perspectivas

Domingo, 28 Junho 2009

O materialismo ou o ‘disparate do século XX’

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Terça-feira, 16 Junho 2009

As contradições do marxismo

Este artigo de Olavo de Carvalho faz uma análise objectiva do que significa o marxismo em termos práticos, e foi escrito de uma forma que toda a gente pode entender.

Nas últimas eleições europeias, dois partidos marxistas [Bloco de Esquerda e o Partido Comunista] conseguiram (os dois somados) mais de 20% dos votos. Naturalmente que muitos portugueses que votaram nesses dois partidos marxistas ou não sabem o que é o marxismo, ou desvalorizam a vertente ideológica dando mais importância às agendas políticas de circunstância e oportunistas que fazem a bandeira da “justiça” e da “igualdade”.
Porém, existem pessoas ― principalmente os mais jovens ― que acreditam na “fé marxista” como isenta de qualquer incoerência; é para as pessoas da “fé marxista” que escrevo este postal.

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Segunda-feira, 11 Agosto 2008

Olavo de Carvalho e o marxismo

«A reacção espontânea do leitor ingénuo ante essas obras [as dos comunistas] é imaginar que tanta repulsa ao mal [o “mal” burguês] só pode nascer de um profundo amor ao bem. Mas é próprio do mal odiar-se a si mesmo, e simplesmente não é possível que a redução de todos os valores morais, religiosos, artísticos e intelectuais da humanidade à condição de camuflagens ideológicas de impulsos mais baixos seja inspirada no amor ao bem.
O olhar de suspicácia feroz que Marx e seus continuadores lançam sobre as mais elevadas criações dos séculos passados denota antes a malícia satânica que procura ver o mal em tudo para assim parecer mais suportável na comparação.»

“Mentira Temível”.

Sábado, 10 Maio 2008

O Materialismo Histórico

eoh_hayekO Materialismo Histórico, segundo Marx, é essencialmente baseado no conceito de “consciência de classe”, que segundo os marxistas, surgiu com o proletariado da revolução industrial. Antes do proletariado, segundo Marx, não existia a “consciência de classe”.

Assim, o verdadeiro e único “sujeito da História”, isto é, o verdadeiro protagonista da História, é a “consciência de classe”. Quando o proletariado ganha consciência de si como classe, assume então a responsabilidade de transformar a sociedade capitalista em sociedade sem classes.

Segundo Marx, só o proletariado teria uma “consciência de classe”, e a burguesia não a poderia ter senão como sendo uma “falsa consciência de classe”, porque a burguesia teria a consciência da contradição irresolúvel da sociedade capitalista, mas nada poderia fazer para a eliminar. Portanto, só com o surgimento do proletariado se passou a poder compreender totalmente a História, e passou a ser possível resolver os conflitos históricos.Até aqui, a teoria parece ter alguma lógica, mas a estória não fica por aqui.

Contudo, Marx defendeu a ideia de que a realização da verdadeira “consciência de classe” do proletariado é o desaparecimento, por via dialéctica, do próprio proletariado, isto é, a tarefa do proletariado é acabar com a sua condição de proletariado, levando até ao fim a sua luta de classe.

Quando Marx nega à burguesia a consciência de classe, o que faz é constatar a impossibilidade da burguesia em determinar o curso da História. Para Marx, o curso da História só poderia ser determinado pela “consciência de classe”, e portanto, o proletariado é, por isso, o único protagonista histórico.

Contudo, se a realização plena da “consciência de classe” significa o fim do proletariado, e significa, consequentemente, o fim da própria “consciência de classe”, o conceito de “consciência de classe” que fundamenta o Materialismo Histórico significa o fim da própria História, isto é, a visão histórica do Marxismo assenta na impossibilidade prévia dessa mesma visão histórica!

Estão a ver o problema que Marx nos arranjou? E não é que o neoliberal Hayek fez a mesma borrada, embora com outros argumentos?

Adenda: Sabem porque é que os neoliberais e os neomarxistas da blogosfera têm tantas discussões e tão acaloradas? É para saberem, dos dois tipos em disputa, qual dos “fins da História” é o mais racional.

A ler sobre este assunto: As contradições do marxismo

Quarta-feira, 7 Novembro 2007

Complementando Karl Marx (2)

O Materialismo Histórico

“Sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares faz-se por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, segundo os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; deixarão de representar o povo, passando a representar-se a si mesmos e as suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disto não conhece a natureza humana.” – Mikhail Aleksandrovich Bakunin (1814-1876)

Esta tão simples e óbvia dedução de Bakunin prova que Karl Marx estava profundamente errado, não só sob o ponto de vista antropológico, como do ponto de vista filosófico.
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Complementando Marx

Filed under: Religare — O. Braga @ 2:51 pm
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Quando me referi a Hegel, “disse” que este foi o melhor amigo que o antropocentrismo materialista filosófico poderia ter tido; toda a filosofia materialista que surgiu depois de Hegel foi, em muitos aspectos, derivada do seu raciocínio. O próprio Karl Marx, numa primeira fase da sua vida, foi um fã entusiasta de Hegel e daquilo a que se convencionou chamar de “Esquerda Hegeliana”. Mais tarde, enquanto Hegel pretendia justificar a realidade e os factos consumados a partir do “Absoluto” e da ideia de Finito e de Infinito, Karl Marx propõe uma filosofia que pretende transformar a realidade a partir do Homem como sendo o centro de tudo o que existe no Universo (megalomania e água benta, para cada um a que quiser).
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