perspectivas

Quarta-feira, 6 Novembro 2013

Referendo irlandês acerca do "casamento" gay em 2015

 

socrates-casamenteiroJosé Sócrates, “cançado” pelo “cançaço” “cançativo” de quem o “cançava” nas suas orgias nocturnas, decidiu que o "casamento" anfíbio seria promulgado por decreto e à revelia do povo português, uma vez que o voto no parlamento, como sempre acontece neste país, é um pró-forma.

Quem o “cançou” levou a água a seu moinho. Vivemos num país em que uma qualquer galdéria de bas-fond e os seus amigos, “cançam” o primeiro-ministro em “surubas” noctívagas, e no dia seguinte é aprovado no parlamento o "casamento" anfíbio.

Na Irlanda não há pequenos ditadores da laia de José Sócrates. Na Irlanda existe um Estado de Direito. A Irlanda não é uma república das bananas lisboeta. Na Irlanda vai haver um referendo popular acerca do "casamento" dos fanchonos.

Quinta-feira, 6 Junho 2013

O bom-senso da Justiça irlandesa

“A landmark decision by the High Court to allow the genetic mother of twins born through surrogacy the right to be named on their birth certificates is to be appealed by the State to the Supreme Court.

(…)

Mr Justice Henry Abbott in the High Court found the genetic mother had the right to be named on the birth certificates.”

State to challenge landmark surrogacy ruling

Uma mulher irlandesa conseguiu duas crianças gémeas através da “barriga de aluguer” de uma outra mulher que é, de facto, a mãe biológica. O Supremo Tribunal de Justiça irlandês decidiu que o nome da mãe biológica não pode ser retirado da certidão de nascimento!

Se fosse cá, a mãe biológica seria insultada no programa Prós & Contras com o beneplácito da RTP e da Fátima Campos Ferreira. E o juiz atoleimado Rangel viria à RTPI berrar que Marinho Pinto é homófobo.

Domingo, 7 Abril 2013

Aquilo que a Igreja Católica portuguesa, cobarde ou comprometida, nunca será capaz de fazer

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 9:55 am
Tags: ,

A Igreja Católica irlandesa avisa que se desligará do casamento civil se o “casamento” gay for legalizado na Irlanda.
O Cardeal Colorido

O Cardeal Colorido

Ou seja, o casamento católico passaria a ter um valor endógeno e independente do Estado — tal como aconteceu no passado. Poderá acontecer que um casal seja casado pela Igreja Católica (e registado o seu casamento na Igreja Católica), e simultaneamente acontecer que esse casal não seja casado perante o Estado.

Se o Estado irlandês alterar a noção de casamento como sendo o casamento natural (entre uma mulher e um homem), a Igreja Católica irlandesa deixará de cooperar com o Estado no sentido de realizar assentos do casamento civil em simultâneo com o casamento católico. Os casais casados pela Igreja Católica poderão, depois e se quiserem, adoptar a lei civil de união-de-facto por causa da redução nos impostos, ou mesmo fazer um registo de casamento civil pelas mesmas razões, mas o ritual de casamento católico será absolutamente independente do Estado.

A Igreja Católica irlandesa manterá um registo de casamentos e um registo de nascimentos, relacionados com os baptismos, separados do Estado. Era isto que o cardeal colorido português deveria ter defendido, mas não defendeu porque concorda com o “casamento” gay.

Quarta-feira, 31 Outubro 2012

O grande capital aliado à esquerda radical

The Irish Council of Civil Liberties — a project funded by Chuck Feeney, a US based, dual American and Irish citizen billionaire — has launched a complaint to the Council of Europe, saying that Ireland’s refusal to legalise abortion is an obstruction to obtaining full “equality” for women.

via Group funded by American billionaire launches complaint against Ireland’s pro-life laws | Talpa brusseliensis christiana.

Quinta-feira, 19 Abril 2012

Franceses e alemães afirmam que só eles têm direito à soberania nacional

“Los ministros del Interior de Francia, Claude Guéant, y de Alemania, Hans Peter Friedrich, señalan en una carta que los controles fronterizos internos tendrían un carácter temporal, pero insisten en que la decisión de aplicarlos debe corresponder a cada país, no a la Comisión Europea, y que ese es “un punto no negociable”.

“La prevención de las amenazas a la seguridad y al orden público corresponde a la soberanía nacional“, subrayan los dos ministros en una carta enviada a la presidencia danesa de la Unión Europea y divulgada este jueves.”

via Alemania y Francia proponen recuperar los controles fronterizos en la UE – Libertad Digital.

Quando se trata da Alemanha ou da França, existe a concepção de “soberania nacional” na União Europeia.

