perspectivas

Terça-feira, 26 Maio 2015

Ou concordas com os fanchonos e fufas, ou fechas o teu negócio

 

¿Faz algum sentido que um casal de noivos católicos devolva as alianças que comprou para o seu casamento religioso, só porque soube posteriormente que as alianças foram feitas por um joalheiro homossexual que até é activista da ILGA? Sinceramente, não acredito que isso acontecesse, porque o que estava em causa era a compra de alianças, e não quem as fez.

Por exemplo, seria irracional que um católico se recusasse a comer em um restaurante só porque o cozinheiro fosse gay; mas a racionalidade só se aplica a quem não é gay: os gays têm todo o direito reconhecido, política- e publicamente, de serem irracionais.

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Quinta-feira, 21 Maio 2015

A tolerância gay

 

Um grupo de energúmenos gays — passo a redundância — ataca uma manifestação a favor do casamento na Irlanda, e envia uma menina de 10 anos para o hospital. São estes os tolerantes.

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Domingo, 17 Maio 2015

Crimes de ódio: a nossa sociedade em deriva totalitária

 

Um dos valores da nossa civilização é a liberdade de expressão. Hoje temos os me®dia (vulgo “Comunicação Social”) a pactuar com a erradicação da liberdade de expressão na sociedade.

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O conceito de “crime de ódio” segue o paradigma da Inquisição medieval no combate à heresia. Bastava uma denúncia — muitas vezes anónima ou não fundamentada — de heresia para que a Inquisição actuasse. Hoje temos a Ingaysição.

“Os dados dizem respeito a factos ocorridos entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2014, tendo a ILGA recebido 426 denúncias de crimes e/ou incidentes motivados pelo ódio contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT), a maior parte relativas a insultos e abusos verbais (182 denúncias), logo seguido de ameaças e violência psicológica (112 denúncias) e 69 denúncias de casos de violência física extrema.”

Homofobia: ILGA recebeu 426 denúncias de crimes de ódio

Vamos partir do princípio (duvidoso) de que as denúncias são verdadeiras.

Os actos de violência ou ameaças de violência física estão previstos no Código Penal actual, e por isso não necessitamos de uma nova figura de “crime de ódio”. Quem ameaça alguém de violência física pode ir a tribunal se for apresentada queixa na polícia; não precisamos de leis específicas e especiais para gays (era o que faltava!). Os gays não podem ser considerados uma casta social à parte. Se existissem “crimes de ódio” só para gays, então também teríamos que exigir a figura de “crimes de ódio” para qualquer minoria — para coxos, para manetas, para obesos, para ciganos, etc..

Portanto, a questão da violência ou ameaça de violência física está esclarecida. Resta-nos analisar os “insultos” (que são injúrias, na linguagem jurídica) e os “abusos verbais”. O Código Penal — artigo 180 e seguintes — já prevê punição para o crime de injúria; não necessitamos de um “crime de injúria” especial para gays.

Sendo assim, ¿por que razão a classe política em geral, o lóbi político gayzista e os me®dia em particular, pretendem instituir uma figura jurídica de “crime de ódio” só para os gays?

A resposta é simples: Portugal e a Europa enveredam hoje por uma deriva totalitária (por exemplo, em Inglaterra, onde o lóbi político gayzista é muito forte).

Quando a classe política passa a confundir propositadamente “argumentação política ou moral”, por um lado, e “injúria”, por outro lado, o que se pretende é calar qualquer opinião que não seja a ditada oficialmente pelo Poder; trata-se de restringir a liberdade de expressão em geral utilizando a noção particular e abstrusa de “crime de ódio”.

Quarta-feira, 6 Maio 2015

Ainda sobre a “discriminação científica” do Instituto Português de Sangue e Transplantação

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 2:35 pm
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“Pergunta o autor se “há razões médicas legítimas para considerar os homossexuais masculinos um grupo de risco”. A resposta é clara: não há. Mas João Miguel Tavares tenta demonstrar que sim e, para isso, confunde repetidamente orientação sexual com comportamento sexual, generaliza sobre os comportamentos sexuais, selecciona dados acerca dos casos de novas infecções para favorecer a sua hipótese e, com tudo isso, contribui para a discriminação de um grupo já severamente discriminado e para a difusão de ideias erradas acerca das vias de transmissão do HIV.

