perspectivas

Quarta-feira, 4 Maio 2016

O tipo de censura que o José Pacheco Pereira gosta

 

Ele há dois tipos de censura: a boa censura (defendida pelos “intelectuais” “progressistas” como o José Pacheco Pereira) e a má censura (a Salazarista).

O Primeiro – Ministro húngaro, Viktor Orbán esteve em Portugal, onde no dia 15 de Abril, participou na Conferência da Internacional Cristã Democrata. Que se saiba apenas o Jornal “Expresso” noticiou o evento.

Entretanto quase todos os órgãos de comunicação social (OCS) verteram horas de imagens, som e resmas de escrita, sobre a multitude de jogos de futebol entretanto ocorridos.

As eleições presidenciais na Áustria deram, na 1ª volta, o apuramento para o despique final, um candidato tido de extrema – direita, juntamente com outro de extrema – esquerda (camuflado com o rótulo de ecologista), com a “originalidade” da derrota clamorosa de todos os candidatos do “centrão”.

Pois o país ficou a ignorar, praticamente tais resultados e o que se passou…

Adamastor

A boa censura é aquela que garante o pensamento único e que impede o contraditório. É a censura correcta, a que o José Pacheco Pereira e quejandos gostam. É a censura do agit-prop pachequiano que impede as pessoas de pensar — porque essa coisa de as pessoas pensarem, é perigoso!, tão perigoso que justifica a lobotomia colectiva da pseudo-informação e da sub-informação.

Para justificar a boa censura, o José Pacheco Pereira utiliza palavras-mestras: fascista, nazi, direita radical, racistas, xenófobos, etc.. Com um nome destes colado nas costas, a censura e a caça às bruxas ficam automaticamente justificadas.

Quinta-feira, 14 Abril 2016

A Esquerda e a espiral do silêncio

 

A Helena Matos chama aqui a atenção para a actual distorção da democracia:

“As barrigas de aluguer têm ido no tropel das chamadas causas fracturantes relacionadas com os direitos dos homossexuais. E a partir do momento em que tal acontece não se discute mais nada porque se fica logo sob o espectro de se ser considerado reaccionário, atrasado e tudo o mais que as pessoas bonitas, com muitos likes, não são. O resultado dessa anomia da sociedade perante essa milícia dita progressista é que os assuntos já nem se discutem. É fatal como o destino que se o BE e a ala jacobina do PS colocam um assunto na agenda ele vai inundar os noticiários. Caso contrário não há assunto”.

Ainda vamos a tempo

O termo “espiral do silêncio” foi cunhado pela filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação — muitas vezes falsa! — de que as suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de "espiral do silêncio" baseia-se em três premissas:

  • As pessoas têm uma intuição ou um sexto-sentido que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;
  • As pessoas têm medo de serem isoladas socialmente ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social;
  • As pessoas apresentam reticências ou até medo em expressar as suas opiniões minoritárias, por terem receio de sofrer o isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.

shut-upQuanto mais uma pessoa acredita que a sua opinião sobre um determinado assunto está mais próxima da opinião pública julgada maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. Então, e se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa reconhecerá que a sua opinião não coincide já com a opinião da maioria, e por isso terá menos vontade de a expressar publicamente. E à medida em que a distância entre a opinião dessa pessoa e a opinião pública aumenta, aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar e de se auto-censurar.

Os meios de comunicação social são um factor essencial de estabelecimento da “espiral do silêncio”, na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência politicamente correcta, emanada da comunicação social, entram em “espiral do silêncio” — muitas vezes constituindo uma “maioria silenciosa”. Mas neste momento acontece um fenómeno especial: os próprios meios de comunicação social e os jornalistas são vítimas da espiral do silêncio.

Aconteceu uma situação semelhante à actual nas famosas manifestações da “maioria silenciosa” em Lisboa e no Porto, durante o PREC [Processo Revolucionário em Curso]. O activismo político de uma pequeníssima minoria de radicais comunistas e jacobinos era de tal modo eficaz — em termos dos me®dia — que a esmagadora maioria do povo entrou em espiral de silêncio, e foi preciso que a sociedade civil se organizasse para que as pessoas do povo se sentissem desinibidas e a manifestarem publicamente a sua discordância em relação aos radicais de Esquerda.

Quarta-feira, 23 Março 2016

Os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados islâmicos

 

O argumento segundo o qual “os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados” e que “os bombistas eram belgas”, tem vindo a ser utilizado ad Nauseam pelos “progressistas” nos me®dia.

Porém, a realidade é diferente da ficção politicamente correcta.

O terceiro homem do atentado do aeroporto de Bruxelas, Najim Laachraoui, veio “refugiado” da Síria e foi recrutado na Hungria por Salah Abdeslam a 9 de Setembro de 2015.

