perspectivas

Domingo, 21 Julho 2013

Livro de Luís Portela

Filed under: Livros — O. Braga @ 10:02 am
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Para quem puder ou quiser gastar apenas 10 Euros, recomendo a leitura de um (novo) livro de autoria de Luís Portela, com o título “Ser Espiritual: Da Evidência à Ciência” – da editora Gradiva. Mais adiante farei aqui uma súmula crítica do livro.

Segunda-feira, 14 Fevereiro 2011

A divulgação literária nos Estados Unidos

Filed under: cultura,Livros — O. Braga @ 10:34 am
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Com a crise no Egipto, tenho prestado mais atenção à informação televisiva proveniente dos Estados Unidos — CNN, Fox News, NBC, CBS, etc. Não há praticamente nenhum programa de informação (vulgo “telejornal”) da TV americana que não anuncie a publicação de um qualquer novo livro. A cultura faz parte do dia-a-dia da comunicação social dos Estados Unidos — não é necessária a existência de programas de televisão culturais específicos e especializados para que um novo livro sobre um qualquer tema seja anunciado ao público.

Bem sei que não podemos comparar as produções literárias de Portugal e dos Estados Unidos. Porém, podemos comparar a cultura de divulgação livreira nos me®dia: raramente um novo livro em Portugal é assunto de telejornal, e é apenas divulgado em programas selectivos emitidos a altas horas da noite e que praticamente ninguém vê.

Quinta-feira, 17 Junho 2010

Mia Couto na Feira do Livro do Porto

Filed under: Livros — O. Braga @ 9:59 pm
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Mia Couto vai estar amanhã, dia 18 de Junho, na Feira do Livro do Porto no stand da editora Caminho (agora pertence ao grupo Leya), pelas 18:30 horas. Quem tiver livros para um autógrafo, tem uma oportunidade.

Quinta-feira, 18 Março 2010

A construção apocalíptica das religiões políticas

Eric Voegelin é, na minha opinião e não só, um dos maiores pensadores do século XX porque conseguiu pensar a História ― e consequentemente, a Humanidade ― fora de um determinado tempo, isto é, preocupando-se em não estar agarrado aos conceitos e preconceitos da época em que viveu (século XX). Neste sentido, podemos dizer que Eric Voegelin teve uma visão holística da História, da filosofia e da política ― a visão de quem analisa os fenómenos humanos a partir de um ponto de observação externo que não é nem a perspectiva do tempo histórico observado nem o tempo histórico na perspectiva do observador. Isto não significa que ele tenha pretendido formatar a História atribuindo-lhe um sentido formal (eidos da História); pelo contrário, a sua posição de observador externo permitiu-lhe perceber que a História não tinha acabado ― ao contrário do que defenderam as religiões políticas surgidas do Iluminismo, como o marxismo, o comteanismo, o hegelianismo, o nazismo, ou o neoliberalismo hayekiano de Francis Fukuyama.
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Sexta-feira, 22 Agosto 2008

Releitura de férias — Alexandre Herculano

Filed under: Livros — O. Braga @ 4:12 pm
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Ao relermos um livro, uma nova imagem dele se sobrepõe à ideia que dele tínhamos, como se os conceitos fossem substituídos por outros, de uma forma sucessiva, até que nenhum conceito anterior permaneça na nossa memória — isto é, ao acabarmos de o reler, as ideias que ficaram da última leitura desvanecem-se completamente da nossa memória — e por isso ponho em dúvidas as certezas de Freud.

A língua portuguesa de Alexandre Herculano é um hino àquela língua que o Acordo Ortográfico pretende eliminar dizendo exactamente que o não pretende fazer. Estou a reler o “Eurico, O Presbítero”, de Alexandre Herculano:

“A um tempo toda a raça goda, soltas as rédeas do governo, começou a inclinar o ânimo para a lascívia e soberba.”

Substituam “godos” por “europeus” e temos o livro actualizado.

Sexta-feira, 25 Julho 2008

Leitura para férias ― Raul Brandão

Filed under: Livros — O. Braga @ 8:15 pm
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Raul Brandão

Raul Brandão

Para quem aprecia literatura de tipo “existencialista” ― Camus, Sartre ― temos um escritor português que viveu o princípio do século 20 e que escreveu num estilo “existencialista” muito antes da literatura do “existencialismo” aparecer nos escaparates nos anos 50 e 60.

«Todos se defendem. Por isso existe uma certa grandeza em repetir todos os dias a mesma coisa. O homem só vive de detalhes e as manias têm uma força enorme: são elas que nos sustentam.» (“Húmus”, 1917)

Contudo, Raul Brandão explora o conceito de “absurdo” pela via de uma escrita elaborada, e não por uma via concentrada numa concepção estritamente filosófica. Diria que Brandão tenta seguir o estilo e forma (não o tipo de conteúdo romanesco) de Dostoievski no que de niilista e existencialista o escritor russo teve.

Segunda-feira, 7 Abril 2008

Os escritores e os “Bloggers de Papel”

O “Jornal de Notícias” oferece agora, junto com a compra do jornal, um livro de bolso com a obra de um “grande autor português”; este domingo calhou-me “A Cidade e As Serras” do Eça.

No mesmo domingo, vi a Rita Ferro na RTP2 a criticar os escritores portugueses da contemporaneidade, e o António Lobo Antunes em particular; dizia ela que o “Antunes escreve muito bem, mas já não sabe escrever um livro”, e que “uma coisa é escrever bem, outra coisa é saber escrever um livro”. O que a Rita quis dizer é que se o Eça vivesse hoje, já não saberia escrever um livro e não venderia um só exemplar: o Eça escreve bem, mas não sabe escrever um livro (que seja vendável). Para que se escreva um livro hoje, não é necessário – nem mesmo aconselhável – que se escreva bem; o que interessa é que se conte uma história com grande economia vocabular. A arte da escrita é hoje a redução da língua a um código repetitivo e padronizado que se escore num alfabeto de poucas letras, de tipo ADN, com muita “merda” e “filhos-da-puta” à mistura. E assim, toda a gente escreve livros – e estou de acordo com a Rita – e toda a gente tem o estatuto de “escritor”, incluindo ela própria e a Mónica Sintra. A massificação do ensino resultou numa literatura medíocre: existem mais pessoas a comprar livros e a financiar as editoras, e outras compram o JN e colocam os clássicos portugueses intactos na estante lá de casa.
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