perspectivas

Sexta-feira, 26 Fevereiro 2016

O curandeiro da RDP vai ficar desempregado

 

O curandeiro da RDP (na imagem) foi um dos subscritores da petição a favor da legalização da eutanásia.

julio machado vaz web

A lei da eutanásia foi aprovada na Holanda no ano de 2000, e tinha o seguinte pressuposto: a eutanásia devia ser livre, voluntária e consciente, a pedido do doente em casos de sofrimento extremo ou de doença incurável.

¿Qual é a garantia de que a lei da eutanásia portuguesa não seguirá uma idêntica “evolução” e “progresso” da lei holandesa? Não existe nenhuma garantia.

Entretanto, a lei foi sendo alterada. Em 2002, ficou abrangida pela lei da eutanásia os adolescentes entre os 12 e os 16 anos; em 2004, a eutanásia foi estendida a menores de 12 anos; e em 2006 a decisão da eutanásia passou a ser unilateral por parte dos médicos em caso de demência da pessoa (já não é necessária a autorização da pessoa eutanasiada).

¿Qual é a garantia de que a lei da eutanásia portuguesa não seguirá uma idêntica “evolução” e “progresso” da lei holandesa? Não existe nenhuma garantia.

Entretanto, na Holanda, a eutanásia transformou-se em um negócio que paga impostos ao Estado. Existem consultórios “médicos” especializados na eutanásia, e cujos “médicos” não conhecem os doentes que irão assassinar. O Estado ganha por duas vias: por um lado, poupa em despesa de saúde; e por outro lado colecta impostos com o serviço da morte.

Em nome do “sofrimento extremo”, o diagnóstico mais frequente para se ser eutanasiado é a depressão psicológica, e um dos argumentos mais frequentes invocados para a eutanásia é a solidão. Ou seja, a depressão e a solidão passam a ser “doenças incuráveis”.

Portanto, a partir do momento que as doenças psicológicas passam a ser objecto de eutanásia, o curandeiro da RDP, ou vai para o desemprego, ou monta um consultório e entra no negócio da morte.

eutanasia-cadeiras

Quarta-feira, 23 Setembro 2015

O Júlio Machado Vaz e o Anselmo Borges a discutir o sexo dos anjos

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:58 am
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kabalaA árvore da Kabala representa, do lado esquerdo, a severidade: Binah (inteligência), Gueburah (justiça) e Hod (verdade); é o lado masculino. O lado direito da árvore representa a tolerância: Hochmah (amor), Hesed (graça) e Netzah (beleza); é o lado feminino. Mas Kether (a vontade), no topo da árvore, está equidistante dos dois lados da árvore.

Todos os seres humanos, sejam homens ou mulheres, têm qualquer coisa dos dois lados da árvore, sendo que, em juízo universal, sejam mais influenciados por um dos lados, dependendo do sexo.

Podemos perguntar: ¿e se Kether fosse feminino? Resposta: não é; mas também não é masculino.

A minha referência à Kabala é meramente simbólica; não sou um cabalista. É simbólica porque se trata de um conhecimento com muitos milhares de anos que reflecte a Realidade à luz da condição humana.


O Pai-Nosso em aramaico (que era a língua de Jesus) falava em “Pai-Mãe”:

Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Acção sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça a sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir o nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
O nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
E liberte-nos de tudo aquilo que impede o nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem as nossas acções.
(Amen) Que assim seja.”

Dizer que Deus é um “homem velho de barbas brancas que vive no céu” é a estória adoptada pelo Júlio Machado Vaz e pelo Anselmo Borges nesta conferência:

“Lisboa, 22 set 2015 (Ecclesia) – A escritora Lídia Jorge e o psiquiatra Júlio Machado Vaz participam no debate, dia 15 de outubro, no Porto, sobre «E se Deus fosse mãe?».”

julio machado vaz webÉ claro que se convencionou que Deus é masculino (O Deus). Mas perguntar: “¿e se Deus fosse mãe?”, é tentar convencionar que Deus é feminino, ou seja, é pretender adoptar outra convenção. Ora, toda a convenção opõe-se à Natureza (todas, e não apenas aquelas que são politicamente incorrectas). E toda a convenção pressupõe linguagem, e por isso pressupõe a sociedade.

A razão principal por que Deus passou a ter, com o Cristianismo, uma representação masculina na linguagem, está ligada ao repúdio do Cristianismo em relação ao paganismo que tinha muitas deusas e sacerdotisas. Esse repúdio católico, em relação ao paganismo e às suas deusas e sacerdotisas, mantém-se até hoje. É esta a razão por que Deus é convencionalmente masculino: tem a ver com uma diferenciação na cultura antropológica, e não com o sexo dos anjos.

