perspectivas

Quarta-feira, 15 Fevereiro 2017

A eutanásia e a autonomia do indivíduo

 

Um artigo escrito por um Diogo Costa Gonçalves, acerca da eutanásia e com o título “Eutanásia e o ‘mito da autonomia’”:

“Sucede, porém, que a autonomia é um mito: um novo dogma moderno com pouco sustentação na realidade. Não, não somos autónomos!”


“Autonomia” é também, e em primeiro lugar, o livre-arbítrio de S. Tomás de Aquino. Em segundo lugar, é sobretudo a “autonomia” segundo Kant que resume o conceito de livre-arbítrio de S. Tomás de Aquino.

No sentido comum ou vulgar, autonomia é a capacidade de um indivíduo ou de um grupo de determinar ele próprio o seu modo de organização e as regras em relação às quais se submete.

Mas, no sentido filosófico (ética) e moral, a autonomia pode ser uma de duas coisas:

1/ Em Kant, é a característica da vontade que se submeteu livremente à lei moral sancionada pela razão pura prática, por respeito a essa lei, e excluindo qualquer outro móbil.

2/ liberdade moral do sujeito que age de acordo com o que a sua razão lhe dita e não por simples obediência às suas paixões.


Em Kant, a autonomia é simultaneamente liberdade negativa e liberdade positiva.

A liberdade negativa é aquela que consiste em não ser impedido de agir — a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura.

Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral.

Segundo Kant, uma acção não pode ser verdadeiramente moral se não obedece a razões sensíveis, exteriores à razão legislativa. Por exemplo, segundo Kant, se ajo por amor à Humanidade, não ajo por dever, mas por sentimento. Ora, uma acção cuja máxima se baseia num sentimento não pode aspirar à universalidade e servir de lei a todo o ser racional.

Em contrapartida, e seja qual for o meu sentimento em relação à Humanidade, “tratar a Humanidade na minha pessoa e na pessoa de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fim, e não simplesmente como um meio”, é a máxima exigível universalmente, um dever para todos; a vontade que determina a sua acção a partir dela, é uma vontade autónoma, na medida em que se submete livremente à lei da razão pura prática.


Os que defendem a legalização da eutanásia e afins (que são todos de esquerda, mesmo que digam que não são de esquerda) utilizam o conceito de “autonomia” de forma abusiva e falaciosa, porque não cabe em nenhuma das duas noções de “autonomia” supracitadas. É neste sentido que o Diogo Costa Gonçalves tem razão: em nome da “autonomia” (vista apenas como liberdade negativa), negam-se deveres (liberdade positiva), por exemplo, o dever de solidariedade.

Ou seja: a autonomia (enquanto livre-arbítrio) não é um mito, como diz o Diogo Costa Gonçalves. O que que esquerda faz (por exemplo, Rui Rio, que diz que não é de esquerda) é interpretar erroneamente o conceito de “autonomia”; é ver só uma parte do conceito de “autonomia”, ou seja, vê-lo à luz das paixões (sentimentalismo), e não à luz da razão que universaliza a vontade e a lei moral. De resto, o Diogo Costa Gonçalves tem razão:

“Se a dependência é vista como um fardo, como um indignidade, o direito a uma morte rápida e indolor transforma-se facilmente num dever de morrer dignamente, de não ser pesado, de não onerar o outro com a minha existência.

Não tenhamos dúvidas: é isto o que está em debate na eutanásia. O sofrimento do outro – por quem, infelizmente, poucos realmente se interessam – é apenas um pretexto emocional para a discussão… tudo mais (menos cuidados paliativos, mais consentimento informado, etc.) são minudências de uma discussão que só não vê quem não quer.”


 

O utilitarismo da esquerda contemporânea

Quarta-feira, 24 Fevereiro 2016

Para a Esquerda, o ser humano não tem alma.

Filed under: Política — O. Braga @ 7:48 pm
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A Esquerda é determinista; recusa a noção de liberdade. E apenas invoca a liberdade para justificar a sua visão determinista: a liberdade é vista, pela Esquerda, como uma forma de cada um obedecer às suas próprias leis endógenas alegadamente impostas pela Natureza.

Para a Esquerda, o ser humano não tem alma. E, por isso, o ser humano subordina-se exclusivamente às leis da natureza e às leis da causalidade: a liberdade do ser humano, segundo a Esquerda, consiste em não contrariar as supostas leis da natureza que o agrilhoam.

“O neoliberalismo tem-se relacionado com o aumento da obesidade. O neoliberalismo faz mal à saúde. Isto anda mesmo tudo ligado”.
Isabel do Carmo, radical de Esquerda, via

Seguindo o raciocínio da Isabel do Carmo, um assassino poderia explicar ao juiz que o seu acto resultou inevitavelmente, por exemplo, da sua predisposição genética, ou de um processo programado no cérebro (tal como um trovão se segue a um raio). Ou seja, a culpa seria da organização do mundo, ou então da Natureza que deixa que os seres humanos se tornem assassinos. E por isso, segundo a Esquerda, há que organizar o mundo de forma que os assassinos acabem, através da maior repressão política possível.

