perspectivas

Quarta-feira, 25 Maio 2016

O saralho da Carrilho: o jornalismo bateu no fundo

 

“Há em Portugal, nos portugueses, uma tendência quase natural de jogar aos opostos. Se é isto, não pode ser aquilo também. Se se acredita em algo, não se pode aceitar que o contrário seja igualmente válido, apenas não objecto da nossa crença.

É assim, por exemplo, em relação aos artistas. Se é cantor, não pode ser actor também. Se trabalha com fado, não pode ter uma incursão noutro género, sob o risco de ser considerado traidor. E é assim também em assuntos bem mais fundamentais. Da vida e da morte”.

Sobre o direito a não ser julgado na morte ( Raquel Carrilho, jornalista)

Para a jornalista, aceitar ou não a eutanásia, é como ser cantor e não ser também actor. Ela coloca em um mesmo plano dos valores o desejo de dar um tiro na cabeça, por um lado, e o desejo de trabalhar com o fado e com outra música qualquer, por outro lado.

Quando nós acreditamos que a eutanásia é intrinsecamente negativa e não aceitamos que ela possa ser válida, trata-se de moral, em que o princípio é aquilo que comanda a acção sob a forma de regra ou de uma norma.

Ou seja, a moral tem princípios.

Por exemplo, se alguém disser à Raquel Carrilho que “a escravatura é coisa boa”, ela terá possivelmente o discernimento necessário para repudiar essa afirmação em nome dos seus (dela) princípios morais. Mas quando os princípios morais dela não coincidem com os de outros, ela compara os princípios morais dos outros a simples escolhas musicais.

Eu não conheço a Raquel Carrilho, e por isso não sei se ela é burra ou se é perversa.

Segunda-feira, 23 Maio 2016

Ser “islamófobo” é uma virtude

 

O jornal Púbico diz que o novo presidente da Áustria é de “extrema-direita” porque é “islamófobo”. Ou seja, parece que ser progressista e de Esquerda é ser islamófilo. Esta coisa das “fobias” (homofobia, islamofobia, etc.) tem a vantagem de criar as “filias” por contraposição.

  • Se ser islamófobo é defender os direitos naturais das mulheres enquanto seres humanos;
  • se ser islamófobo é defender os direitos naturais dos homossexuais enquanto seres humanos;
  • se ser islamófobo é defender a liberdade de expressão;
  • se ser islamófobo é defender o direito à existência das culturas antropológicas dos diferentes povos, e o legado histórico nacional,

então, ser islamófobo é uma virtude. Todos deveríamos ser islamófobos sem que o politicamente correcto e o jornal Púbico nos apodasse de “extrema-direita”.

Quarta-feira, 11 Maio 2016

Não é nada que umas mezinhas não remedeiem

 

antistigma1“Emissora nacional, noticiário às 8h30 (cito de cór) — «Um homem feriu quatro pessoas com uma faca numa estação perto de Munique. Um dos feridos morreu. O Ministério Público admite motivações políticas para este atentado. Segundo uma testemunha o homem investiu sobre os circunstantes aos gritos de Alá é grande…»

P.S.: na página da emissora nacional diz que o autor do atentado de Munique é um «jovem alemão». Calhando esses jornalistas em investigar bem as «motivações políticas» do «jovem alemão» e vamos nós a ver se não descobrem eles a verdadeira verdade do atentado…”

Do insuportável evangelismo radiofónico

 

nonconfundir

Quarta-feira, 4 Maio 2016

O tipo de censura que o José Pacheco Pereira gosta

 

Ele há dois tipos de censura: a boa censura (defendida pelos “intelectuais” “progressistas” como o José Pacheco Pereira) e a má censura (a Salazarista).

O Primeiro – Ministro húngaro, Viktor Orbán esteve em Portugal, onde no dia 15 de Abril, participou na Conferência da Internacional Cristã Democrata. Que se saiba apenas o Jornal “Expresso” noticiou o evento.

Entretanto quase todos os órgãos de comunicação social (OCS) verteram horas de imagens, som e resmas de escrita, sobre a multitude de jogos de futebol entretanto ocorridos.

