perspectivas

Quarta-feira, 7 Abril 2010

José Sócrates volta a estar nas sete quintas

Com a eleição de Passos Coelho, deu-se uma distensão da agressividade política da oposição do PSD. Por outro lado, o caso dos submarinos remeteu o CDS de Paulo Portas para alguma reserva e comedimento nas críticas ao governo de José Sócrates. Em suma, a direita está neste momento em modo passivo. Vamos ver até quando o PSD de Passos Coelho se vai manter, através de um relativo silêncio comprometedor e até de alguma passividade, num apoio tácito a José Sócrates.

A esquerda marca pontos somente através do apoio estratégico e clarividente do BE a Manuel Alegre que está a obrigar José Sócrates a seguir o partido de Louçã. Porém, pragmático como é, José Sócrates era capaz de apoiar o próprio diabo. E assim, aquilo que é uma vitória da esquerda não é, paradoxalmente, necessariamente um problema para José Sócrates, mas antes um problema, mais uma vez, para a direita.

José Sócrates está hoje nas sete quintas. E dentro de um ou dois anos, o povo esquece Freeport, o exame de curso feito ao domingo, o caso TVI, etc., e ou torna a votar em José Sócrates ou em alguém recomendado por ele. Entretanto, voltam a acontecer eleições no PSD e Passos Coelho é condecorado com um cargo qualquer em Bruxelas. Neste momento, a única coisa que parece salvar a direita é a vitória de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.

Domingo, 21 Fevereiro 2010

Sobre a candidatura do Dr. Fernando Nobre à presidência da república

Para que eu possa analisar a candidatura do Dr. Fernando Nobre, médico e fundador da AMI, à presidência da república, tenho que equacionar alguns factos:
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Terça-feira, 2 Fevereiro 2010

Roma paga aos traidores

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Política,Portugal — O. Braga @ 6:51 pm
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« Conheço este problema pessoalmente. Estava em Luanda, quando Alegre se pirou.
(…)

Muitas das emboscadas que sofremos resultaram da traição desses “grandes filhos da mãe”. Uma das vozes que se ouvia era a desse pulha, Pateta Alegre.»

Texto de Paulo Chamorra (a ler aqui na totalidade)

Segunda-feira, 1 Fevereiro 2010

A componente messiânica da candidatura de Manuel Alegre

Filed under: gnosticismo,religiões políticas — O. Braga @ 6:28 am
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« A esquerda radical atira-se logo com entusiasmo ao candidato [Manuel Alegre, como antes deste, Otelo e Pintassilgo] porque estas personagens abrem-lhe um terreno para o crescimento e porque há uma componente messiânica na sua mensagem. »

in Abrupto

A componente messiânica — os “amanhãs que cantam” ou a imanentização do eschatos cristão, o fim da História, o paraíso na terra isento de mal e do erro humano, o retorno ao mundo do bom selvagem de Rousseau (que nunca existiu), o terceiro reino de Joaquim de Fiore — é a que sempre existiu na religião política marxista.

Segunda-feira, 25 Janeiro 2010

A afirmação política do pensamento único

« Hugo Chavez , Presidente da Venezuela, mandou encerrar cinco canais da televisão por cabo por estes se recusarem a transmitir um discurso o seu. »

in “Correio da Manhã”

Temos a tendência a criticar Hugo Chavez, mas não nos perguntamos como foi possível que a Venezuela pudesse chegar ao ponto a que chegou, por um lado, e se o processo revolucionário neomarxista venezuelano não existe em formatação “soft but in progress” nos dois Estados da península ibérica, como na América do Sul em geral.

Desde logo, parece-me óbvio que existe uma tentativa de estender a lógica chavista a todos os países da América do Sul, incluindo o Brasil de Lula da Silva. O problema dos mentores do Foro de São Paulo é que o Brasil (como a Argentina e o Chile) não é exactamente a mesma coisa que a Venezuela, porque naquele país ainda subsiste uma massa crítica conservadora defensora da democracia tradicional. (more…)

Quarta-feira, 20 Janeiro 2010

Para onde vai Manuel Alegre?

Há dias circulava no Facebook uma moção, alegadamente promovida por militantes do bloco de esquerda, no sentido de se angariar apoios para convencer o dr. Fernando Nobre [da AMI] a candidatar-se às próximas eleições para a presidência da república. Não tardou muito tempo, depois dessa iniciativa virtual numa rede social, para que Manuel Alegre desse o seu grito do Ipiranga, desta feita em Portimão rodeado não só por bloquistas como até por dissidentes do partido comunista. Naturalmente que em política temos que acreditar em coincidências, porque de contrário dávamos em doidos; ou então, sempre podemos dizer como o velhinho: “em política, o que parece, é”.
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Segunda-feira, 28 Setembro 2009

O que se está a passar agora no PSD é uma vergonha!

Uma das características do partido republicano de finais do século XIX era a de que era um partido de bases, e não era um partido de quadros. Em contraponto, os partidos do rotativismo monárquico eram partidos de quadros mas não eram partidos de base, e portanto, a partir do momento em que os quadros abandonaram os partidos do rotativismo ― e logo que se implantou a república ― os partidos extinguiram-se. Naturalmente que os partidos que evoluíram a partir do velho partido republicano ― como por exemplo, o partido democrático e o partido evolucionista ― rapidamente se transformaram em partidos de quadros também, e por isso foi possível o Sidonismo e a ditadura de 28 de Maio de 1926 que deu origem ao Estado Novo de António de Oliveira Salazar.