A noção de “grupos de risco” há muito foi abandonada e substituída pelo conceito de comportamentos de risco. Em primeiro, ser homossexual é uma coisa bem distinta de ser “homem que tem sexo com homens”. Em segundo, ser homossexual não constituiu risco absolutamente nenhum de contrair HIV porque o risco advém de determinados comportamentos e não da orientação sexual. Em terceiro, a prática de sexo anal passivo desprotegido (que é um comportamento de risco para contrair a infecção) não é exclusiva dos homossexuais.”

Devemos proibir os lisboetas de doar sangue? pelo Pedro Morgado

Como a ciência não pode verificar se uma percentagem quantificável de homossexuais toma no cu sem preservativo ou se se rompe o preservativo durante a penetração anal — porque se trata de uma situação do foro privado dos homossexuais —, então conclui-se ali em cima que a ciência incorre na falácia da generalização ao considerar que os homossexuais são um “grupo de risco” em relação à SIDA.

A ciência é assim acusada de falácia da generalização; mas a verdade é que quem defende esta posição incorre na falácia de acidente, que consiste em negar que uma regra geral não é aplicável, por uma questão de princípio, a uma situação particular.

(more…)

A “discriminação científica” do Instituto Português de Sangue e Transplantação

 

Uma das características da organização política dos fanchonos (ILGA) é a de que quem não concorda com ela é imediatamente apodado de “ignorante”.

Chamar os outros de “ignorantes” é um mecanismo de defesa fanchono semelhante ao da Inquisição medieval que chamava de “hereges” a quem não concordava com uma determinada orientação política; no caso da ILGA, em vez da Inquisição temos hoje a Ingaysição, e à orientação política acrescenta-se a “orientação sexual panisga”. 

Eu tinha razão quando escrevi que o João Miguel Tavares iria ser crucificado pelo politicamente correcto. Mas não é só o João Miguel Tavares que é apelidado de “ignorante” pela ONG dos miascos: o presidente do Instituto Português de Sangue e Transplantação (Instituto Português de Sangue e Transplantação (IPST)), o médico Hélder Trindade, também é considerado “ignorante” pela ONG dos picolhos. E o governo também é “ignorante”: todo o mundo é ignorante excepto os  apaniguados da organização política dos panucos.


A Idade Moderna reconheceu a autoridade da ciência que só se pronunciava sobre o que parecia ter sido cientificamente estabelecido. A técnica científica era então um fenómeno social, e não individual. Ao contrário da religião, a ciência é neutral do ponto de vista ético — e por isso é que se pode dizer que a ciência e religião se complementam. A técnica científica é contrária à anarquia e até ao individualismo, e exige uma estrutura social disciplinada.

Essa autoridade da ciência morreu; o irracionalismo volta a estar na moda.

Hoje, o politicamente correcto exige da ciência que seja uma espécie de religião política — uma nova versão do positivismo de Comte. A ciência é hoje utilizada como uma arma de arremesso político e ideológico. É neste sentido que a “ciência politicamente correcta” é uma espécie de cientismo, em que a ciência enquanto técnica é relativamente desprezada, e à ciência teórica é dada o beneplácito de função no jogo político e ideológico.

No caso concreto da putativa “ignorância” do I.P.S.T., os argumentos da ONG panasca são equiparáveis aos argumentos da escolástica medieval que se questionava, por exemplo, se a substância era essência, ou se a essência era a quididade. O politicamente correcto introduz um discurso dogmático em nome da “ciência”.

Perante a pressão política e ideológica — como aconteceu por exemplo na ex-URSS — a própria comunidade científica tem medo de se expressar cientificamente. Hoje, a Ingaysição persegue os cientistas “relapsos” que não assumem um qualquer dogma politicamente correcto. Depois de condenado o cientista, a Ingaysição entrega-o ao seu braço secular, a Gaystapo que actua dentro das instituições científicas e políticas, e que trata de lhe aplicar a pena da censura e da invisibilidade social e política. Hoje já não há pena-de-morte para os heréticos, mas o cientista herege passa a ser um morto-vivo: é a verdade científica que é queimada em auto-de-fé, e o cientista prevaricador é condenado a um purgatório vitalício.

Hoje, o politicamente correcto recusa liminarmente qualquer facto científico julgado “inconveniente”.