As eleições presidenciais na Áustria deram, na 1ª volta, o apuramento para o despique final, um candidato tido de extrema – direita, juntamente com outro de extrema – esquerda (camuflado com o rótulo de ecologista), com a “originalidade” da derrota clamorosa de todos os candidatos do “centrão”.

Pois o país ficou a ignorar, praticamente tais resultados e o que se passou…

Adamastor

A boa censura é aquela que garante o pensamento único e que impede o contraditório. É a censura correcta, a que o José Pacheco Pereira e quejandos gostam. É a censura do agit-prop pachequiano que impede as pessoas de pensar — porque essa coisa de as pessoas pensarem, é perigoso!, tão perigoso que justifica a lobotomia colectiva da pseudo-informação e da sub-informação.

Para justificar a boa censura, o José Pacheco Pereira utiliza palavras-mestras: fascista, nazi, direita radical, racistas, xenófobos, etc.. Com um nome destes colado nas costas, a censura e a caça às bruxas ficam automaticamente justificadas.

Quinta-feira, 14 Abril 2016

A Esquerda e a espiral do silêncio

 

A Helena Matos chama aqui a atenção para a actual distorção da democracia:

“As barrigas de aluguer têm ido no tropel das chamadas causas fracturantes relacionadas com os direitos dos homossexuais. E a partir do momento em que tal acontece não se discute mais nada porque se fica logo sob o espectro de se ser considerado reaccionário, atrasado e tudo o mais que as pessoas bonitas, com muitos likes, não são. O resultado dessa anomia da sociedade perante essa milícia dita progressista é que os assuntos já nem se discutem. É fatal como o destino que se o BE e a ala jacobina do PS colocam um assunto na agenda ele vai inundar os noticiários. Caso contrário não há assunto”.

Ainda vamos a tempo

O termo “espiral do silêncio” foi cunhado pela filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação — muitas vezes falsa! — de que as suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de "espiral do silêncio" baseia-se em três premissas:

  • As pessoas têm uma intuição ou um sexto-sentido que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;
  • As pessoas têm medo de serem isoladas socialmente ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social;
  • As pessoas apresentam reticências ou até medo em expressar as suas opiniões minoritárias, por terem receio de sofrer o isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.

shut-upQuanto mais uma pessoa acredita que a sua opinião sobre um determinado assunto está mais próxima da opinião pública julgada maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. Então, e se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa reconhecerá que a sua opinião não coincide já com a opinião da maioria, e por isso terá menos vontade de a expressar publicamente. E à medida em que a distância entre a opinião dessa pessoa e a opinião pública aumenta, aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar e de se auto-censurar.

Os meios de comunicação social são um factor essencial de estabelecimento da “espiral do silêncio”, na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência politicamente correcta, emanada da comunicação social, entram em “espiral do silêncio” — muitas vezes constituindo uma “maioria silenciosa”. Mas neste momento acontece um fenómeno especial: os próprios meios de comunicação social e os jornalistas são vítimas da espiral do silêncio.

Aconteceu uma situação semelhante à actual nas famosas manifestações da “maioria silenciosa” em Lisboa e no Porto, durante o PREC [Processo Revolucionário em Curso]. O activismo político de uma pequeníssima minoria de radicais comunistas e jacobinos era de tal modo eficaz — em termos dos me®dia — que a esmagadora maioria do povo entrou em espiral de silêncio, e foi preciso que a sociedade civil se organizasse para que as pessoas do povo se sentissem desinibidas e a manifestarem publicamente a sua discordância em relação aos radicais de Esquerda.

Quarta-feira, 23 Março 2016

Os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados islâmicos

 

O argumento segundo o qual “os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados” e que “os bombistas eram belgas”, tem vindo a ser utilizado ad Nauseam pelos “progressistas” nos me®dia.

Porém, a realidade é diferente da ficção politicamente correcta.

O terceiro homem do atentado do aeroporto de Bruxelas, Najim Laachraoui, veio “refugiado” da Síria e foi recrutado na Hungria por Salah Abdeslam a 9 de Setembro de 2015.

Obviamente que os me®dia portugueses não se referem a este facto, porque praticam sistematicamente a sub-informação.

Fica assim destruída a tese segundo a qual “os atentados de Bruxelas não têm nada a ver com os refugiados islâmicos”.