Porém, se um país pequeno, como por exemplo a Hungria, aplica esse mesmo conceito de “soberania nacional” na sua ordem interna, a União Europeia persegue-o até à exaustão — como está agora a acontecer. E quando a Irlanda recusou , em referendo, o Tratado de Lisboa, os dois únicos países soberanos da União Europeia trataram de demonstrar aos irlandeses, mediante a imposição de um novo referendo, que a soberania nacional não é um direito, mas é um privilégio a que os pobres irlandeses não têm direito.

A União Europeia é um leviatão onde existem apenas dois países com direito à soberania nacional: a França e a Alemanha.

Sábado, 18 Fevereiro 2012

Alemanha versus PIIGS: uma imagem vale mais do que mil palavras

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 5:44 am
Tags: , , , , , ,

Neste gráfico abaixo, a linha azul traduz o crescimento económico [superavit] da Alemanha, e a linha vermelha diz respeito ao crescimento económico dos países chamados PIIGS [Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha]. Reparem no que aconteceu com a entrada do Euro.

Quinta-feira, 9 Fevereiro 2012

O tipo de amigos que Portugal não tem

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 7:58 pm
Tags:

“FORMER US president Bill Clinton will host special round-table business talks in New York today to drum up investment in Ireland.”

via Bill Clinton hosts New York ‘invest in Ireland’ summit – Irish, Business – Independent.ie.

Os nossos amigos só servem para nos “encavar”: o António Borges do FMI, o Durão Barroso da União Europeia, a Angela Merkel que é amiga do Passos Coelho, o Sarkozy, etc.. Com os amigos que temos, não precisamos de inimigos.

Quinta-feira, 26 Janeiro 2012

A Irlanda volta aos “mercados”

Filed under: economia — O. Braga @ 8:13 am
Tags: ,

“THE GOVERNMENT made its first return to the bond markets since September 2010 today as short-term borrowing costs fell.

The National Treasury Management Agency, which manages the State’s debt, swapped bonds due to be repaid in 2014 into new bonds due for repayment at the later date of 2015.”

via Debt Crisis: Government succeeds in re-entering bond market with €3.5bn swap – Irish, Business – Independent.ie.

Domingo, 23 Outubro 2011

Os cenários catastrofistas dos profetas da desgraça

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:17 am
Tags: , , ,

Se há alguém na blogosfera que sempre criticou a adesão de Portugal ao Euro, fui eu. Repare-se: eu não critico o Euro: critico a adesão de Portugal ao Euro. São coisas diferentes. O facto do Euro existir, ou não, depende da vontade política dos países do directório europeu, e o Euro até pode ser um instrumento positivo para a economia global. Porém, o que eu sempre achei é que não é do interesse português pertencer ao Euro (embora a moeda portuguesa possa estar indexada ao Euro em uma banda de oscilação cambial), e a realidade actual veio dar-me razão.

Os blogueiros da economia, que nunca concordaram comigo, não me perdoam: não porque eu tenha razão — porque estava claríssimo que eu estava condenado a ter razão —, mas por eu ser um relapso da construção da utopia do leviatão europeu com Portugal lá dentro, e por assumir uma posição herética em relação à entrada de Portugal no Euro. Faz lembrar a frase de Nicolas Gomez Dávila: “O traidor nunca te perdoará a sua traição”.

Posto isto, vamos às profecias tremendistas e apocalípticas do novo ciclo do Yuga que se aproxima com a morte de Brahma.

  1. A falência da Grécia e os respectivos cortes da dívida significam a saída deste país da zona do Euro pela “porta pequena” (utilizando uma linguagem tauromáquica). Não passa pela cabeça de ninguém que a Grécia não paga a sua dívida e permanece no Euro. Portanto, em termos práticos, e na medida em que o directório europeu anuncia a possibilidade de “haircut” da sua dívida, a Grécia já está fora do Euro. Aliás, a “saída ordenada” do Euro deve ser uma condição sine qua non para a aceitação do “haircut” da dívida grega.
  2. Ao contrário da Grécia, países como a Espanha e Itália são solventes. O quadro apresentado neste postal é absurdo. A dívida pública espanhola é hoje inferior a 60% do PIB, o que não tem nada a ver com a Grécia. E embora a Itália seja um país bastante mais endividado (em termos relativos) do que a Espanha, tem um potencial económico que nada tem a ver (nem de perto nem de longe) com a Grécia. Por outro lado, a Irlanda é um país que exporta praticamente tudo o que produz, o que lhe traz vantagem em permanecer no Euro. Portanto, dizer que os haircuts da dívida grega vão trazer por arrasto as falências e respectivos haircuts da Espanha, da Itália e da Irlanda, é obra de especuladores financeiros anglo-saxónicos em relação ao Euro.
  3. O problema é Portugal. Estará Portugal na posição da Grécia, ou da Irlanda? O peso das exportações portuguesas no PIB de Portugal está longe de se equiparar, em termos relativos, à Irlanda. Mas a contracção da economia portuguesa não se pode equiparar à necessidade de contracção da economia grega — lembro que o PIB per capita grego, há dois ou três anos, rondava os US Dollars 30.000 / ano, enquanto que o PIB per capita português andava pelos US Dollars 17.000 /ano. O esforço de ajustamento do PIB per capita à economia real é brutalmente mais violento na Grécia do que em Portugal.
  4. Por isso é que Portugal pode dar-se ao luxo de renegociar os prazos de pagamento da dívida, o que não significa a exigência de haircuts na dívida. E foi isto que Cavaco Silva quis dizer. Renegociar prazos de pagamento não é deixar de pagar. E bastaria que os prazos de pagamento fossem renegociados, e alargados no tempo, para que a espiral de recessão económica não fosse tão perigosa quanto vai ser quando seguimos o caminho do orçamento ideológico hayekiano apresentado pelo governo do Pernalonga.