São os factos que se têm que adequar à religião política; e se um facto não é “adequado”, é simplesmente condenado pela Ingaysição. Por exemplo, se a técnica científica verifica empírica- e estatisticamente e demonstra que, em média, os rabolhos vivem menos tempo do que o normal, a ONG dos larilas utiliza imediatamente os serviços da Ingaysição e o poder político repressivo da Gaystapo para condenar os factos ao olvido — porque se parte do princípio de que é a realidade que tem de se adequar aos desejos do sujeito. S. Tomás de Aquino dizia que “a verdade é a adequação do intelecto à realidade”; o politicamente correcto inverteu a noção de verdade: passou a ser a adequação da realidade ao sujeito.

Para combater os “factos teimosos e discriminatórios” verificados pela técnica científica, a Ingaysição — e o politicamente correcto, em geral — tenta impedir qualquer possibilidade de categorização da realidade; a noção de juízo universal é destruída pela Gaystapo e a ciência propriamente dita torna-se impossível; a excepção passa a ser uma regra, a curva de gauss é banida alegadamente por ser “discriminatória”, as estatísticas são diabolizadas em nome do dogma da “igualdade”.

Segunda-feira, 4 Maio 2015

Não conhecia a coragem do João Miguel Tavares

 

Numa altura em que a ciência vem demonstrar à fartazana que a percentagem de incidência da SIDA na comunidade homossexual é astronomicamente superior quando comparada com o resto da população (fala-se em percentagem de incidência, e não em números absolutos), o João Miguel Tavares corre o risco de ser crucificado pelo politicamente correcto.

A besta que é o Ricardo Araújo Pereira levantou o problema; e o burro Pedro Mexia acredita que “a ciência é discriminatória”.

 

Quinta-feira, 26 Março 2015

O ableísmo homossexual

 

A melhor definição de “ableism” pode ser encontrada aqui:

«

“Ableism” é a ideia de que palavras comuns, usadas todos os dias, devem ser consideradas ofensivas em relação a certas pessoas com determinadas incapacidades e/ou anomalias.

Por exemplo:

Dizer “maluco” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas malucas.

Dizer “mudo” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas mudas.

Dizer “caminhar” é “ableism”, e é ofensivo a pessoas em cadeiras de rodas.

Dizer “invertido” é “ableism”, e é ofensivo para os gays”.

»


“Ableism” não é exactamente a mesma coisa que “capacitismo”, pelo menos no sentido dado aqui. O ableism não se aplica somente a pessoas com incapacidades físicas: também se aplica a qualquer tipo de característica, seja psicológica ou física, que afaste um determinado indivíduo da normalidade (qualquer que seja) constatada por uma curva de gauss. Se Albert Einstein vivesse hoje, poderia eventualmente acusar a sociedade de “ableism” por “tornar invisíveis” as pessoas com uma inteligência superior à média.

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À falta de melhor, e dado que “capacitismo” não é a mesma coisa que “ableism”, vamos importar o neologismo “ableísmo”.

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O ableísmo impõe a ideia segundo a qual a sociedade é sempre culpada pela situação do indivíduo que, em qualquer aspecto da sua identidade (ou falta dela), se afaste da normalidade necessariamente imposta pela curva de gauss. O ableísmo pretende impôr à sociedade a ideia de que não existe qualquer tipo de normalidade, que o indivíduo é incategorizável, não existem categorias que classifiquem o ser humano, e portanto o pensamento racional e a ciência são também formas de ableísmo.

Por outro lado, o ableísmo projecta para a sociedade a culpa do comportamento pouco saudável de um indivíduo. Por exemplo, se um gay tem um cancro anal ou apanhou a SIDA, sente-se pouco à vontade em falar do seu problema e, por isso, ele diz que a sociedade o tornou invisível e que é vítima de ableísmo. A culpa é sempre da sociedade e nunca da putativa vítima de ableísmo.

Como é normal num blogue politicamente correcto como é o Jugular, os homossexuais são, alegadamente, “tornados invisíveis pela sociedade”, o que (alegadamente) constitui uma forma de ableísmo em relação aos homossexuais.

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O que torna o ableísmo insuportável é que inibe qualquer discurso: qualquer palavra proferida pode ser tida subjectivamente como uma forma de ableísmo. A vítima de ableísmo vive, como é óbvio, da sua subjectividade, e por isso qualquer interpretação subjectiva do homossexual pode ser uma forma de ableísmo. Ou seja, o próprio ableísmo impõe as barreiras ao discurso e à comunicação de que se queixa que não existem.