É tão absurdo dizer que “Deus é homem” como dizer que “Deus é mulher”.

O Júlio Machado Vaz, à medida que vai envelhecendo, vai tentando conciliar o marxismo cultural do partido Livre com umas incipientes investidas na teologia cristã. O Júlio Machado Vaz pode conciliar o que quiser, mas que não venha alardear a sua estupidez na praça pública — e ainda por cima com o apoio da Agência Ecclesia!

Quarta-feira, 10 Junho 2015

O machista

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 2:21 pm
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O Júlio Machado Vaz dá prioridade à passagem de mulheres. Obviamente que ele é machista. Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de tratar a fêmea como deve ser: com a indiferença com que elas se tratam umas às outras (com excepção da Isabel Moreira).

Dar prioridade ao assento de mulheres nos transportes públicos, por exemplo — e ainda mais se estiverem grávidas porque irão contribuir, com os flatos dos bebés, para o Aquecimento Global Antropogénico —, é sinal de paternalismo característico de uma sociedade patriarcal. Para se fugir ao estereótipo cultural retrógrado e arcaico do Júlio Machado Vaz, temos que pensar como a Elisabete Rodrigues: as mulheres são iguaizinhas aos homens:

“Por oposição a este inferno que é um grupo de mulheres a trabalhar juntas, uma empresa só de homens deve assemelhar-se a um paraíso onde reina a harmonia, o companheirismo e a ternura. Imaginemos! Fechem os olhos e visualizem uma empresa de reciclagem (sintam-se livres de pensar noutro ramo de actividade) onde trabalham 26 homens.

O que vêem? Um grupo de compinchas onde não há lugar para disputas e intrigas? Um dia-a-dia de trabalho pautado pela entre-ajuda e palmadinhas nas costas? Uma mesa de almoço onde todos comungam da mesma refeição? Uma rede de relacionamentos que extravasa o local de trabalho e se expande para os piqueniques no parque da cidade?”

julio machado vaz webOra aí está! As mulheres lidam umas com as outras no trabalho tal qual os homens uns com os outros. Chama-se a isto “igualdade”. Pessoas como o Júlio Machado Vaz ainda não se aperceberam deste facto, devido a uma construção social identitária marcada por uma educação errada. Nós somos apenas aquilo que a educação nos fez. Se alguém for educado como sendo um rato, por exemplo, passa a ser um rato na medida em que a nossa identidade é uma construção social.

Como diz e bem a Elisabete Rodrigues, um par de mamas ou um pénis não fazem diferença nenhuma: são meros apêndices, como um par de brincos ou um piercing que nos fura nariz ou a orelha ao João Galamba. As dores pré-menstruais são subjectivas: os homens também as podem sentir, se forem para isso educados. Temos o exemplo a seguir da auto-genifilia: podemos educar todos os homens a serem mulheres. E se todos os homens forem mulheres, deixa de haver desigualdade entre homem e mulher: os homens passam a tratar as mulheres como elas se tratam umas às outras.

Podemos, contudo, inferir do texto do Júlio Machado Vaz um certo arrependimento em relação à sua (dele) subjectividade que o impele a tratar as mulheres de forma desigual. Nem tudo está perdido. Há sempre uma esperança na conversão através de uma metanóia que nos faz ver a verdade.

Domingo, 7 Junho 2015

À atenção da deputada Isabel Moreira: por favor não esquecer os transdeficientes

 

A Esquerda em geral, o Partido Socialista e a Isabel Moreira em particular, não podem fazer de conta que os transdeficientes não existem. Um transdeficiente é uma pessoa normal que sente que é um aleijadinho e, em função desse sentimento, corta um braço ou fura um olho.

transdeficienteConforme se poderá ler nesta notícia, existe um movimento na América do Norte para o reconhecimento social e político da dignidade dos transdeficientes, movimento esse que exige que o Estado apoie e ajude os transdeficientes a serem aleijadinhos, por exemplo, tornando as amputações grátis em hospitais públicos.

Um transdeficiente sente, por exemplo, que é cego; mas o seu corpo contradiz o seu sentimento, porque ele vê coisas! Tal como acontece com os transgéneros (que a Isabel Moreira tanto defende na assembleia da república), o transdeficiente sente que o seu corpo não se identifica com aquilo que ele sente que deveria ser: vai daí, ele pega em um picador de gelo e fura os olhos; e passa, assim, a ser feliz.

