perspectivas

Terça-feira, 4 Junho 2013

“O Elo Mais Fraco”, por Marinho Pinto

«O que se está a passar em Portugal com o debate sobre a co-adopção revela a anomia cívica da nossa sociedade e, sobretudo, a degradação a que chegou o nosso regime democrático. Um sector ultra-minoritário da sociedade, que age como uma seita, impõe arrogantemente a suas certezas e insulta e escarnece dos que exprimem opiniões diferentes. O fanatismo heterofóbico dos seus prosélitos leva-os a apelidar de “ignorantes”, “trogloditas” ou “homens das cavernas” todos os que ousam pôr em causa as suas certezas.

marinho-pinto-300-web.jpg

Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

O que se viu no programa Prós e Contras da RTP, na semana passada, foi a actuação de um grupo bem organizado de pessoas lideradas por um fanático que, no intervalo do programa, subiu ao palco e se dirigiu a mim para me dizer que eu estava a usar no debate os mesmos métodos que os nazis tinham usado contra os judeus (!!!). Esse delírio injurioso foi depois retomado em alguns órgãos de comunicação social, blogues e redes sociais, por outras pessoas imbuídas do mesmo fanatismo e da mesma desonestidade intelectual. Já, em tempos, uma das próceres da seita, a dra. Isabel Moreira, me chamara PIDE, para assim “vingar” a actual ministra da Justiça das críticas certeiras que eu lhe dirigia.

Afinal, parece que é nazi dizer que o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) actua como um lóbi que influencia os centros de decisão política devido à preponderância que muitos dos seus elementos têm no Governo, no Parlamento, na Comunicação Social, nas empresas e nos partidos políticos. Sublinhe-se que os partidos de Esquerda aprovaram a lei sobre a co-adopção exactamente no momento em que o povo mais preocupado (distraído) está com a austeridade que lhe é imposta pelo Governo e pelo presidente da República. Foi, portanto, assim, à sorrelfa, com a ajuda cirúrgica da Direita, que se aprovou uma lei que ofende a consciência da esmagadora maioria da população.

O que se viu naquele programa da RTP foram exercícios de manipulação, de intolerância e de vitimização por parte dos defensores dessa lei e quem manifestou opiniões contrárias foi sumariamente apelidado de “ignorante” ou então brindado com estridentes risadas de escárnio. Eu próprio fui, no final do programa, veementemente apelidado de ignorante pelo líder da seita e por algumas histéricas seguidoras que o rodeavam.

O casal de lésbicas que ali foi exibir triunfantemente a gravidez de uma delas e proclamar o seu orgulho por a futura criança ser órfão de pai é bem o exemplo da heterofobia que domina a seita. Que direito tem uma mulher de gerar, deliberadamente, por fanatismo heterofóbico, uma criança duplamente órfã de pai (sem pai e sem nunca poderem vir a saber sequer a identidade dele)? Com que fundamento o Estado se prepara para entregar a essas pessoas crianças que, por tragédias familiares, perderam os seus verdadeiros pais? É para que sejam destruídas (ou impedidas de nascer), no imaginário dessas crianças, todas as representações que elas têm (ou possam fazer) do pai ou da mãe que perderam?

Esse fanatismo mostra bem o que essas pessoas são capazes de fazer em matéria de manipulação genética com fins reprodutivos – como, aliás, uma das lésbicas deixou subtilmente anunciado no Prós e Contras. Mas isso será mais tarde. Para já o que importa é garantir que, em nome da felicidade onanística de alguns adultos, se possam entregar crianças a “casais” em que o lugar e o papel da mãe são desempenhados por um homem e os do pai por uma mulher. Seguidamente, para não discriminar os gays e as lésbicas, substituir-se-ão nos documentos oficiais as palavras “mãe” e “pai” pelo termo “progenitores” tal como já se substituíram as palavras “paternidade” e “maternidade” pela neutra “parentalidade”.

