perspectivas

Sexta-feira, 20 Junho 2014

Avó e neto apaixonados vão ter um filho de "barriga de aluguer"

 

O Partido Socialista, o Partido Social Democrata de Passos Coelho e o CDS/PP de Paulo Portas, coordenados pela maçonaria, deveriam realizar um workshop acerca deste case study, tendo em vista o progresso da humanidade, a evolução dos direitos dos indivíduos, e o respeito pelos sentimentos e pelo amor.

Grandmother and grandson to have child together: a 72-year-old grandmother is to have a child with her grandson.

avo e neto barriga de aluguerIsto é o progresso que orgulha a esquerda: a “barriga de aluguer” ao serviço do incesto. Já estou a ver a deputeda socialista Isabel Moreira dizer que “Portugal é um país subdesenvolvido”; o socialista António Costa dizer que “a direita é conservadora”. Provavelmente vai ser criada uma comissão parlamentar para estudar o direito à “barriga de aluguer” entre pais e filhos.

Repete-se a história de Lot, do Génesis: as duas filhas embebedaram o pai e deitaram-se com ele, garantindo as suas proles. Só que desta vez ninguém precisa de estar bêbedo: é tudo feito com orgulho e em “livre consentimento entre adultos responsáveis”.

Trabalha-se afincadamente para a eliminação do último tabu: o incesto. Depois da sociedade pós-moderna, teremos a sociedade pós-incesto, e então talvez voltemos aos tempos bíblicos em que as mulheres eram raptadas e violadas para se justificar o casamento.

Tudo isto é progresso, e só os reaccionários conservadores católicos não conseguem perceber a beleza do amor.

Segunda-feira, 21 Maio 2012

O jornal Público defende a legitimidade do incesto

O jornal Público é um pasquim; parece um jornal universitário a cargo de alunos caloiros do 1º ano.
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Sábado, 14 Abril 2012

A partido dos Verdes alemão defende a legalização do incesto

O político alemão Hans-Christian Ströbele, do partido dos Verdes da Alemanha — “partido melancia”: verde por fora e vermelho por dentro —, defendeu a legalização do incesto, na sequência de uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que, em relação a um caso de dois irmãos “casados”, declarou que o incesto não é dum direito humano.

Porém, o esquerdista Hans-Christian Ströbele diz que sim: que o incesto é um direito humano.

E quais são os argumentos de Hans-Christian Ströbele para dizer que o incesto é um direito humano?
Em primeiro lugar, o “melancia” diz que na Turquia o incesto não é proibido; depois, diz que entre os antigos aztecas e no antigo Egipto, dinastias inteiras basearam-se no incesto. E estes são os argumentos “racionais” do Ströbele para a legalização do incesto.

Eu começo a ser da opinião de que quando uma pessoa colocada na posição social de Ströbele, começa a defender o irracional, deve ser calado coercivamente; deve-lhe ser retirado o estatuto social. A liberdade de expressão tem que ter limites.

A única explicação racional que eu encontro para o facto de alguns políticos da esquerda europeia defenderem o incesto é a de que se sentem sós na sua condição de atrasados mentais, e procuram, por isso, a sua clonagem. São atrasados mentais, e ainda se reproduzem!

Terça-feira, 18 Outubro 2011

A origem da religião segundo Pierre Lévêque

“O homem primitivo faz a aprendizagem, como os mamíferos superiores, enfrentando os perigos do meio ambiente devido à existência das espécies predadoras e das dificuldades em conseguir alimento, isto é, mediante tudo o que impede o livre jogo das suas pulsões fundamentais.

Por outro lado, a experiência do grupo leva-o a passar — por exemplo no domínio do sexo — por conflitos entre a satisfação das pulsões e das proibições sócio-culturais. Estas contradições geram nele a ansiedade e a angústia, de que se tenta libertar, de acordo com as possibilidades proporcionadas pelas faculdades de criação analógica do córtex, recorrendo ao imaginário, e que se traduz num sistema tão eficaz como a arma/utensílio na luta quotidiana pela sobrevivência.

Concebe um mundo ameaçador devido ao meio-ambiente povoado, ou melhor, constituído por forças numinosas estreitamente concatenadas e que representa à imagem e semelhança do animal ou de si mesmo. Deste atomismo energético, que nunca desaparece completamente na evolução ulterior, derivam, muito cedo — no paleolítico — poderes fortemente individualizados, plurifuncionais — os deuses.”

