perspectivas

Terça-feira, 12 Abril 2016

São muito diferentes, Lisboa e Porto (graças a Deus!)

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:04 pm
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O João Távora faz aqui uma ode a Lisboa.

Ora, quando em Lisboa se soube que o Porto dava esta grande festa – Lisboa teve um estremecimento de cólera. Lisboa teve a tradicional, a costumada inveja. O Porto tinha feito uma grande festa constitucional – Lisboa não tinha nenhuma!

É necessário que Vossa Majestade saiba que existe uma incurável rivalidade moral, social, elegante, comercial, alimentícia, política, entre Lisboa e Porto. Lisboa inveja ao Porto a sua riqueza, o seu comércio, as suas belas ruas novas, o conforto das suas casas, a solidez das suas fortunas, a seriedade do seu bem-estar. O Porto inveja a Lisboa a Corte, o Rei, as Câmaras, S. Carlos e o Martinho. Detestam-se. As damas de Lisboa riem-se da pouca distinção, da pequena ciência, da falta de chique e de quê das toilettes do Porto? O Porto, rubro de ódio, cobre as suas senhoras da sumptuosidade dos estofos e das faíscas dos diamantes.

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Quarta-feira, 16 Março 2016

O governo da geringonça lisboeta de Esquerda boicotou a “obra do Joãozinho”

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:06 pm
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Voltamos ao tempo do PREC [Processo Revolucionário em Curso]. Lisboa não tolera a liberdade.

Terça-feira, 8 Março 2016

A histeria instalou-se no FC Porto

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:30 pm
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Os me®dia lisboetas ganharam a batalha. Falta saber se ganharão a guerra.

Começaram por dizer que a tradicional disputa regionalista do FC Porto era um anacronismo; minaram a mística regionalista do clube, e os passarinheiros da ribeira do Douro que arribam a Lisboa e ao Terreiro do Paço, foram os primeiros a cair na lógica lisboeira do Miguel Sousa Tavares acerca do FC Porto.

Depois de controlar uma dúzia de iluminados ditos “portistas” a soldo dos me®dia lisboetas, a táctica me®diática avançou no sentido de dividir a opinião dos adeptos e sócios do FC Porto em geral. E, finalmente, depois de dividir os sócios, os me®dia da capital-do-império-que-já-não-existe furaram a famigerada blindagem do balneário do FC Porto.

Não há dúvida de um facto: a permeabilidade do FC Porto em relação aos me®dia lisboeiros é devida, em grande parte, à direcção do FC Porto. Faltou cerrar fileiras e proibir a entrada dos me®dia, à moda de Pedroto. É este trabalho de blindagem do clube que terá que ser feito urgentemente.

Segunda-feira, 17 Agosto 2015

A região do Porto tem que se juntar à Galiza (e a Espanha)

Filed under: Portugal — O. Braga @ 4:53 pm
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Os jornaleiros lisboeiros do pasquim “A Bola” trazem a lista dos melhores marcadores da I Liga depois da 1ª jornada do campeonato, como se pode ver na imagem abaixo.

lisboeiros-aboubakar

O jogador do FC Porto, Aboubakar, marcou dois golos na 1ª jornada, mas não vem na lista. Para os lisboeiros, é como se o Porto não existisse. Já Salazar dizia: “Povo de Portugal e do Minho!”; para Salazar, o Minho não era parte de Portugal.

Os jornaleiros lisboeiros são salazaristas nos seus subconscientes. Mais vale à região norte de Portugal unir-se à Galiza e pertencer a Espanha; pelo menos víamo-nos livres da aldeia alface, a capital-do-império-que-já-não-existe.

(imagem daqui)

Sábado, 12 Janeiro 2013

A capital-do-império-que-já-não-existe

Filed under: A vida custa,Portugal — O. Braga @ 8:00 pm
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a capital do império que já não existe web

Sexta-feira, 27 Janeiro 2012

O provincianismo de Lisboa

Filed under: A vida custa,cultura,Esta gente vota — O. Braga @ 10:10 am
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“O pior é que entretanto a ilusão se estendeu à província. As câmaras arranjaram “vereadores culturais”, com funções para lá da compreensão humana. Promoveram encontros, conferências, colóquios, simpósios, festivais. Convenceram o Estado a comprar os cineteatros de 1905 ou 1940, que se iam desfazendo serenamente em ruínas, para uma “produção nacional” imaginária ou pobre.”

via Povo: Brincadeiras “culturais”, Por Vasco Pulido Valente.

