perspectivas

Domingo, 6 Dezembro 2009

O belicismo europeu depois do Tratado de Lisboa

« O ministro dos Negócios Estrangeiros acusou hoje a União Europeia (UE) de ter uma postura subalterna em relação à NATO, defendendo a necessidade de reavaliar o papel do bloco europeu na Aliança Atlântica e a sua participação no Afeganistão.»

Fonte: Público

Os ecos políticos da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, que institui o leviatão europeu anti-democrático, não tardam em aparecer. Luís Amado ― o ministro português socialista que em plena campanha eleitoral defendeu a alienação da soberania portuguesa e a anexação de Portugal por Espanha ― coloca em causa a essência da NATO desde a sua fundação em 1947. O que esta gente quer é transformar o leviatão europeu numa potência militar armada até aos dentes, e à custa da carne-para-canhão constituída pelos diferentes povos da Europa.

Quinta-feira, 24 Setembro 2009

O nacionalismo português incomoda Espanha?

Em vários postais ― que estão discriminados em rodapé ― referi-me a Espanha nos seguintes termos (resumidamente):

  • Argumento cultural: A Espanha de Zapatero é uma anedota em muitos países civilizados ― por exemplo, em França, Itália, Estados Unidos e Alemanha. E por isso, e dada a proximidade geográfica com Portugal , a Espanha de Zapatero é um termo de comparação que a esquerda portuguesa utiliza para importar uma agenda política de tipo gramsciana para Portugal, validando-a junto do povo português como sendo “moderna”.
  • Argumento político : os recentes acontecimentos da reacção espanhola ― incluindo a reacção do presidente da região espanhola da Extremadura, e outras ameaças ― em relação à intenção de Manuela Ferreira Leite em adiar a construção do TGV, e a interferência clara da PRISA SA (ligada ao PSOE) espanhola na TVI em tempo de eleições em Portugal, provam que para além do argumento cultural, existem já hoje claras e ilegítimas interferências do poder político espanhol na política portuguesa.

Isto são factos conhecidos por toda a gente.

Se considerarmos o facto de o Tratado de Lisboa permitir que as forças de segurança espanholas — que podem incluir polícias fardados ou forças militares — possam penetrar no território nacional, com um simples aviso ao governo português, desde que aleguem eventuais motivos de segurança interna, a actual atitude espanhola (não-oficial, mas oficiosa) preocupa-me, como deve preocupar qualquer português com bom-senso. O futuro encarregar-se-á de demonstrar que eu tenho razão.

Por outro lado, e para além do ministro socialista Mário Lino que se afirmou “iberista confesso”, o ministro socialista dos negócios estrangeiros Luís Amado defendeu publicamente uma “união política” com Espanha. Já não é só um ministro: já temos dois ministros da república a defender aberta e publicamente a alienação da soberania portuguesa a favor de uma federação com capital em Madrid.

Em função de todos estes factos, como português, indignei-me contra aquilo que eu considero ser uma vergonhosa interferência espanhola na vida política interna portuguesa, com a colaboração da maçonaria de ambos os países. E nesse sentido, escrevi os postais em rodapé.


Acontece que a minha defesa da independência de Portugal não agradou a dois blogues espanhóis, a ver:

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Domingo, 20 Setembro 2009

Os interesses de Espanha são incompatíveis com os interesses de Portugal, senão com o sacrifício do país mais pequeno (4)

luis-amado

«Portugal só pode ser um país plenamente inserido na Europa quando a Espanha o for, a Ibéria for, a Península Ibérica for um espaço de integração económica e política.»

(Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros português, socialista e membro da maçonaria — frase proferida em um comício do Partido Socialista em Leiria, 15-9-2009, via Público on line)

É necessário que os portugueses tenham a consciência plena daquilo que significa o partido socialista na política portuguesa, e depois de saberem exactamente o que é o PS, então que os portugueses assumam a responsabilidade pelos seus actos e opções.

Esta frase de Luís Amado é sibilina; pretende propalar um pensamento anti-português sem causar alarde. Analogamente, reparemos em uma outra proposição que eu inventei agora:

«A Irlanda só pode ser um país plenamente inserido na Europa quando a Inglaterra o for, a Grande Bretanha o for, o conjunto das ilhas britânicas forem um espaço de integração económica e política.»


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