perspectivas

Sábado, 21 Maio 2016

Manuel Alegre calou José Brandão Ferreira, e Marcelo Rebelo de Sousa condecora o traidor à pátria

Filed under: Política — O. Braga @ 6:18 am
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Há tantas coisas sobre as quais gostaria de escrever, mas o tempo e a paciência (cada vez mais escassos) não ajudam. Mas esta notícia não podia passar aqui incógnita:

“Absolvido em primeira instância, Brandão Ferreira terá de ressarcir o histórico socialista pelas críticas que lhe teceu em vários artigos. Decisão suscita críticas por limitar a liberdade de opinião”.

Tribunal da Relação condena ex-militar que acusou Manuel Alegre de traição à pátria

Mas, em um artigo publicado em 3 de Março de 2015, o Ten. Cor. Piloto Aviador (reformado) José Brandão Ferreira escreveu o seguinte:

“No passado dia 26 de Fevereiro de 2015, o Tribunal da Relação de Lisboa, exarou o acórdão relativo aos recursos interpostos pelo cidadão Manuel Alegre – que exerce actualmente as funções de Conselheiro de Estado – e o M.P., relativamente à decisão do Tribunal de 1ª Instância, que absolvia o arguido João J. Brandão Ferreira do imputado crime de difamação.

O Douto Tribunal, no seu acórdão, decidiu não dar provimento aos referidos recursos e confirmar a sentença anterior”.

RELAÇÃO ABSOLVE BRANDÃO FERREIRA VS MANUEL ALEGRE

As duas notícias são aparentemente contraditórias, a não ser que existam dois tribunais da Relação independentes entre si, ou que a maçonaria conseguisse com que o tribunal da Relação desse o dito pelo não-dito.

De qualquer modo, o traidor à pátria Manuel Alegre parece ter conseguido calar factos detractores insofismáveis, e o emplastro de Lisboa vai condecorá-lo com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago de Espada:

“O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta sexta-feira que vai condecorar o histórico socialista Manuel Alegre com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago de Espada, um “ato de justiça” a uma “voz de liberdade e consciência nacional”.

PR vai condecorar Manuel Alegre com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago de Espada

emplastro de lisboa webClaro que não se trata de uma coincidência o facto de as duas noticias coincidirem: mal o tenente coronel José Brandão Ferreira foi condenado pela Relação, o emplastro de Lisboa sai a terreiro anunciando a condecoração.

Agora, depois de ter subvertido o tribunal da Relação, a maçonaria terá que manipular o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, para onde José Brandão Ferreira recorreu em relação ao acórdão do tribunal da Relação de Lisboa.

Enunciar factos comprovados e demonstrados não é difamação. “Difamar” é propalar notícias negativas falsas sobre alguém. Dizer que um traidor à pátria (devidamente documentado) é um traidor à pátria, é dizer a verdade, e por isso não pode ser difamação.

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Quinta-feira, 16 Janeiro 2014

O Tenente-Coronel Brandão Ferreira tem razão: segundo testemunhas oculares, Manuel Alegre é mesmo um traidor da Pátria

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:01 am
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o-bando-de-argel-web“O que aconteceu na Argélia e que levou à morte do General Humberto Delgado, situa-se no mesmo quadro. A Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN) foi o título pomposo de um grupo de conspiradores cujo fim era o aproveitamento de acções e sacrifícios feitos por outros.

Os Piteiras, Alegres, Titos de Morais e companhia não comeram na África do Norte o pão amargo do genuíno exilado político. Gozaram de um exílio dourado, à custa de um povo árabe que ainda chorava um milhão de mortos, reclamando-se falsamente de uma representatividade que não tinham; à espera, como abutres, que em África o sangue de pretos e brancos preparasse que queda do regime que eles próprios eram incapazes de derrubar.”

in, “O Bando de Argel”, de Patrícia McGowan, página 29, Editorial Intervenção, 1979


“Um inquérito imparcial ao caso Delgado podia muito bem absolver o bando de Argel de estar directamente implicado no assassinato (de Humberto Delgado). Mas, no decorrer de uma tal investigação, ter-se-iam que ouvir testemunhas do reino do terror que o Sr. Piteira Santos instalou na Argélia; do compadrio e nepotismo praticados pelo Sr. Tito de Morais, das mentiras e intrigas do Sr. Manuel Alegre, dos abusos de confiança e terrorismo económico do Sr. Ramos de Almeida.

Ter-se-ia que falar no que era realmente a Argélia, esse modelo melantunista de um socialismo de partido único que serviria também aos portugueses!”

— ibidem, página 28

Poderia estar aqui a citar prolixamente o livro de Patrícia McGowan acerca de Manuel Alegre e da “Cambada”, como lhe chamou Vera Lagoa. Portanto, o Tenente-Coronel Brandão Ferreira apenas se atém a factos relatados por testemunhas oculares. E contra factos não há argumentos.


“Quando ouço gritos na rua de Viva a Liberdade, corro à janela para ver quem vai preso.”
— Brito Camacho, fundador de “A Lucta”, respigado do livro “A Cambada”, de Vera Lagoa, página 179, Editorial Intervenção, 1978

Terça-feira, 28 Agosto 2012

As contradições fundamentais da Ideologia de Género

A ideologia de género ou de “neutralidade de género” — ou melhor: a Ideologia da Ausência de Género — baseia-se (pelo menos) numa contradição fundamental: por um lado, (1) nega o livre-arbítrio do ser humano [nega a moral] e baseia o comportamento humano em determinismos biológicos [por exemplo, “o homossexual nasceu assim” ou “a culpa do acto pedófilo está nos genes”, ou “o assassino é vítima da sociedade”]; e, por outro lado, (2) nega os determinismos biológicos quando aplicados aos dois sexos [por exemplo, “os géneros são construções sociais e culturais”].

Por um lado, o determinismo biológico subjacente aos dois sexos não existe; e, por outro lado, um putativo determinismo biológico justifica a negação da moral, ou pelo menos coloca em causa a moral que sustenta os princípios da justiça.

Dentro desta contradição fundamental existem dois subtipos de Ideologia da Ausência de Género: (1) a que nega a ciência [por exemplo, o Bloco de Esquerda] quando esta chega à conclusão factual de que homens e mulheres são diferentes por natureza, e (2) a trans-humanista, que embora reconhecendo os factos da ciência, acredita que a própria biologia humana pode ser alterada, e que a natureza fundamental da natureza humana pode ser mudada em laboratório, por forma a que a importância dos géneros — leia-se: sexos — na vida social sejam abolidos [por exemplo, a ala radical do Partido Socialista; e/ou a deputada socialista Isabel Moreira que defende que “a mulher deve separar-se emocionalmente da maternidade” , o que é uma outra forma de assumir um trans-humanismo].

Esta é uma das razões por que o velho socialista Manuel Alegre, num confronto televisivo com o democrata-cristão Bagão Félix, se sentiu na necessidade de afirmar pública e peremptoriamente que “existe o bem e o mal” (sic) — o que está em contradição com o seu apoio radical à “modificação dos costumes” proposta pelo Bloco de Esquerda e pela ala radical do Partido Socialista.

Isabel Moreira

Em suma: a Esquerda é contraditória por natureza. O que falta saber com alguma acuidade, é se essa natureza ideológica contraditória da Esquerda é propositada e estratégica, e se pretende induzir uma dissonância cognitiva generalizada e extensível a toda a sociedade (Pavlov), ou se é matéria do âmbito da psiquiatria.

O que me parece é a que a maioria dos crentes na Ideologia da Ausência de Género têm distúrbios mentais sérios e precisam de tratamento psiquiátrico.

[ ficheiro PDF do Sol]

Segunda-feira, 24 Janeiro 2011

Um pequeno sinal do colapso cultural do neomarxismo em Portugal

Uma coisa de que gostei no discurso de Cavaco Silva, foi o seu princípio : “Portugueses, quero agradecer a todos… (…)”.

Naturalmente que Cavaco Silva, como qualquer pessoa de senso-comum, entende o conceito de “portugueses” e “todos” como extensível a ambos os sexos, porque há palavras que, quando inseridas na coerência de um discurso, são semântica e convencionalmente neutras. No discurso de Cavaco Silva, está implícita a neutralidade, em termos de sexo, dos termos “portugueses” e “todos”, e o senso-comum apreende imediatamente essa neutralidade; ele há conceitos que se subsumem de uma forma “automática”.

Se fosse Manuel Alegre a dizer o mesmo discurso, começaria : “Portuguesas e portugueses, independentemente do género e etnia, quero agradecer a todos e a todas …(..)”. O discurso de Cavaco Silva, se proferido por Manuel Alegre, demoraria, pelo menos, mais 30% do tempo.

Sexta-feira, 21 Janeiro 2011

A sordidez da esquerda

A redução dos argumentos esquerdistas contra Cavaco Silva a uma suspeita acerca de uma pequena casa de praia, é realmente extraordinário. Pelo que se vê, não conseguiram encontrar melhor e mais sórdido argumento.

Quinta-feira, 20 Janeiro 2011

Talvez tenha chegado a hora do bispo de Lisboa se aposentar

Em relação ao tema deste postal, a minha abordagem é um pouco diferente; e pego na seguinte proposição de Manuel Alegre, referindo-se a Cavaco Silva :

«Sendo ainda Presidente da República, ele está a violar a laicidade, a separação da Igreja do Estado e a contrariar a orientação de D. José Policarpo. Orientação para a Igreja, no sentido de ser neutra.»

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Quarta-feira, 19 Janeiro 2011

O submarino

Filed under: Política — O. Braga @ 5:19 pm
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Nunca votaria em Manuel Alegre por muitas razões, mas sou obrigado pela razão a admitir que ele é frontal tanto quanto um político pode ser; confesso que me custa admitir isso, mas seria estúpido se não o fizesse.

Não simpatizo minimamente com as ideias políticas, com o passado político, e com a mundividência de Manuel Alegre, mas não posso deixar de reconhecer que o homem é directo e sem rodriguinhos — e isto é uma qualidade. Ou seja: Manuel Alegre é o que é, e não engana ninguém.

O que mais me repugna em alguns políticos — ou naqueles que estando na política se dizem “não-políticos” — são as duas caras. São os submarinos da política que falam para um auditório a pensar noutro, e apresentam-se com uma sapiente candura que só uma pretensa autoridade de direito permite. Porém, trata-se da autoridade de direito dos sofistas, uma autoridade heurística exercida sobre todas as coisas possíveis em nome de uma reputação.

Não posso conceber que um candidato à presidência da república tenha vestido a pele da ideologia do Bloco de Esquerda nas últimas eleições para o parlamento europeu, e hoje faça apelos ao voto do centro-direita. Para além de ser uma depreciação insuportável da memória do cidadão, não há heurística que aguente.

Quinta-feira, 6 Janeiro 2011

A esquerda sem imaginação

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 7:29 am
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A campanha contra Cavaco Silva, a propósito da venda dos seus títulos de Bolsa do BPN, faz lembrar a campanha contra Sá Carneiro do “paga o que deves”; e quando se foi a ver (infelizmente, já depois da morte de Sá Carneiro), o homem não devia nada a ninguém.

Sexta-feira, 15 Outubro 2010

Os sinais de fumo que a crise nos traz

Ontem ouvi na SICN o discurso de Manuel Alegre em Oliveira do Hospital. Tratou-se de um discurso de radicalização da política portuguesa. “Vamos a eles!” — berrou Manuel Alegre referindo-se aos empresários portugueses; fez-me lembrar o PREC, ou os relatos históricos sobre a comuna de Paris de 1870.
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Segunda-feira, 31 Maio 2010

O delírio interpretativo e a sociopatia de Vital Moreira

« Ilude-se quem atribui consequências políticas à zanga da direita radical com Cavaco Silva por causa da promulgação da lei do casamento das pessoas do mesmo sexo (a que aliás não poderia fugir).

Na hora de decidir, a direita não entrega as cartas. Como é evidente, as eleições presidenciais (e as outras) ganham-se ao centro, e é aí que o actual inquilino de Belém conta ganhar vantagem, podendo mesmo dar-se ao luxo de alienar os lunáticos da direita ultramontana. »


Deste texto de Vital Moreira, podemos retirar algumas ideias-base :

  1. Quem é contra o “casamento” gay é da “direita ultramontana”;
  2. Quem é contra o “casamento” gay é “lunático”;
  3. As eleições ganham-se ao centro, mesmo que esse “centro” esteja politicamente chegado ao Bloco de Esquerda;
  4. Um “centro” que esteja mais perto do CDS do que do Bloco de Esquerda, é um “centro da direita ultramontana”.

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Domingo, 16 Maio 2010

As ameaças de Manuel Alegre

Filed under: Política,religiões políticas — O. Braga @ 1:02 pm
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O candidato à presidência da república, Manuel Alegre, ameaçou no seu site de candidatura levar a tribunal todos os que se atrevam a contar a sua história, de como um desertor do exército português pretende agora chegar a comandante-em-chefe das Forças Armadas de Portugal. Manuel Alegre segue assim o exemplo do seu chefe, José Sócrates, ameaçando enviar para tribunal toda a gente que se atreva a mencionar os factos da sua história pessoal.

O livro de Patricia McGowan publicado em 1979 e de que tenho uma cópia, conta a história de Manuel Alegre vivida por dentro, ou seja, a história contada por uma testemunha ocular dos acontecimentos em que participou Manuel Alegre.

Patricia McGowan Pinheiro, filha de pai português e mãe britânica, participou nos movimentos de oposição ao regime de Salazar desde os 17 anos de idade. Foi membro do partido comunista inglês. De 1962 a 1966 viveu na Argélia onde foi redactora do jornal argelino “Révolution Africaine”. Foi-lhe proibida a entrada em Portugal de 1961 a 1971. Cursou direito na universidade de Liverpool e McGill University em Montreal. Licenciou-se em Ciências da Educação e em Gestão de Empresas pela universidade de Londres.

Hoje, já ninguém se lembra do testemunho de Patricia McGowan, e Manuel Alegre tira partido do desconhecimento da História, nomeadamente pelos mais jovens. Seria útil uma nova edição deste livro.

Segunda-feira, 3 Maio 2010

Ele há coisas do diabo…

Filed under: Política — O. Braga @ 6:32 pm
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