perspectivas

Domingo, 20 Janeiro 2019

A Catarina Martins é a vingança do Anacleto Louçã

Filed under: Esquerda — O. Braga @ 8:46 pm
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Se perguntassem a Lenine (dentro da sua facção bolchevique do partido social-democrata russo) se alguma vez defenderia uma ditadura marxista do proletariado, a resposta seria negativa — aliás, era esta a posição oficial de Lenine em relação à facção menchevique do partido social-democrata russo: “nada de totalitarismos: só paz e amor!”.

E depois do golpe-de-estado de Outubro 1917, foi o que se viu.

« Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com certeza” – diz ela. »

PCP e BE são extrema-esquerda

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Segunda-feira, 22 Fevereiro 2016

Putin contra Lenine

Filed under: Política — O. Braga @ 1:17 pm
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Uma característica dos Cunservadores ocidentais é a de identificar Putin com o comunismo soviético.

No primeiro vídeo vemos Putin chamar de “traidor da pátria” a Lenine, porque durante a I Guerra Mundial os bolcheviques aliaram-se à Alemanha contra a Rússia. Por outro lado, Putin compara os bolcheviques com os actuais liberais (Esquerda) do ocidente e dos Estados Unidos: estes também são traidores das respectivas pátrias.

É de supôr que Putin terá um melhor relacionamento com Donald Trump como presidente dos Estados Unidos do que o que teve com Obama.

No segundo vídeo vemos Putin afirmar que 85% dos membros do primeiro governo da ex-URSS eram judeus, que reprimiram igualmente a expressão pública de qualquer religião na sociedade soviética. E Putin regozija-se com a queda dessa falsa ideologia.

Eu penso que a visão de Putin do seu país é a anterior à revolução russa. Não se trata de uma ucronia, mas da crítica de uma revolução baseada em falsas premissas.

Terça-feira, 12 Junho 2012

Isto parece humor negro…

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 5:21 pm
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Segunda-feira, 19 Janeiro 2009

A maçonaria e a revolução russa

Familia Imperial Russa

Família Imperial Russa

No processo da revolução russa, a judaico-maçonaria teve um papel fundamental no assassinato colectivo da família imperial. Num dos compartimentos da casa onde a família do czar da Rússia foi assassinada, foi deixado um símbolo cabalístico ― ver na imagem abaixo ― numa das paredes, repetido 3 vezes em 3 línguas diferentes. Se consultarem um livro com algumas noções básicas sobre a Cabala, poderão verificar que o primeiro dos três símbolos do conjunto corresponde ao “Lamed” (L) do “alfabeto sagrado” da Cabala que, por sua vez, corresponde ao número 30 ― que reduzido ao “número fundamental” cabalístico (3 + 0 = 3) resulta no número 3. O segundo símbolo é a mesma letra (Lamed) escrita em aramaico. O terceiro símbolo é a mesma letra (Lamed) escrita em grego, que corresponde ao Lambda grego.

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Fotografia da época

Segundo a Cabala, o número 30 corresponde ao “Caminho” da “Árvore da Vida” que une Yesod a Hod e que é chamado de “Caminho da Inteligência Colectiva”, em que Yesod fornece as imagens da realidade colectiva, e Hod procede ao julgamento (juízo) dessa realidade colectiva. O “Caminho da Inteligência Colectiva”, a que corresponde o número 30, significa, em termos da Cabala Vulgata, ao julgamento de um determinado colectivo em relação às individualidades que “desafiaram” esse colectivo.

Segundo a Cabala popular e os textos rabínicos ensinados na judaico-maçonaria (Talmude), o L (“Lamed”) simboliza o “coração” que comanda o corpo, e com a morte do coração, o corpo morre. O “coração do corpo russo”, o Czar, foi morto para que todo o corpo (a Rússia cristã) pudesse morrer com ele.

A linha que foi traçada por debaixo dos três símbolos significa o “Princípio Passivo”, isto é, que aqueles homens que executaram a família imperial russa fizeram-no a ordens de alguém que lhes é superior. A linha traçada por baixo de qualquer simbologia cabalística e maçónica significa exactamente esse “princípio passivo” de alguém que obedece ou executa ordens recebidas.

A Cabala judaica em si mesma, não é positiva nem negativa; o que é negativo é o uso que a judaico-maçonaria sempre fez (e faz) dela como um instrumento de guerra aberta ao Cristianismo.

