perspectivas

Segunda-feira, 4 Janeiro 2016

A Maria João Marques e a Margaret Thatcher

 

“Margaret Thatcher é boa candidata a ícone do feminismo e a símbolo da afirmação feminina. Nem se lhe pode apontar pecados em duas causas geralmente caras ao feminismo: apoiou a legalização do aborto e o fim das leis contra os actos homossexuais, que considerava uma “humilhante intrusão na privacidade” dos gays”.

Maria João Marques

O aborto foi legalizado em Inglaterra em 1967 (a Inglaterra foi o primeiro país ocidental a legalizar o aborto, depois da Alemanha nazi), ainda a Margaret Thatcher era secretária de um deputado qualquer. E o fim das leis inglesas contra a sodomia aconteceu também em 1967.

Portanto, Margaret Thatcher nada mais fez do que qualquer outro primeiro-ministro faria no lugar dela. Não passaria pela cabeça de ninguém que um qualquer primeiro-ministro não “apoiasse” o politicamente correcto. Os políticos procedem de acordo com aquilo que é mais eficaz, e não com aquilo em que acreditam.

A Maria João Marques identifica (torna idênticos ou comparáveis) dois conceitos: “ícone do feminismo”, por um lado, e “símbolo da afirmação feminina”, por outro lado.

Ou seja, para a Maria João Marques, uma feminista é um símbolo de afirmação feminina. Seguindo a “lógica” da Maria João Marques, a Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, era feminista; ou, não sendo feminista, não foi um “símbolo de afirmação feminina”.

mt

Domingo, 21 Abril 2013

Margaret Thatcher foi a favor do aborto

Margaret Thatcher 200 png webQualquer comparação entre Ronald Reagan e Margaret Thatcher é abuso ou ignorância.

Desde logo, Reagan foi contra o aborto e Thatcher foi a favor; e não nos podemos esquecer que Thatcher foi a precursora da teoria do aquecimento global.

Reagan foi um conservador, e Thatcher uma neoliberal. Temos aqui bem explícita a diferença entre o conservantismo e o neoliberalismo.

O que separa o conservantismo, do neoliberalismo, não é apenas a economia considerada em si mesma: é a ética, por um lado, e por outro lado a concepção do Direito Positivo baseada no Direito Natural. Para o conservador, o Direito Positivo é a incarnação do Direito Natural na História; e o Direito Natural é a forma do Direito histórico (S. Tomás de Aquino).

Sábado, 20 Abril 2013

Uma comparação justificativa típica da mentalidade bovinotécnica

O João Miranda compara aqui a Inglaterra de Thatcher em 1981, que tinha (e tem ainda) uma moeda própria e uma inflação de 16%, por um lado, com o Portugal de 2013 que não tem moeda própria e que só não tem uma deflação visível porque o empresário português típico prefere fechar a sua empresa a ter que ganhar menos do que estava habituado, por outro lado. E essa comparação do João Miranda tem como objectivo tentar justificar os aumentos de impostos do governo de Passos Coelho.

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