Outro exemplo: um indivíduo sente que é coxo; mas tem as duas pernas, o que o torna infeliz. Em função disso, marca uma consulta de psiquiatria com o dr. Júlio Machado Vaz, e este explica-lhe que esse sentimento não é patológico, ao contrário do que a sociedade preconceituosa defende: na medida em que ser aleijadinho é tão normal como não ser, o transdeficiente, em busca da sua felicidade, pega em uma serra eléctrica e corta uma perna.

Ora, acontece que um transdeficiente, que é obrigado a cortar uma perna ou um braço, ou a furar os olhos (porque o transdeficiente já nasceu assim: ele não pode ser de outro modo!, ao contrário do que as mentes conservadoras da direita extremista e decadentes pensam!), não tem qualquer apoio do Estado. É neste sentido que apelamos a Isabel Moreira para que entregue na assembleia da república uma proposta-de-lei no sentido de tornar os transdeficientes visíveis na nossa sociedade.

A invisibilidade social dos transdeficientes revela uma sociedade preconceituosa e arcaica que obnubila e escamoteia os direitos humanos. Ser aleijadinho é um direito como qualquer outro. A verdade é que os transdeficientes existem e não podem ser ignorados, tal como os transgéneros existem e não podem ser ignorados.

Na invisibilidade social do transdeficiente, o que está em causa é a autonomia corporal e direito à auto-expressão. No próximo livro, o Pedro Galvão vai certamente defender a tese ética de que os hospitais públicos devem ter uma ala de amputação para transdeficientes.

A deputada Isabel Moreira, se quiser ser consequente com as suas ideias, não pode exigir na assembleia da república a visibilidade dos transgéneros ao mesmo tempo que faz de conta que os transdeficientes não existem. “Ou há moralidade, ou comem todos”.

Sábado, 2 Maio 2015

Júlio Machado Vaz e o machismo no Porto Canal

 

Ontem passei pelo Porto Canal e vi, mais uma vez, o curandeiro Júlio Machado Vaz a zurzir na religião revelada. Desta vez dizia que a culpa do machismo é do Génesis e da história de Adão e Eva.

julio machado vaz webOu seja, para Júlio Machado Vaz, a alegoria de Adão e Eva não é um efeito da realidade, mas antes é uma causa dela. Fica por explicar o machismo entre os índios americanos, por exemplo, que diziam que os homens cobardes eram parecidos a squaws; ou o machismo dos indianos, tanto hindus como budistas; o machismo dos incas, astecas, maias, dos índios da Amazónia, dos zulos da África do Sul, dos berberes antes do Islão, o machismo de Confúcio, o machismo do xintoísmo, etc..

Gente como Júlio Machado Vaz — que inclui, por exemplo, os naturalistas do Rerum Natura — tem duas características principais: primeira, fala muitas vezes do que não sabe e “arrota” amiúde “postas de pescada”. Segunda, tem um pensamento mágico característico das épocas anteriores às religiões reveladas; os nexos causais da Natureza são como “mágicos”, surgem sem uma razão suficiente e valem apenas por si.

E como o mundo se reduz a uma espécie de “magia moderna” sustentada por uma qualquer teoria sancionada pelo paradigma do Zeitgeist, a realidade tende a ser subjectivizada (tal como acontecia no neolítico). Através da subjectivização da realidade, esta é compartimentada, e a parte considerada como sendo o todo; e só assim se compreende que Júlio Machado Vaz defenda a ideia de que a culpa do machismo é do Génesis.

Se o Porto Canal colocar um contraditório com Júlio Machado Vaz, verificará que ele foge a sete pés. Quando quiserem acabar com o programa, sugiram o contraditório: Júlio Machado Vaz vai logo para casa fazer croché.

Sábado, 4 Abril 2015

Os solilóquios de Júlio Machado Vaz no Porto Canal

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 5:53 am
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Eu sou um espectador atento do Porto Canal, quanto mais não seja por ser portista.

