perspectivas

Quarta-feira, 30 Junho 2010

É preciso estarmos atentos às “elites” académicas

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 6:34 am
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Imaginem um mundo em que toda a gente teria um QI (coeficiente de inteligência) igual ou muito aproximado devido à manipulação genética, ou a igualização das qualidades humanas por via do chamado “melhoramento biomédico” (ou Biomedical Enhancement como sendo intervenções tecnológicas no sentido de “melhorar” as capacidades funcionais do ser humano, em vez de tratar as doenças).

No primeiro caso, a manipulação genética só estaria disponível para gente rica que, supostamente, teria uma prole de génios que governariam o mundo — assegurando que a riqueza ficaria sempre nas mãos de uma plutocracia intemporal geneticamente induzida. No segundo caso poderíamos antever uma sociedade em que as crianças eram bombardeadas com comprimidos, hormonas de crescimento ou outras, drogas várias para assegurar um bom desempenho na escola, cirurgia cosmética em barda para eliminar os malditos gordos e os feios, e a cirurgia neurológica supostamente para eliminar o excesso de imaginação nas crianças que as distraiam da matéria a aprender — e tudo isto para assegurar o “sucesso” na vida.

Isto pode parecer absurdo, mas há “intelectuais” e académicos que já prevêem este admirável mundo novo. Mas será que essa gente não vê que se todos fôssemos génios, deixariam de existir génios?

Lembro-me, a propósito, de Fernando Pessoa; já imaginaram se ele tivesse sido rico, com um físico apolíneo, com uma auto-confiança primária e super-exteriorizada que caracteriza o homem de sucesso burguês — já imaginaram esse outro Fernando Pessoa ter escrito a “Mensagem”? Já pensaram se ele teria tido a necessidade de recorrer a personalidades alternativas para nos dar a sua visão do mundo?

A ciência, e mormente a medicina, é necessária para mitigar o sofrimento humano na doença desde a antiguidade clássica. Porém, a visão segundo a qual é possível e mesmo desejável acabar com as diferenças naturais entre os seres humanos, é assustadora pela carga niilista que transporta consigo, porque parte do princípio de que as diferenças entre os seres humanos são um mal absoluto. E só o facto de existirem pessoas que pensam assim é motivo de alguma preocupação. É preciso estar atento às elites académicas, naturalmente merdícolas e merdívoras — crescem na merda e alimentam-se dela.

Terça-feira, 23 Março 2010

Os porcos ambientalistas, ou os ambientalistas porcos

O “porco ambientalista” é um animal transgénico desenvolvido na universidade de Guelph, no Canadá, que tem uma mistura de ADN de rato. É o “porco-rato”, que se pretende introduzir na alimentação humana porque, segundo dizem os investigadores, produz menos 70% de fósforo nas suas fezes do que um porco-porco.

Os cientistas da dita universidade dizem que nunca provaram a carne do porco-rato (ou do ambientalista porco) mas dizem que, a julgar pelas análises químicas realizadas, a carne do porco-rato não é diferente da carne do porco-porco ― decididamente, a ciência e a culinária parecem ser incompatíveis; se fôssemos a cozinhar baseando-nos em resultados de análises químicas dos ingredientes, não seriam precisos os chefes-de-cozinha…

O problema dos ambientalistas porcos, ou melhor, dos porcos ambientalistas, não fica por aqui. Existem cabras transgénicas desenvolvidas com alteração de ADN de cujo leite se extrai filamentos de seda de aranha (a “cabra-aranha”); e uma truta que se misturou com uma espécie de vaca belga (a “vaca-truta”) que se pretende venha a ter mais carne do que a truta normal. E ainda não se lembraram se produzir o “Abutriu”, que é a mistura de ADN de um abutre com as P…Q…os Pariu !