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Terça-feira, 8 Março 2016

A histeria instalou-se no FC Porto

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:30 pm
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Os me®dia lisboetas ganharam a batalha. Falta saber se ganharão a guerra.

Começaram por dizer que a tradicional disputa regionalista do FC Porto era um anacronismo; minaram a mística regionalista do clube, e os passarinheiros da ribeira do Douro que arribam a Lisboa e ao Terreiro do Paço, foram os primeiros a cair na lógica lisboeira do Miguel Sousa Tavares acerca do FC Porto.

Depois de controlar uma dúzia de iluminados ditos “portistas” a soldo dos me®dia lisboetas, a táctica me®diática avançou no sentido de dividir a opinião dos adeptos e sócios do FC Porto em geral. E, finalmente, depois de dividir os sócios, os me®dia da capital-do-império-que-já-não-existe furaram a famigerada blindagem do balneário do FC Porto.

Não há dúvida de um facto: a permeabilidade do FC Porto em relação aos me®dia lisboeiros é devida, em grande parte, à direcção do FC Porto. Faltou cerrar fileiras e proibir a entrada dos me®dia, à moda de Pedroto. É este trabalho de blindagem do clube que terá que ser feito urgentemente.

Quarta-feira, 17 Fevereiro 2016

Os cães tendem a desaparecer em Portugal

 

Lembro-me da anedota: a inspecção do Estado vai a uma granja no Alentejo e pergunta ao proprietário: “¿Qual é a alimentação que você dá aos seus porcos?” — ao que o alentejano responde: “Eu não dou alimentação nenhuma! Dou cinco Euros a cada um deles, e eles que comam o quiserem!”.

Um dias destes vai acontecer o mesmo com os cães. Ninguém vai querer ter um cão. A polícia pergunta ao cidadão: “¿Como é que você trata o seu cão?”; e o cidadão responde: “Eu não tenho cão! Encontrei esse aí na rua, por acaso!”.

 

Terça-feira, 16 Fevereiro 2016

As notícias dos merdia

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 2:41 pm
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“Há 20 portugueses que pediram à associação suíça Dignitas que os ajudasse a morrer. Estão à espera”.

Eutanásia. Há 20 portugueses que pediram para morrer na Suíça

A lógica é a seguinte:

  • basta que exista um só (1) português que exija a legalização da eutanásia, esta deve ser legalizada em nome dos “direitos do indivíduo”.

A agenda política é a seguinte:

  • há que transformar esses 20 portugueses (0,0004% da população adulta) em 1.000, depois em 2.000, depois em 10.000, e melhor se forem 100.000. Se todos os portugueses optarem pela eutanásia, a vitória progressista estará garantida. Para isso, os progressistas contam com o progresso da opinião pública promovido pelos me®dia politicamente correctos.

Terça-feira, 19 Janeiro 2016

Os belgas andam a ficar muito bronzeados

 

Eis a fotografia de um belgasegundo os me®dia — detido ontem e ligado aos atentados de 13 de Novembro em Paris.

belga-moderno

Repare-se nas semelhanças com o capitão Haddock, do Tintim.

Captain_Haddock

Quinta-feira, 14 Janeiro 2016

O Francisco Sena Santos “supunheta”

 

Em ciência, desconfiamos das coincidências. A indução é raciocínio por analogia; perante uma coincidência, procuramos encontrar um qualquer nexo causal que a justifique. Podemos estar errados no nosso raciocínio, mas não podemos desprezar a indução.

Toussenel, que foi discípulo de Fourier, dizia que “a analogia possui o privilégio de não poder ensinar uma ciência sem as ensinar a todas”.

Quando dois fenómenos coincidem no tempo e no espaço, o espírito científico fica em estado de alerta e raciocina por analogia (indução). Por exemplo, coincide no tempo e no espaço que a Alemanha recebeu cerca de 1 milhão de “refugiados” desde o verão de 2015, por um lado, e por outro lado aconteceram as agressões a mulheres em várias cidades alemãs, durante a noite de Ano Novo, por parte de homens de origem muçulmana.