— Pierre Lévêque, in “Animais, Deuses e Homens”, 1984, publicado em português por Edições 70, 1996, página 97.


Não é possível conceber o ser humano senão como ser institucional. O Homem fora das instituições, simplesmente não pode existir. As instituições significam desigualdade entre os que, por um lado e por qualquer razão objectiva, estão fora delas e, por outro lado, os que estão dentro delas. Instituição = Desigualdade! E as instituições humanas são, na sua essência primordial, baseadas em “dois rochedos” da realidade: as diferenças entre os dois sexos (ou géneros), e as diferenças entre gerações.

Fazendo aqui um juízo universal, e a julgar pelo que pensava Pierre Lévêque, os historiadores modernos percebem muito pouco de História e muito menos da natureza intrinsecamente humana. E principalmente chegamos à conclusão de que um historiador não deveria querer assumir o papel de um antropólogo. “Quem te manda a ti, sapateiro…”

Bem sei que Pierre Lévêque era um devoto comunista, mas o que ele quis dizer com o trecho supracitado é que a religião nasceu nomeadamente do tabu do incesto: pelo facto de ao homem ser proibido, por exemplo, fornicar a filha ou a mãe, o Homem inventou os deuses! Isto significa que, para Pierre Lévêque, se ao Homem não fossem proibidos as suas “pulsões fundamentais”, de forma a que estas o colocassem em pé de igualdade com os mamíferos superiores, a religião não teria sido “inventada pelo Homem”. Ou seja: segundo Pierre Lévêque, a religião é produto do recalcamento da felicidade humana que resultaria se fosse permitido, entre outras “pulsões fundamentais”, a fornicação alarve.

Mesmo partindo do princípio de que Pierre Lévêque tenha razão — ou seja, partindo do princípio de que a religião resultou apenas e só da frustração das “pulsões fundamentais” que incluem a instituição da proibição, estabelecida pelo grupo, de um pai não poder, por exemplo, “comer” a filha —, isso significaria que, para Pierre Lévêque, o homem seria muito mais feliz “comendo” a filha e não tendo — em consequência dessa felicidade animal e alarve — religião. Exactamente por isso é que Pierre Lévêque coloca o ser humano na mesma categoria dos mamíferos superiores, quando diz que tanto os homens como os mamíferos superiores fazem igualmente a “aprendizagem do meio-ambiente”.

Naturalmente que Pierre Lévêque manipula e adultera Freud e Lacan. Porém, e assim como Freud é um caso freudiano, e Lacan é um caso lacaniano, Pierre Lévêque é um caso levequiano.

Desde logo, o “filme” que Pierre Lévêque faz, na sua cabeça, acerca do “terror” em que viviam constantemente os paleolíticos em relação às “terríveis feras predadoras”, não passa de um produto da sua (dele) imaginação: nada nos garante que tenha sido assim como ele conta na sua narrativa. Se nós verificarmos as condições em que viviam, até há bem pouco tempo, as tribos remotas dos índios no Brasil ou as tribos recônditas, descobertas no século XX, na Papua Nova-Guiné, descobrimos que essas tribos primitivas não viviam em “pânico sistémico” em relação às “feras predadoras”.

Depois, o culto dos mortos existia já no tempo do Neanderthal — ainda o homo sapiens não tinha oficialmente aparecido no proscénio do planeta. Aliás, Pierre Lévêque referiu-se apenas uma vez a este facto (ao culto dos mortos no Neanderthal), em todo o livro… e de passagem… o que é lamentável e de uma desonestidade intelectual inqualificável!
A religião nasceu simultaneamente com a consciência e auto-consciência humanas e, consequentemente, com o culto dos mortos no Neanderthal. E o culto dos mortos foi comum a duas espécies hominídeas diferenciadas: o Neanderthal e, mais tarde, o Homo Sapiens. Para além disso, Pierre Lévêque está errado no que escreveu no trecho, porque os deuses antropomorfizados (“individualizados”, como ele escreve) só surgiram no fim do neolítico e no princípio da História (com o aparecimento da escrita e dos impérios da Antiguidade Clássica).

