perspectivas

Terça-feira, 31 Janeiro 2017

Quando leio a Maria João Marques sinto ganas de me converter ao Islamismo

 

“O que é Trump e ao que vinha estava à vista de toda a gente. O tipo de pessoa que Trump é – e, inevitavelmente, o tipo de líder que Trump poderia ser, porque é uma impossibilidade pessoas execráveis darem líderes decentes – estava escancarado. As ideias e as tendências autoritárias e antidemocráticas foram escritas em letra fluorescente. A megalomania e a obsessão com as audiências televisivas gritavam a pedir atenção. Quem não quis ver, foi porque assim escolheu”.

Maria João Marques


Terça-feira, 15 Novembro 2016

A Maria João Marques merecia viver sob a lei islâmica

 

mjmQuem frequenta este blogue sabe que não simpatizo com o Islão, e muito menos com a lei islâmica (Sharia); mas quando leio (quando me chamam à atenção) os textos da Maria João Marques, apetece-me mudar de ideias.

Vou chegando à conclusão de que a mulher ocidental, em geral, não dá o devido valor à liberdade que a sociedade lhe concedeu. A Maria João Marques é o exemplo chapado do feminismo estúpido e estupidificante.

Mas vamos ao texto:

 

1/ Na imagem abaixo vemos, a cor azul, as zonas dos Estados Unidos de maioria crónica da Esquerda (partido democrático) que a Maria João Marques apoia; e imediatamente abaixo as maiores taxas de criminalidade nos Estados Unidos.

 

crime-rate

No entanto, a Maria João Marques escreve isto:

Apelando a um eleitorado que maioritariamente nunca saiu dos Estados Unidos (os estados tradicionalmente votantes nos republicanos são os que têm a menor taxa de passaportes emitidos), a proposta de um orgulhosamente sós calhou bem. Trump propõem-se estancar mais que o movimento internacional de mercadorias; foi também da circulação informação, de ideias, de tecnologia.

Não é só nos Estados Unidos que as ideias protecionistas e isolacionistas têm fôlego. O Brexit não é nada além disso, e vamos ver para onde irá a União Europeia. São também umas ideias filhas diletas da ignorância”.

Desde logo, a obediência ao Acordo Ortográfico diz bem da estupidez da criatura; vou percebendo por que razão o Observador não vai longe. E surpreende que, para a Maria João Marques, o povo ordeiro (aquele que gosta da lei e da ordem) são os ignorantes: para a Maria João Marques, os espertos e inteligentes vivem nas zonas da Esquerda marcadas a azul.

2/ Liberais de pacotilha, como é o caso da Maria João Marques, são “submarinos da Esquerda internacionalista ” — porque não distinguem, por exemplo, o livre comércio, por um lado, e o Dumping, por outro lado; quando o chamado “livre comércio” alimenta uma escandalosa e formidável competição económica desleal, vemos gente estúpida (como é o caso da Maria João Marques) a defendê-lo.

Quando a competição económica não tem lei nem regras justas; quando vale tudo, e até uma escravatura moderna — vemos o escumalho a que chamam “liberais” lambendo as suas escrófulas ideológicas.

trabalho infantil no mexico

Sexta-feira, 11 Março 2016

A Maria João Marques e a patologia feminista

 

Talvez o nosso maior filósofo moderno, Leonardo Coimbra, conta em um dos seus livros a forma como foi educado enquanto criança, em um colégio jesuíta perto de Penafiel. As descrições são perturbadoras; a violência brutal sobre as crianças era endémica. Mais tarde, Leonardo Coimbra foi Ministro da Instrução da I república e proibiu determinadas práticas brutais na educação das crianças. Que eu saiba, Leonardo Coimbra não era feminista: era apenas detentor de uma grande sensibilidade ética.

Não consta que fossem as feministas que proibiram a violência abjecta e brutal dos colégios internos deste Portugal. Mas a Maria João Marques afirma que “foram fulcrais as feministas, a partir dos anos 70 e 80 do século passado, na denúncia e na exposição dos abusos sexuais de menores”. E depois escreve que “A Igreja católica – que tem ataques de nervos quando ouve a palavra feminismo – devia ser humilde e reconhecer que neste campo tem muito a aprender com as feministas”.