Deste modo, o ser humano degrada-se ao nível de um autómato que executa apenas aquilo a que é obrigado pela Natureza, ou então só faz aquilo a que é forçado pela organização da sociedade — porque o ser humano não tem livre-arbítrio. Os únicos com livre-arbítrio fazem parte da plêiade de iluminados de Esquerda. Só a elite de Esquerda é livre para determinar que a maioria não é livre.

Ou seja, segundo a Esquerda, o ser humano não é livre nem responsável pelas consequências dos seus actos. Por isso é que “os obesos são vítimas do neoliberalismo”: eles não têm livre-arbítrio. Isto significa que a igualdade perante a lei é uma ilusão, porque cada ser humano é dotado pela Natureza com dons diferentes. Em um mundo que é dirigido exclusivamente pelas leis da natureza, o conceito de “justiça” não tem qualquer sentido.

Esta mundividência de Esquerda é assustadora — porque defende a ideia segundo a qual, seja o que for que vou fazer, no momento da acção, passa-se comigo o mesmo que se passa com um autómato: não posso agir de outra maneira (“os gays nascem assim, e portanto não podem agir de outra maneira”).

Entre a Esquerda e a Direita existe esta diferença fundamental, e absolutamente irreconciliável. A Direita propriamente dita diz que alguns acontecimentos do mundo (o mundo moral) devem-se a decisões independentes de regras, e autónomas (autodeterminação): o conceito de autonomia da Direita baseia-se na Natureza Humana como algo de fundamentalmente inalterável — ao passo que a Esquerda nega o conceito de Natureza Humana perene, e acredita que pode alterá-la através de engenheiras sociais.

Quinta-feira, 22 Agosto 2013

Os me®dia já fazem a propaganda da poligamia

Segundo a BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation), dentro de 10 anos será legalizado o “casamento” poligâmico – que pode ser poliândrico (uma mulher + vários homens) ou poligénico (um homem + várias mulheres), ou as duas coisas em simultâneo. A justificação que se dá para a legalização do “casamento” polígamo é a seguinte:

não existe espaço para a fidelidade sexual em uma sociedade onde a escolha (no sentido de “opção”) é tudo”.

Notem bem a palavra “escolha”.

Hoje, a liberdade é identificada com o instinto; e qualquer repressão do instinto é hoje sinónimo de repressão da liberdade. A confusão que se faz é entre “livre-arbítrio” (ou liberdade propriamente dita), por um lado, e “liberdade de indiferença”, por outro lado.

A “liberdade de indiferença” é a possibilidade de escolher entre dois ou mais comportamentos sem se inclinar a priori (à partida) para um lado ou para outro; ou seja, a escolha não passa, à partida, pelo crivo da razão. A pessoa escolhe sem pensar, obedecendo apenas ao instinto ou ao desejo instintivo. Essa pessoa pouco difere de um cão ou de um gato.

Quem vive como um animal, morre como um animal. O ser humano morre a sua morte de acordo com a ideia que tem dela. Perante o carácter absurdo da vida, o homem contemporâneo pretende superar esse absurdo por intermédio do cinismo. Com o império do instinto, o estatuto ético do ser humano passa a ser o da lógica de um peido.

O livre-arbítrio, ou liberdade propriamente dita, parte do pressuposto de que “o homem age porque é livre” e, por isso, a acção humana decorre da vontade filtrada pelo juízo (pela razão).

Pelo contrário, a “liberdade de indiferença” parte do pressuposto que “o homem é livre porque age”, a razão não é chamada ao processo de escolha, e por isso o ser humano torna-se equivalente a um cão ou a um burro. Os animais irracionais, ou mesmo os animais unicelulares, também são livres porque agem. O homem moderno já não se consegue distinguir de uma bactéria.

Sexta-feira, 2 Agosto 2013

A corrupção ideológica e fundamental da Justiça

« O Tribunal da Relação do Porto obrigou uma empresa de Oliveira de Azeméis a reintegrar um empregado da recolha do lixo que tinha sido despedido por se ter descoberto que estava a trabalhar alcoolizado.

(…)

segundo o Tribunal da Relação do Porto, que confirmou recentemente uma sentença de primeira instância, os resultados das análises ao sangue nunca poderiam ter sido usados pela entidade patronal sem autorização do trabalhador.

Por outro lado, alegam ainda os juízes, não existe na Greendays nenhuma norma que proíba o consumo de álcool em serviço. Por isso, no seu acórdão, os magistrados deixam um conselho à firma: que emita uma norma interna fixando o limite de álcool em 0,50 gramas por litro, “para evitar que os trabalhadores se despeçam todos em caso de tolerância zero”.