Finalmente, há aqui um problema lógico que revela uma contradição da parte de Pierre Lévêque. Se a religião surgiu — como ele diz — da frustração das “pulsões fundamentais” do “animal humano” — como por exemplo o tabu do incesto —, então ficamos sem saber como se erradica a religião da condição humana, a não ser que ele considere que a religião é a única forma de manifestação humana de crenças e de mitos.
Das duas uma: ou Pierre Lévêque defende a ideia segundo a qual as “pulsões fundamentais” e incestuosas devem ser libertadas, transformando o ser humano em uma espécie de animal irracional, e tendo como objectivo erradicar a religião — ou admite que a religião é produto da condição humana em si mesma, e que a própria religião é uma “pulsão fundamental” que não deve ser, por isso, recalcada.


Não é possível conceber o ser humano senão como ser institucional. O Homem fora das instituições, simplesmente não pode existir. As instituições significam desigualdade entre os que, por um lado e por qualquer razão objectiva, estão fora delas e, por outro lado, os que estão dentro delas. Instituição = Desigualdade! E as instituições humanas são, na sua essência primordial, baseadas em “dois rochedos” da realidade: as diferenças entre os dois sexos (ou géneros), e as diferenças entre gerações. É isto que Pierre Lévêque deveria ter escrito mas que a sua fé na religião política marxista não o permitiu.

Quinta-feira, 24 Fevereiro 2011

Peter Singer e a sua guerra aos tabus

Convém dizer, desde já, que não é possível uma cultura sem tabus; uma cultura sem tabus é um círculo quadrado. Por isso, quando gente como Peter Singer diz que pretende eliminar os tabus da nossa cultura, temos todos que desconfiar porque se trata de uma contradição nos termos que redunda no absurdo.

A coerência lógica que podemos perceber no pensamento de Peter Singer, é que ele pretende impôr um tabu contra uma série de tabus — ou seja, pretende impôr uma cultura em que o tabu nela vigente seja a rejeição da maioria dos tabus. Será que isto faz sentido? É, pois, nestes termos que temos que colocar o problema: o tabu que Peter Singer pretende validar na nossa cultura (substituindo uma série de tabus culturais vigentes) é racional e verdadeiro?


Peter Singer adora animais...

Peter Singer defende há muito tempo a ideia segundo a qual a “nova esquerda” deve substituir as ideias marxistas (na economia) pelo naturalismo evolucionista. Contudo, esta substituição, segundo ele, deve ser apenas aplicada na propaganda política e cultural; e as ideias marxistas clássicas ficarão de reserva, à espera de serem utilizadas logo que a esquerda chegue ao Poder.
A nova esquerda é, pois, neo-ateísta na linha de Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, e Peter Singer. Assim, o marxismo económico ficou na gaveta à espera do momento adequado para a sua implementação na acção política.

Uma das bandeiras políticas da Nova Esquerda, senão a mais importante, é a guerra contra a família natural — ou seja, o núcleo familiar tradicional composto por um pai, uma mãe e os filhos. É neste contexto de guerra total contra a família natural que devemos inserir, por exemplo, a Fatwa de Peter Singer contra o tabu do incesto.

O tabu do incesto — e ao contrário do que Peter Singer defende, e mesmo do que alguns eticistas tradicionais também defendem — não é só intuitivo, mas é absolutamente racional e decorre da concepção de família vigente que se escora não só na Natureza, mas também na singularidade da espécie humana. Neste caso, como na maioria dos casos, a intuição humana pode seguir uma espécie de “razão oculta”.

O tabu do incesto é racional porque nele assenta a ordem da família humana natural: se, por exemplo, os filhos fornicassem com as suas mães [como aconteceu com o Édipo da mitologia grega], mesmo com o uso de contraceptivos, deixava de ser possível a distinção entre gerações; deixaria de se saber quem são os pais, filhos, maridos ― as categorias fundamentais da família ruiriam e qualquer hierarquia como pressuposto da autoridade tornar-se-ia impossível.

Caso isso acontecesse, a autoridade passaria a basear-se exclusivamente na lei do mais forte, como acontece, por exemplo, nas alcateias. Ora, na espécie humana, a autoridade (e o conceito de “ordem”) não existe de forma idêntica à que verificamos existir entre os lobos, ou entre os porcos que Peter Singer tanto gosta.

Naturalmente que se alguém pretende eliminar a família natural da sociedade, uma das coisas que tem que fazer é defender o fim do tabu do incesto. Estas ideias não são novas : Platão defendeu uma coisa semelhante na sua “República” e nas “Leis”. A destruição da família humana natural é a melhor forma de se instituir um totalitarismo, e neste contexto, a guerra cultural contra o tabu do incesto faz todo o sentido.