Tudo isto para dizer que as acusações que são feitas a Pacheco Pereira responsabilizando-o pela “derrota” do PSD são a manifestação típica de um partido de quadros perante um revés eleitoral. Quem critica Pacheco Pereira são os quadros do PSD ― aqueles que se mudam de um lado para o outro enquanto o diabo esfrega um olho.
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Terça-feira, 16 Dezembro 2008

Tudo morno

Filed under: Sociedade — O. Braga @ 5:32 pm
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Ando sem nada para escrever aqui. Se calha, um dia destes fecho o blogue. Está tudo dito, e mesmo que não estivesse, dava no mesmo; a opinião já não conta.

Resta-nos a submissão, a humilhação de sermos considerados “carne para canhão”, ou em alternativa, metermos as nossas elites nos nossos canhões, como anunciaram os tumultos na Grécia. E, pasme-se, os gregos revoltam-se porque têm 95% do rendimento médio da União Europeia! Enquanto isso, o Tuga vai-se aguentando pacientemente com menos de 70%, suportando a nomenclatura que o humilha todos os dias, que o trata como um animal irracional.

Olho para os jornais, e o que leio? Querelas partidárias, guerrilhas politiqueiras. A elite diverte-se com os seus jogos lúdicos, enquanto que o povo amocha que nem uma besta. Anda, burro!, “auguenta” que é prá aprenderes! E não te esqueças de votar no mesmo!

Com todo o respeito por Manuel Alegre, esta coisa do movimento político dele faz-me lembrar um ministro de um governo de Guterres que, perante uma manifestação popular de protesto em frente ao seu ministério, saiu das suas instalações e incorporou a manifestação. Quer dizer: o povo criticava o poder, e o representante do poder sai paulatinamente do seu castelo, junta-se ao povo nos protestos, e depois de cansado o povo que volta para casa, volta o alcaide para o seu castelo, garantindo assim que tudo fica exactamente na mesma.

Quanto ao CDS de Paulo Portas, o que vem nos jornais é a aproximação da verdade, e o que é criticável é a cobardia de quem o critica em não dizer o que realmente se passa. A Paulo Portas não critico porque já sabemos do que “a casa gasta”; critico, sim, o grupelho de “meninos queques” que, com ar de anjinhos, se escondem por detrás de aparências politicamente correctas para escamotear a verdade.

Sábado, 11 Outubro 2008

Manuel Alegre e a liberdade do deputado

Filed under: Política — O. Braga @ 5:52 pm
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Manuel Alegre teria razão se os deputados fossem eleitos por círculos uninominais. Pode ser que Manuel Alegre seja coerente e se bata pela reforma da lei eleitoral.

Segunda-feira, 21 Julho 2008

Palhaços!

Eis a prova de que o regime da III República faliu: mesmo contra a opinião popular expressa em sondagens e petições, a classe política — cada vez mais longe do povo — consuma um crime lesa-Pátria.

Queria saudar daqui os seguintes deputados (apparent rari nantes in gurgite vasto) : Manuel Alegre, PS, Nuno Melo e António Carlos Monteiro (CDS) e a deputada não inscrita Luísa Mesquita (ex-PCP).

Segunda-feira, 14 Julho 2008

A Esquerda “mexe-se”

Filed under: Política — O. Braga @ 9:49 am
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Manuel Alegre contra a colonização ideológica da esquerda

«Chegou a hora de sermos nós próprios e de propormos soluções que se baseiem nos valores e não nos interesses que confiscaram o Estado e minam a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. Hora de resistir, de debater e de assumir e divulgar a nossa opinião socialista».

Se alguém da Direita conservadora proferisse as mesmas e exactas palavras, aqui d’El Rei que “vinha aí o fascismo”.

Quarta-feira, 9 Julho 2008

Vivemos o advento de uma ditadura

O Apdeites chama aqui à atenção para um determinado tipo de blogosfera que recorre sistematicamente ao insulto pessoal de figuras públicas. Dou um exemplo daquilo que pode ser considerado um ataque pessoal:

Com a arrogância de um presunçoso desasnado, a besta ministerial tem o descoco de tentar fazer dos labregos, burros; com ares e tiques de bicha bigodeira, não resiste a chamar de “ignorantes” a quem sabe muito bem o que se passa lá fora.

Este texto é extraído deste postal e deste blogue. Naturalmente que quando o ministro insulta os agricultores, não pode estar imune a que a blogosfera reaja num tom idêntico. Um ministro não pode dizer que “os agricultores são fascistas” e “ignorantes”, e depois fazer com que o sistema policial reprima as reacções da opinião pública que o criticam no mesmo tom.

O problema é que a polícia correcta do sistema prepara-se para cilindrar a opinião pública colocando toda a crítica no mesmo plano ― confundindo a critica gratuita e personalizada com a crítica política implícita no direito à indignação. Por vezes, dá-me a sensação de que a repressão não é total porque ainda existem os dinossauros do 25 de Abril, entre os quais Mário Soares e Manuel Alegre.

A recente notícia de que existem escutas telefónicas em roda-livre e sem controlo judiciário (e judicial) é um péssimo sinal. Penso que a liberdade de expressão em Portugal está já a ser posta em causa por um sistema político que teme o povo. Vivemos o advento de uma ditadura mitigada, camuflada de democracia representativa. Chegou a altura de criar um blogue em língua inglesa para denunciar o que por aí vem.

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