Sexta-feira, 10 Julho 2009

Um exemplo da imbecilidade feminista

feminismo

Isabel Stilwell é o exemplo acabado da imbecilidade feminista que contamina os me®dia. Repare-se como ela começa a sua crónica no Destak, com o título “Espermatozóides feitos em laboratório”: “Os homens vão passar a ser desnecessários”.

Naturalmente que a notícia vinda de Inglaterra é propalada com muito sal, pimenta e vinha-de-alhos. Basta uma consulta na Internet a sites científicos credíveis para se saber que não existe a mínima ideia se o “esperma” obtido “à inglesa” será fértil e se terá uma capacidade cromossómica normal. Na verdade, os cientistas sérios dizem que aquele “esperma” não funcionará, como gâmetas, de forma eficaz.

Mas partamos do princípio de que a Isabel Stilwell acreditou na verdade ― como se acredita hoje na verdade do aquecimento global devido ao CO2 provocado pela defecação dos bebés.

A ideia do “esperma” de laboratório é garantir ao homem infértil que o filho é dele. Porém, poderia dar-se o caso de uma lésbica querer ter a garantia de que o filho é dela e de mais ninguém.

A ser verdade o milagre do cientificismo, e na medida em que num caso análogo seria necessário um tratamento de fertilidade com base na clonagem de embriões ― na medida em que usando embriões que não sejam da mulher em causa seria o equivalente genético de se usarem células de um doador de esperma estranho a um casal ―, no seguimento da aplicação prática desta verdade cientificista, os embriões serão um dia criados por clonagem para serem expressa e posteriormente destruídos, para que homens inférteis e lésbicas possam ter crianças com o esperma criado a partir de células de embriões clonados e destruídos.

E no meio disto tudo, não ocorre a Isabel Stilwell outra abertura para a sua crónica me®diática: “Os homens vão passar a ser desnecessários”. Este tipo de conclusão primária só revela, de facto, a inferioridade recalcada e não assumida das mulheres feministas; são seres inferiores que se sentem como tal e sabem que assim são.

Domingo, 20 Julho 2008

A ideia da absoluta necessidade da acção desumana para salvar a Humanidade

Quando os socialistas espanhóis atribuíram os direitos humanos aos símios ― na esteira da filosofia do biólogo bioético Peter Singer ― não o fizeram para salvar as espécies da extinção, porque se fosse esse o caso teriam outras ideias mais práticas e consentâneas com a acção necessária para impedir a extinção do gorila ou do chimpanzé. A ideia socialista (e neoliberal) é tentar mudar a agulha ética e moral do Ocidente, e partir daí, tentar impôr coercivamente a exclusividade uma visão materialista do Ser Humano, não só na Europa como no resto do mundo.

Com o darwinismo, os genes de qualquer animal passaram a ter a suprema importância. No que respeita ao ser humano, os genes passam a ser “sempre diferentes”, e as almas passam a ser “todas iguais”. Criou-se, a partir daí, um novo conceito de “igualdade” no que respeita à ética aplicada ao ser humano entendido como “indivíduo”, ao mesmo tempo que se impõe uma “desigualdade” baseada na genética. Em resultado desta ideia que o darwinismo trouxe consigo, os primeiros evolucionistas eram manifestamente racistas, como faz prova toda a História do materialismo filosófico do século 20, que inclui ideologias como o nacional-socialismo que adoptou claramente o evolucionismo darwinista para defender a ideia da superioridade da raça ariana. Muita gente que se diz “socialista” hoje não faz a ideia de que faz parte de um movimento político e ideológico que herdou o evolucionismo como matriz filosófica e ideológica.

O problema do neodarwinismo é que ainda nenhum evolucionista conseguiu explicar como é que o humor, a matemática, a filosofia e o saber em geral poderão ser produto da evolução natural, quando os nossos antepassados na árvore genealógica da evolução não tinham necessidade de nenhumas dessas capacidades humanas, sendo que, segundo o evolucionismo, é a necessidade que faz a selecção genética e impõe as mutações genéticas.
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