Obviamente que os me®dia portugueses não se referem a este facto, porque praticam sistematicamente a sub-informação.

Fica assim destruída a tese segundo a qual “os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados islâmicos”.

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Terça-feira, 8 Março 2016

A histeria instalou-se no FC Porto

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:30 pm
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Os me®dia lisboetas ganharam a batalha. Falta saber se ganharão a guerra.

Começaram por dizer que a tradicional disputa regionalista do FC Porto era um anacronismo; minaram a mística regionalista do clube, e os passarinheiros da ribeira do Douro que arribam a Lisboa e ao Terreiro do Paço, foram os primeiros a cair na lógica lisboeira do Miguel Sousa Tavares acerca do FC Porto.

Depois de controlar uma dúzia de iluminados ditos “portistas” a soldo dos me®dia lisboetas, a táctica me®diática avançou no sentido de dividir a opinião dos adeptos e sócios do FC Porto em geral. E, finalmente, depois de dividir os sócios, os me®dia da capital-do-império-que-já-não-existe furaram a famigerada blindagem do balneário do FC Porto.

Não há dúvida de um facto: a permeabilidade do FC Porto em relação aos me®dia lisboeiros é devida, em grande parte, à direcção do FC Porto. Faltou cerrar fileiras e proibir a entrada dos me®dia, à moda de Pedroto. É este trabalho de blindagem do clube que terá que ser feito urgentemente.

Quarta-feira, 17 Fevereiro 2016

Os cães tendem a desaparecer em Portugal

 

Lembro-me da anedota: a inspecção do Estado vai a uma granja no Alentejo e pergunta ao proprietário: “¿Qual é a alimentação que você dá aos seus porcos?” — ao que o alentejano responde: “Eu não dou alimentação nenhuma! Dou cinco Euros a cada um deles, e eles que comam o quiserem!”.

Um dias destes vai acontecer o mesmo com os cães. Ninguém vai querer ter um cão. A polícia pergunta ao cidadão: “¿Como é que você trata o seu cão?”; e o cidadão responde: “Eu não tenho cão! Encontrei esse aí na rua, por acaso!”.

 

Terça-feira, 16 Fevereiro 2016

As notícias dos merdia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 2:41 pm
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“Há 20 portugueses que pediram à associação suíça Dignitas que os ajudasse a morrer. Estão à espera”.

Eutanásia. Há 20 portugueses que pediram para morrer na Suíça

A lógica é a seguinte:

  • basta que exista um só (1) português que exija a legalização da eutanásia, esta deve ser legalizada em nome dos “direitos do indivíduo”.

A agenda política é a seguinte:

  • há que transformar esses 20 portugueses (0,0004% da população adulta) em 1.000, depois em 2.000, depois em 10.000, e melhor se forem 100.000. Se todos os portugueses optarem pela eutanásia, a vitória progressista estará garantida. Para isso, os progressistas contam com o progresso da opinião pública promovido pelos me®dia politicamente correctos.

Terça-feira, 19 Janeiro 2016

Os belgas andam a ficar muito bronzeados

 

Eis a fotografia de um belgasegundo os me®dia — detido ontem e ligado aos atentados de 13 de Novembro em Paris.

belga-moderno

Repare-se nas semelhanças com o capitão Haddock, do Tintim.

Captain_Haddock

Quinta-feira, 14 Janeiro 2016

O Francisco Sena Santos “supunheta”

 

Em ciência, desconfiamos das coincidências. A indução é raciocínio por analogia; perante uma coincidência, procuramos encontrar um qualquer nexo causal que a justifique. Podemos estar errados no nosso raciocínio, mas não podemos desprezar a indução.

Toussenel, que foi discípulo de Fourier, dizia que “a analogia possui o privilégio de não poder ensinar uma ciência sem as ensinar a todas”.

Quando dois fenómenos coincidem no tempo e no espaço, o espírito científico fica em estado de alerta e raciocina por analogia (indução). Por exemplo, coincide no tempo e no espaço que a Alemanha recebeu cerca de 1 milhão de “refugiados” desde o verão de 2015, por um lado, e por outro lado aconteceram as agressões a mulheres em várias cidades alemãs, durante a noite de Ano Novo, por parte de homens de origem muçulmana.

Mas o Francisco Sena Santos (FSS) não aceita o raciocínio por analogia e despreza as coincidências:

“Mas este caso da noite de passagem de ano em Colónia – há relatos de outros em outras cidades alemãs, o que já levou as autoridades alemãs a falarem de ataque organizado – remete unanimemente para agressores da bacia sul do Mediterrâneo. Apareceu logo quem apontasse o dedo aos refugiados a quem Merkel abriu as portas no último Verão. Custa crer que os agressores possam ser os novos refugiados. Não parece provável que gente que acaba de arriscar a vida para chegar à terra ambicionada arrisque pôr a esperança em causa encurralando-se numa noite de loucura. Aliás, os indícios já disponíveis apontam para imigrantes de segunda ou terceira geração, jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa e que sentem que conquistam poder ao impor o medo.