E quando estiver concluído o processo de “engenharia social” em curso, então passar-se-á à engenharia reprodutiva com vista a permitir que duas mulheres possam gerar filhos sem o repugnante contributo de um homem ou então que dois homens o possam fazer também sem a horrorosa participação de uma mulher. Estarão, então, finalmente, corrigidos dois “erros grosseiros” da evolução: o de ter dividido os seres humanos em dois géneros e o de exigir o contributo de ambos para a fecundação e para a criação dos seus filhos.»

– A. Marinho Pinto, in Jornal de Notícias

N.B.: Este artigo foi transcrito do Jornal de Notícias em português macarrónico, e publicado aqui em português correcto. (Via).

Quinta-feira, 11 Outubro 2012

O jornalismo da Era do Acordo Ortográfico

Terça-feira, 15 Maio 2012

A comunicação social caiu na me®dia

“Como posso engatar ou ser engatado? E ultrapassada essa questão: como ter uma aventura sexual num espaço público sem ser visto? A estas e outras questões promete dar respostas o primeiro workshop sobre engate e sexo em Portugal, esta segunda-feira à noite, em Lisboa, inserido no movimento ‘Primavera Global’.”

via Workshop dá dicas de engate e sexo em espaços públicos – JN.

Segundo o lóbi político homofascista, “democratizar as cidades” é fazer sexo grupal em locais públicos.
(more…)

Terça-feira, 5 Julho 2011

Quando os me®dia portugueses cortam a possibilidade de comentar as notícias

Filed under: politicamente correcto,Tuitando e blogando — O. Braga @ 9:47 pm
Tags: ,

Sábado, 21 Agosto 2010

A solução progressista do Jornal de Notícias para o nudismo selvagem

O que aconteceria se, de repente, 30 pessoas começassem a andar nuas na Avenida da Liberdade ?

O Jornal de Notícias traria uma notícia em parangona: « Naturistas da Avenida da Liberdade esperam nova Lei ». Para o Jornal de Notícias, aquilo que não é nem nunca foi um direito, passa a sê-lo só porque alguém o reivindica como tal.

Quando leio o Jornal de Notícias lembro-me sempre de uma frase de Gomez Dávila: “A ideia da evolução do Direito é tão cómica como a da evolução da lógica”. Mas o Jornal de Notícias acredita; até ao dia em que o pêndulo voltará ao equilíbrio.

Quarta-feira, 21 Julho 2010

A espiral do silêncio nos me®dia


Gay e pedófilo

Esta é a capa do Jornal de Notícias de hoje. Vemos a notícia: « “Profeta” terá morto três jovens por ciúmes ». Ora, “profeta” tem uma conotação religiosa, e o Jornal de Notícias pretendeu fazer uma associação de ideias com uns vídeos que o assassino colocou no Youtube — em colaboração com uns miúdos que o sociopata gay e pedófilo andava a “comer” — que anunciavam o fim do mundo para o dia 8 de Agosto próximo.

O que Jornal de Notícias nunca colocaria na capa seria a seguinte parangona: “Gay terá morto três jovens por ciúmes” , porque uma capa destas contrariaria a estratégia política da espiral do silêncio.

Uma coisa semelhante aconteceu com as notícias sobre os recentes incidentes em Grenoble (França), em que dezenas de automóveis foram incendiados e lojas comerciais destruídas por jovens muçulmanos. Os me®dia portugueses não pronunciaram a palavra “muçulmano”, porque se o fizessem estariam a violar a regra de ouro da espiral do silêncio politicamente correcta.

Segunda-feira, 31 Maio 2010

Isabel Leal e a “teoria queer”

A psicologia — tal como a economia, e as ciências sociais em geral — não é uma ciência exacta porque não é passível, em termos gerais, de uma verificação das suas teorias à luz do “princípio da falsicabilidade” de Karl Popper (também conhecido como o “princípio da refutabilidade”). E a principal razão porque a psicologia e a economia não são — nem nunca serão — ciências exactas, é porque têm como objecto o ser humano.
(more…)

Domingo, 16 Maio 2010

A Escola Doméstica ou Home Schooling em Portugal

Filed under: educação — O. Braga @ 4:56 pm
Tags: , ,

Muita gente não sabe que Portugal é dos poucos países da Europa (juntamente com a Bélgica) que permite por lei a Escola em Casa ou Home Schooling. O Jornal de Notícias de hoje traz um longo artigo sobre o ensino doméstico em Portugal de que se destaca o caso de Caren Horn e os seus dois filhos. Caren é alemã e o ensino doméstico é proibido na Alemanha; em Portugal, Caren é livre de ensinar os seus filhos em casa.

