perspectivas

Quarta-feira, 1 Julho 2015

A intolerância dos gays

Filed under: Geral — O. Braga @ 6:28 pm
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« A street preacher was repeatedly punched in the head and kicked by two men at Seattle’s Pridefest this past Sunday – and the entire confrontation was caught on camera.

In disturbing video footage uploaded on Youtube and reported by Seattle’s KOMO news, two Christian street preachers can be seen standing on a grassy area. One of the preachers holds a sign that says “Jesus saves and heals,” and “Repent or else,” while the other holds a Bible. »

Seattle gay pride participants viciously beat Christian street preacher (vídeo)

Isto só agora começou. Em breve os gayzistas irão ter protecção do Estado, da mesma forma que os camisas castanhas foram protegidos pelo Estado nazi.

 

Sexta-feira, 19 Junho 2015

O FaceBook e a agenda política gayzista

 

Facebook-OC

Quinta-feira, 28 Maio 2015

O Observador e o problema intelectual da “cagadeira de género”

 

Eu já me referi à fraca qualidade intelectual dos colaboradores do Observador, salvo honrosas excepções. Eis um exemplo do que eu quis dizer (ver ficheiro PDF). Perante o absurdo (via), é muito difícil fazer uma análise; mas vamos começar por esta notícia:

“The speed with which the transgender agenda is moving may end up making the same-sex marriage debate look slow and deliberative by comparison. And now Scholastic, the children’s publisher that specializes in distributing and selling books through schools, is poised to bring the issue to a middle school classroom near you. The medium is George, the story of an eight year old boy named George who desperately wants to be considered a girl.”

Scholastic Publishing Novel on Transgender Eight-Year-Old By Self-Described ‘Fat Queer Activist’

Começam a aparecer livros para educar “crianças transgéneros” de 6, 7 ou 8 anos de idade.

Esta ideia vem da Revolução Francesa (Helvetius, Condorcet) segundo a qual o ser humano pode ser totalmente formatado através da educação. O determinismo congénito em relação ao ser humano (“o gay já nasce assim”) é apenas uma ferramenta de luta ideológica, porque o lóbi político gayzista sabe perfeitamente que “o gay não nasce assim”. Pelo contrário, na sequência dos ideólogos da Revolução Francesa, o ser humano é visto como uma “tábua rasa que não nasce assim”, e o tipo de educação determina totalmente o seu futuro. A premissa é behaviourista (ver behaviourismo): o ser humano pode ser adestrado como qualquer animal.

out of the closetJames Mill seguiu à risca a ideia de Helvetius na educação do seu filho Stuart Mill; e no fim da sua vida, Stuart Mill escreveu que o seu pai estava errado: a educação é apenas um dos muitos factores que orientam o ser humano, por um lado, e por outro lado não é possível através da educação erradicar os fundamentos da Natureza Humana.

Se não há diferença intelectual entre sanidade e insanidade, então o lunático que julga ser um ovo escalfado deve ser criticado por estar em minoria ou por o governo não concordar com ele.

Ou seja, criticar o lunático que julga ser um ovo escalfado torna-se ilegítimo, porque, em princípio, não se deve criticar as minorias, sejam quais forem. Isto resume o tipo de raciocínio dessa gente.

Mas se lhe acrescentarmos a ideia revolucionária de que a educação é tudo o que define o ser humano, forma-se a ideia segundo a qual educar alguém para pensar que é um ovo escalfado é absolutamente legítimo e são. Mas existe aqui um problema: não é possível afirmar que o lunático que pensa que é um ovo escalfado é saudável sem definir, em contraposição, o conceito de “insanidade” — porque sem uma diferença entre sanidade e insanidade, ninguém sabe o que é uma coisa e/ou outra.

“Kathleen Taylor, a neurologist at Oxford University, said that recent developments suggest that we will soon be able to treat religious fundamentalism and other forms of ideological beliefs potentially harmful to society as a form of mental illness.”

Religious fundamentalism could soon be treated as mental illness

A solução para o problema da diferença intelectual entre sanidade e insanidade, é considerar que o fundamentalismo religioso é uma doença mental.