No fim do jogo de futebol entre o Marítimo e o FC Porto para a Taça da Liga, em que este perdeu o jogo, todos os canais de cabo estavam a falar sobre o jogo — excepto o Porto Canal que transmitia uma entrevista com o actor Fernando Mendes, aliás um adepto de um clube do sul. Ou seja, para ouvir comentários acerca do jogo do FC Porto, tive que aturar os comentadores benfiquistas da SICn, da RTPn do benfiquista de Paredes e do senhor obeso do sul que vive em Vila do Conde, e da TVIn do Eládio Paramés. E depois, o Júlio Magalhães que se queixe porque o Porto Canal não sobe nas audiências…

julio machado vaz webOntem, Sexta-feira Santa, ligo para o Porto Canal e vejo um solilóquio do Júlio Machado Vaz (outro benfiquista vermelhusco acarinhado pelo Porto Canal) em que ele se referia a Nossa Senhora, mãe de Jesus Cristo. O timing de Júlio Machado Vaz não poderia ser melhor para ele: Sexta-feira Santa é o dia ideal para malhar no Cristianismo. E Porto Canal apara-lhe o jogo.

O Júlio Machado Vaz não tem categoria intelectual para abordar temas filosóficos, e muito menos teológicos. O Júlio Machado Vaz é uma fraude, um “rei que vai nu” que os me®dia construíram.

¿Já repararam que o Júlio Machado Vaz não escreve nada e apenas “diz coisas” nos me®dia? — porque o discurso oral dá mais jeito a quem não quer ser confrontado com as suas contradições e com a sua ignorância. O Júlio Machado Vaz não se atreve a escrever o que quer que seja: prefere dizer umas asneiras intencionadas nos me®dia como, por exemplo, o Porto Canal.

Se o Júlio Machado Vaz é agnóstico, problema dele: não tem que alardear a sua idiossincrasia a cada vez que aparece nos me®dia. O diabo que o carregue! E que o Porto Canal deixe esse senhor discursar sem qualquer contraditório, é sinal de que já não se distingue de qualquer outro canal de televisão deste país. O Porto Canal está a perder a sua identidade.

Sábado, 28 Fevereiro 2015

Theodore Dalrymple, e a hipocondria como um problema religioso e filosófico

São psiquiatras como Theodore Dalrymple que metem outros — como, por exemplo, o Júlio Machado Vaz — no bolso mínimo das moedas das minhas calças de ganga.

“There is no doubt that hypochondriacs are boring; you fear to ask them how they are in case they should tell you.

But one cannot help but suspect that their excessive concern with the state of their health is a defence against something worse, an existential fear that life has no meaning beyond itself, and that therefore the achievement of health, the avoidance of illness, is the highest goal possible.

(..)

In the absence of a transcendent purpose in life, staving off death becomes all-important. Hypochondriasis, then, is in part a religious or philosophical problem.”

The cure for hypochondria

Terça-feira, 30 Dezembro 2014

O Curandeiro da RDP defende Engels por interposta pessoa

 

O recurso sistemático à ambiguidade no discurso é característica dos cobardes.

Este texto publicado pelo Curandeiro da RDP reflecte a essência do livro “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, de Engels. O Curandeiro da RDP tem todo o direito de pensar o que quiser, mas não temos que o aturar nos me®dia pagos com o nosso dinheiro dos impostos.

julio machado vaz web

Terça-feira, 16 Dezembro 2014

O Argumento ad Hitlerum do Júlio Machado Vaz

 

julio machado vaz webUm exemplo de argumento ad Hitlerum é dado aqui pelo Curandeiro da RDP.

Naturalmente, como todo o esquerdista que se preza, o Curandeiro da RDP deturpa a informação sobre o episódio dos sem-abrigo de Marselha. E sabemos que a maioria dos me®dia está contaminada pela Esquerda.

Segundo o presidente da câmara de Marselha, o cartão dos sem-abrigo não se destinava a ser exposto e colocado na lapela dos sem-abrigo, mas antes deveria ser transportado no bolso ou em qualquer local escondido da vista do público, por um lado, e por outro lado, não continha informação mais sensível do que o tipo sanguíneo.

A extrapolação para a estrela judaica do nazismo só pode vir de mentes doentias.

Entretanto, os sem-abrigo continuam nas ruas de Marselha sem qualquer cuidado apropriado. A Esquerda — e o Curandeiro da RDP — conseguiu o que queria: uma estigmatização, por via negativa, dos sem-abrigo de Marselha.

Não fossem as organizações privadas da sociedade civil, os sem-abrigo da câmara socialista de Lisboa seriam estigmatizados pela negativa (negligenciados). Mas o Curandeiro da RDP preocupa-se com a putativa estigmatização positiva dos sem-abrigo através de um argumento ad Hitlerum.

