perspectivas

Segunda-feira, 7 Abril 2014

Marine Le Pen e o laicismo

Filed under: Democracia em perigo,Europa — orlando braga @ 5:38 am
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A diferença essencial entre Marine Le Pen (e o PNR português), por um lado, e François Hollande, por outro lado, é a de que a primeira é nacionalista, ao passo que o segundo é internacionalista. Em tudo o resto não há grande diferença.

Um homem da Direita propriamente dita não pode aceitar que o Estado se meta na acção das organizações e instituições da sociedade civil em geral, e das religiões em particular. Se eu fosse francês, Marine Le Pen não teria o meu voto.

Terça-feira, 26 Novembro 2013

A vida e pensamento do paganismo laicista

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:35 pm
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« O católico deve simplificar a sua vida e complicar o seu pensamento »
— Nicolás Gómez Dávila

 

O novo paganismo laicista procede de forma oposta: complica a vida dos cidadãos e simplifica o seu pensamento.

Segunda-feira, 11 Novembro 2013

Uma família católica no mundo actual

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:16 am
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Em França tornou-se público um segredo da família católica Le Pen: Marion Maréchal-Le Pen, deputada no parlamento francês, filha de Yann Le Pen, sobrinha de Marie Le Pen e neta de Jean-Marie Le Pen, é filha biológica do ex-jornalista Roger Auque. Com dois anos de idade, Marion Maréchal-Le Pen foi perfilhada por Samuel Maréchal que entretanto tinha contraído matrimónio com Yann Le Pen.

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Terça-feira, 2 Julho 2013

Ministro socialista francês defende uma “religião republicana” oficial do Estado

Quando o muro de Berlim caiu, pensámos que o inferno tinha acabado; mas o que aconteceu depois foi que o jacobinismo radical maçónico e o Positivismo do século XVIII de Augusto Comte ressurgiram e estão a tomar conta da Europa.

O ministro da educação da França socialista de François Hollande, Vincent Peillon, lançou um livro com o sugestivo título: “A Revolução Francesa Não Está Ainda Terminada”. Se a moda pega, vamos ver os republicanos socialistas portugueses, como por exemplo, Manuel Alegre e companhia limitada, a medir as cabeças dos jesuítas para tentar apurar a sua inferioridade ontológica.

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Republicanos portugueses medindo a cabeça de um jesuíta, para tentar perceber o atraso mental

O alvo do ministro francês e dos Khmers Rosa de François Hollande é a Igreja Católica. E a forma que o ministro encontrou para combater a Igreja Católica é a politização da escola, tal qual os estalinistas e maoístas fizeram no passado infernal que julgávamos ter tido um fim com a queda do muro de Berlim. Eis que se ergue um novo muro da vergonha na Europa, desta vez um muro da irracionalidade maçónica e jacobina.

O grande problema da democracia na Europa é que este tipo de gente chega ao Poder sem revelar ao povo, a priori, o tipo de ideologia que defendem; e só depois de eleitos revelam o verdadeiro cariz do seu pensamento político. Neste sentido, podemos dizer que a democracia foi subvertida na Europa.

O ministro francês defende a ideia segundo a qual a religião cristã – neste caso, a católica – deve ser substituída por uma “religião republicana” de Estado cujo fundamento é o laicismo. Segundo o ministro dos Khmers Rosa ,

“a revolução implica o esquecimento de tudo o que precede a revolução. E aqui a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve erradicar , do aluno, todo o seu legado pré-republicano e ensiná-lo a ser um cidadão. É como um novo nascimento, há uma transubstanciação que opera, na escola e pela escola, a nova igreja com os seus novos sacerdotes, a nova liturgia e a nova tábua dos mandamentos da lei”.

Este tipo de discurso é messiânico e clama por uma metanóia (de tipo hitleriano ou estalinista), por um lado, e por outro lado parte do princípio de que é possível a qualquer um construir uma religião como a cristã meramente através da acção política. Esta gente não compreende o fenómeno do Cristianismo e transforma-o em uma mera ideologia política substituível por qualquer outra. Hitler, ou Lenine e Estaline não poderiam estar mais de acordo com os Khmers Rosa de François Hollande.

Ou seja, estamos em presença de germes de um novo projecto político totalitário na Europa equivalente ao comunismo ou ao nazismo. Como é evidente, uma religião implica a existência de fé, de rituais, de dogmas, do sagrado e do profano. E os totalitarismos do século XX foram caracterizados por uma qualquer fé dogmática imanente (que ultrapassa a simples crença) e de rituais políticos; a elite política revolucionária foi transformada no sagrado da religião política imanente, e o profano era tudo o que se passava nos “passos perdidos” da política, ou seja, no recato recôndito do lar.

Nunca foi tão urgente ler Eric Voegelin como agora.

Quarta-feira, 26 Junho 2013

Arcebispo de Bratislava acusa a União Europeia de perseguição religiosa (NYT)

BRATISLAVA, SlovakiaStanislav Zvolensky, the Roman Catholic archbishop of the Slovak capital here, was thrilled when he was invited to Brussels three years ago to discuss the fight against poverty with the insistently secular bureaucracy of the European Union.

“They let me in wearing my cross,” the archbishop recalled.

It therefore came as a rude surprise when, late last year, the National Bank of Slovakia announced that the European Commission, the union’s executive arm, had ordered it to remove halos and crosses from special commemorative euro coins due to be minted this summer.


Perante a acusação do arcebispo de Bratislava, segundo o qual “existe um movimento político na União Europeia que pretende a total neutralidade religiosa e que não aceita as nossas tradições religiosas” – perante esta acusação, um membro da Comissão Europeia, Katharina von Schnurbein, respondeu com uma ironia que roça o desprezo pelo Cristianismo: “podem estar seguros que a União Europeia não é o anticristo”.

Os países do norte da Europa começaram por importar muçulmanos em massa. E agora, perante a ameaça real de islamização, a prazo, da sociedade, as elites políticas atacam todas as religiões, incluindo o Cristianismo que está na base cultural da civilização europeia. Perante a realidade de um erro crasso que foi a permissividade em relação à imigração massiva de muçulmanos, a União Europeia comete agora outro o erro: a repressão política em relação ao Cristianismo, para que não se possam invocar excepções à regra.

Já não estamos no âmbito do secularismo saudável, mas na União Europeia entramos já no domínio do laicismo que remete a religião para o recato do lar e retira-a do domínio público.

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Sexta-feira, 31 Maio 2013

O manifesto ‘Tó-Zero’, por José Pacheco Pereira

1/ José Pacheco Pereira dirige-se a Mário Soares com o qualificativo de “presidente”, o que é uma característica da monarquia cuja tradição os Estados Unidos seguiram. Na monarquia, um rei que tenha abdicado em favor de outro rei (seja filho, sobrinho, ou de outro ramo familiar, mesmo afastado ou mesmo sem ligação familiar) não deixa de ser “alteza real”. Esta gente criou, com a república, uma paródia da monarquia. Fernando Pessoa constata isso mesmo:

“É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da república? Não melhoramos em administração financeira, não melhoramos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito e impresso o rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.”
(…)
“O regime [republicano] está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional — trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicano português — o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.”
(…)
“Este regime [republicano] é uma conspurcação espiritual. A monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto em que a república veio a ser.”

[citações de Fernando Pessoa: “Balanço Crítico”, textos em prosa].

2/ o manifesto Tó-Zero, de José Pacheco Pereira, critica com razão a linha ideológica de Passos Coelho. Mas em vez de solicitar uma mudança de rumo dentro do próprio governo, diaboliza-o associando-se a Mário Soares, e abre as portas a um novo governo dos “Khmers Rosa” coordenado pelo GOL (Grande Oriente Lusitano). Entre o neoliberalismo e o jacobinismo, José Pacheco Pereira escolhe o segundo. É o próprio José Pacheco Pereira que nos coloca em uma situação de double blind — ou neoliberalismo, ou jacobinismo, com terceiro excluído —, e, como dizia Fernando Pessoa (outra vez), as situações de double blind reflectem um estado de tirania: “a tirania consiste na escolha forçada entre um mal e outro mal”.

3/ a III república de Mário Soares et al, transformou-se em um estado de tirania. Com José Pacheco Pereira ou sem ele. Aliás, penso que José Pacheco Pereira faz parte do problema, e não da solução. Perante o double blind tirânico da III república, o povo tem que encontrar uma terceira alternativa que o faça respirar a liberdade.

Sexta-feira, 26 Abril 2013

O orgulho de ser moderno

Filed under: cultura,Europa,filosofia — orlando braga @ 9:41 am
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Na Idade Média, nenhuma pessoa vulgar ou das elites sentia orgulho de pertencer à sua época. O passado histórico era então visto como um tempo que passou mas que não era objecto de recriminação, nem o seu tempo de orgulho. Era, naquela época, normal os intelectuais recorrerem às ideias da Antiga Grécia e da Antiguidade Clássica em geral, para sustentarem as suas mundividências e os seus sistemas de ideias. Na Idade Média, o passado não era diabolizado.

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São Tomás de Aquino

Até ao século XIV, existia na Europa católica uma imensa tolerância ideológica, mesmo dentro da Igreja Católica. Por exemplo, no século XIII surgiu na Europa a Cabala (que significa “tradição”) da filosofia judaica europeia que era lida pelos mais eminentes teólogos católicos. Havia discussão de ideias, refutações e apoios, e condenações doutrinárias por parte da Igreja Católica, mas as condenações apenas tinham efeito dentro da estrutura dos ritos da Igreja Católica, porque, fora dela, as ideias cabalísticas continuavam a circular por entre a elite intelectual (clero).

Até ao século XIV (até ao aparecimento da Inquisição), cátaros ou albigenses, amauricianos, e valdenses eram seitas religiosas que, não sendo aceites pela Igreja Católica, não eram proibidas na Europa por qualquer lei!. O Judaísmo florescia na Europa, incluindo em Portugal até ao século XVI.

Com o Positivismo (que não pode ser separado das revoluções inglesa e francesa), as elites europeias começaram a passar para a cultura antropológica a ideia de “orgulho de viver na modernidade”. O homem moderno tem orgulho do seu tempo e critica o passado, o que contrastava com o homem medieval que encarava cada época da História com os seus defeitos e virtudes. Seria como se eu dissesse que “tenho orgulho de viver no meu tempo”, e que “o tempo do meu pai foi uma desgraça”. Para além de são ser necessariamente verdade, o argumento assenta no sofisma ad Novitatem.

O “orgulho de viver no meu tempo em detrimento do passado” é sinónimo de embrutecimento intelectual. Não é só sinal de barbárie: é brutalidade mesmo, porque se condenam ao limbo da História não só as origens epistemológicas desse “orgulho moderno”, mas também as coisas boas que o passado tem. Podemos, por isso, dizer que o homem moderno – principalmente nas elites políticas – não é um pagão, porque um pagão medieval ou antigo tinha uma cosmovisão; não é um bárbaro, porque os bárbaros que invadiram o império romano tiveram a coragem e a humildade de reconhecer a Razão. O homem moderno da elite política é um bruto que se aproxima da irracionalidade de um animal.

Sábado, 20 Abril 2013

A aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia

Por fim, alguém da classe política e da direita atreve-se a ser politicamente incorrecto. José Ribeiro e Castro arrisca-se a levar uma “bordoada” da irmandade aventaleira.

EURSS png webO anti-cristianismo (e não “cristofobia”, porque tal como uma fobia é irracional, o termo “cristofobia” é também irracional porque existe uma agenda política consciente e multilateral anti-cristã) é um fenómeno político multilateral; ou seja, não existe uma só forma de anti-cristianismo: antes, existem várias formas que se conjugam no mesmo esforço anti-cristão na Europa.

Em primeiro lugar, temos o laicismo radical promovido pela irmandade aventaleira (que apoia incondicionalmente François Hollande) que concebe a sociedade sob um modelo gnóstico, em que existe uma elite de eleitos Pneumáticos (que têm direito à sua religião e estão automaticamente “salvos”) e os Hílicos que são a maioria e que não têm direito à “salvação”. O avental jacobino é intrinsecamente fascista mas acoberta-se e esconde-se sob uma “política de direitos humanos”, mesmo que saibamos todos que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política, sob pena de se transformar, na prática, no oposto daquilo que defende.

Depois, temos as forças islâmicas (o globalismo islâmico) que trabalha afanosamente para a islamização da Europa. Em alguns países da Europa, a percentagem de maomedanos aproxima-se já do “ponto de singularidade” — que é o ponto a partir do qual a comunidade islâmica começa a exigir que as leis da Sharia sejam reconhecidas pelo Estado e funcionem em paralelo ao Direito Positivo em vigor.

Em terceiro lugar temos a plutocracia internacional, que tal como a irmandade jacobina e/ou aventaleira, pretende remeter as religiões em geral, e o Cristianismo em particular, para o “recato dos lares”, restringindo e mesmo proibindo a expressão pública dos cristãos. A plutocracia está preocupada como o aumento da população mundial (os poderosos sempre tiveram medo das famílias numerosas), e por isso existe uma agenda política clara de fomento de uma cultura de aborto e da anti-concepção, e da eutanásia mais ou menos coerciva, por um lado, e da promoção cultural da sodomia como alternativa politicamente correcta à necessidade de “vazão da libido”.

Por último, temos os herdeiros do marxismo que ainda “mexem”.

Os cristãos e o Cristianismo enfrentam hoje uma aliança poderosa entre quatro formidáveis potências: a aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia. Nunca a cristandade se tinha confrontado com uma ameaça desta escala. Que Deus tenha piedade dos cristãos.

Sexta-feira, 19 Abril 2013

O ‘direito divino dos reis’ e S. Tomás de Aquino

Os teóricos do Absolutismo e da Razão de Estado do século XVII deturparam a doutrina da Igreja Católica expressa na seguinte proposição das Escrituras: “Todo o Poder vem de Deus”.

O contra-senso da época clássica e da idade moderna consistiu, nesta matéria, em interpretar esta proposição no sentido de consentir ao rei um poder divino (o “direito divino dos reis” absolutistas), e afirmar que “toda a autoridade é de direito divino” — quando essa proposição não significava outra coisa, por exemplo em S. Tomás de Aquino, senão que “não há poder legítimo senão o que verdadeiramente procede de Deus”; e significava que, para exigir a obediência dos cidadãos, a própria autoridade deve obedecer à lei eterna (leia-se, com “lei eterna”, a lei natural ou a “lei racional” dos estóicos e de S. Tomás de Aquino).

Esta confusão de conceitos dura até hoje, tanto numa certa direita absolutista, como na esquerda totalitária que tenta legitimar os seus tiques elitistas (gnósticos) através da crítica ao passado histórico e ao “direito divino dos reis”. Uns e outros são ignorantes.

Aliás, é difícil conceber uma concepção crítica do Poder político mais subversiva do que a defendida por S. Tomás de Aquino. Para ele, é absolutamente legítimo não obedecer ao poder político injusto. Para S. Tomás de Aquino, a lei exprime a justiça na dimensão do espaço-tempo (no finito): se a lei não é justa, então nem sequer merece esse nome. Uma lei injusta não é lei. Perante uma lei injusta, não a cumprir não é desobedecer, mas reconhecer que essa lei simplesmente não existe.

Não há nada mais subversivo em relação ao poder político do que este conceito de “lei”. A verdadeira doutrina da Igreja Católica é hoje mais subversiva do que nunca, e por isso, talvez, os católicos se tenham transformado no alvo a abater pelo laicismo radical.

Quinta-feira, 18 Abril 2013

O ataque da União Europeia à Hungria por esta recusar o sincretismo politicamente correcto

A União Europeia está a tentar transformar a Hungria num Estado pária, baseando-se em meros formalismos burocráticos como por exemplo a idade de reforma dos juízes húngaros. O modelo de acção política da União Europeia em relação à Hungria é uma cópia fiel do modelo alemão que se caracteriza pelo sistemático acto gratuito e de imposição de um pensamento único político em toda a Europa.

A União Europeia pretende transformar a Hungria num exemplo de punição dos países “relapsos”, e em uma forma de intimidação em relação a outros países potencialmente “prevaricadores”.