Desde logo, parece que a pedofilia não se constituía como crime no Código Penal do Estado Novo. Parece, mas não é verdade. Parece que a Maria João Marques atribui às feministas a criminalização da pedofilia; parece, mas não é verdade. Por outro lado, a Maria João Marques faz uma grande confusão: confunde “mulher” com “feminismo”, e reduz a justiça ao feminismo: trata-se de uma ideologia política, ou “da lógica de uma ideia”, como dizia Hannah Arendt.

feminismo

A ideia segundo a qual o feminismo foi “fulcral na denúncia e na exposição dos abusos sexuais de menores”, é no mínimo patética. Primeiro, porque a Maria João Marques parte do princípio de que o sexo com menores de idade é característica exclusiva do sexo masculino — o que não é verdade; e depois porque ela reduz a sensibilidade ética ao sexo feminino (feminazismo). A tentativa feminista de superiorizar o sexo feminino em relação ao masculino é tão patológica como o machismo islâmico.

O problema é que não saímos desta falsa dicotomia: a de que a alternativa aos Aiatólas islâmicos são as “Ai as Tolas” ocidentais.

Em relação à menção da Igreja Católica, aconselho o leitor a ler (se souber inglês) o livro de Michael S. Rose, com o título: “Goodbye! Good Men: How Catholic Seminaries Turned Away Two Generations of Vocations From the Priesthood”. E verificará que a Igreja Católica foi minada por dentro pelo movimento homossexual aliado político do feminismo que a Maria João Marques tanto defende.

Segunda-feira, 4 Janeiro 2016

A Maria João Marques e a Margaret Thatcher

 

“Margaret Thatcher é boa candidata a ícone do feminismo e a símbolo da afirmação feminina. Nem se lhe pode apontar pecados em duas causas geralmente caras ao feminismo: apoiou a legalização do aborto e o fim das leis contra os actos homossexuais, que considerava uma “humilhante intrusão na privacidade” dos gays”.

Maria João Marques

O aborto foi legalizado em Inglaterra em 1967 (a Inglaterra foi o primeiro país ocidental a legalizar o aborto, depois da Alemanha nazi), ainda a Margaret Thatcher era secretária de um deputado qualquer. E o fim das leis inglesas contra a sodomia aconteceu também em 1967.

Portanto, Margaret Thatcher nada mais fez do que qualquer outro primeiro-ministro faria no lugar dela. Não passaria pela cabeça de ninguém que um qualquer primeiro-ministro não “apoiasse” o politicamente correcto. Os políticos procedem de acordo com aquilo que é mais eficaz, e não com aquilo em que acreditam.

A Maria João Marques identifica (torna idênticos ou comparáveis) dois conceitos: “ícone do feminismo”, por um lado, e “símbolo da afirmação feminina”, por outro lado.

Ou seja, para a Maria João Marques, uma feminista é um símbolo de afirmação feminina. Seguindo a “lógica” da Maria João Marques, a Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, era feminista; ou, não sendo feminista, não foi um “símbolo de afirmação feminina”.

mt

Segunda-feira, 28 Dezembro 2015

A Maria João Marques é como “umas e outras”

 

Lamento contrariar a Maria João Marques, mas ela não é igual a mim. E graças a Deus! Teria um imenso desgosto se eu fosse igual à Maria João Marques — não só por ela ser mulher, mas sobretudo por ela ser a Maria João Marques.

Nem os animais irracionais são iguais uns aos outros. Dois cães da mesma raça não são iguais. O conceito de igualdade reduz o ser humano a uma criatura infra-animal. Nem duas bactérias são iguais entre si. A igualdade transforma o ser humano em um átomo ou em uma partícula elementar sub-atómica.

(more…)

Sexta-feira, 18 Setembro 2015

A Maria João Marques e a mulher Neanderthal moderna

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:45 pm
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Uma das características do Neanderthal era a ausência da divisão do trabalho entre a mulher e o homem. E foi esta uma das razões por que o Neanderthal se extinguiu; a mulher Neanderthal ia à caça com o homem e deixava a prole mal alimentada, dias a fio, no acampamento. Descobertas de esqueletos crianças do Neanderthal revelavam uma grave mal-nutrição — o que já não acontecia, na mesma época há 30 mil anos, como o homo sapiens sapiens.