Por exemplo, se um médico se dirige a um homossexual de uma forma que este considere subjectivamente “paternalista”, o gay queixa-se de ableísmo. Ou se o médico diz ao gay que não convém ter muitos parceiros sexuais, automaticamente isso é interpretado como uma forma de ableísmo. No limite, não há nada que se possa dizer a um gay que não possa ser interpretado por ele como ableísmo.

Tornando o discurso impossível através da subjectivização das posições do homossexual, o movimento político gayzista consegue aquilo que pretende: a supremacia real da condição homossexual em relação ao comum dos mortais.

Sob a forma de vitimização ableísta, o comportamento gay (qualquer que seja) passa a ser inatacável, por um lado, e por outro lado a sociedade é sempre responsável pelas consequências objectivas de tal comportamento.

É evidente que não se procura a “igualdade”: em vez disso, procura-se uma superioridade ontológica do homossexual, na medida em que qualquer discurso ou debate são coarctados à partida, e é a subjectividade do homossexual que dita as regras do jogo. Não se procura a aceitação do homossexual: procura-se a sua celebração cultural como casta superior.

Quarta-feira, 25 Março 2015

O orifício anal foi feito pela Natureza para defecar.

Filed under: Homofascismo,Homofobismo — O. Braga @ 6:52 pm
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Vejam os comentários desta notícia do Sol no FaceBook.

o-cu-foi-feito-para-cagar

Quando confrontado com o facto de a Natureza ter feito o cu para cagar, o politicamente correcto não tem outro tipo de argumento senão o ataque ad Hominem.

Quinta-feira, 29 Janeiro 2015

O retorno a Engels, o liberalismo político, o mimetismo cultural, o Imbecil Colectivo, e a Espiral do Silêncio

 

 

“When the story of our era is written, it is the cultural battle that will count. Capitalism and democracy may be the wave of the future, but the struggle to shape democratic society is anything but settled. The family is at the heart of that struggle.”

Stanley Kurtz


Caiu o muro de Berlim, mas Engels e Marx apenas mudaram de discurso. Sobretudo Engels. Engels viveu obcecado com a família. Pensava que a destruição da família natural ou família nuclear seria o fundamento de uma sociedade em que igualdade e identidade seriam coincidentes.

A experiência demonstrou que Engels estava errado. A queda estrondosa do muro, por um lado, e por outro  lado a actual Rússia que protege a família nuclear, são a prova de que Engels estava errado. Está demonstrado — até pelos estruturalistas, como Claude Lévi-Strauss — que a constituição da família nuclear foi um avanço civilizacional.

João César das Neves escreve um artigo no D.N.:

“A imprensa parece inebriada com a homossexualidade. Este fascínio ressurgiu agora nas discussões sobre adopção por casais do mesmo sexo: a generalidade dos jornalistas assumiu implicitamente apenas uma possibilidade válida, desprezando as alternativas como obscurantismo, numa promoção aberta da sodomia. O totalitarismo opinativo é tão esmagador que afirmar isto fica perigoso, mas o clima pontual de exaltação da liberdade de expressão talvez permita considerar o tema.
(…)
Depois, o deslumbramento gera contradições evidentes. Quem defende, de forma tão absoluta, estas mudanças fá-lo sempre a partir de uma posição liberal face à família. Ora a generalidade desses activistas e jornalistas têm atitude radicalmente oposta nos outros assuntos sociais, usando o adjectivo “neoliberal” só como insulto.”

O inverno liberal


Existem várias razões para este fenómeno:

1/ o totalitarismo homossexualista aliado ao totalitarismo marxista e segundo a teoria da família de Engels.

Aqui, convém recordar Edgar Morin:

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

2/ o mimetismo cultural e o politicamente correcto.

Aqui, recordemos Theodore Dalrymple:

“O politicamente correcto é propaganda comunista em pequena escala. Nos meus estudos acerca das sociedades comunistas, cheguei à  conclusão que o propósito da propaganda comunista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à  realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada  permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto, este tem o mesmo efeito e propósito.”

3/ o Imbecil Colectivo.

Aqui, convém recordar Olavo de Carvalho:

“O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

4/ a Espiral do Silêncio.

Aqui, convém recordar a  filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann:

O termo “espiral do silêncio” foi cunhado pela filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação — muitas vezes falsa! — de que a suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de “espiral do silêncio” baseia-se em três premissas:

1/ As pessoas têm uma intuição ou um sexto-sentido que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;

2/ As pessoas têm medo de serem isoladas socialmente ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social.

