perspectivas

Quinta-feira, 2 Junho 2016

O laicismo do João Miguel Tavares e do Daniel Oliveira

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:59 am
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do-it-yourself lobotomyImaginemos que existe uma religião que recomenda que o marido dê porrada todos os dias na mulher, e que as meninas recém-nascidas devem sofrer a excisão do clitóris.

Em nome do “laicismo”, o João Miguel Tavares e o Daniel Oliveira pensam que o Estado deve tratar essa religião de uma forma igual à que trata o Catolicismo ou o Budismo, por exemplo.

Quando o João Miguel Tavares critica o jacobinismo do Daniel Oliveira, não se dá conta de que incorre na mesma postura radical laicista dos jacobinos.

E quando o Daniel Oliveira defende a ideia segundo a qual “todas as religiões são iguais e merecem igual tratamento por parte do Estado”, não se dá conta de que é burro.

As religiões não são todas iguais, e o Estado não as tem que tratar de forma igualitária. Tão simples quanto isto.

Terça-feira, 3 Maio 2016

A religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira

 

Quando chegamos à conclusão de que a “democracia está cansada”, (“nós”, os que pensam como eu), não o fazemos com gáudio ou prazer. Fazemo-lo com tristeza. É triste constatar que a democracia está exausta.

A principal causa da exaustão da democracia é a ideia laicista segundo a qual o Direito Positivo substitui a ética: acredita-se que se os valores da ética forem sujeitos a regulação jurídica, então tudo é regulável.

Ou seja, na democracia cansada, a lei pretende substituir a ética. Mas, sendo que os valores da ética só se impõem através do sacrifício do interesse próprio, esses valores impõem-se por intermédio da religião; mas, na democracia cansada, a religião foi afastada da praça pública pelo Poder político; a democracia cansada acredita que a lei substitui a religião.

A democracia cansada acredita que a vigilância da polícia tem o mesmo efeito prático do sacrifício do interesse próprio que os valores da ética impõem. Segundo a democracia cansada, basta que se regule por lei, por exemplo, a eutanásia ou as "barriga de aluguer", para que a eutanásia e a "barriga de aluguer" se tornem eticamente legítimas. É como se os valores da ética se esfumassem e fossem substituídos por uma norma policial.

No caso da eutanásia, a democracia cansada acredita que, regulando-a por lei, se evitam assassinatos. Sendo que os valores da ética são eliminados e substituídos pelo Direito Positivo (por normas policiais), os democratas cansados acreditam que é possível regular a eutanásia de modo a evitar homicídios. E quando esses homicídios não são evitáveis, os democratas cansados dizem que se tratam de “danos colaterais”. O assassínio passa a ser um dano colateral, em nome do sacrifício radical da ética e da sua submissão ao império do Direito Positivo.

No caso das "barriga de aluguer", a democracia cansada fractura a maternidade em três partes: biológica, gestacional e social.

Tal como uma prostituta é reduzida ao sexo, a mãe da "barriga de aluguer" é reduzida aos seus atributos físicos e à capacidade de ter filhos. E a criança fruto da "barriga de aluguer" é reduzida a um objecto que se compra e se vende. E a democracia cansada acredita que, através da regulação do Direito Positivo, a transformação da mulher e da criança em objectos são perfeitamente legítimos por via da norma legal, e por isso, os valores da ética se tornaram obsoletos e anti-modernos. A ética passou a ser um fenómeno anacrónico.

Mas são os mesmos que defendem o anacronismo da ética que pretendem regular os offshores através do Direito Positivo.

Pensam que através da repressão policial o mundo se tornará perfeito; e que a ética não é necessária para nada, e a religião também não. A nova religião da democracia cansada é o Direito Positivo, e a nova Bíblia é o Código Penal. Esta é a religião oficial de “intelectuais” como o José Pacheco Pereira ou Isabel Moreira.

A democracia cansada está doente. Ou acabamos com ela, ou ela acaba connosco.

Segunda-feira, 15 Fevereiro 2016

Paulo Rangel faz uma confusão entre Estado, por um lado, e política, por outro lado

 

A leitura deste artigo do Pedro Arroja levou-me a este artigo no jornal Púbico:

“Ao PÚBLICO, Paulo Rangel explica as razões que o levaram a escrever este ensaio, que procura demonstrar que a separação entre a religião e a política tem a sua origem no Cristianismo”.

Paulo Rangel, Jesus Cristo e a política

Parece-me que o Rangel confunde Estado e política.

De facto, o Cristianismo separou a religião e o Estado, mas Jesus Cristo nunca separou a política e a religião. Quando Jesus Cristo diz que “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, “César” simbolizava o Estado imperial romano; e aqui, Jesus Cristo marca uma linha divisória entre o Estado e a religião.

Por outro lado, Paulo Rangel não considera as ideologias políticas como formas modernas de religiosidade (as “religiões políticas imanentes”, segundo a terminologia de Eric Voegelin).

Separar a política e a religião — seja esta qual for — é uma impossibilidade objectiva.

Quarta-feira, 16 Setembro 2015

A irresponsabilidade de Vítor Constâncio e de António Costa em relação à imigração massiva

 

Vítor Constâncio e António Costa defendem a ideia segundo a qual a imigração massiva resolve os problemas de défice demográfico na Europa. Ambos podem ter razão, ou não.

Quem não concorda com a política de islamização da Europa, é “nazi” ou de “extrema-direita”.

A experiência em países do norte da Europa e nos Estados Unidos já demonstrou que a imigração não resolve problemas económicos. O impacto da imigração na economia é muito pequeno. Perante os factos, a esquerda maçónica virou-se para o problema demográfico para justificar a imigração em massa.

Vamos então analisar os putativos “benefícios” da imigração na taxa de natalidade da Europa.

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Quinta-feira, 30 Abril 2015

Só quando a vítima é muçulmana, o laicismo é odioso

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 12:08 pm
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alunas-islamicas-webO jornal Púbico, através de uma tal Sofia Lorena, manifesta o seu escândalo acerca da lei francesa do laicismo de 2004: uma jovem muçulmana foi proibida, por duas vezes, de entrar na escola com uma saia comprida, sendo que a saia até aos pés é um símbolo religioso do recato muçulmano. A lei laicista francesa exige que as moças se manifestem como putas, com as saias pelo cu.

Porém, convém dizer que a dita lei de 2004 proíbe também o uso de crucifixos cristãos.

Mas nunca vimos o jornal Púbico e a tal Sofia Lorena a referir-se à proibição de entrada de alunos nas escolas francesas com crucifixos ao peito: pelo contrário, tudo o que seja anti-cristão é bem-vindo pelo jornal Púbico e pelo patrão Belmiro de Azevedo. É típico do politicamente correcto nos me®dia portugueses vitimizar os muçulmanos e fazer vista grossa em relação à perseguição política em relação aos cristãos.

Aliás, Marine Le Pen subscreveria a lei francesa do laicismo de 2004. Não há partido político mais laico em França do que a Front Nationale de Marine Le Pen.

Domingo, 5 Abril 2015

Integrismo laico

 

A empresa do Metro de Paris proibiu a publicidade de um evento musical (ver em baixo) a favor das vítimas cristãs do Estado Islâmico no Oriente. Trata-se de uma ideologia política radical: o integrismo laico.

integrismo laico

É este tipo de integrismo laico que teremos em Portugal se António Costa for eleito primeiro-ministro, com o apoio de integristas laicos da Esquerda radical e de personagens da Não-esquerda como, por exemplo, José Pacheco Pereira.

A empresa do Metro de Paris diz que proibiu o painel publicitário porque não toma partido em um conflito religioso — como se a população civil cristã do Próximo Oriente tivesse pegado em armas contra o Estado Islâmico, e não se tratasse de um genocídio.

Quarta-feira, 18 Fevereiro 2015

O anti-semitismo islamista aumenta em França

Filed under: Europa — O. Braga @ 12:05 pm
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Quando dizem, os me®dia portugueses,  que o anti-semitismo em França vem da Front Nationale de Marine Le Pen, os factos no terreno desmentem essa afirmação, embora seja um facto que muita gente da esquerda radical vota Front Nationale.

Mas o anti-semitismo em França vem dos milhões de imigrantes muçulmanos; e não nos podemos esquecer que o Islão foi um bom aliado de Hitler.

Um jornalista francês usou um kippah e passeou-se durante dez horas pelas ruas de Paris.

Segunda-feira, 7 Abril 2014

Marine Le Pen e o laicismo

Filed under: Democracia em perigo,Europa — O. Braga @ 5:38 am
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A diferença essencial entre Marine Le Pen (e o PNR português), por um lado, e François Hollande, por outro lado, é a de que a primeira é nacionalista, ao passo que o segundo é internacionalista. Em tudo o resto não há grande diferença.

Um homem da Direita propriamente dita não pode aceitar que o Estado se meta na acção das organizações e instituições da sociedade civil em geral, e das religiões em particular. Se eu fosse francês, Marine Le Pen não teria o meu voto.

Terça-feira, 26 Novembro 2013

A vida e pensamento do paganismo laicista

 

 

« O católico deve simplificar a sua vida e complicar o seu pensamento »
— Nicolás Gómez Dávila

 

O novo paganismo laicista procede de forma oposta: complica a vida dos cidadãos e simplifica o seu pensamento.

Segunda-feira, 11 Novembro 2013

Uma família católica no mundo actual

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:16 am
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Em França tornou-se público um segredo da família católica Le Pen: Marion Maréchal-Le Pen, deputada no parlamento francês, filha de Yann Le Pen, sobrinha de Marie Le Pen e neta de Jean-Marie Le Pen, é filha biológica do ex-jornalista Roger Auque. Com dois anos de idade, Marion Maréchal-Le Pen foi perfilhada por Samuel Maréchal que entretanto tinha contraído matrimónio com Yann Le Pen.

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Terça-feira, 2 Julho 2013

Ministro socialista francês defende uma “religião republicana” oficial do Estado

Quando o muro de Berlim caiu, pensámos que o inferno tinha acabado; mas o que aconteceu depois foi que o jacobinismo radical maçónico e o Positivismo do século XVIII de Augusto Comte ressurgiram e estão a tomar conta da Europa.

O ministro da educação da França socialista de François Hollande, Vincent Peillon, lançou um livro com o sugestivo título: “A Revolução Francesa Não Está Ainda Terminada”. Se a moda pega, vamos ver os republicanos socialistas portugueses, como por exemplo, Manuel Alegre e companhia limitada, a medir as cabeças dos jesuítas para tentar apurar a sua inferioridade ontológica.

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Republicanos portugueses medindo a cabeça de um jesuíta, para tentar perceber o atraso mental

O alvo do ministro francês e dos Khmers Rosa de François Hollande é a Igreja Católica. E a forma que o ministro encontrou para combater a Igreja Católica é a politização da escola, tal qual os estalinistas e maoístas fizeram no passado infernal que julgávamos ter tido um fim com a queda do muro de Berlim. Eis que se ergue um novo muro da vergonha na Europa, desta vez um muro da irracionalidade maçónica e jacobina.

O grande problema da democracia na Europa é que este tipo de gente chega ao Poder sem revelar ao povo, a priori, o tipo de ideologia que defendem; e só depois de eleitos revelam o verdadeiro cariz do seu pensamento político. Neste sentido, podemos dizer que a democracia foi subvertida na Europa.

O ministro francês defende a ideia segundo a qual a religião cristã – neste caso, a católica – deve ser substituída por uma “religião republicana” de Estado cujo fundamento é o laicismo. Segundo o ministro dos Khmers Rosa ,

“a revolução implica o esquecimento de tudo o que precede a revolução. E aqui a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve erradicar , do aluno, todo o seu legado pré-republicano e ensiná-lo a ser um cidadão. É como um novo nascimento, há uma transubstanciação que opera, na escola e pela escola, a nova igreja com os seus novos sacerdotes, a nova liturgia e a nova tábua dos mandamentos da lei”.

Este tipo de discurso é messiânico e clama por uma metanóia (de tipo hitleriano ou estalinista), por um lado, e por outro lado parte do princípio de que é possível a qualquer um construir uma religião como a cristã meramente através da acção política. Esta gente não compreende o fenómeno do Cristianismo e transforma-o em uma mera ideologia política substituível por qualquer outra. Hitler, ou Lenine e Estaline não poderiam estar mais de acordo com os Khmers Rosa de François Hollande.

Ou seja, estamos em presença de germes de um novo projecto político totalitário na Europa equivalente ao comunismo ou ao nazismo. Como é evidente, uma religião implica a existência de fé, de rituais, de dogmas, do sagrado e do profano. E os totalitarismos do século XX foram caracterizados por uma qualquer fé dogmática imanente (que ultrapassa a simples crença) e de rituais políticos; a elite política revolucionária foi transformada no sagrado da religião política imanente, e o profano era tudo o que se passava nos “passos perdidos” da política, ou seja, no recato recôndito do lar.

Nunca foi tão urgente ler Eric Voegelin como agora.

Quarta-feira, 26 Junho 2013

Arcebispo de Bratislava acusa a União Europeia de perseguição religiosa (NYT)

BRATISLAVA, SlovakiaStanislav Zvolensky, the Roman Catholic archbishop of the Slovak capital here, was thrilled when he was invited to Brussels three years ago to discuss the fight against poverty with the insistently secular bureaucracy of the European Union.

“They let me in wearing my cross,” the archbishop recalled.

It therefore came as a rude surprise when, late last year, the National Bank of Slovakia announced that the European Commission, the union’s executive arm, had ordered it to remove halos and crosses from special commemorative euro coins due to be minted this summer.


Perante a acusação do arcebispo de Bratislava, segundo o qual “existe um movimento político na União Europeia que pretende a total neutralidade religiosa e que não aceita as nossas tradições religiosas” – perante esta acusação, um membro da Comissão Europeia, Katharina von Schnurbein, respondeu com uma ironia que roça o desprezo pelo Cristianismo: “podem estar seguros que a União Europeia não é o anticristo”.

Os países do norte da Europa começaram por importar muçulmanos em massa. E agora, perante a ameaça real de islamização, a prazo, da sociedade, as elites políticas atacam todas as religiões, incluindo o Cristianismo que está na base cultural da civilização europeia. Perante a realidade de um erro crasso que foi a permissividade em relação à imigração massiva de muçulmanos, a União Europeia comete agora outro o erro: a repressão política em relação ao Cristianismo, para que não se possam invocar excepções à regra.

Já não estamos no âmbito do secularismo saudável, mas na União Europeia entramos já no domínio do laicismo que remete a religião para o recato do lar e retira-a do domínio público.

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