Quarta-feira, 10 Dezembro 2014

O murcon e a violência doméstica

 

O murcon transcreve um artigo do semanário Sol sem comentários, ou seja, assina por baixo o conteúdo do artigo do Sol sem se comprometer (“com um vestido preto, nunca me comprometo”). O artigo transcrito pelo murcon não refere a violência física doméstica dos gays (1 em 4 gays são agredidos física– e regularmente pelos seus pares, e vice-versa), e o murcon também não refere esse facto, o que também é muito conveniente — não vá acontecer que o murcon deixe de ser o Curandeiro da RDP. Criticar o comportamento dos gays dá despedimento com justa causa nos me®dia.

O politicamente correcto é como os burros: colocam-lhes uns antolhos e só vêem o que querem que eles vejam.

julio machado vaz webDesde logo, o murcon assina por baixo, sem comentários, que se misture a violência psicológica (os insultos, as difamações), por um lado, com a violência física, por outro lado. Quem ler o artigo fica com a ideia de que é a mesma coisa — independentemente dos efeitos subjectivos diferentes que possam causar os dois tipos de violência —, e o murcon assina por baixo sem comentários.

Estudos feitos em Espanha revelam que 37% das vítimas de violência doméstica em 2011 foram homens e 63% foram mulheres, embora não tenha ficado claro quantas delas foram agredidas por outras mulheres.

Mas o murcon assina por baixo um artigo politicamente correcto que defende a ideia de que o homem português é mais violento do que o homem espanhol — não vá acontecer que contrato de Curandeiro da RDP  não lhe seja renovado!

Colocar em estatísticas (alegadamente, para se poder prever o futuro) o comportamento humano é a maior estupidez que se pode conceber — mas o murcon assina por baixo, porque lhe interessa ideologicamente que a mulher seja a vítima eterna, e os gays também e por isso é que não se lhes refere o artigo: é o conceito de tolerância repressiva de Marcuse que o murcon assina por baixo —, porque não é possível medir a subjectividade humana através de um determinado comportamento que pode ser momentâneo e raro, ou mesmo único na vida de um indivíduo.

Confundir psicopatia, por um lado, com um acto que pode ser atributo de um momento dramático, por outro  lado, faz parte das estatísticas laboriosamente elaboradas pelas chamadas “ciências sociais” para fazer a prova da merda da cultura ocidental capitalista.

(more…)

Quarta-feira, 24 Setembro 2014

Júlio Machado Vaz aplaude Emma Watson com as mãos atrás das costas

Filed under: aborto — O. Braga @ 9:06 am
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Júlio Machado Vaz é aquele tipo de pessoa que atira a pedra e esconde a mão. Este verbete é uma demonstração disso: colocou um vídeo da retórica de Emma Watson, mas não comentou. Júlio Machado Vaz é perigoso por isso mesmo: só se assume em monólogos: basta que haja contraditório e ele foge a sete pés.

Fazer uma análise crítica da retórica de Emma Watson é complicado, porque ela mistura alhos com bugalhos. Teríamos que analisar cada frase per se, porque não existe um nexo lógico que sirva de ligação entre a maioria das frases. Não é por acaso que, em juízo universal, as mulheres não são grande coisa em matemática.

Ela defende os direitos humanos que incluem a mulher, natural e ontologicamente, por um lado, e por outro lado defende a negação dos direitos humanos aos nascituros. E por isso ela diz que é feminista. E, simultaneamente, diz que o feminismo ganhou uma conotação negativa que não merece ter.

E Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


O feminismo — tal como acontece com o homossexualismo — não quer igualdade: pretende a supremacia.

Se o feminismo quisesse de facto a igualdade, teria que assumir, em primeiro lugar, a condição feminina em tudo o que isso implica. Dizer que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” (como disse Emma Watson), quando há um ser humano — único e irrepetível — em gestação com um ADN diferente do da mulher grávida, não é reivindicar “igualdade”: em vez disso, é reivindicar o direito ao acto gratuito.

Mas o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


Um acto gratuito é aquele que não é objectivamente motivado e que manifesta a existência de uma liberdade absoluta, próxima da liberdade da indiferença — por exemplo, um crime sem móbil é um acto gratuito (ver o filme de Alfred Hitchcock, “A Corda”). A vontade de provar a liberdade absoluta por intermédio de um acto sem móbil constitui em si mesmo um móbil.

No fundo, trata-se de um acto perpetrado em função de um capricho, embora um capricho reflectido e pensado, e representando o exercício de um arbítrio total. O objectivo do acto gratuito é o de afirmar uma liberdade total, contra toda a moral e mesmo contra a Razão. Em geral, o aborto é a expressão de um acto gratuito por parte da mulher.