3/ pessoas apresentam reticências ou até medo em expressar as suas opiniões minoritárias, por terem receio de sofrer o isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.

Quanto mais uma pessoa acredita que a sua opinião sobre um determinado assunto está mais próxima da opinião pública julgada maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. Então, e se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa reconhecerá que a sua opinião não coincide já com a opinião da maioria, e por isso terá menos vontade de a expressar publicamente. E à medida em que a distância entre a opinião dessa pessoa e a opinião pública aumenta, aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar e de se auto-censurar.

Os meios de comunicação social são um factor essencial de estabelecimento da “espiral do silêncio”, na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência politicamente correcta, emanada da comunicação social, entram em “espiral do silêncio” — muitas vezes constituindo uma “maioria silenciosa”.

Quarta-feira, 21 Janeiro 2015

Aqui há gato!

 

Galileu foi perseguido por defender o geocentrismo heliocentrismo. “¿Como foi possível isso acontecer? — perguntará o leitor. Alguns dirão que importa reflectir sobre o preconceito, ou seja, sobre o paradigma que levou a ciência do tempo de Galileu a preferir o sistema de Ptolomeu e a perseguir Galileu.

Mas ¿estaria Galileu correcto em tudo o que defendeu? Por exemplo, a teoria das marés de Galileu estava errada. E por isso não podemos afirmar o seguinte: “quem critica a teoria das marés de Galileu incorre em um preconceito contra ele”.

O facto de Galileu ter sido perseguido por causa da sua defesa do heliocentrismo não significa que a não-aceitação da sua (dele) teoria das marés faça parte dessa perseguição: estamos a falar de duas coisas diferentes: uma coisa é o heliocentrismo de Galileu, outra coisa é a sua teoria das marés.


Um tal Jorge Gato, que se dá por doutorado em psicologia, escreve o seguinte no jornal Púbico:

“Como foi possível isto acontecer?” Foi a interrogação incrédula que recentemente ouvi alguém fazer à saída do filme O Jogo da Imitação, sobre o génio matemático Alan Turing, perseguido na Inglaterra dos anos 50 por ser homossexual.

No dia em que mais uma vez se discute no Parlamento português a parentalidade exercida por casais do mesmo sexo, importa reflectir um pouco sobre o preconceito, nomeadamente aquele que tem caracterizado alguma argumentação contra as famílias formadas por lésbicas e gays.

¿O que é que tem a ver a perseguição em relação a Alan Turing por ser invertido, por um lado, com a adopção de crianças por pares de invertidos, por outro  lado?

Será que a perseguição de Alan Turing por ser homossexual legitima qualquer revindicação de putativos “direitos” da comunidade gay?

O argumento é falacioso e non sequitur — não se segue que, porque Alan Turing foi perseguido por ser homossexual, que seja legítimo que pares de homossexuais tenham direito a tolher a linhagem natural de uma qualquer criança e possam substituir um pai e uma mãe. Portanto, aqui há gato!

Depois, o gato doutorado invoca, mais uma vez, os “estudos” behaviouristas que indicam “semelhanças” — os “estudos” dizem que é “igual”, não há diferenças  — entre a educação de uma criança por um par de homossexuais, por um lado, e por uma mulher e um homem (um casal), por outro  lado. Trata-se de cientismo e de behaviourismo.

Finalmente, o gato das botas altas tem a certeza do futuro — apesar da sua argumentação falaciosa — o que é característica de uma doença mental que dá pelo nome de mente revolucionária.

Domingo, 18 Janeiro 2015

O terrorismo cultural da Isabel Moreira e a adopção gay

 

A Isabel Moreira, neste texto, pretende afirmar o seguinte:

1/ um par de gays (dois homens ou duas mulheres) é igual a um casal (uma mulher e um homem).

2/ uma criança não precisa de um pai e de uma mãe.

foi cesariana3/ se há crianças que, por uma desgraça nas suas vidas, não têm um pai e/ou uma mãe, e por isso podem (segundo a actual lei) ser até adoptadas por uma só pessoa — então a desgraça dessas crianças justifica a adopção por pares de gays. Falácia da mediocridade.