“Vamos convir que o trabalho não é agradável”, observam ainda os desembargadores Eduardo Petersen Silva, Frias Rodrigues e Paula Ferreira Roberto. “Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos”. »


Ler aqui a notícia. Recorde-se que o trabalhador despedido pela empresa Greendays tinha uma taxa de alcoolemia de 2,5 no sangue. A pergunta que se deve fazer é a seguinte: ¿como é possível que um Tribunal da Relação tenha proferido um acórdão desta índole? Como é que se pode explicar “isto”?


1/ O aumento progressivo da discricionariedade das decisões dos juízes

O aumento progressivo da discricionariedade das decisões dos juízes é um facto que se pode verificar pela experiência. E a razão desse aumento da discricionariedade das decisões dos juízes deve-se a um afastamento, cada vez maior, do Direito Positivo em relação à Lei Natural. Este afastamento tem como efeito o facto de a Lei se ir tornando cada vez menos abstracta, em função da indução de um fenómeno de adequação sistemática da norma ao facto. Quanto mais a esquerda e o politicamente correcto exigem que as leis sejam feitas em função e à medida dos factos, menos abstracta é a lei, e por isso maior se torna a discricionariedade do julgamento dos juízes.

Ora, há muito tempo que sabemos que os factos não criam normas, embora as normas possam criar, em alguns casos, factos.

2/ A imposição, na cultura intelectual, de um determinismo ontológico que nega o livre-arbítrio

O politicamente correcto e a esquerda têm uma visão determinística e pseudo-científica do ser humano, ou seja, o livre-arbítrio do ser humano é, em grande parte, negado. Para eles, o ser humano “já nasceu assim” – por exemplo, para esse determinismo ontológico, os gays “já nasceram assim” – e não se pode mudar a si mesmo. E esta é mais uma razão por que os juízes pensam que devem assumir o papel dos sábios da “República” de Platão, julgando subjectivamente em causa alheia. O ser humano, ou seja, o cidadão, passa a ser infantilizado pelo Direito Positivo; o cidadão passa a ter um estatuto de menoridade face à Justiça.

Se juntarmos estes dois factores, temos a negação, pura e dura, da Justiça. E a esquerda, incluindo o Partido Socialista e em conivência com a maçonaria irregular do GOL (Grande Oriente Lusitano) , são os propulsores ideológicos deste novo tipo de corrupção fundamental da Justiça.

Quarta-feira, 25 Julho 2012

Neognosticismo (2) — a cisão de Duns Escoto

É vulgar ouvirmos alguns católicos dizer que o movimento revolucionário iniciou-se com a Reforma protestante. Isso é parcialmente verdadeiro, mas as sementes ideológicas do movimento revolucionário e da Reforma estavam já presentes na Igreja Católica medieval. Para além da irmandade franciscana, e de um caso ou outro como o de Joaquim de Fiore, é importante falar na cisão de Duns Escoto.

O futuro é apenas uma miríade infinita de possibilidades, e nada está pré-determinado. E mesmo aquilo que parece estar pré-determinado, por exemplo, as leis da física, não só não têm qualquer valor face à singularidade [por exemplo, face a um buraco negro], como não existe racionalmente qualquer certeza de que não possam ser anuladas a qualquer momento.

Vimos no verbete anterior, grosso modo, as diferenças entre a ética voluntarista neoplatónica baseada no “paradoxo paulino” e em parte adoptada por Santo Agostinho, e que se estendeu ao longo dos séculos, tornando-se dominante, até que surgiu S. Tomás de Aquino. Este último introduziu uma nova ética cristã e católica, embora intelectualista e racional. Depois de Aquino surgiu Duns Escoto com o retorno a uma ética voluntarista radical e de ruptura total com S. Tomás de Aquino. Duns Escoto levou o paradoxo paulino a um extremo radical e absurdo, comparável em absurdez à ciência actual que diz que o universo surgiu do Nada.

Duns Escoto levou o determinismo e a recusa do livre-arbítrio a tal ponto que defendeu que Deus é desprovido de liberdade [evolução para Espinoza, misturada com o estoicismo: Deus sive Natura].
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Sexta-feira, 4 Novembro 2011

A neurobiologia e a cacofonia do cérebro

«Dr. Gazzaniga, 71, now a professor of psychology at the University of California, Santa Barbara, is best known for a dazzling series of studies that revealed the brain’s split personality, the division of labor between its left and right hemispheres. But he is perhaps next best known for telling stories, many of them about blown experiments, dumb questions and other blunders during his nearly half-century career at the top of his field.

Now, in lectures and a new book, he is spelling out another kind of cautionary tale — a serious one, about the uses of neuroscience in society, particularly in the courtroom

via Telling the Story of the Brain’s Cacophony of Competing Voices – NYTimes.com.