Naturalmente que haveria que definir “fundamentalismo religioso”, mas o que se pretende é precisamente fugir a qualquer definição — porque uma das características dos ideólogos românticos que congeminaram a Revolução Francesa (por exemplo, Helvetius, Condorcet, Rousseau) é o horror às definições; tudo o que for racional é rejeitado pelo romantismo revolucionário que coloca a volição (a vontade) acima de qualquer outro atributo humano.

Portanto, “fundamentalista religiosa” pode ser aquela velha beata que vai à missa todos os dias; ela passará a ser uma doente mental. Ou pode ser um qualquer católico. Se se evita uma definição de “fundamentalismo religioso”, qualquer pessoa religiosa cai na categoria de “fundamentalista religiosa”.

Em contraponto, o fanchono que frequenta diariamente uma sauna gay é considerado absolutamente saudável em nome do “amor ao pecado” (porque é pecado não amar o pecado), assim como é saudável educar as crianças com livros que contam a estória de um menino de oito anos que é transgénero. Ser um lunático que pensa ser um ovo escalfado é saudável, e quem, como eu, faz análises racionais e preocupa-se com definições passa a ser “doente mental”.

A racionalidade passa ser “racionalmente” entendida como doença mental. Só se salva o ovo escalfado.

Para o lóbi político gayzista — e para a elite política em geral, que se aproveita de uma nova tendência política totalitária — não se trata constatar diferenças entre seres humanos, porque é evidente que eu sou diferente do meu vizinho. Do que se trata é de afirmar o direito à diferença!, que é outra coisa, bem diferente.

O conceito de “direito à diferença” refuta-se a si mesmo — porque se os direitos do Homem fundamentam-se no princípio da igualdade natural de todos os seres humanos, o “direito à diferença” é a negação dessa igualdade natural fundamental. Enquanto que os românticos da Revolução Francesa apoiaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o novo tipo de romantismo politicamente correcto refuta-os em nome do “direito à diferença”.

Além de ser contraditória em termos, o conceito de “direito à diferença” é radicalmente nocivo à sociedade, na medida em que a reivindicação de direitos especiais e exclusivistas de determinados grupos sociais — por exemplo, o feminismo, ou o homossexualismo —, pode conduzir a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os dois sexos mas também entre os seres humanos em geral.

O “direito à diferença” é um absurdo e um perigo iminente de retorno à barbárie. É é a barbárie do lunático que pensa que é um ovo escalfado que as elites políticas procuram, pensando que assim podem controlar melhor a sociedade. É um novo modelo de totalitarismo que surge.

Terça-feira, 26 Maio 2015

Ou concordas com os fanchonos e fufas, ou fechas o teu negócio

 

¿Faz algum sentido que um casal de noivos católicos devolva as alianças que comprou para o seu casamento religioso, só porque soube posteriormente que as alianças foram feitas por um joalheiro homossexual que até é activista da ILGA? Sinceramente, não acredito que isso acontecesse, porque o que estava em causa era a compra de alianças, e não quem as fez.

Por exemplo, seria irracional que um católico se recusasse a comer em um restaurante só porque o cozinheiro fosse gay; mas a racionalidade só se aplica a quem não é gay: os gays têm todo o direito reconhecido, política- e publicamente, de serem irracionais.

(more…)

Quinta-feira, 21 Maio 2015

A tolerância gay

 

Um grupo de energúmenos gays — passo a redundância — ataca uma manifestação a favor do casamento na Irlanda, e envia uma menina de 10 anos para o hospital. São estes os tolerantes.

irlande-dad-mom-web

Domingo, 17 Maio 2015

Crimes de ódio: a nossa sociedade em deriva totalitária

 

Um dos valores da nossa civilização é a liberdade de expressão. Hoje temos os me®dia (vulgo “Comunicação Social”) a pactuar com a erradicação da liberdade de expressão na sociedade.

gay-inquisition-web

O conceito de “crime de ódio” segue o paradigma da Inquisição medieval no combate à heresia. Bastava uma denúncia — muitas vezes anónima ou não fundamentada — de heresia para que a Inquisição actuasse. Hoje temos a Ingaysição.

“Os dados dizem respeito a factos ocorridos entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2014, tendo a ILGA recebido 426 denúncias de crimes e/ou incidentes motivados pelo ódio contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT), a maior parte relativas a insultos e abusos verbais (182 denúncias), logo seguido de ameaças e violência psicológica (112 denúncias) e 69 denúncias de casos de violência física extrema.”

Homofobia: ILGA recebeu 426 denúncias de crimes de ódio

Vamos partir do princípio (duvidoso) de que as denúncias são verdadeiras.

Os actos de violência ou ameaças de violência física estão previstos no Código Penal actual, e por isso não necessitamos de uma nova figura de “crime de ódio”. Quem ameaça alguém de violência física pode ir a tribunal se for apresentada queixa na polícia; não precisamos de leis específicas e especiais para gays (era o que faltava!). Os gays não podem ser considerados uma casta social à parte. Se existissem “crimes de ódio” só para gays, então também teríamos que exigir a figura de “crimes de ódio” para qualquer minoria — para coxos, para manetas, para obesos, para ciganos, etc..

Portanto, a questão da violência ou ameaça de violência física está esclarecida. Resta-nos analisar os “insultos” (que são injúrias, na linguagem jurídica) e os “abusos verbais”. O Código Penal — artigo 180 e seguintes — já prevê punição para o crime de injúria; não necessitamos de um “crime de injúria” especial para gays.

Sendo assim, ¿por que razão a classe política em geral, o lóbi político gayzista e os me®dia em particular, pretendem instituir uma figura jurídica de “crime de ódio” só para os gays?

A resposta é simples: Portugal e a Europa enveredam hoje por uma deriva totalitária (por exemplo, em Inglaterra, onde o lóbi político gayzista é muito forte).

Quando a classe política passa a confundir propositadamente “argumentação política ou moral”, por um lado, e “injúria”, por outro lado, o que se pretende é calar qualquer opinião que não seja a ditada oficialmente pelo Poder; trata-se de restringir a liberdade de expressão em geral utilizando a noção particular e abstrusa de “crime de ódio”.

Quarta-feira, 6 Maio 2015

Ainda sobre a “discriminação científica” do Instituto Português de Sangue e Transplantação

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 2:35 pm
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“Pergunta o autor se “há razões médicas legítimas para considerar os homossexuais masculinos um grupo de risco”. A resposta é clara: não há. Mas João Miguel Tavares tenta demonstrar que sim e, para isso, confunde repetidamente orientação sexual com comportamento sexual, generaliza sobre os comportamentos sexuais, selecciona dados acerca dos casos de novas infecções para favorecer a sua hipótese e, com tudo isso, contribui para a discriminação de um grupo já severamente discriminado e para a difusão de ideias erradas acerca das vias de transmissão do HIV.

A noção de “grupos de risco” há muito foi abandonada e substituída pelo conceito de comportamentos de risco. Em primeiro, ser homossexual é uma coisa bem distinta de ser “homem que tem sexo com homens”. Em segundo, ser homossexual não constituiu risco absolutamente nenhum de contrair HIV porque o risco advém de determinados comportamentos e não da orientação sexual. Em terceiro, a prática de sexo anal passivo desprotegido (que é um comportamento de risco para contrair a infecção) não é exclusiva dos homossexuais.”

Devemos proibir os lisboetas de doar sangue? pelo Pedro Morgado

Como a ciência não pode verificar se uma percentagem quantificável de homossexuais toma no cu sem preservativo ou se se rompe o preservativo durante a penetração anal — porque se trata de uma situação do foro privado dos homossexuais —, então conclui-se ali em cima que a ciência incorre na falácia da generalização ao considerar que os homossexuais são um “grupo de risco” em relação à SIDA.

A ciência é assim acusada de falácia da generalização; mas a verdade é que quem defende esta posição incorre na falácia de acidente, que consiste em negar que uma regra geral não é aplicável, por uma questão de princípio, a uma situação particular.

(more…)

A “discriminação científica” do Instituto Português de Sangue e Transplantação

 

Uma das características da organização política dos fanchonos (ILGA) é a de que quem não concorda com ela é imediatamente apodado de “ignorante”.

Chamar os outros de “ignorantes” é um mecanismo de defesa fanchono semelhante ao da Inquisição medieval que chamava de “hereges” a quem não concordava com uma determinada orientação política; no caso da ILGA, em vez da Inquisição temos hoje a Ingaysição, e à orientação política acrescenta-se a “orientação sexual panisga”. 

Eu tinha razão quando escrevi que o João Miguel Tavares iria ser crucificado pelo politicamente correcto. Mas não é só o João Miguel Tavares que é apelidado de “ignorante” pela ONG dos miascos: o presidente do Instituto Português de Sangue e Transplantação (Instituto Português de Sangue e Transplantação (IPST)), o médico Hélder Trindade, também é considerado “ignorante” pela ONG dos picolhos. E o governo também é “ignorante”: todo o mundo é ignorante excepto os  apaniguados da organização política dos panucos.


A Idade Moderna reconheceu a autoridade da ciência que só se pronunciava sobre o que parecia ter sido cientificamente estabelecido. A técnica científica era então um fenómeno social, e não individual. Ao contrário da religião, a ciência é neutral do ponto de vista ético — e por isso é que se pode dizer que a ciência e religião se complementam. A técnica científica é contrária à anarquia e até ao individualismo, e exige uma estrutura social disciplinada.

Essa autoridade da ciência morreu; o irracionalismo volta a estar na moda.

Hoje, o politicamente correcto exige da ciência que seja uma espécie de religião política — uma nova versão do positivismo de Comte. A ciência é hoje utilizada como uma arma de arremesso político e ideológico. É neste sentido que a “ciência politicamente correcta” é uma espécie de cientismo, em que a ciência enquanto técnica é relativamente desprezada, e à ciência teórica é dada o beneplácito de função no jogo político e ideológico.

No caso concreto da putativa “ignorância” do I.P.S.T., os argumentos da ONG panasca são equiparáveis aos argumentos da escolástica medieval que se questionava, por exemplo, se a substância era essência, ou se a essência era a quididade. O politicamente correcto introduz um discurso dogmático em nome da “ciência”.

Perante a pressão política e ideológica — como aconteceu por exemplo na ex-URSS — a própria comunidade científica tem medo de se expressar cientificamente. Hoje, a Ingaysição persegue os cientistas “relapsos” que não assumem um qualquer dogma politicamente correcto. Depois de condenado o cientista, a Ingaysição entrega-o ao seu braço secular, a Gaystapo que actua dentro das instituições científicas e políticas, e que trata de lhe aplicar a pena da censura e da invisibilidade social e política. Hoje já não há pena-de-morte para os heréticos, mas o cientista herege passa a ser um morto-vivo: é a verdade científica que é queimada em auto-de-fé, e o cientista prevaricador é condenado a um purgatório vitalício.

Hoje, o politicamente correcto recusa liminarmente qualquer facto científico julgado “inconveniente”.

São os factos que se têm que adequar à religião política; e se um facto não é “adequado”, é simplesmente condenado pela Ingaysição. Por exemplo, se a técnica científica verifica empírica- e estatisticamente e demonstra que, em média, os rabolhos vivem menos tempo do que o normal, a ONG dos larilas utiliza imediatamente os serviços da Ingaysição e o poder político repressivo da Gaystapo para condenar os factos ao olvido — porque se parte do princípio de que é a realidade que tem de se adequar aos desejos do sujeito. S. Tomás de Aquino dizia que “a verdade é a adequação do intelecto à realidade”; o politicamente correcto inverteu a noção de verdade: passou a ser a adequação da realidade ao sujeito.

Para combater os “factos teimosos e discriminatórios” verificados pela técnica científica, a Ingaysição — e o politicamente correcto, em geral — tenta impedir qualquer possibilidade de categorização da realidade; a noção de juízo universal é destruída pela Gaystapo e a ciência propriamente dita torna-se impossível; a excepção passa a ser uma regra, a curva de gauss é banida alegadamente por ser “discriminatória”, as estatísticas são diabolizadas em nome do dogma da “igualdade”.

Segunda-feira, 4 Maio 2015

Não conhecia a coragem do João Miguel Tavares

 

Numa altura em que a ciência vem demonstrar à fartazana que a percentagem de incidência da SIDA na comunidade homossexual é astronomicamente superior quando comparada com o resto da população (fala-se em percentagem de incidência, e não em números absolutos), o João Miguel Tavares corre o risco de ser crucificado pelo politicamente correcto.

