e aprovado na Suíça. E o Daniel Oliveira escreve isto, logo de entrada:

A Suíça ficou a ganhar com os vários acordos que tem com a União Europeia. O desemprego manteve-se baixo para a população em geral (3,4%) e para os suíços em particular (2%). Os salários cresceram 0,6% (mais do que antes dos acordos com a União). A economia cresceu acima da média europeia e mais de metade das exportações da Suíça vão, graças à abertura dos mercados, para a União. Ninguém no seu prefeito juízo põe em causa as vantagens deste país rico, livre dos constrangimentos do euro e dos tratados, cercado por estados membros, manter estes acordos com a União. Mas os referendos não definem políticas coerentes nem estratégias económicas. E recusam o cinzento de que resulta qualquer processo negocial.”

O Daniel Oliveira inverte a ordem cronológica dos factos históricos: ou seja, segundo ele, a Suíça já tinha beneficiado de Schengen (que é o que está em causa aqui) antes de ter adoptado Schengen! Depois disto, pouco mais há a dizer acerca do textículo.

daniel oliveira dark vader[4]Gentalha como o Daniel Oliveira confunde propositadamente o conceito de “democracia directa” — tal qual era entendida na Atenas grega, o que é objectivamente impossível nas sociedades modernas com milhões de habitantes —, por um lado, com “democracia participativa”, por outro lado, em que existem pacificamente mecanismos referendários no interior de uma democracia representativa. Burros como o Daniel Oliveira confundem sistematicamente “legalidade” e “legitimidade”; e claro que os me®dia aplaudem e corroboram, porque não há poder mais ilegítimo do que o da comunicação social.

Para o Daniel Oliveira e gentalha da sua espécie (incluindo o deputado João Almeida do CDS/PP, por exemplo), os referendos só são bons se as sondagens indiciam que eles vão ganhar. Mas “Que horrível cheiro a povo!”.

É preciso que o povo corra com esta gentalha da política para fora; gente estúpida mas que se considera o supra sumo da inteligência; burros que se auto-proclamam de uma elite; “são os mordomos do universo todo, senhores à força, mandadores sem lei, vêm em bandos com pés de veludo, dançam a ronda no pinhal do rei; e se alguém se engana com o seu ar sisudo, eles comem tudo, eles comem tudo…”

Segunda-feira, 10 Fevereiro 2014

Touradas: um recado para os me®dia portugueses: o povo não pode comer lagosta!

 

anti-tourada

Os me®dia portugueses alinham vergonhosa e despudoradamente à esquerda — principalmente aquele pasquim Púbico e gay de Belmiro de Azevedo. E é também por isso é que os portugueses cada vez menos lêem jornais. Por mim, jornais como o Público não fazem falta nenhuma: já deveriam ter fechado ontem.

A intoxicação me®diática politicamente correcta contra as touradas vem de uma pseudo-elite que diz que não come carne mas come certamente lagosta. Mas os estudos de opinião dizem que a esmagadora maioria do povo português come carne e não pode comer lagosta.

Domingo, 10 Novembro 2013

Nunca utilizem o sarcasmo com um jornalista português

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,me®dia — O. Braga @ 9:07 am
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Se um jornalista português perguntar se o Papa vai aprovar o "casamento" gay nas igrejas, e se você responder: “Sim!, e também vai tornar-se muçulmano!”, no dia seguinte aparecem as parangonas:

 

papa nos merdia

Quarta-feira, 23 Outubro 2013

O jornal Público é uma espécie de blogue

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:38 am
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publico opiniao maminhas web png
O jornal Público deveria ter uma parte do jornal dedicada exclusivamente à opinião dos seus jornalistas; deveria criar blogues pessoais dentro da edição "na rede" do jornal, o que teria a vantagem de o leitor incauto poder saber de antemão o que é notícia e o que é opinião dos jornalistas. De todos os jornais portugueses, o pasquim Público é o mais perigoso porque mistura sistematicamente notícia com opinião.

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