Mas o Francisco Sena Santos (FSS) não aceita o raciocínio por analogia e despreza as coincidências:

“Mas este caso da noite de passagem de ano em Colónia – há relatos de outros em outras cidades alemãs, o que já levou as autoridades alemãs a falarem de ataque organizado – remete unanimemente para agressores da bacia sul do Mediterrâneo. Apareceu logo quem apontasse o dedo aos refugiados a quem Merkel abriu as portas no último Verão. Custa crer que os agressores possam ser os novos refugiados. Não parece provável que gente que acaba de arriscar a vida para chegar à terra ambicionada arrisque pôr a esperança em causa encurralando-se numa noite de loucura. Aliás, os indícios já disponíveis apontam para imigrantes de segunda ou terceira geração, jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa e que sentem que conquistam poder ao impor o medo.

Não sabemos ao certo o que estava na cabeça dos agressores. Nem sabemos exactamente quem são. Sabemos que a maioria deles tem origens no mundo árabe-muçulmano. Supõe-se que a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”.

Ou seja, para o FSS, o facto de terem entrado em 2015, e na Alemanha, cerca de 1 milhão de “refugiados” não significa que os ataques a mulheres alemãs tenham vindo da parte destes.

Segundo o FSS, a culpa do comportamento dos jovens muçulmanos é da sociedade alemã: “jovens socialmente débeis que se consideram discriminados na Europa”. Coitados! Se os jovens muçulmanos violam mulheres alemãs, é óbvio que a culpa é dos alemães.

Isto é típico do arquétipo mental do politicamente correcto: a inversão da moral.

E depois, o FSS entra no âmbito do “supunhetamos”: ele “supunheta” que “a maioria dos agressores vem do meio dos imigrantes, não do dos refugiados”. E ¿por quê? Porque sim! Perante determinadas coincidências factuais, somos livres de “supunhetar”. Podemos supunhetar, por exemplo, que o facto de a chuva cair não tem nada a ver com o fenómeno da evaporação e da condensação da água; podemos dizer, em vez disso, que a chuva cai porque o S. Pedro está zangado connosco.

Supunhetar não paga imposto. O problema é que o FSS é jornalista e escreve nos me®dia, e por isso o povo tem que aturar a sua (dele) masturbação politicamente correcta.

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

O piropo dá prazer aos reles operários das classes baixas

 

A jornaleira Ana Paula Azevedo (seja ela quem for) escreve acerca da lei da piropofobia. E concorda com a lei: “habituem-se”, diz ela.

“Ora, segundo qualquer bom dicionário de Português, o piropo é um elogio dos atributos físicos de alguém.

Tendo em conta a formulação equilibrada encontrada na nova lei, não se compreendem as dúvidas e as reacções inflamadas. Pelo contrário, têm aí a melhor protecção que podia ser dada ao piropo e a quem tem o direito de continuar a expressar o seu espanto por ver uma flor a andar – é uma questão de gosto.

Já os comentários de carácter exibicionista ou de teor sexual e em tom intimidatório dirigidos a um homem ou a uma mulher, rapaz ou rapariga, todos sabemos quais são – e são estes que passaram a estar, e muito bem, sob alçada da lei. Habituem-se.”

Ou seja, a jornaleira Ana Paula Azevedo faz a distinção entre piropo (que ela considera com sendo “um elogio dos atributos físicos de alguém”), por um lado, e “comentários de teor sexual”, por outro lado — o que significa que, para ela, “um elogio dos atributos físicos de alguém” não é “um comentário de teor sexual”.

Por aqui se vê o nível de quem escreve nos me®dia e da elite política lisboeta que comanda os nossos destinos.

Se eu disser: “Tens um corpinho de sereia”, estou a fazer “um elogio dos atributos físicos de alguém”. Mas, segundo a jornaleira, não se trata de “um comentário de teor sexual”. Ela consegue a proeza de separar os elogios aos atributos físicos de alguém, por um lado, dos comentários de teor sexual, por outro lado. É obra desenganada!

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quakers) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

O politicamente correcto é uma nova forma de puritanismo. O piropo é proibido não porque uma mulher madura sofra com ele, mas porque dá prazer aos reles trabalhadores das classes baixas. Este puritanismo hipócrita e politicamente correcto estende-se ao feminismo: é proibido o piropo, mas pode-se abortar à fartazana a expensas do Estado.

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