perspectivas

Segunda-feira, 14 Março 2016

Comparação incomparável

Filed under: Política — O. Braga @ 10:17 am
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A Helena Matos coloca Manuela Ferreira Leite e Assunção Cristas em uma mesma categoria; mas qualquer semelhança é pura coincidência. Manuela Ferreira Leite nunca defendeu qualquer sistema de quotas para mulheres, na política ou fora dela; Assunção Cristas defende sistemas de quotas para mulheres.

Para a Não-Esquerda, Assunção Cristas é muito mais perigosa do que Catarina Martins, porque esta última não engana ninguém.

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Sexta-feira, 11 Março 2016

Assunção Cristas e o politicamente correcto

 

Assunção Cristas apoia, em geral, o sistema de quotas para as mulheres — não só no parlamento, mas em toda a vida social. Em contraponto, no Irão diz-se que “mulheres, burros e macacos não têm lugar no parlamento”. São duas visões radicais acerca da mulher.

Pode dar-se o caso de que Assunção Cristas não diga o que acredita, mas antes diga o que pensa ser mais eficaz; mas, “em política, o que parece, é”; e parece-me que Assunção Cristas vai ter neste blogue um crítico formidável.

O CDS sem PP prepara-se para ter na sua liderança duas mulheres, à moda do Bloco de Esquerda: Assunção Cristas e Teresa Caeiro. Obviamente que a primeira tem um alvará de inteligência: é doutorada. Parece que qualquer pessoa doutorada é tomaticamente inteligente e está apta para a liderança política.

Repare, caro leitor (extenditur ad speciem humanam): não tenho nada contra as mulheres: pelo contrário! O que me aborrece é que se concedam privilégios às mulheres apenas por serem mulheres e sem serem racionalmente fundamentados. Quando o CDS sem PP copia o Bloco de Esquerda, “alguma coisa está podre no reino da Dinamarca”.

A Assunção Cristas assume uma inferioridade ontológica da mulher — ao ser a favor do sistema de quotas para as mulheres —, ao mesmo tempo que, enquanto mulher, pretende liderar um partido político. Ou seja, a liderança da sociedade passa a existir em função de uma putativa inferioridade ontológica — o politicamente correcto no seu melhor.

A Assunção Cristas é a antítese, por exemplo, de Manuela Ferreira Leite em quem votei para primeiro-ministra. E por isso nunca votarei em Assunção Cristas. Manuela Ferreira Leite é uma mulher que não precisa de quotas; Assunção Cristas precisa do politicamente correcto para se afirmar na política. Precisamos de mais mulheres como Manuela Ferreira Leite, e dispensamos as “Assunções” politicamente correctas.

Sexta-feira, 19 Dezembro 2014

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária

 

o KapoUma característica da Esquerda é a de que não só respeita os mais velhos do seu grupo político, mas também aprende com a experiência deles. Por exemplo, vimos esse facto com o silêncio respeitoso da Esquerda em geral em relação às palavras escabrosas proferidas por Mário Soares quando foi visitar o seu (dele) amigo José Sócrates à prisão.

Já a Direita não segue o mesmo critério: a opinião dos mais velhos conta pouco.

Isto significa que é a actual Direita que é revolucionária, e que a Esquerda é conservadora — porque uma das características do conservadorismo é o respeito pela opinião, em princípio, mais experiente dos mais velhos.

Passos Coelho veio introduzir na política um espírito revolucionário que se opõe ao conservadorismo — a tal ponto que os prosélitos deste Partido Social Democrata de Passos Coelho (ou da ala de Paulo Portas do CDS/PP, o que vai dar no mesmo) tratam os seus compagnons de route mais velhos como “relapsos da revolução cultural”.

A actual Direita portuguesa, no Poder, é revolucionária.

passos-coelho-wrong-way-webA greve na TAP não tem justificação. Mas a teimosia do governo de Passos Coelho em não querer dialogar com os sindicatos também não tem justificação. Há três hipóteses em relação à privatização da TAP, a ver:

1/ uma questão puramente ideológica, da parte de Passos Coelho. Ele vê o mundo de certa forma, e essa mundividência é transformada em dogma: coloca uns antolhos e segue sempre em frente.

2/ a TAP não tem qualquer possibilidade de sobrevivência se não for privatizada a 100%. Esta hipótese já provou ser falsa, e por isso não passa de retórica de baixo coturno vinda do governo de Passos Coelho.

3/ há interesses obscuros, não só da parte do Passos Coelho, mas também de outros píncaros da actual coligação, que consiste em participação em negócio, tráfico de influências, corrupção e possível branqueamento de capitais.

Eu inclino-me mais para a terceira hipótese. Depois da TAP privatizada com dolo para os interesses de Portugal, vamos ver o Passos Coelho — e outros da actual elite política da Direita — na prisão de Évora a fazer companhia a José Sócrates.

E a democracia é isto.

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Sábado, 22 Fevereiro 2014

Qual é a diferença entre a posição de Manuela Ferreira Leite e a do Bloco de Esquerda em relação à adopção de crianças por pares de invertidos?

 

Aparentemente, nenhuma.

