perspectivas

Segunda-feira, 10 Março 2014

Esta gente está a fazer de você um estúpido!

 

Você considera-se estúpido? Não?! Não adianta o que você pensa de si mesmo: você é estúpido!, quer queira, quer não queira.

angela-merkel-ue-webDepois do que os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO fizeram no Kosovo, Angela Merkel diz agora a Putin que um referendo na Crimeia é ilegal. Ou seja, o referendo no Kosovo foi legal, mas o da Crimeia já não é.

Percebeu? Não?!!!!! Então você é estúpido!

Repare-se numa coisa: eu não sou a favor da Rússia. O que eu recuso é ser classificado de estúpido.

Chateia-me ser estúpido! Mesmo os estúpidos não gostam de ser estúpidos. É um direito que nos assiste, a recusa a ser catalogado de estúpido. Um verdadeiro estúpido, porém, é aquele que aceita que o referendo no Kosovo tenha sido legal, mas que o referendo na Crimeia seja agora ilegal. É esse o verdadeiro estúpido!

Mas Angela Merkel não fica por aqui: depois de ter destruído as economias dos países mais pobres da Europa e de ter perdido o debate político, Angela Merkel e os federalistas europeístas pretendem agora a lobotomia das nossas crianças através de lavagens cerebrais nas escolas, e a instalação de um pensamento único na Europa.

Terça-feira, 7 Outubro 2008

Kosovo (2)

Filed under: Política — O. Braga @ 8:48 pm
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Sobre o Kosovo, reitero o que escrevi em 19 de Fevereiro de 2008.

Terça-feira, 19 Fevereiro 2008

Kosovo

Filed under: Europa,Política — O. Braga @ 5:10 pm
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O apoio dos EUA à independência do Kosovo matou dois coelhos com uma só cajadada: minou o poder russo sobre as minorias étnicas e culturais nacionalistas que ainda existem na ex-URSS, e colocou em causa a estabilidade política da União Europeia, a curto/médio prazo.

Poderemos assistir ao nascimento de novos países na Europa e à derrocada política da União Europeia: a Bélgica flamenga pode separar-se da Bélgica da Valónia, o País Basco pode separar-se da Espanha, a Sardenha pode pedir a independência em relação a França, a Irlanda do Norte pode tornar-se independente do Reino Unido — isto só para falar em casos em que existem movimentos políticos separatistas. O apoio dos grandes países europeus à estratégia americana existe porque aqueles partem do princípio de que não têm telhados de vidro, isto é, os seus telhados são protegidos pelo poderio militar e económico (à direita) e porque a esquerda desses países está convencida de que a união política — de tipo “presentista”, que anule e faça esquecer a História — da UE fará com que esses movimentos separatistas se tornem redundantes. Duplo erro.

Se o Kosovo tem direito à independência? Em princípio, sim. E o País Basco também; e a Bélgica flamenga; e por aí afora. As pequenas nações não deixam de ser nações, pelo facto de serem pequenas.

  • Porém, este caso abre um precedente perigoso, na medida em que se parte do princípio de que as correntes migratórias massivas — como foi o caso dos albaneses que “invadiram” o Kosovo sérvio durante os últimos 100 anos — podem ser usadas como pretexto para usurpação territorial. Qualquer dia, os arredores de Lisboa (Cova da Moura, etc.) pedem a independência.
  • Por outro lado, os Kosovares não são kosovares; são albaneses. Não existe uma cultura kosovar, nem uma etnia kosovar maioritária, nem uma língua kosovar. O kosovar “tipo” é um albanês, tem uma cultura albanesa e fala a língua albanesa.

Por estas duas razões — por elas e pela batota política americana — penso que Portugal não deveria reconhecer a independência do Kosovo. Mais: deveria retirar de lá as tropas e enviá-las para sítios onde podem ser mais úteis (por exemplo, Timor).

Terça-feira, 20 Novembro 2007

As incongruências da Europa: do País Basco ao Kosovo

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:23 pm
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Não simpatizo com Hugo Chavez, mas acho espantoso que os políticos espanhóis se arroguem no direito de dar lições de democracia a quem quer que seja. Se existe País na União Europeia com algum défice democrático, é a Espanha.
Acho uma vergonha que nenhum político português se atreva a balbuciar o princípio da verdade sobre Espanha. Hugo Chavez fê-lo com o maior despudor, e por isso está a ser alvo de uma campanha Ad Hominem inqualificável por parte dos me®dia espanhóis comandados pela plutocracia hegemonista espanhola. (1)
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