“A mesma coerência se pode aplicar ao estrépito pelas declarações de Paulo Portas, afirmando que as mulheres têm de organizar a casa, pagar as contas a dias certos e prestar cuidados a pais e filhos. Bom, eu que pertenço à geração de partilha de tarefas domésticas achei esta visão do papel feminino um tanto anacrónica, mas sei bem que ainda é a que se aplica na maioria dos agregados familiares. Não é por acaso que tanto se discute o tema da sobrecarga que as mulheres têm por acumularem emprego com a quase totalidade do trabalho doméstico. Paulo Portas constatou um facto, não defendeu nenhuma suposta ordem natural da organização familiar”.

Maria João Marques

catarina-martins-neanderthal-webA Maria João Marques escreveu um artigo em que revela uma contradição (dela): a possibilidade de haver menos Estado na sociedade, por um lado, e por outro lado, conjugando-se com essa possibilidade, a necessidade de eliminação da divisão de trabalho entre a mulher e o homem.

Ou seja, é mais coerente a Esquerda, como por exemplo o Jugular: a Esquerda percebe perfeitamente que o Estado Providência é a única forma de transformar o homo sapiens moderno em um Neanderthal actualizado.

Basta uma guerra defensiva para que o Neanderthal moderno seja derrotado e se extinga novamente; ou então, perante a guerra, o Neanderthal moderno é obrigado a rever a sua mundividência. Porém, a Esquerda lavra aqui também em uma contradição: um Estado Providência não evita guerras: pelo contrário, quanto mais Poder tem um Estado, maior a probabilidade de o alvedrio da elite estatal actuar à revelia da opinião pública.

Portanto, temos uma dura realidade. Não é por que se convenciona dizer que “o céu não é azul, mas antes é verde”, que o céu deixa de ser azul — porque o que conta é a experiência da cor azul, e não o nome que damos à cor azul. O problema é este: ¿como se transformam processos físicos objectivos numa experiência subjectiva? E como é que a subjectividade pode negar a realidade objectiva?

O feminismo de Esquerda (por exemplo, o Jugular) e o de Direita (por exemplo, a Maria João Marques) defendem a ideia segundo a qual, afinal, a organização da sociedade Neanderthal era a ideal e não deveria ter sido extinta. De certo modo, recusa-se a História e os factos. Nega-se a realidade. E a culpa é do homo sapiens sapiens — esse machista! — que contribuiu activamente para a extinção do coitado do Neanderthal que ia com a mulher à caça e deixava os filhos abandonados na caverna.

A diferença é que o Jugular defende a que caverna do Neanderthal, onde fica a prole enquanto a mãe e o pai vão juntos à caça, deve ficar a cargo do Estado plenipotenciário — ao passo que a Maria João Marques defende que esse Estado plenipotenciário e protector não deve existir. Ou seja, a Maria João Marques pretende o sol na eira e a chuva no nabal.

Diz a Maria João Marques que “Paulo Portas constatou um facto, não defendeu nenhuma suposta ordem natural da organização familiar”.

Ora, o facto é, por definição, um dado da experiência com o qual o pensamento pode contar. O facto não é o Direito!. O enunciado de uma lei científica, acerca de um fenómeno natural, transforma-a em facto que não se confunde com o fenómeno em si mesmo; e um fenómeno só é um facto se não for “imaginário”. Ora, Paulo Portas não imaginou o facto que a Maria João Marques descreve: esse facto, constatado por Paulo Portas, é um dado da experiência.

Ao longo da História, pelo menos desde a Antiguidade Tardia, sempre houve mulheres (heterossexuais) que não casaram por opção, não tiveram filhos, e/ou viveram vidas mais ou menos libertárias e independentes dos homens. O que é novo, na sociedade Neanderthal moderna, é a confusão entre o facto, por um lado, e o fenómeno natural entendido em si mesmo, por outro lado: misturam-se os factos e os fenómenos naturais em uma amálgama que conduz à negação da realidade.

Quinta-feira, 28 Maio 2015

A Maria vai c’as outras

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 3:18 pm
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A Maria João Marques reconhece que é como umas e outras; podia ser pior, porque há pexoas que nem axim xão.

