perspectivas

Quinta-feira, 31 Dezembro 2015

A Maria João Marques, o piropo, o machismo e o mulismo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:35 pm
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Modéstia à parte, quando eu era mais “viçoso” recebi muitos piropos de mulheres; alguns até de natureza brejeira — porque o mulherio da cidade do Porto não é (felizmente!) como o de Lisboa. Respondia sempre com um sorriso (tímido, como convém neste tipo de ocasião).

Em aditamento ao verbete anterior, em que falei da criminalização do piropo masculino, pretendo dizer alguma coisa mais em função deste artigo da Maria João Marques.

piropo

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Sexta-feira, 19 Setembro 2014

Os machistas e as mulistas: as mulas são as fêmeas dos machos

Filed under: A vida custa,cultura — O. Braga @ 9:47 am
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Mais um chorrilho de asneiras da radical feminista espanhola Beatriz Gimeno.

Desde logo parte de um princípio errado: o de “igualdade de género”, em vez de “igualdade de sexos”. Quando se parte de um princípio errado, toda a teoria está errada (Aristóteles). “Género” aplica-se na gramática: género masculino e género feminino. Há, por maioria de razão e em juízo universal, cromossomas XX e XY; e depois há uma minoria pequeníssima de excepções à regra; mas não podemos transformar as excepções em regra.

“Género” designa também, em lógica, uma classe de extensão superior à extensão de outra classe que se chama “espécie”. Da lógica, o “género” passou à classificação biológica, onde designa a sub-divisão da família que precede a espécie. Portanto, substituir o conceito de “sexo” pelo de “género” é um absurdo, e revela uma criatura com deficiência cognitiva.

A “igualdade dos sexos” é jurídica, por um lado, é ética, por outro (a Declaração Universal dos Direitos Humanos); é também ontológica no sentido de “facto de existir” e no sentido do Dasein de Heidegger em que a igualdade dos sexos é entendida no contento da “existência”. Mas na natureza não existe “igualdade dos sexos”; naturalmente que os dois sexos não são iguais.

For the United States, a study by the U.S. Department of Justice (DoJ) in 2000, surveying sixteen thousand Americans, showed 7.4% of men reported being physically assaulted by a current or former spouse, cohabiting partner, or girlfriend, or date in their lifetime.

Domestic violence against men

As mulistas, como é o caso da Beatriz Gimeno, identificam-se com os machistas.

the_family-John Dickson Batten - 1886 webNos Estados Unidos, os números oficiais apontam para 7,4% dos homens que são vítimas de violência doméstica de mulheres, mas também se sabe que a maioria dos homens tem vergonha e não participa às autoridades a violência de que é alvo.

É provável, por isso, que os números sejam mais elevados: há quem diga que 25% dos casos de violência doméstica são de mulheres contra homens. Mas a mulista Beatriz Gimeno é zarolha: só vê por um olho (e dêmos graças que não seja pelo olho do cu).

Podemos conceber o conceito de “igualdade” de duas maneiras: por um lado, “igualdade” pode ser a relação de grandezas que permite que duas coisas ou seres possam ser substituídos um pelo outro.

É este o conceito de “igualdade de género” adoptado pelas feministas: os homens e as mulheres são intermutáveis — segundo as feministas.

Mas também podemos conceber, por outro lado, a “igualdade” como o princípio segundo o qual os indivíduos, no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira: é este o conceito cristão, ético e jurídico de “igualdade dos sexos”.

O conceito feminista de “igualdade de género”, em vez de diminuir a violência contra as mulheres, tem contribuído para aumentar esse tipo de violência — como podemos constatar de facto em Espanha.

De nada serve a lei, se não existir previamente um consenso ético universal acerca da violência doméstica: podem fazer todas as leis repressivas e violentas possíveis contra o homem, que o problema não será nunca debelado por via legal: porque o problema, antes de ser legal e político, é ético. E as mulistas, tal como os machistas, fazem tábua rasa da ética.

Segunda-feira, 28 Outubro 2013

É inevitável: o Carrilho vai ser crucificado pelo politicamente correcto

 

anjos e demonios 600 web

A culpa é sempre do homem: parte-se do princípio de que o homem não é pai dos filhos da mulher, e por isso não tem que se preocupar com as crianças. E perante o estado de embriaguez endémico da mulher, o politicamente correcto defende a ideia segundo a qual, quando colocado perante uma mulher alcoólica, o homem deve pura e simplesmente abandoná-la e abandonar os filhos — porque parte-se do princípio de que “os filhos são da mulher”.