Se há alguma coisa de provinciano nos lisboetas é a mania de chamar de “província” a Portugal. Para o lisboeta, Portugal é província e Lisboa não é Portugal; ou então, Portugal é Lisboa e a província é algures no estrangeiro. É aqui que se revela, de facto, o verdadeiro e genuíno provincianismo português: o lisboeta.

Sexta-feira, 14 Outubro 2011

E para onde iriam os “amigos dos amigos dos amigos dos amigos” ?

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:14 pm
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“Assim, quando alguém me diz que não é possível, de forma material, cortar na Despesa para além das rubricas do chamado Estado social, eu salto da cadeira. Então não? A minha sensibilidade diz-me que não falta por onde cortar.

Por exemplo, para que serve a existência do Fundo de Estabilização Aduaneira?! A gestão das entidades portuárias e aeroportuárias não podiam substituir a acção daquele fundo? Aliás, que missão tem aquele fundo? E a Agência para a Modernização Administrativa?!”

via tolerância zero (2) « O Insurgente.


Quem se mete com Lisboa, leva!

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Quarta-feira, 8 Setembro 2010

Centralismo lisboeta: a vergonha nacional

Filed under: nortadas,Política,Portugal — O. Braga @ 11:43 am
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Domingo, 6 Junho 2010

A verdade que incomoda os “tios”

Filed under: Portugal — O. Braga @ 10:11 am
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« A regionalização da culpa »

Segunda-feira, 31 Maio 2010

Lisboa, “a prostituta”

Filed under: A vida custa,Política,Portugal — O. Braga @ 7:00 am
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« Quando a História se encarrega de fazer teatro, fá-lo do bom »
— Mariano Jose de Larra


Em 8 de Novembro de 1998, domingo, realizou-se o referendo da regionalização do país em que o Não ganhou com 63,5% dos votos expressos — com 36,4% de Sins, e 51,7% de abstenção. Segundo a constituição portuguesa, este referendo não seria válido porque a abstenção ultrapassou os 50%; na minha opinião, a constituição é castradora da democracia directa. Portanto, o referendo foi válido.

Dois anos depois, saiu o livro “Uma Experiência Única — MUP 1998” que reuniu testemunhos e a história do Movimento Cívico Contra a Regionalização, de que faziam parte, entre outros, nomes como Mário Soares, António Borges, António Nogueira Leite, Proença de Carvalho, Ernâni Lopes, Medina Carreira, J. Manuel Nazareth, João César das Neves, Luís Miguel Beleza, Miguel Sousa Tavares.

Passo a transcrever um excerto da intervenção de J. Manuel Nazareth no dito livro:
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Domingo, 2 Maio 2010

O futebol e o problema norte/sul

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 1:17 pm
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Depois de vermos os serviços secretos (SIS) investigar os blogues de putativos portistas no que respeita a postagens em relação ao jogo de hoje, alguém acredita que o problema é restrito ao futebol?

Não é a própria polícia secreta, com sede em Lisboa e dependente da política centralista da “capital do império que já não existe”, que através da sua acção, reconheceu que a situação explosiva não é meramente futebolística?

Sexta-feira, 26 Setembro 2008

Sentimento anti-lisboeta

Filed under: Portugal — O. Braga @ 1:58 pm
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Quando me dizem que o Miguel Sousa Tavares é portista, sinto-me incomodado porque sei que ele de portista não tem nada: o MST é do contra, é intrinsecamente do reviralho, e portanto, deu-lhe para ser portista como lhe poderia ter dado para ser iberista ou para ser defensor do califado. Vivendo desde sempre na Lisboa do maniqueísmo sportinguista e benfiquista, o seu instinto de reviralho escolheu o portismo, mas isso aconteceu por mero acaso.

O MST defendeu na TVI a ideia de que a Via do Infante (que é uma SCUT) não deveria debitar portagens porque ele tem um poiso de veraneio no Algarve, mas que as SCUTS do norte litoral ― o Grande Porto tem um rendimento per capita de 58% do rendimento lisboeta ― já devem debitar portagens, até porque ele nem as conhece. Naturalmente que o MST é contra a regionalização do país, e é a favor do “casamento” gay ― mas (pasme-se!) já é contra a adopção de crianças por duplas de gays, como se o casamento não implicasse automaticamente a possibilidade de adopção de crianças.

Sempre que o MST abre a boca no jornal da TVI acontece algum atentado contra a Lógica, e o pior é que centenas de milhar de pessoas ouvem as incoerências sistemáticas desse senhor. E quanto mais gente como ele fala nos me®dia controlados pela indústria cultural da capital-do-Império-que-já-não-existe, mais cresce em mim um sentimento anti-lisboeta (e não estou só).

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