A adopção gay é vista pela Isabel Moreira como um mal menor para as crianças, ou seja, adopção não é vista pela Isabel Moreira como um bem em si mesma — o que distingue, no próprio conceito da Isabel Moreira, a adopção gay, por um lado, da adopção natural, por outro  lado. É a própria Isabel Moreira que reconhece implicitamente (no seu texto) a inferioridade ética e ontológica do estatuto da adopção gay em relação à  adopção natural. ¿E por que razão devemos aceitar um tipo de adopção eticamente inferior?

4/ a Isabel Moreira faz referência aos bancos de esperma, quando se refere à  procriação medicamente  assistida — quando ela distingue o esperma, por um lado, do pai da criança, por outro  lado. Ou seja, a Isabel Moreira defende claramente a utilização de bancos de esperma.

Em primeiro lugar, a procriação medicamente  assistida não se reduz aos bancos de esperma.

Em segundo lugar, os bancos de esperma são muito controversos do ponto de vista ético — assim como são controversos os métodos conhecidos como (MST) Maternal Spindle Transfer (duas mães e um pai) e (PNT) Pro-Nuclear Transfer (duas mães e dois pais), ambos por transferência mitocondrial — por muitas razões, por exemplo: alteração das características essenciais da pessoa futura, ou seja, violação do direito da criança a um futuro em aberto; abertura de uma caixa-de-pandora que permitirá, no futuro, outras formas de manipulação genética; destruição de embriões; o problema da identidade da criança; etc..

Em terceiro lugar, o carnal é mais do que o biológico. É evidente que a carne é, para além da procriação, e o lugar da doação originária da vida: paternidade e maternidade são carnais naquilo em que comprometem a pessoa (a criança que será adulta) inteira, articulando a realidade da carne com o domínio do simbólico.

É evidente — não necessita de prova — que os pais adoptivos (pai e mãe adoptivos) são seres de carne e osso sexualmente orientados um para o outro. A criança adoptada por um casal natural recebe, deste, o modelo da orientação sexual da mulher para o homem e vice-versa. Isto é evidente. A função educativa (escola, dinheiro para gastar) não é a única faceta da adopção.

5/ o argumento da Isabel Moreira  segundo o qual “a adopção gay vai resolver o problema das crianças institucionalizadas” é um mito para enganar os mentecaptos que votam no Partido Socialista de Isabel Moreira e de António Costa.

6/ a Isabel Moreira mistura Direito Positivo, por um lado, e ética, por outro  lado — quando invoca algumas decisões de alguns tribunais a favor da sua (dela) causa.

O Direito Positivo não tem necessariamente que estar ligado a boas práticas éticas. O Direito Positivo permitiu o nazismo e o estalinismo que foram eticamente reprováveis. A Isabel Moreira está a fazer terrorismo cultural.

7/ a Isabel Moreira coloca o problema dela em termos maniqueístas, no sentido em que quer dizer que “nós queremos ser pais como os outros são”, e coloca o ónus em putativos adversários a demonstração por que razão “nós não podemos ser pais como os outros”.

“Nós queremos ser” significa que “nós não somos”.

E por isso bastaria que a sociedade instituísse uma nova lei para que os pares de gays se tornassem “pais como os outros”. Ou seja, para os pares de gays, a paternidade e a maternidade dependem apenas e só da lei. “Nós queremos ser”, diz a Isabel Moreira: vê-se aqui a expressão de um desejo de facto impossível…

O absurdo do argumento da Isabel Moreira é o de que ela exige a demonstração daquilo que é evidente — daquilo que não precisa de demonstração. Se a lei da adopção gay for aprovada, é porque a classe política sente pena dos gays, tratando-os como deficientes mentais que merecem compaixão, e não porque seja necessário demonstrar aquilo que salta à vista e que toda a gente saudável vê. 

Sábado, 17 Janeiro 2015

Escolas para meninos gays, para se lhes limpar o rabo

 

Um lóbi político gayzista inglês que dá pelo nome de LGBT Youth North West vai abrir em Manchester uma escola primária para “meninos gays”. O Estado financia cada “menino gay” com 21 mil Euros por ânus, perdão, por ano.

Parte-se do princípio de que um menino de 6 ou 7 anos já é gay…!

É claro que os professores dos meninos serão gays, para lhes irem ensinando a “arte” — um pouco como o Padre Frederico (o tal que fugiu para o Brasil): ele tinha dois Renault Clio: um que Clió cu e o outro Clió missal.

Pensando bem, nem acho mal que criem escolas para gays; pelo contrário, deveriam construir cidades inteiras.

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