Qual é a diferença entre a posição de Manuela Ferreira Leite e a do Bloco de Esquerda em relação à adopção de crianças por pares de invertidos?

 

Aparentemente, nenhuma.

Sexta-feira, 31 Maio 2013

O embotamento ideológico de José Manuel Fernandes

O José Manuel Fernandes não consegue perceber uma coisa muito simples: um funcionário público não obedece à (mesma) lógica laboral de um funcionário do sector privado. Mas não vale a pena explicar-lhe, porque ele nunca vai perceber, tal é o embotamento ideológico bovinoténico (*) a que chegou.

Precisamente porque um funcionário público não obedece à lógica laboral de um funcionário do sector privado, o processo de dispensa de funcionários públicos não pode ser semelhante ou idêntico ao processo de despedimento de um funcionário do sector privado.

Isto não quer dizer que não se possa ou não se deva dispensar funcionários públicos: antes, quer dizer que o processo de dispensa obedece a critérios e meios diferentes — porque os fins das funções são diferentes, e porque não podemos tratar de forma igual coisas que são, em si mesmas, diferentes. Manuela Ferreira Leite tem toda a razão.

Quando a cegueira ideológica obnubila o discernimento de um indivíduo, e, por isso, ele já não consegue raciocinar, deita mão de ataques ad Hominem em relação a quem não concorda com ele, e recorre a explicações psicológicas pejorativas em relação aos seus oponentes, para tentar afirmar a razão que não tem.

(*) A bovinotecnia é a arte de tratar do “gado” de uma forma tal que se consiga fazer crer aos “bovinos” que serão livres se abandonarem o seu estatuto de bovinidade.

Sexta-feira, 10 Maio 2013

O terrorismo político de Passos Coelho

Filed under: Coelhismo,Tuitando e blogando — O. Braga @ 6:34 pm
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Quinta-feira, 2 Maio 2013

Manuela Ferreira Leite na TVI24

Filed under: Portugal — O. Braga @ 11:14 pm
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Manuela Ferreira Leite Manuela Ferreira Leite - Olhar png 200 web.png diz o que pensa, doa a quem doer, e eu aprecio essa característica. Manuela Ferreira Leite não está à venda nem se compra; não está a soldo da estranja por um prato de lentilhas ou por promessas de um “tacho” num areópago qualquer da União Europeia. É sempre bom saber que ainda há pessoas deste calibre, neste país; ficamos melhor da alma; sentimos algum conforto que nos faz tanta falta…!

Acabei de ouvir Manuela Ferreira Leite na TVI24, como sempre às quintas-feiras, pelas 22:30. Vale a pena ouvi-la.

Sexta-feira, 25 Janeiro 2013

Esclarecendo umas “bocas”

Por diversas razões que não vêm agora a propósito, eu fui um apoiante de Manuela Ferreira Leite (existem escritos que não podem ser negados). Quando Passos Coelho se tornou líder do Partido Social Democrata, convidaram-me para ser militante do partido e recusei o convite. Não nego que eu tinha, naquela altura, um preconceito contra Passos Coelho; mas não imaginava que esse preconceito pudesse ser tão fundamentado quanto se verificou.

Portanto, quem diz que este blogue é “contra o Partido Social Democrata”, está errado: este blogue está contra Passos Coelho, Miguel Relvas e tudo o que o PSD do Pernalonga representa.

Terça-feira, 22 Novembro 2011

O povo tem o que merece!

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:29 pm
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“Questionada sobre se o actual orçamento ignorava o crescimento e a situação das pessoas a ex-ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, respondeu: «Há preocupação com as pessoas, mas isso não se traduz no orçamento».

A actual política fiscal do Governo «tem como objectivo neste momento exclusivamente o aumento das receitas», considerou Manuela Ferreira Leite.

«É uma coisa óbvia que se verifica nas análises [à proposta de orçamento]: o aumento da receita já não é proporcional ao aumento das taxas, já há perda de receita com o aumento [do nível] dos impostos», disse a antiga líder do PSD hoje em Lisboa, numa conferência da Ordem dos Economistas dedicada à análise do Orçamento do Estado para o próximo ano.”

via Governo preocupa-se, ‘mas isso não se traduz no OE’ – Economia – Sol.


Nas penúltimas eleições, muita gente da “Direita” dizia que esta senhora era “velha, não era boazona, não tinha visual”, e por isso não votaram nela. Agora, têm lá no poleiro o “príncipe encantado” que merecem ter.

Adenda:

Ferreira Leite: Actual política fiscal tem como único “objectivo a obtenção de receitas”

«Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que o aumento da receita fiscal já não é proporcional ao aumento dos impostos, e criticou o facto de a política fiscal ter como objectivo apenas “obter receitas”.»

Sábado, 3 Setembro 2011

Manuela Ferreira Leite critica medidas do Governo para combater o défice

Filed under: Pernalonga — O. Braga @ 5:40 pm
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«A ex-presidente do PSD e ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite criticou hoje algumas das medidas anunciadas pelo Governo esta semana para combater o défice.»

via Ferreira Leite critica medidas do Governo para combater o défice – Economia – PUBLICO.PT.

That ' s All, Folks!

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