perspectivas

Terça-feira, 21 Outubro 2008

Jornal de Notícias: o pasquim oficial do Socretinismo

O Jornal de Notícias está a transformar-se, cada vez mais e sem qualquer mostra de vergonha, no pasquim oficial de apoio político ao governo de José Sócrates. No domingo passado chamaram-me à atenção duas parangonas na capa do pasquim:

A primeira pasquinagem do folheto socretino:

PORTUGAL É O QUARTO PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA ONDE MENOS SE TRABALHA

Por algum raciocínio misterioso, o JN chega à conclusão de que o português trabalha, no sector privado, em média 38,8 horas por semana. Quem trabalha em Portugal, nas actuais condições laborais, sabe que isto é uma rotunda mentira sem pingo de vergonha. Penso que deveria existir uma associação de trabalhadores (ou um sindicato que seja), que processasse judicialmente o pasquim JN por atentado ao bom nome dos trabalhadores portugueses, que muitas vezes são obrigados a ficar a trabalhar fora de horas sem qualquer remuneração ― isto se não quiserem ir para fila do próximo despedimento.

O Jornal de Notícias é inqualificável; é o protótipo do que chamamos de “me®dia”. Os me®dia, a que pertence o JN, não têm nome possível, porque já não é a primeira vez que tentam justificar a política salarial de miséria promovida pelo governo ― e que se pratica em Portugal ―, com falsos “fait-divers” como este.

Depois, seguindo o tal raciocínio dos números publicados que ninguém sabe de onde vieram, os pasquineiros de serviço no Jornal de Notícias escrevem que o país onde se trabalha mais é a Bulgária, com 41,7 horas. Mesmo que notícia do pasquim me®diático fosse verdadeira ― que não é, porque quem trabalha em Portugal no privado sabe que não é ― a diferença entre Portugal e a Bulgária seria de 3 horas de trabalho semanais; mas quem olhasse para a parangona do pasquim, sem ler o artigo no interior do dito, ficaria concerteza com a ideia de que os portugueses eram uns calaceiros de primeira apanha.
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Segunda-feira, 28 Janeiro 2008

O terrorismo em Portugal

Os me®dia do regime andam preocupados com o terrorismo islâmico na Rua da Betesga. Numa altura em que o Sócrates tem sido apertado pelas mais diversas razões, o Jornal de Notícias (o paladino socialista a norte) não fala noutra coisa desde há uma semana para cá. O aumento do leite em 15% não interessa: o que interessa ao povo é o terrorismo islâmico no Bairro Alto.
Que país é este em que o leite aumenta 15% e o IVA dos ginásios diminui de 21% para 5%? É o país do terrorismo islâmico inventado, para que se dê a sensação de que Portugal é um país da Europa: o ordenado mínimo anda nos 400 Euros, mas já somos europeus no terrorismo. Viva o luxo!

De facto, não existe ameaça de terrorismo em Portugal: o terrorismo existe mesmo, está no terreno, e o cabecilha da organização terrorista que actua em Portugal é José Sócrates. As tácticas terroristas clássicas são devidamente utilizadas: propaganda, manipulação dos mídia, desvio das atenções do essencial para o supérfluo, manobras de diversão, criação de factos políticos, e no caso recente do bastonário Marinho Pinto, vemos a perseguição política a quem denuncia o que o povo está cansado de saber. Este país é surreal: uma figura pública faz declarações sobre aquilo que considera ser corrupção ao mais alto nível, e depois a própria polícia bate-lhe à porta intimando-o a provar o que disse. A polícia não existe para investigar, mas para intimar quem se atreve a botar a boca no trombone. Só podem estar a brincar com o pagode…Será que o povo está a engolir esta coisa do terrorismo islâmico madrugador na Avenida 24 de Julho à saída das discotecas? Só se for o terrorismo da ASAE, a controlar o fumo nos locais de diversão nocturnos.

No próximo dia 1 de Fevereiro faz 100 anos que se perpetrou neste país um verdadeiro acto de terrorismo, e o povo português tem vindo amargamente a pagar a factura desde então: o assassínio do rei D. Carlos e do seu filho primogénito. Se existe terrorismo em Portugal, é um terrorismo interno dos herdeiros da Carbonária que raptaram Portugal da sua História, e que agora vendem a soberania do povo em troca de um prato de lentilhas. A ironia suprema da História de Portugal do último século é que os republicanos utilizaram o ultimato inglês – no caso da soberania portuguesa sobre o mapa cor-de-rosa – para condenarem o rei à morte, e agora são os republicanos que entregam toda a soberania portuguesa de bandeja – não já se preocupam com o mapa das colónias, mas entregam o país inteiro e colocam em causa a quintessência lusa em todo o mundo. Estes são os verdadeiros terroristas com que o povo se deveria preocupar.

PS: Quando é que o Correio da Manhã investe a sério no norte, com uma edição nortenha e com um pequeno grupo de jornalistas no terreno?

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