Não sabemos ao certo o que estava na cabeça dos agressores. Nem sabemos exactamente quem são. Sabemos que a maioria deles tem origens no mundo árabe-muçulmano. Supõe-se que a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”.

Ou seja, para o FSS, o facto de terem entrado em 2015, e na Alemanha, cerca de 1 milhão de “refugiados” não significa que os ataques a mulheres alemãs tenham vindo da parte destes.

Segundo o FSS, a culpa do comportamento dos jovens muçulmanos é da sociedade alemã: “jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa”. Coitados! Se os jovens muçulmanos violam mulheres alemãs, é óbvio que a culpa é dos alemães.

Isto é típico do arquétipo mental do politicamente correcto: a inversão da moral.

E depois, o FSS entra no âmbito do “supunhetamos”: ele “supunheta” que “a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”. E ¿por quê? Porque sim! Perante determinadas coincidências factuais, somos livres de “supunhetar”. Podemos supunhetar, por exemplo, que o facto de a chuva cair não tem nada a ver com o fenómeno da evaporação e da condensação da água; podemos dizer, em vez disso, que a chuva cai porque o S. Pedro está zangado connosco.

Supunhetar não paga imposto. O problema é que o FSS é jornalista e escreve nos me®dia, e por isso o povo tem que aturar a sua (dele) masturbação politicamente correcta.

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

O piropo dá prazer aos reles operários das classes baixas

 

A jornaleira Ana Paula Azevedo (seja ela quem for) escreve acerca da lei da piropofobia. E concorda com a lei: “habituem-se”, diz ela.

“Ora, segundo qualquer bom dicionário de Português, o piropo é um elogio dos atributos físicos de alguém.

Tendo em conta a formulação equilibrada encontrada na nova lei, não se compreendem as dúvidas e as reacções inflamadas. Pelo contrário, têm aí a melhor protecção que podia ser dada ao piropo e a quem tem o direito de continuar a expressar o seu espanto por ver uma flor a andar – é uma questão de gosto.

Já os comentários de carácter exibicionista ou de teor sexual e em tom intimidatório dirigidos a um homem ou a uma mulher, rapaz ou rapariga, todos sabemos quais são – e são estes que passaram a estar, e muito bem, sob alçada da lei. Habituem-se.”

Ou seja, a jornaleira Ana Paula Azevedo faz a distinção entre piropo (que ela considera com sendo “um elogio dos atributos físicos de alguém”), por um lado, e “comentários de teor sexual”, por outro lado — o que significa que, para ela, “um elogio dos atributos físicos de alguém” não é “um comentário de teor sexual”.

Por aqui se vê o nível de quem escreve nos me®dia e da elite política lisboeta que comanda os nossos destinos.

Se eu disser: “Tens um corpinho de sereia”, estou a fazer “um elogio dos atributos físicos de alguém”. Mas, segundo a jornaleira, não se trata de “um comentário de teor sexual”. Ela consegue a proeza de separar os elogios aos atributos físicos de alguém, por um lado, dos comentários de teor sexual, por outro lado. É obra desenganada!

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quakers) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

O politicamente correcto é uma nova forma de puritanismo. O piropo é proibido não porque uma mulher madura sofra com ele, mas porque dá prazer aos reles trabalhadores das classes baixas. Este puritanismo hipócrita e politicamente correcto estende-se ao feminismo: é proibido o piropo, mas pode-se abortar à fartazana a expensas do Estado.

Segunda-feira, 4 Janeiro 2016

A Elisabete Rodrigues e o mimetismo cultural do assassinato doméstico

 

¿Já reparou, o leitor, que raramente aparecem nos me®dia estatísticas sobre suicídios? ¿E por quê? Uma das razões — se não a principal — é a de que publicação de estatísticas de suicídios induz a um comportamento mimético (mimetismo cultural). Quanto mais se noticiam suicídios, mais suicídios ocorrem.

As últimas estatísticas publicadas em Espanha sobre o suicídio revelam que, em 2013, suicidaram-se 3.870 pessoas, e destas, 2.911 homens e 959 mulheres. Falamos de mais de mais de 10 mortes por dia, sem que saibamos ao certo as causas.

E notem que o número de homens que se suicida é muitíssimo superior ao de mulheres; e a estatísticas espanholas dizem também que a percentagem de homens que se suicidam em função do divórcio, cuja legislação beneficia as mulheres, é relativamente grande: muitas vezes, o divórcio tira-lhes a casa, os filhos, o salário, e a dignidade com falsas acusações que os estigmatizam para toda a vida.