A judaico-maçonaria foi a primeira responsável pelo assassinato cruel de toda a família imperial russa, preferindo o assassinato sem julgamento da czarina e das crianças, ao exílio das mesmas. Os métodos utilizados pela maçonaria, ao longo da História, são obscenamente desumanos e inúteis: as crianças poderiam ter sido poupadas, mas a esquizofrenia maçónica e o medo do julgamento da História assombram a mente maçónica.


Se, como cristão, defendo o direito dos judeus a ter o seu país e a sua religião, também defendo o meu direito a ser cristão sem ser perseguido por um Estado que adopta o naturalismo e o relativismo ético da judaico-maçonaria como doutrina oficial.

Gostaria que este texto não fosse conotado com uma manifestação de anti-semitismo primário. Uma coisa é o ódio à nação judaica, que este sim, é anti-semitismo, e outra coisa é a oposição filosófica e ideológica ao naturalismo da judaico-maçonaria. Confundir estes dois conceitos é pura má-fé.

Em 1884, no seu livro “Freemasonry” (Maçonaria) publicado em Edimburgo (Escócia), o Reverendo George Dillon escrevia:

A ligação judia à maçonaria moderna é um facto estabelecido e manifestado em toda a sua história. As fórmulas judias empregadas pela maçonaria, as tradições judias que são utilizadas no seu cerimonial, apontam para uma origem judaica da maçonaria, ou para o trabalho de apologistas do judaísmo… Quem sabe se por detrás do ateísmo e do desejo do lucro que os impele a perseguir os cristãos e a destruir a Igreja, não existe uma esperança secreta em reconstruir o seu templo, e na maior escuridão abissal da sociedade secreta, não existe uma mais ainda profunda sociedade secreta que procura o retorno à terra de Judá e a reconstrução do templo de Jerusalém?

Acerca da influência do judaísmo na maçonaria, o insuspeito judeu e mação Daniel Béresniak escreve: “(…) é um facto de que as lendas maçónicas tradicionais se inspiram, em grande parte, nos comentários rabínicos da bíblia.” A franco-maçonaria especulativa foi erguida, a partir do fim do século XIV, por sobre os escombros do templarismo que, nos séculos XII e XIII, assumiu um poderio político e económico trans-europeu só visto nas actuais empresas multinacionais. E tal como os imigrantes judeus na Europa foram essenciais para a estruturação do poder económico e político dos templários, a franco-maçonaria especulativa nasceu da reestruturação dos princípios adoptados e impostos pelos templários nas lojas maçónicas operativas construtoras de catedrais, onde proliferavam os imigrantes judeus.

Sobre o tema da conotação anti-semítica que a judaico-maçonaria atribui ― de uma forma despropositada e atrabiliária ― aos cristãos, falarei noutra ocasião. Se, como cristão, defendo o direito dos judeus a ter o seu país e a sua religião, também defendo o meu direito a ser cristão sem ser perseguido por um Estado que adopta o naturalismo e o relativismo ético da judaico-maçonaria como doutrina oficial.

A verdade é que a revolução russa foi claramente coadjuvada pela judaico-maçonaria. Vários testemunhos de gente ilustre corroboram esta ideia; sabemos até que Estaline era filho de pai judeu-russo, e uma grande percentagem dos membros da nomenclatura soviética ― e dos países satélites do leste da Europa ― era de ascendência judia.

O argumento recorrente de que “não existiam muitos judeus na maçonaria dos séculos 19 e princípios do século 20”, é um argumento falacioso. Sendo que as comunidades judaicas na Europa do princípio do século XX detinham um considerável poderio económico e actuavam em bloco, porém os membros dessas comunidades não usufruíam ― por motivos culturais e religiosos inerentes à maioria da população ― de uma grande notoriedade social, isto é, por mais ricos que fossem os judeus da Europa, eles não pertenciam à elite política. As lojas maçónicas funcionavam, assim, como uma alavanca política que permitia que as comunidades judaicas endinheiradas pudessem manipular na sombra a política da Rússia czarista ― e de outros países ―, utilizando para o efeito uma sociedade secreta composta, na sua maioria, por europeus oportunistas políticos e radicais “putschistas” de circunstância.

O facto de a Cabala ― de origem judaica ― ter sido (e ainda é, em algumas lojas maçónicas) a “bíblia” da maçonaria, demonstra sem dúvidas nenhumas a estreita ligação entre o judaísmo e a maçonaria especulativa, essencialmente a partir do século 16.


Durante o processo da revolução russa que culminou com o comunismo soviético, a maçonaria desempenhou um papel que ― metaforicamente ― podemos chamar de “catalizador”. Quando os bolcheviques controlaram o poder, uma grande parte dos maçãos compreenderam que, em última análise, tinham sido os “idiotas úteis” em todo o processo.