O argumento da Maria João Marques, para justificar o ser uma Maria vai c’as outras, é o seguinte: “toda a gente tem uma ideologia qualquer”. Por exemplo, se eu penso que é preciso trabalhar para viver, é ideologia minha; mas se o meu vizinho pensa que não é preciso trabalhar, é ideologia dele.

O argumento é tu quoque: se toda a gente tem uma ideologia, não me podem criticar por ter minha.

O marginalista Carl Menger escreveu o seguinte: “É tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso”. Para a Maria João Marques, o homem santo tem uma ideologia, e o criminoso tem outra. Vivam as diferenças!

relativismoQualquer pessoa que procura a justiça nada mais faz do que seguir a sua própria ideologia, uma vez que o conceito de “justiça” varia de pessoa para pessoa e tem tantas noções quantos seres humanos existem. Por isso é que a Maria João Marques diz que o CDS/PP tem um “socialismo beato” como ideologia, porque, segundo ela, a noção de justiça do CDS/PP passa pela “utilidade da oração para o homem santo”; e presume-se que a Maria João Marques, em contraponto, prefira porventura a liberdade da “utilidade do homem criminoso”.


Uma ideologia é um sistema de representações dominantes em uma determinada época, relativamente à qual constituem a vulgarização de uma filosofia, mais ou menos inconsciente. Trata-se, de facto, de uma redução/simplificação da filosofia: não tendo o estatuto de ciência, também não é possível decidir da sua exclusão do domínio dos conhecimentos regidos pela relação entre a teoria e a prática.

Ou seja, uma ideologia é uma simplificação de uma qualquer corrente filosófica. Mas não devemos confundir os ideólogos, por um lado, com as “Marias que vão c’as outras”, por outro lado. Os ideólogos simplificam uma doutrina para que as “Marias que vão c’as outras” as possam assimilar facilmente sem pensarem muito, e sem se preocuparem com a complexidade de alguns conceitos, como por exemplo, o conceito de “justiça” ou de Direito Natural.

Quarta-feira, 20 Maio 2015

A Fernanda Câncio da Direita (também não é loira!)

 

«Há algumas gerações, os adolescentes machos andavam à pancada uns com os outros, e as raparigas arrancavam os cabelos umas às outras; e hoje matam pessoas. Por isso não me venham com a conversa de que ‘a juventude de hoje está perdida’ e que ‘antes o mundo era maravilhoso e agora está um descalabro’. Antes o mundo não era maravilhoso e agora não está um descalabro. Ou, se está um descalabro, pelo menos está menos do que costumava estar; por isso não me venham com a estória de que o mundo está condenado.

A adolescência é tempo de fazer disparates, por exemplo, violência em grupo e filmada para mais tarde recordar, atirar pedras e garrafas à polícia, matar o colega, etc.. São os disparates normais dos adolescentes; como disse Óscar Wilde, ‘experiência é o nome que damos aos nossos erros’; naturalmente que a experiência se constrói dando uma marretadas na cabeça de um puto e esmigalhando-lhe o pénis: é uma “experiência penal” (vem de pénis); nada de anormal na adolescência actual, ao contrário do que dizem as mentes serôdias e pessimistas.

Além disso, temos o exemplo dos adolescentes da revolução cultural chinesa ou dos adolescentes guerrilheiros do regime dos Kmers Vermelhos no Cambodja, ou ainda os adolescentes radicais do ISIS, que provam que os nossos adolescentes até nem são tão maus quanto pensam os Velhos do Restelo. Nós temos sempre que nivelar por baixo para saber o nosso valor, e por isso é que sou liberal. Se nos compararmos com a merda, sempre podemos chegar à conclusão e dizer que somos melhor que merda — o que nos enche o ego!

No caso do adolescente que cometeu o disparate singelo de matar um puto e de esmigalhar as partes pudibundas, a culpa é da mãe porque não impediu que o marido e pai morresse e a criança fosse educada sem pai. A culpa é da mãe que tinha que ir trabalhar e deixar o filho entregue a um sistema de ensino que não permite que se toque nos meninos nem como uma flor — porque os disparates dos meninos são normais.»

A Fernanda Câncio da Direita

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