A besta que é o Ricardo Araújo Pereira levantou o problema; e o burro Pedro Mexia acredita que “a ciência é discriminatória”.

 

Quinta-feira, 26 Março 2015

O ableísmo homossexual

 

A melhor definição de “ableism” pode ser encontrada aqui:

«

“Ableism” é a ideia de que palavras comuns, usadas todos os dias, devem ser consideradas ofensivas em relação a certas pessoas com determinadas incapacidades e/ou anomalias.

Por exemplo:

Dizer “maluco” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas malucas.

Dizer “mudo” é “ableism”, e é ofensivo em relação a pessoas mudas.

Dizer “caminhar” é “ableism”, e é ofensivo a pessoas em cadeiras de rodas.

Dizer “invertido” é “ableism”, e é ofensivo para os gays”.

»


“Ableism” não é exactamente a mesma coisa que “capacitismo”, pelo menos no sentido dado aqui. O ableism não se aplica somente a pessoas com incapacidades físicas: também se aplica a qualquer tipo de característica, seja psicológica ou física, que afaste um determinado indivíduo da normalidade (qualquer que seja) constatada por uma curva de gauss. Se Albert Einstein vivesse hoje, poderia eventualmente acusar a sociedade de “ableism” por “tornar invisíveis” as pessoas com uma inteligência superior à média.

einstein-mesa-destrambelhada

À falta de melhor, e dado que “capacitismo” não é a mesma coisa que “ableism”, vamos importar o neologismo “ableísmo”.

ableism-web

O ableísmo impõe a ideia segundo a qual a sociedade é sempre culpada pela situação do indivíduo que, em qualquer aspecto da sua identidade (ou falta dela), se afaste da normalidade necessariamente imposta pela curva de gauss. O ableísmo pretende impôr à sociedade a ideia de que não existe qualquer tipo de normalidade, que o indivíduo é incategorizável, não existem categorias que classifiquem o ser humano, e portanto o pensamento racional e a ciência são também formas de ableísmo.

Por outro lado, o ableísmo projecta para a sociedade a culpa do comportamento pouco saudável de um indivíduo. Por exemplo, se um gay tem um cancro anal ou apanhou a SIDA, sente-se pouco à vontade em falar do seu problema e, por isso, ele diz que a sociedade o tornou invisível e que é vítima de ableísmo. A culpa é sempre da sociedade e nunca da putativa vítima de ableísmo.

Como é normal num blogue politicamente correcto como é o Jugular, os homossexuais são, alegadamente, “tornados invisíveis pela sociedade”, o que (alegadamente) constitui uma forma de ableísmo em relação aos homossexuais.

ableism2

O que torna o ableísmo insuportável é que inibe qualquer discurso: qualquer palavra proferida pode ser tida subjectivamente como uma forma de ableísmo. A vítima de ableísmo vive, como é óbvio, da sua subjectividade, e por isso qualquer interpretação subjectiva do homossexual pode ser uma forma de ableísmo. Ou seja, o próprio ableísmo impõe as barreiras ao discurso e à comunicação de que se queixa que não existem.

Por exemplo, se um médico se dirige a um homossexual de uma forma que este considere subjectivamente “paternalista”, o gay queixa-se de ableísmo. Ou se o médico diz ao gay que não convém ter muitos parceiros sexuais, automaticamente isso é interpretado como uma forma de ableísmo. No limite, não há nada que se possa dizer a um gay que não possa ser interpretado por ele como ableísmo.

Tornando o discurso impossível através da subjectivização das posições do homossexual, o movimento político gayzista consegue aquilo que pretende: a supremacia real da condição homossexual em relação ao comum dos mortais.

Sob a forma de vitimização ableísta, o comportamento gay (qualquer que seja) passa a ser inatacável, por um lado, e por outro lado a sociedade é sempre responsável pelas consequências objectivas de tal comportamento.

É evidente que não se procura a “igualdade”: em vez disso, procura-se uma superioridade ontológica do homossexual, na medida em que qualquer discurso ou debate são coarctados à partida, e é a subjectividade do homossexual que dita as regras do jogo. Não se procura a aceitação do homossexual: procura-se a sua celebração cultural como casta superior.