Clique p/ aumentar


Existe um blogue dedicado ao ensino doméstico: http://ensino-domestico.blogspot.com.

Quinta-feira, 25 Fevereiro 2010

A propaganda gayzista do Jornal de Notícias

Sendo eu do Porto, é com pena que verifico que o Jornal de Notícias tem vindo a cristalizar ideologicamente o seu conteúdo (provavelmente no sistema ortorrômbico; ou triclínico). O Jornal de Notícias não é hoje um órgão da comunicação social, tal como o entendemos numa democracia; é antes um órgão de propaganda política/ideológica.

Alguém acredita nesta estória? (more…)

Domingo, 7 Fevereiro 2010

Um dia destes, vamos ter um “subsídio de coito” estatal para José Sócrates

« Esta ideologia “progressista”, “moderna”, que oscila entre banir as mulheres em nome da igualdade de género e remetê-las para o fim das listas eleitorais para fazer a quota, conduz direitinho a estes almoços de senhoras/meninas ministras e secretárias-de-estado ― e, como não chegam para compor a mesa, convidam-se outras para fazer o número e ficarem honradas com o convite.

(…)

Como escreve o João César das Neves, não há mesmo almoços grátis. »

― Zita Seabra, no JN de hoje

(more…)

Quinta-feira, 10 Dezembro 2009

O Jornal de Notícias e os filhos de pai incógnito

Na edição de domingo passado do Jornal de Notícias (talvez o jornal mais radical em termos de costumes e da ética) veio publicado um artigo que claramente defendia a alteração da lei portuguesa no sentido de retirar às crianças portuguesas o direito à sua herança genética / biológica. O Jornal de Notícias defendia a ideia de que algumas crianças portuguesas ― as que são geradas por lésbicas ― devem ser filhas de pais incógnitos.
(more…)

Domingo, 28 Junho 2009

O arrombador de portas

O arrombador de portas

O arrombador de portas

Quando Emídio Rangel e os seus capangas, já lá vão mais de duas décadas, arrombaram a porta da TSF e ocuparam as suas instalações pela calada de uma madrugada ― e independentemente de terem (ou não) direito reconhecido por lei à posse da estação de rádio ―, fiquei naquela altura a saber que o homem não olha a meios para atingir os seus fins. A ética de Emídio Rangel é teleológica; portanto, não me admira absolutamente nada que ele não queira ver a realidade tal qual ela se nos apresenta, quando se recusa a ver aquilo que a maioria dos portugueses já viu sem precisar de acreditar nos me®dia.

Emídio Rangel presta-se, nesta entrevista, a um papel vergonhoso. Ele, que se diz o paladino da liberdade de expressão nos me®dia, não consegue ver que a compra de 30% da TVI pela Portugal Telecom aumentaria o peso do Estado na televisão que já tem Estado a mais, com a RTP com 2 canais, com participação em pelo menos dois canais de cabo (TVN e SIC notícias). A liberdade dos me®dia só serve a Rangel quando lhe interessa; é a tal moral teleológica.

Em vez de constatar a perniciosidade do negócio para a comunicação social, Rangel prefere atacar toda a comunicação social. Portanto, temos alguém que arrombou a porta da TSF para ocupar à força esta estação de rádio, e que diz agora que o serviço de informação de Manuela Moura Guedes “é uma vergonha e não tem respeito nenhum pelas regras éticas e deontológicas que os jornalistas deveriam respeitar em qualquer circunstância.” O homem não se enxerga. E depois, vai mais longe: “Há, de facto, hoje, a oposição da Comunicação Social em geral a José Sócrates.” Já não é só a TVI: todos os me®dia estão contra o coitadinho do Sócrates. Pergunto-me sobre qual é a porta que Rangel quer arrombar desta vez…

Página seguinte »

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: