perspectivas

Sexta-feira, 23 Janeiro 2015

A ala marxista cultural do Partido Social Democrata

 

ala marxista cultural do psd
Sérgio Azevedo, Teresa Leal Coelho, Cristóvão Norte e Francisca Almeida fazem parte da ala marxista cultural do Partido Social Democrata.

Sérgio Azevedo diz que é “a nova ala liberal”, mas confunde liberalismo com igualitarismo. O que eu não tenho a certeza é se essa confusão é propositada (para enganar os parolos da política, o que é um erro) ou se é produto de ignorância que não se confunde com “erro”.

A igualdade liberal é a igualdade de direitos (ou igualdade cívica e política), ou seja, igualdade perante a lei: no caso liberal, a igualdade opõe-se aos privilégios. Este tipo de igualdade baseia-se em uma ideia de igualdade natural entre os homens — isto não significa que todos tenham o mesmo poder ou as mesmas características, mas que têm uma dignidade igual.

“Igualdade natural” não significa — para o verdadeiro liberalismo — que um homem possa ter o direito a ser uma mulher e vice-versa, ou não significa que uma criança possa prescindir de pai e mãe: pelo contrário, a igualdade natural faz a distinção entre igualdade, por um lado, e identidade, por outro  lado.

No marxismo clássico, confunde-se igualdade com identidade. O pensamento da igualdade orienta-se então na direcção de um igualitarismo que procura igualar os meios e as condições de existência.

No marxismo cultural, acrescenta-se a esta confusão marxista clássica entre igualdade e identidade, o conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse, o que implica necessariamente a concessão de privilégios a determinados grupos sociais que são eternamente concebidos como “vítimas a sociedade”. Ora, a adopção de crianças por pares de invertidos é um privilégio, e não um direito natural. Ou seja, ou o Sérgio Azevedo é burro e não sabe que o conceito liberal de “igualdade” opõe-se a privilégios, ou então é burro quem o admitiu no Partido Social Democrata em nome do liberalismo.

O liberalismo acusou o igualitarismo marxista por confundir igualdade e identidade: a igualdade parte do princípio de que as pessoas têm uma natureza ou uma dignidade comuns, mas não que são semelhantes em todos os outros aspectos. Igualdade e diferença são, para o liberalismo, perfeitamente conciliáveis.

¿Votar no Partido Social Democrata? Nunca! Aquela gente confunde igualdade com identidade.

Quarta-feira, 12 Setembro 2012

Segundo a Esquerda, “o amor é causa das guerras”

« Tudo isto a girar em torno do conceito de identidade, colectiva e individual: a firme e propagada identidade duma nação; a procura de identidade de grupos emergentes; a perda de identidade dum bombeiro que deixou de o ser; a identidade incómoda duma mãe muçulmana que procura o filho; a brusca transformação da identidade de alguém ao ver a morte espalhada pelas ruas… »

via De Rerum Natura: "Uma vida de escrita ensinou-me a desconfiar das palavras".

A Esquerda — e os ateístas — dizem frequentemente que “as religiões são a causa das guerras”, o que significa literalmente dizer, por exemplo, que “a causa da guerra de Tróia foi o amor entre Páris e Helena” (more…)

Domingo, 26 Setembro 2010

Homem e mulher: complementaridade ou igualdade ?

Do ponto de vista da lógica, não é correcto falar em “género” quando hoje o politicamente correcto se refere ao “sexo”. O género é anterior à espécie. Por exemplo: o ser humano pertence ao género dos antropóides, e à espécie humana (uma vez que as outras espécies de hominídeos — como por exemplo, a espécie do Neanderthal — desapareceram, podemos falar em género antropóide em vez de género hominídeo e família antropóide).
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