Mas se o homem abandona a mulher alcoólica e os filhos, aparecem parangonas nos jornais: “Crápula abandona pobre mulher alcoólica inveterada entregue aos filhos”. A culpa é sempre do homem: preso por ter cão, e preso por não ter. À mulher tudo é permitido. Uma mulher só sofre censura nos me®dia quando é alvo de crítica por parte de outra mulher. Qualquer crítica social — que não seja política ou partidária — de um homem em relação a uma mulher é sempre suspeita de “machismo”.

Na perspectiva do politicamente correcto, a palavra da mulher vale sempre mais do que a palavra do homem. Funciona aqui o princípio da “tolerância repressiva” de Marcuse: tudo o que é dito pela mulher é verdadeiro, e tudo o que dito pelo homem é falso. Por exemplo, a única forma de acusar uma mulher de infidelidade conjugal (que parece não ser o caso) é tirar-lhe uma fotografia com outro homem na cama; mas basta uma suspeita qualquer em relação ao homem — por exemplo, um SMS de uma outra mulher num telemóvel — para que a infidelidade do homem seja automática e objectivamente assumida pelos me®dia que formatam a opinião pública.

O Carrilho está a provar do veneno que ele próprio ajudou a semear na cultura. Que lhe faça bom proveito.

Sábado, 3 Agosto 2013

A confusão do Neanderthal contemporâneo

O Padre Portocarrero de Almada confunde aqui “divisão do trabalho”, que é uma característica endógena do homo sapiens que nem sequer Karl Marx colocou em causa, por um lado, com “machismo e repressão da mulher”, por outro lado. Muito sinceramente, não gosto do discurso do Padre, porque não contribui para a resolução do problema da permutabilidade dos indivíduos (não só entre homem e mulher) na sociedade actual, e pelo contrário acaba por ser um esteio para essa mesma permutabilidade. Quando, numa sociedade, quaisquer dois indivíduos são absolutamente permutáveis e intermutáveis, vivemos numa sociedade orwelliana e de pesadelo.

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Domingo, 3 Abril 2011

Zita Seabra tem razão

As leis do aborto e do divórcio “na hora” são leis machistas. Os machos convenceram as mulas de que as ditas leis também servem os seus interesses, e de fora ficaram as crianças, os homens e as mulheres deste país. Estas leis revelam o machismo escondido da Esquerda, e a ideologia politicamente correcta transformou o mulismo na imagem espelhada do machismo.

Ambas as leis traduzem a aliança abstrusa entre a Esquerda marxista cultural (que inclui a Esquerda radical e a fabiana) e a Direita Neoliberal: “o inimigo do meu inimigo, meu amigo é”, é o lema. E o inimigo comum a ambas é a ética do humanismo cristão. Tanto a Esquerda (António Gramsci, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã, José Sócrates) como a plutocracia neoliberal (George Soros, Rockefeller, Bilderberg) escolheram a ética do humanismo cristão como alvo a abater; são aliados nesse desiderato.

As ditas leis precisam de revisão urgente.

===> Modernos e progressistas – por Zita Seabra

Sábado, 6 Outubro 2007

“Men in Trees” and Women in Flowers with “Thumos”

Filed under: feminismo,politicamente correcto — O. Braga @ 5:01 pm
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“Queremos que as mulheres sejam bonitas, sejam eficientes, sejam capazes de competir com os homens.” — Wu Qing, membro do Partido Comunista Chinês, Presidente da Câmara Municipal de Pequim

Fazendo zapping na TV, passei por uma série televisiva que dá pelo nome “Men in Trees”, que alguém traduziu como sendo “Amor no Alasca”.

Torna-se acentuada a tendência dos mídia em fazer passar um tipo de cultura de “libertação feminina” que passa pela banalização do sexo, equiparando o feminismo ao machismo. As estatísticas revelam tendências preocupantes das jovens mulheres (entre os 20 e os 30 anos) a recorrerem sistematicamente ao psiquiatra, com fobias, medos, ansiedades e outros problemas psíquicos. Se há 50 anos uma grande parte das mulheres vivia a emoção sem satisfação sexual, hoje têm sexo q.b. sem satisfação emocional.
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