O problema da saída de Portugal do Euro colocar-se-á depois de a dívida pública estar em níveis mais aceitáveis, em termos de percentagem, em relação ao PIB, mas esse problema não deixará de existir: Portugal não cresce, nem nunca crescerá (tem termos reais), estando dentro do Euro.

Quarta-feira, 11 Maio 2011

As medidas draconianas contra a Irlanda serviram de exemplo para pressionar a Espanha

Ângela Merkel move-se na política como um elefante numa loja de loiças, e contribuiu decisivamente para criar um enorme problema a nível europeu cujas consequências não serão só económicas e financeiras — e criarão também problemas económicos também à Alemanha — mas também problemas políticos graves. Os alemães nunca foram hábeis em política e isso ficou mais uma vez demonstrado.
(more…)

Quarta-feira, 30 Março 2011

Os interesses privados do directório europeu são incompatíveis com a União Europeia

O economista João Ferreira do Amaral diz aqui: “Sem reduzir o défice externo, não temos condições para permanecer no euro”. O que ele não diz, é que para reduzir o défice externo temos que sair do Euro.

Vemos o recente exemplo da Irlanda: perante o descalabro da crise bancária naquele país que levou à intervenção do FMI, o governo irlandês quis manter as taxas de IRC (os impostos das empresas) em um nível mais baixo do que o que existe na Europa do directório (cerca 14%, se não estou em erro). Essa política de taxas baixas do IRC tem como objectivo principal a redução do défice externo irlandês (para além de criar emprego). A reacção dos países do directório foi violenta, e a Irlanda teve que assumir publicamente que vai aumentar a taxa de IRC.

Isto acontece porque existe uma dinâmica peculiar na Europa do Euro, que considera, a priori, os diversos países de forma diferente — coisa que não acontece nos estados federais dos Estados Unidos, onde existe uma tradição de igualdade estatutária entre estados federais. Por razões diversas, é impossível erradicar esta idiossincrasia assimétrica da Europa do directório, quanto mais não seja pela ausência de uma tradição europeia no sentido do respeito entre países.

Por isso, qualquer tentativa de Portugal para fazer baixar o défice externo vai colidir com os interesses do directório europeu. Até agora, esses interesses endividaram o nosso país, e a partir de agora esses interesses pretendem manter Portugal (e os PIG, em geral) em um estado perene de indigência, para que o directório europeu continue a exportar os seus produtos e o seu desemprego.

Diz João Ferreira do Amaral (o sublinhado é meu):

“Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à zona euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo”.

Já que os credores de Portugal, ou seja, a Europa do directório, querem intervir directamente no nosso país transformando-o num protectorado, então aproveitemos a oportunidade do default para que lhes “saia o tiro pela culatra”.

Terça-feira, 18 Janeiro 2011

A metafísica negativa europeia

Existe, entre as “elites” europeias, uma espécie esquizofrenia que dissocia a cultura da política, sendo que existe um consenso alargado na cultura e uma divergência radical na área económica.

No programa de ontem “Prós e contras” da Fátima Campos Ferreira, pudemos ver a perplexidade estampada nas seis pessoas convidadas a participar no programa; a maioria delas estava estupefacta (ou estúpida ante os factos) perante a evolução que a União Europeia leva. Entre os seis, houve apenas uma pessoa lúcida (não me lembra o nome do economista) que foi a que defendeu a ideia de que, a médio prazo (se não for antes), o Euro vai desaparecer.
(more…)

Página seguinte »

%d bloggers like this: