perspectivas

Sábado, 5 Março 2016

Sobre Maria Luís Albuquerque

Filed under: Política — O. Braga @ 1:28 pm
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Eu sei que a vida está difícil, mas está difícil para quase todos. Por isso concordo com a opinião do Gabriel Silva. Não vale tudo.

Sexta-feira, 5 Junho 2015

Reembolso do IRS, ou um governo que quer perder as eleições

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 4:32 pm
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O processo propositadamente demorado de reembolso do IRS, este ano, é mais uma acha para a fogueira da desgraça da coligação governamental nas próximas eleições.

Domingo, 24 Maio 2015

O problema da indução e da dedução da ministra Maria Luís Albuquerque

 

A economia não é uma ciência exacta, por mais que hoje esteja na moda dizer que todas as ciências são exactas. Desde David Hume que sabemos que o empirismo puro não é base suficiente de ciência; e sendo as estatísticas baseadas no passado, não podemos ter a certeza da validade científica desses dados estatísticos no futuro.

Hume defendeu a ideia de que, para se estabelecer um conhecimento necessário de uma sequência de eventos, deveria ter que se provar que a sequência não podia ser de outro modo; e que não é uma auto-contradição afirmar que “embora todo o A tenha sido seguido de B, o próximo A não será seguido de B”. O único conhecimento causal que podíamos esperar atingir é o conhecimento de associações de facto de duas classes de acontecimentos. Até hoje, ninguém conseguiu refutar esta ideia de Hume.

Portanto, não podemos ter a certeza, como a ministra Maria Luís Albuquerque diz que tem, que os futuros pensionistas serão prejudicados por causa dos actuais pensionistas (via) — mesmo que haja uma possibilidade indiciada por indução por enumeração simples (inferência não demonstrativa). A indução é um princípio lógico, embora independente, que é impossível de inferir da experiência.

Mas vamos partir do princípio de que a posição da ministra Maria Luís Albuquerque se baseia na prudência: existe uma possibilidade — ou mesmo probabilidade — de que as coisas se passem como ela pensa que se vão passar e, por isso, por uma questão de prudência, resolve cortar 600 milhões de Euros por ano nas pensões dos reformados actuais.

Se pensarmos que as PPP (Parceria Público-privada) custaram ao erário público desde 2009 cerca de 8 mil milhões de Euros (equivalente à despesa do ministério da saúde em um ano), e sabendo que a corrupção (incluindo sobretudo a corrupção no Estado) custa ao país cerca de 20 mil milhões de Euros por ano — a posição “prudente” da ministra é difícil de sustentar porque a prudência dela aplica-se apenas a uma dimensão específica da economia, e por isso tem um carácter puramente ideológico.

Não trata apenas de um problema de indução: é sobretudo um problema de dedução errada e enviesada.

Sexta-feira, 22 Novembro 2013

“Um governo de gente menor” (José Hermano Saraiva)

 

Através da acção, atitude e comportamento deste governo, a percepção internacional em relação aos portugueses é a de um povo inferior. Na realidade, a atitude da própria União Europeia em relação a Portugal é a de equivalência em relação à Grécia, quando sabemos, por exemplo, que os níveis de corrupção nos dois países não são comparáveis: Portugal ocupa o lugar 33 em um total de 176 países, e Grécia ocupa o lugar o lugar 94 (a Irlanda ocupa o lugar 25); e, no entanto, a forma como os dois povos (e não “países”) são vistos pela comunidade internacional é semelhante. E esse nivelamento valorativo deve-se à acção deste governo e principalmente de Passos Coelho e da ministra das finanças Maria Luís Albuquerque.

“Atrás de mim virá, quem bom de mim fará” — diz o ditado popular. Maria Luís Albuquerque faz sentir saudades de Vítor Rabaça Louçã Gaspar.

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Se já existia (antes da crise) preconceito negativo em relação ao povo português, este governo contribuiu para acentuar esse preconceito. A submissão canina do primeiro-ministro Passos Coelho em relação à Troika tem como consequência a sub-valorização das capacidades e dos atributos e virtudes do povo português. Ou seja, Passos Coelho procedeu de forma exactamente oposta à do primeiro-ministro da Irlanda.

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Em Outubro de 2012, escrevi o seguinte:

“PASSOS COELHO foi, desde o princípio, um primeiro-ministro de um governo destinado a cumprir um programa.

Um programa é uma sequência de acções predeterminadas que funciona em certas circunstâncias que permitem o seu cumprimento. E se as circunstâncias externas ou internas não são favoráveis, o programa fracassa — que é exactamente o que aconteceu com o programa do governo de Passos Coelho.

(…)

Ao contrário do programa, a estratégia resulta da reflexão, tem em conta o imprevisto, eventuais situações adversas, e valoriza sempre a Informação que pode alterar o curso dos acontecimentos. Mas, para haver estratégia numa organização, esta não pode ser concebida ab initio para obedecer a um programa. Ou seja, por exemplo, quando se forma um grupo de trabalho para executar expressamente um determinado programa, seria uma estupidez que se exigisse desse grupo de trabalho a elaboração de qualquer estratégia.”

O problema é que não existe qualquer garantia de que o Partido Socialista de António José Seguro seja melhor. É esta a desgraça do povo português: sucumbir à menoridade da sua classe política.

Quinta-feira, 8 Agosto 2013

Isto é de loucos!

« O governo está a ponderar não substituir o secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, que ontem se demitiu do cargo na sequência da polémica em torno dos swaps. Ao que o i apurou, em cima da mesa está a possibilidade de Maria Luís Albuquerque reassumir, agora como ministra, a pasta do Tesouro – que tem a seu cargo a importante tarefa de preparar o regresso de Portugal aos mercados financeiros no pós-troika. »

Se não há necessidade de um secretário-de-estado do Tesouro, ¿ por que razão foi nomeado o Pais Jorge que se demitiu? Resposta: porque Pais Jorge continuará a ser secretário-de-estado do Tesouro mesmo sem o ser oficialmente.

O importante, para Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho, é abafar o escândalo dos SWAPS; e para isso, ela conta com ela própria e com alguns telefonemas que pode fazer a alguns “conselheiros”, incluindo Pais Jorge que continuará a ser o secretário-de-estado do Tesouro fora do governo.

Passos Coelho tem um problema: disfarça mal ou é descarado. A isso, o povo diz que é burrice.

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