O que está em causa, na realidade, é que a Hungria repudia o sincretismo político típico da União Europeia e imposto por esta, de forma coerciva, a todos os países da Europa; e que transforma a direita política europeia numa “sucursal cultural” da esquerda. Do ponto de vista da mundividência em relação à cultura antropológica, não existe hoje nenhuma diferença entre a direita e a esquerda representadas nas instituições da União Europeia. E por isso é que a Hungria é considerada uma ameaça ao unanimismo Eurofascista.

«Viviane Reding, commissaire à la Justice, s’est livrée à un nouveau discours contre la Hongrie hier devant le Parlement européen. Elle a notamment accusé le gouvernement hongrois d’avoir institué, lors de la dernière réforme constitutionnelle, un impôt spécifique destiné à payer les éventuelles amendes infligées au pays par la Cour européenne de Justice… Elle a indiqué qu’elle avait préparé un « paquet (sic) de lettres d’infraction contre la Hongrie» (à envoyer à la Cour européenne de Justice), mais qu’elle attendait la réponse de Viktor Orban sur l’impôt spécifique pour envoyer le paquet. Cette réponse doit arriver en mai au plus tard. « Nous n’attendrons pas juin pour lancer les procédures d’infraction.»

Quarta-feira, 17 Abril 2013

Os franceses são o exemplo de um povo altamente politizado

April 16, 2013 (LifeSiteNews.com) – Since last Friday, public demonstrations against same-sex “marriage” and adoption in France have been escalating, not only in Paris but also in remote provincial towns and even abroad among French expatriates. The Senate’s approval of the gay marriage bill (known as the “loi Taubira,” after the Justice Minister that proposed the text to the legislature) has sparked off a wave of anger, and groups of determined young people all over the country have decided to make their presence felt.

For the Minister of the Interior and the police forces, the situation is turning into a nightmare. There is no centralized organization behind the rallies to look to for information about the next action, no unified group to follow, no “youths” who are “well known by the police,” as is the case when ethnic riots burst out in Paris.

The demonstrators are law-abiding citizens who have no wish to steal, vandalize or hurt the law enforcement officers. They are massively answering calls to join spur-of-the-moment demonstrations via their cell phones and social media. They are in the streets to stop a law that they believe would badly hurt the common good, and they are prepared to give their time, efforts and even a few hours in custody to put a stop to the redefinition of marriage. (Via).

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As manifestações contra o “casamento” gay em França não têm apenas motivações religiosas: são também a expressão de uma consciência política sofisticada por parte de um povo que tem em devida conta a História, a tradição, antropologia, a lei natural e uma ética racional independente da religião, e sobretudo uma consciência da necessidade de uma cultura democrática e de liberdade.

simone-veil web

Simone Veil contra o ‘casamento’ gay

Não é por acaso que Simone Veil, que quando mais jovem e como ministra da saúde francesa introduziu o aborto na lei francesa, tenha participado (na companhia do seu marido) nas manifestações contra o “casamento” gay em França.

Terça-feira, 16 Abril 2013

Diferença e tolerância

“Diferença” é sinónimo de alteridade. Esta definição não explica nada e é até tautológica. Seria como se se dissesse que “a cor branca é clara”. Por isso vamos ter que “trocar por miúdos” a noção de “diferença”.

Quando vários termos (ou pessoas, ou grupos de pessoas) têm algo em comum, isso significa que também existem característicos desses termos que não são comuns. Ou seja, esses termos são semelhantes, mas não são idênticos.
Ao contrário do que Heidegger dizia — que “a diferença só pode ser definida negativamente” porque alegadamente “não é idêntica nem semelhante” —, a diferença entre termos implica necessáriamente a existência de semelhanças entre esses termos. Se não existe qualquer semelhança entre uma série de termos entendidos individualmente, não podemos falar de “diferença”, mas de “diversidade”: o “diverso”, sendo a desmultiplicação ad infinitum das características que separam radicalmente as identidades dos termos em questão, reúne em si tudo o que não pode ser incluído no discurso filosófico ou racional. Falar em “diversidade” não é falar naquilo que é concreto e objectivo: antes, é uma abstracção que nos conduz ao infinito e, portanto, ao ininteligível.

“Diferença” não é a mesma coisa que “diversidade”.

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