Podemos imaginar uma cena, por um absurdo apresentado como sendo absolutamente racional, em que um assassino em série diz ao juiz, em tribunal:

“Senhor juiz, a culpa dos assassínios não foi minha: a culpa foi dos meus genes!”

O mesmo princípio absurdo do determinismo genético e/ou determinismo neurobiológico tem sido utilizado pelo lóbi político guei que afirma que “um guei já nasceu guei”. E como um guei “já nasceu guei”, todo o tipo de comportamento inerente à “condição inata guei” terá que ser admitida.
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Quarta-feira, 25 Maio 2011

Um exemplo do erro da visão histórica da Esquerda

Se após o 25 de Abril de 1974, o Partido Comunista tivesse tomado o poder em Portugal e instalado uma ditadura do proletariado, será que quem escreveu isto teria a mesma opinião que tem acerca da tomada do poder político em Cuba, por parte de Fidel Castro? Provavelmente, e no que se refere ao caso português, não teria a mesma opinião porque, caso contrário, poucas pessoas concordariam com o escriba.
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Sexta-feira, 25 Março 2011

O ataque filosófico ao livre-arbítrio do Homem

O chamado “neo-ateísmo” não pode ser confundido com o ateísmo dos velhos teóricos utilitaristas e empiricistas do Ocidente, como por exemplo, Bertrand Russell. Estamos a lidar com outra coisa.
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Terça-feira, 15 Março 2011

O neo-ateísmo e a quântica (II)

O ateísmo como ideologia — e mais tarde, como religião política — consolidou-se a partir do século XIX com o empirismo de Stuart Mill, completado pelo evolucionismo de Spencer, o que levou os espíritos a não ver no Homem senão um autómato, a reduzir a vida espiritual a uma mecânica, ou a imagens sensíveis regidas por leis de associação — da mesma forma que os átomos supostamente actuavam em concordância com a lei da gravitação. O mundo empírico e utilitarista de Stuart Mill, na esteira ideológica do positivismo, resumia-se num conceito: WYSIWYG (“aquilo que vês é só o que existe”).
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Sexta-feira, 24 Dezembro 2010

A teoria das propensões de Karl Popper (2)

As conclusões da física quântica

Tudo o que eu possa escrever aqui sobre as conclusões mais conservadoras e prudentes da física quântica será considerado absurdo por alguns leitores. Por exemplo, se eu disser que a quântica diz que o universo é um imenso vazio com pouca matéria, o leitor provavelmente dirá que eu sou maluco — porque os nossos olhos dizem-nos exactamente o contrário. E já não falo nas teorias mais ousadas, como por exemplo, da teoria do “único electrão” de Feynman, ou da teoria dos “universos paralelos” de Everett: cinjo-me apenas àquilo que é minimamente consensual entre os físicos.

Podemos fazer aqui uma súmula de alguns conceitos básicos, a ver:
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Quinta-feira, 23 Dezembro 2010

A teoria das propensões, de Karl Popper (1)

Para qualquer pessoa minimamente actualizada e que se preocupe com a realidade, não é possível ignorar pelo menos três tipos de situações, digamos assim, a ver :

  • as conclusões da física quântica;
  • a teoria das propensões, de Karl Popper;
  • o estatuto e o papel da consciência em conexão com os dois itens anteriores.

No que respeita à física quântica, é possível a qualquer pessoa interessada ter uma noção básica acerca das suas conclusões, e sem entrar na linguagem formal da matemática. A ideia de que a quântica é só entendível pelos físicos não corresponde totalmente à verdade.

A “teoria das propensões” de Karl Popper baseia-se nas conclusões da física quântica, e difere dos positivistas, construtivistas e outros críticos — tradicionalmente defensores de um determinismo da natureza — quando demonstra não só que esse determinismo cientificista não existe, como demonstra que as possibilidades de ocorrência de acontecimentos futuros não são um mero produto subjectivo decorrente de eventuais lacunas do conhecimento humano, mas antes são um fenómeno objectivo e concreto.

O terceiro item — o estatuto e o papel da consciência — não é aflorado por Karl Popper neste contexto, mas foi reconhecido como sendo importante por muitos físicos quânticos, entre eles alguns laureados com o Nobel da física. O que se defende é que a consciência interage a nível quântico e contribui decisivamente para moldar as “possibilidades pesadas” (utilizando a terminologia de Karl Popper) que são aquelas cuja propensão para a actualização ou realização se torna mais forte.
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Sábado, 20 Novembro 2010

É necessária a obrigatoriedade da disciplina de filosofia a partir de tenra idade

Eu fico surpreendido com certo tipo de raciocínios, e um exemplo foi aqui mencionado pelo Jairo Entrecosto, extraído do pasquim on line do neo-ateísmo.
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