perspectivas

Segunda-feira, 12 Julho 2010

As semelhanças entre o ateísmo e o idealismo

Filed under: filosofia — O. Braga @ 4:46 pm
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O ateísmo e o naturalismo são uma espécie de mistura de idealismo com a celebração da estupidez humana — enquanto que o agnosticismo dispensa o idealismo.

Quando o ateísmo e o naturalismo atribuem a causa dos absolutos da lógica às reacções químicas do cérebro, segundo a ideia de que aqueles dependem exclusivamente destas, por um lado, e quando esses absolutos da lógica são depois atribuídos à linguagem humana, o que pressupõe que esses absolutos não existiriam sem a linguagem, por outro lado, adoptam princípios genéricos característicos do idealismo.

O idealismo (em geral) parte do princípio de que o objecto nada é independentemente do sujeito cognoscente e de que aquele se reduz a uma actividade ou a um produto deste.

Ao reduzir os absolutos da lógica a um produto do cérebro e da linguagem, o que o ateísmo nos diz é que a realidade não existiria independentemente do cérebro do Homem. Para além das semelhanças destes princípios com os do idealismo, — e ao contrário do que faz o idealismo, e aqui diferem um do outro — a estupidez ateísta consiste na negação dos absolutos da lógica que são axiomáticos e não deixam de o ser, mesmo que os neguemos ou discordemos deles.

Sexta-feira, 2 Novembro 2007

Complementando Fichte (2)

Filed under: Religare — O. Braga @ 1:38 pm
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Diz-se que a filosofia de Fichte é a filosofia do “infinito”. Eu penso que a filosofia de Fichte é a filosofia do “Absoluto”, e “Infinito” é coisa diferente.
O “Infinito” distingue-se do “Finito” e do “Absoluto”. O “Finito” caracteriza a vida e o mundo da criatura limitada pelo Espaço-tempo. As realidades finitas podem não ter fim, mas têm concerteza um princípio, pois são criadas. O “Infinito” caracteriza objectos ou sujeitos sem princípio nem fim, mas que não sendo criados, são derivados do Absoluto (consubstanciais ao Absoluto), e que têm a capacidade de transcendência sobre o Espaço-tempo, embora não existam necessariamente alheados (fora) do Espaço-tempo. O “Absoluto” não tem princípio nem fim, e está totalmente fora e alheado do Espaço-tempo (ver post anterior).
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