Quarta-feira, 25 Março 2015

O orifício anal foi feito pela Natureza para defecar.

Filed under: Homofascismo,Homofobismo — O. Braga @ 6:52 pm
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Vejam os comentários desta notícia do Sol no FaceBook.

o-cu-foi-feito-para-cagar

Quando confrontado com o facto de a Natureza ter feito o cu para cagar, o politicamente correcto não tem outro tipo de argumento senão o ataque ad Hominem.

Quinta-feira, 29 Janeiro 2015

O retorno a Engels, o liberalismo político, o mimetismo cultural, o Imbecil Colectivo, e a Espiral do Silêncio

 

 

“When the story of our era is written, it is the cultural battle that will count. Capitalism and democracy may be the wave of the future, but the struggle to shape democratic society is anything but settled. The family is at the heart of that struggle.”

Stanley Kurtz


Caiu o muro de Berlim, mas Engels e Marx apenas mudaram de discurso. Sobretudo Engels. Engels viveu obcecado com a família. Pensava que a destruição da família natural ou família nuclear seria o fundamento de uma sociedade em que igualdade e identidade seriam coincidentes.

A experiência demonstrou que Engels estava errado. A queda estrondosa do muro, por um lado, e por outro  lado a actual Rússia que protege a família nuclear, são a prova de que Engels estava errado. Está demonstrado — até pelos estruturalistas, como Claude Lévi-Strauss — que a constituição da família nuclear foi um avanço civilizacional.

João César das Neves escreve um artigo no D.N.:

“A imprensa parece inebriada com a homossexualidade. Este fascínio ressurgiu agora nas discussões sobre adopção por casais do mesmo sexo: a generalidade dos jornalistas assumiu implicitamente apenas uma possibilidade válida, desprezando as alternativas como obscurantismo, numa promoção aberta da sodomia. O totalitarismo opinativo é tão esmagador que afirmar isto fica perigoso, mas o clima pontual de exaltação da liberdade de expressão talvez permita considerar o tema.
(…)
Depois, o deslumbramento gera contradições evidentes. Quem defende, de forma tão absoluta, estas mudanças fá-lo sempre a partir de uma posição liberal face à família. Ora a generalidade desses activistas e jornalistas têm atitude radicalmente oposta nos outros assuntos sociais, usando o adjectivo “neoliberal” só como insulto.”

O inverno liberal


Existem várias razões para este fenómeno:

1/ o totalitarismo homossexualista aliado ao totalitarismo marxista e segundo a teoria da família de Engels.

Aqui, convém recordar Edgar Morin:

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

2/ o mimetismo cultural e o politicamente correcto.

Aqui, recordemos Theodore Dalrymple:

“O politicamente correcto é propaganda comunista em pequena escala. Nos meus estudos acerca das sociedades comunistas, cheguei à  conclusão que o propósito da propaganda comunista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à  realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada  permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto, este tem o mesmo efeito e propósito.”

3/ o Imbecil Colectivo.

Aqui, convém recordar Olavo de Carvalho:

“O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

4/ a Espiral do Silêncio.

Aqui, convém recordar a  filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann:

O termo “espiral do silêncio” foi cunhado pela filósofa política alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação — muitas vezes falsa! — de que a suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de “espiral do silêncio” baseia-se em três premissas:

1/ As pessoas têm uma intuição ou um sexto-sentido que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;

2/ As pessoas têm medo de serem isoladas socialmente ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social.

3/ pessoas apresentam reticências ou até medo em expressar as suas opiniões minoritárias, por terem receio de sofrer o isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.

Quanto mais uma pessoa acredita que a sua opinião sobre um determinado assunto está mais próxima da opinião pública julgada maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. Então, e se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa reconhecerá que a sua opinião não coincide já com a opinião da maioria, e por isso terá menos vontade de a expressar publicamente. E à medida em que a distância entre a opinião dessa pessoa e a opinião pública aumenta, aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar e de se auto-censurar.

Os meios de comunicação social são um factor essencial de estabelecimento da “espiral do silêncio”, na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência politicamente correcta, emanada da comunicação social, entram em “espiral do silêncio” — muitas vezes constituindo uma “maioria silenciosa”.

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