Afirmar que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” é reivindicar o direito ao acto gratuito — e isso já não é uma reivindicação de igualdade: antes, pretende-se que a supremacia do estatuto da mulher seja aceite culturalmente pelo homem (por isso é que Emma Watson diz que “a maioria dos homens não apoia o feminismo”). Obviamente que ao homem é sempre negado (e bem!) qualquer acto gratuito em relação a outro ser, incluindo a mulher; mas à mulher, o feminismo pretende a concessão do direito ao acto gratuito mediante um apelo hipócrita à emoção.

E o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.

Domingo, 21 Setembro 2014

Beatriz Gimeno, a Isabel Moreira de Espanha: um caso para o psiquiatra Júlio Machado Vaz

 

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“Um mundo lésbico é a solução”.

“A heterossexualidade obrigatória é uma ferramenta do patriarcado para colocar as mulheres em uma posição subordinada em relação aos homens”.

“A heterossexualidade não é o modo natural de viver a sexualidade, mas é uma ferramenta política e social com uma função muito concreta que as feminista denunciam há décadas: subordinar as mulheres aos homens; um regime regulador da sexualidade que tem como finalidade contribuir para uma distribuição desigual entre mulheres e homens, construindo assim uma categoria de opressores, os homens, e uma de oprimidas, as mulheres”.

“A condição masculina significa a pertença ao género que detém todo o Poder”.

“A heterossexualidade é a ferramenta principal do patriarcado”.

“Esquecer que, na maior parte dos períodos históricos, se as mulheres tivessem podido escolher, teriam escolhido não manter relações sexuais com os homens, não viver com eles, não relacionar-se com eles — é esquecer algo fundamental na história das mulheres (e dos homens)”.

julio machado vaz web“É a heterossexualidade que, verdadeiramente, se crava nas vidas e nos corpos das mulheres. Situar-se no espaço físico do lesbianismo pode ser libertador na medida em que se assume uma posição de “outsider” em relação à heterossexualidade, na medida em que o corpo se sente mais livre e respira, na medida em que a mulher se pode observar de fora, e fazer-se mais consciente dos mecanismos de opressão que operam sobre nós”.

“A heterossexualidade não só se ensina, mas também fazem-se esforços ímprobos para que a maioria das mulheres sintam que não têm outra opção; a heterossexualidade é fortemente induzida, e daí vêm os múltiplos mecanismos destinados a sustentá-la, a ensiná-la, a favorecê-la, a castigar a dissidência, a pressionar as mulheres para que se façam heterossexuais de forma definitiva; mecanismos psicológicos, sociais, económicos, políticos.

Se a heterossexualidade fosse natural, ou sequer benéfica para as mulheres, não necessitaria dos enormes mecanismos complexos que se utilizam para manter as mulheres dentro dela”.

“O feminismo luta com denodo para limitar os danos que a heterossexualidade causa nas mulheres”.

“Sabe-se que qualquer mulher pode ser lésbica”.

“Não há uma construção ideológica rígida da feminilidade; não é necessária: o único requisito da feminilidade é a de esta esteja submetida, a cada momento histórico, aos desejos masculinos”.

“São muitas as lésbicas que afirmam ter escolhido sê-lo, ou por razões políticas, ou, se não estão conscientes dessa escolha política, dizem ter chegado à conclusão de que, como lésbicas, são mais felizes, na medida em que descobrem que as relações entre mulheres são dotadas de qualidades que não encontram nos homens”.

“Muitas mulheres sentem que escolher uma vida de lésbica é escolher uma vida que se afaste da que viveram as suas mães”.

“O feminismo combate para que as mulheres não percam as suas energias intelectuais e/ou afectivas com os homens”.

“Muitas mulheres teriam muito a ganhar se existisse uma equação que colocasse em pé de igualdade a homossexualidade e a heterossexualidade, ou que fomentasse a não-heterossexualidade. Ensinam-nos como limitar os problemas de saúde física e mental, económicos, políticos e pessoais, mas nada se diz de que estes problemas também poderiam se combatidos vivendo um estilo de vida lésbico”.

“A violência machista só se exerce dos homens em relação às mulheres, porque os homens são os únicos que, nesta sociedade, se podem encontrar em uma posição masculina. Só um homem pode sentir que possui a legitimidade simbólica, cultural, e histórica que lhe dá o patriarcado para matar a sua mulher. Quando um homem mata uma mulher por machismo, é um acto de ódio em relação a todas as mulheres”.


Respigado aqui.

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