A história do papel da maçonaria na revolução russa “repetiu-se” em muitas outras ocasiões durante o século XIX e XX. Por exemplo, a Grande Loja de Itália apoiou aberta e fervorosamente a consolidação do poder de Benito Mussolini, mesmo sabendo da posição política de Mussolini contrária à existência da maçonaria desde o princípio da segunda década do século XX, quando o ditador foi um militante activo e proeminente do partido socialista italiano.
Como membro do partido socialista italiano, Mussolini sempre foi contra a maçonaria. Contudo, a Grande Loja de Itália conseguiu que o governo fascista de Mussolini fosse reconhecido a nível internacional, e depois disso, Mussolini decretou o fim da maçonaria italiana a partir de Maio de 1925.

O mesmo aconteceu com Hitler: é bastamente sabido que os herdeiros dos Illuminati alemães apoiaram o partido nazi nos primeiros anos de existência para depois acabarem por serem perseguidos pelo regime nazi. A 7 de Abril de 1933, o mação Bordès que era o Grão-mestre da maior obediência maçónica alemã ― a “Grande Loja Aos Três Globos”, criada pelo imperador Frederico II em 1740, e que à data tinha 182 lojas e 22 mil membros ―, escreveu uma carta a Hermann Goering em que prestava vassalagem ao ideário nazi de supremacia alemã na Europa.

Outro Grão-mestre de uma obediência maçónica alemã, Feistkorn, que superintendia à “Grande Loja Real York” ― criada em 1798, com 107 lojas e 11 mil membros ―, escreveu ao ministro do Interior nazi uma carta na qual propunha a supressão do nome “mação”, o corte das relações com as obediências estrangeiras, a eliminação do ritual de toda a referência hebraica, e a sua total remodelação inspirada unicamente na mitologia nórdica. O mesmo Feistkorn dirige-se a Goebbels, na sua qualidade de ministro da propaganda do regime nazi, propondo-lhe os seus serviços.

De nada valeu o tradicional oportunismo político ― que privilegia o tráfico de influências ― da judaico-maçonaria; as lojas maçónicas prussianas foram fechadas em 1935 pelos nazis.


A maçonaria introduziu-se profundamente entre os mencheviques, mas conseguiu também alguma penetração entre os bolcheviques. Entre os maçãos bolcheviques, destacam-se os nomes do advogado N. D. Solokov, e de Stépanov-Skvortsov que foi um grande amigo de Lenine. O próprio Lenine, quando se encontrava no exílio em França e na Suíça, frequentou as lojas maçónicas desses países ― isto é um facto historicamente comprovado exarado nos chamados “processos-verbais” de algumas lojas maçónicas de Paris e da Suíça.

Poderia citar aqui uma lista extensa de nomes de políticos russos intimamente associados à maçonaria que influenciaram a revolução russa, mas seria despiciendo num postal como este. Porém, o primeiro presidente do Conselho do Governo Provisório russo, o príncipe Lvov, pertencia à maçonaria, assim como Kérenski que o substituiu nas funções. O presidente da Duma, Goutchkov, que foi ministro da Guerra, pertencia à maçonaria. Por entre empresários, polícias, deputados, ministros, diplomatas e políticos em geral, o número de membros da maçonaria entre os mencheviques e bolcheviques, em termos de proporção razoável, era anormalmente enorme.

O que sempre moveu a judaico-maçonaria no processo da revolução russa ― como desde sempre e em toda a Europa ― foi o seu anti-cristianismo, que muitas vezes é confundido com um simples anti-clericalismo. O anti-clericalismo e o laicismo maçónicos são simples capas que escondem uma realidade mais profunda: a intenção maçónica de destruir a cristandade. Por isso, embora Lenine, Hitler e Mussolini não simpatizassem com a maçonaria, partiram do princípio de Realpolitik de que “os inimigos dos meus inimigos, meus amigos são”, e apoiaram a maçonaria enquanto esta lhes foi útil. Com a instauração do regime comunista soviético, a maçonaria conseguiu parcialmente o que queria: a perseguição do Cristianismo na ex-URSS, mesmo que sacrificando a liberdade na Rússia, e à custa da própria perseguição à maçonaria por parte dos comunistas.

Bibliografia: colectânea de Daniel Béresniak. Hilaire Belloc. “La Dictature des Puissances occultes” ― Comte de Poncins. “ Maçonaria” ― George Dillon. “A maçonaria universal” ― Miguel Martín-Albo. “The Lost Word” ― Ricardo De la Cierva. Colectânea de F. Bernard-Termés.

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