¿Por que razão a estatística dos assassínios de mulheres perpetrados pelos respectivos maridos não é alvo de um tratamento noticioso mais cuidadoso?

A única ideia que me ocorre é a de que o que se pretende é que o fenómeno cultural mimético da violência doméstica mortífera prolifere na cultura antropológica — porque, não há razão para que se tenha cuidado com os números do suicídio, e não se tenha a mesma preocupação com os números dos assassinatos domésticos.

Perante isto, a Elisabete Rodrigues tinha que vir à tona falar das 35 mulheres que foram assassinadas em Portugal, em 2014, pelos respectivos companheiros. Este discurso nos me®dia é recorrente; os me®dia não se preocupam com o mimetismo cultural: querem é vender jornais, nem que seja à custa de mais mortes. Ademais, a política correcta não se preocupa com as causas do fenómeno; e ao quererem transformar a mulher em vítima endémica, nada mais fazem do que piorar o estatuto da mulher na cultura antropológica.

Domingo, 3 Janeiro 2016

A criptocracia e o Correio da Manhã

Filed under: Política — O. Braga @ 12:13 pm
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“A principal razão porque se lêem jornais é porque têm notícias, porque os seus jornalistas as procuram agressivamente e são capazes de passar dos “recados” semanais para a primeira página, do “cultivo das fontes”, do jornalismo de telefonema, da agenda igual para todos, do jornalismo de rebanho, da mistura crescente entre opinião e jornalismo, que normalmente é mais opinião do que jornalismo, para a procura de notícias, principalmente aquelas que os vários poderes não querem que sejam dadas e que são quase todas”.

José Pacheco Pereira.

Ámen.

criptocraciaEm primeiro lugar, a notícia é a novidade; mas não é qualquer novidade: há muitas novidades que não têm qualquer interesse geral. Por isso, em segundo lugar, a notícia é a novidade que a maioria das pessoas procura; e esta procura depende de uma sensação generalizada segundo a qual há novidades que são escondidas (sub-informação) ou escamoteadas (pseudo-informação) pelo Poder.

Ou seja, quando a notícia é a novidade procurada, o jornal que a veicula passa, de certa forma, a encarnar a Autoridade, e não o Poder.

Faz parte da cultura de Esquerda (e da “direita” neoliberal que também se fundamenta em pressupostos económicos, e não, em primeiro lugar, em pressupostos culturais) não fazer a distinção entre Autoridade, por um lado, e Poder, por outro lado. E a maioria dos jornais portugueses são de esquerda (com excepção do Correio da Manhã, que é o exemplo que o José Pacheco Pereira dá de jornalismo que escapa à crise).

É uma característica da Esquerda negar a Autoridade e venerar o Poder, misturando os dois conceitos como sendo um único; para a Esquerda, Poder é sinónimo de Autoridade.

E quando a Autoridade é escamoteada e o Poder exaltado, entramos em uma criptocracia, que é a legalização de um Poder oculto ou secreto, desprovido de Autoridade. E em uma criptocracia não podem haver novidades procuradas nos jornais, porque a própria razão de existência da criptocracia é o exercício do Poder secreto — e aqui entra também a maçonaria (que o José Pacheco Pereira tanto respeita) na construção da criptocracia.

Domingo, 27 Dezembro 2015

O jornal Público e a crise da imprensa diária

 

Eu não queria ser (actualmente) responsável pela área comercial de um jornal diário. A demonstração disto está neste artigo publicado no jornal Público por uma criatura que dá pelo nome de Alexandra Lucas Coelho.

Segundo a escriba, o corolário da crise da imprensa diária desemboca na necessidade de deixar de a imprensa ser um negócio, para ser um instrumento de “responsabilidade social”. Esta posição explica, em parte, a crise do jornal a que eu chamo de jornal “Púbico”.

“A mudança histórica, então, seria deixarem de ser pensados como um negócio — propício ao prejuízo, a cada ano decepcionante para accionistas e desestabilizador para trabalhadores que vão perdendo condições — e serem tomados como responsabilidade social”.

Para não acabar de vez com os jornais (e a democracia)

Desde o surgimento da imprensa com Gutemberg, esta sempre foi a sobreposição do negócio e da “responsabilidade social”; mas a criatura pensa que o negócio deve ser descurado para que a imprensa pertença sobretudo a uma área de “responsabilidade social”. Esta posição é um decalque actualizado da lógica comunista, onde o facto de os jornais darem prejuízo era justificado pela “responsabilidade social” que era um eufemismo para “propaganda ideológica”.

(more…)

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