Quarta-feira, 4 Novembro 2009

Claude Lévi-Strauss

« Tudo o que é universal no Homem, resulta da natureza e caracteriza-se pela espontaneidade; tudo o que é adstrito a uma norma pertence à cultura e apresenta os atributos do relativo e do particular ».

— Claude Lévi-Strauss

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Quarta-feira, 30 Abril 2008

O incesto e os libertários

casamento

O “Fiat Lux” aborda os acontecimentos ocorridos recentemente na Áustria, em que um pai manteve uma relação incestuosa com uma filha de maior idade, e da qual teve filhos. O “Fiat Lux” invoca o Direito Natural defendido pela Igreja Católica para reprovar – sob o ponto de vista ético-moral – o incesto, em oposição à herança ideológica do utilitarismo de Stuart Mill, progressivamente imposto na nossa sociedade através da lei jurídica.

Antes de mais, por uma questão de melhor compreensão das ideias que vêm a seguir, passo a citar um parágrafo de um escrito de Kai Nielsen, um ateu inveterado e auto-proclamado racionalista, texto que foi dirigido aos seus correlegionários ideológicos:

“Nós não conseguimos demonstrar que a Razão requer um ponto de vista moral, ou que pessoas realmente racionais, desligadas de qualquer mito ou ideologia, têm necessidade de não serem egoístas ou amorais. A Razão não decide nada nesta área da vida humana. O cenário que vos descrevo aqui não é, de todo, agradável.”

Portanto, é bem visível que os ateus vêem-se aflitos quando se trata de discutir a ética e a moral.



Posto isto, devo dizer que concordo com a defesa do Direito Natural da Igreja neste aspecto, embora a ideia subjacente no post do “Fiat Lux” de colocar na mesma posição da escala de valores éticos, e mesmo interligadas no argumento que as critica, o incesto e o adultério, não faça sentido. Na escala de valores éticos, o incesto é incomparavelmente mais grave que o adultério.

O problema que se coloca é como podemos fundamentar racionalmente a Moral, encontrando assim os argumentos necessários que Kai Nielsen não encontrou para fundamentar a Moral sem a Religião. Se Kai Nielsen não o conseguiu fazer (ou não o quis fazer?), não será tarefa fácil.

Com o advento do aborto legalizado e a vasectomia, e numa relação sexual entre adultos “responsáveis e idóneos”, o argumento jurídico clássico contra o incesto – o do perigo de cruzamentos de sangue e descendência geneticamente degenerada – parece esfumar-se e fazer convencer a sociedade sobre a bondade de algumas reivindicações de libertários no sentido de se permitir o casamento incestuoso. O argumento é o mesmo que o utilizado pelos activistas políticos gays: o Amor. O argumento do “amor” combate, sob o ponto de vista retórico, a ideia de “animalidade” subjacente ao código do Direito Natural da ICAR referido pelo “Fiat Lux” – isto é, se existe “amor” não pode existir “animalidade”.
É absolutamente inegável que a defesa do incesto, do “casamento” gay, a legalização do aborto, etc., se inserem numa visão utilitarista da vida em sociedade, embora com o apelo do “amor” (e da ideia extraordinária de “abortar por amor”) à mistura para convencer os recalcitrantes.

A estultícia do Utilitarismo

O utilitarismo de Stuart Mill – assim como a doutrina de Nietzsche que aplica o utilitarismo exclusivamente a uma minoria aristocrática – defende que “o prazer é a única coisa desejada, e portanto, a única coisa desejável” (in “Utilitarianism”). Este argumento é falacioso: de algo “ser desejado” não se infere que “é desejável”, porque o termo “desejável” pressupõe uma teoria ética.

Se, como diz Stuart Mill, o homem, inevitavelmente, não procura mais do que o seu próprio prazer, de nada serviria dizer que ele deveria fazer outra coisa, isto é, não precisávamos de uma Ética. Kant afirmou, na sua ética, que se “tu deves”, então “tu podes”, e naturalmente que se não podes, é inútil dizer que deves. Se cada homem procurar exclusiva e “legitimamente” o prazer próprio, a Ética reduzir-se-ia a um “código de prudência”.
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