perspectivas

Sábado, 3 Agosto 2013

A metafísica da homofobia

« Olhe-se, por exemplo, para a opinião de uma muçulmana sueca muito mediática, Suad Mohamed: “não me peçam para a aceitar ou dizer que o meu deus permite a homossexualidade, porque ser homossexual é proibido (…) ser homossexual é uma escolha, não se nasce assim (…) é o mesmo que beber ou matar. Está a agir de forma errada; a fazer coisas que Deus não gosta”. »

– Texto de Henrique Raposo, respigado no Facebook, que pode ser lido na íntegra aqui e em PDF


Eu concordo com a Suad Mohamed, excepto com a ideia dela segundo a qual ser homossexual seja “igual a beber e matar”. É óbvio que ser gay não é igual a ser um assassino ou um bêbedo. A ética tem uma hierarquia racional (baseada na razão) que determina os graus dos seus valores.

Mas, até hoje, ainda não houve ninguém que me definisse “homofobia”. Se consultarmos a Wikipédia, por exemplo, a definição de “homofobia” tem mais de uma página escrita, o que não é uma definição. Eu não posso definir uma coisa escrevendo um livro inteiro acerca dessa coisa: neste caso, escrevo sobre um conceito alargado, e não sobre uma definição (uma definição implica uma noção, e uma noção tem que ser expressa em poucas palavras).

E enquanto não me definirem “homofobia” – ou seja, enquanto não existir uma noção de homofobia -, quem utiliza essa palavra e seus derivados (incluindo o Henrique Raposo) escreve sobre uma coisa indefinida. Seria, por exemplo, como se eu escrevesse sobre o tema da “estrogonofobia”: ninguém sabe bem o que significa “estrogonofobia”, e portanto, escrever sobre a “estrogonofobia”, para além de ser tempo perdido, é absurdo.

O conceito de “homofobia” é, na sua ambiguidade plural, semelhante, por exemplo, ao conceito medieval escolástico de “intelecto” que podia significar várias coisas: espírito, alma, inteligência, entendimento, saber, etc.. Por isso, não podemos afirmar que tenha existido, na escolástica medieval, uma noção de “intelecto”: em vez disso, era um conceito alargado que era “pau para muitas colheres”.

Não faz sentido escrever sobre uma coisa que não tem definição, senão no âmbito da metafísica. O conceito de “homofobia” pode ser (absurdamente) considerado metafísico, na medida em que só lhe podemos conhecer a forma mas não o conteúdo. Quando alguém pergunta: ¿o que significa “homofobia”?, a resposta é longa, e varia de pessoa para pessoa e conforme as subjectividades.

A forma racional – se não a única – de conceber uma coisa, definindo-a, é opondo-lhe outra coisa. A dicotomia entre os valores faz parte da forma como o ser humano compreende o mundo. Por exemplo, o Homem compreende o significado do Ser contrapondo-lhe o Não-ser. Ou compreende a morte em contraposição à vida. Ou compreende o mal em oposição ao bem. Etc..

Neste contexto dicotómico, se me disserem que “homofobia” é o oposto de homofilia, então começa a ser possível encontrar uma definição para o termo “homofobia”, porque já existe uma definição – por derivação semântica – de “homofilia”.

Por exemplo, a palavra “anglofilia” significa amor pelos ingleses, seus costumes e cultura; a palavra “germanofilia” significa amor pelos alemães, seus costumes e cultura; a palavra “islamofilia” significa amor pelos islamitas, seus costumes e cultura. Etc..

Por maioria de razão, a palavra “homofilia” significa amor pelos gueis, seus costumes e cultura. E só neste sentido se compreende o significado da palavra “homofobia”: significa, por oposição a “homofilia”, o repúdio dos gueis, seus costumes e cultura. Pode-se ser homófobo da mesma maneira que se pode ser anglófobo, germanófobo, ou islamófobo. E por isso é que, na “metafísica da homofobia”, entre ser homófilo ou ser homófobo, e se me derem licença e liberdade, prefiro concordar parcialmente com a Suad Mohamed.

Quinta-feira, 13 Janeiro 2011

O agravamento da guerra cultural gayzista

O politicamente correcto português em geral, e o gayzismo em particular, têm tentado remediar o efeito devastador do caso Carlos Castro. Ou seja: um homem que tem relações sexuais com outro homem, transforma-se num assassino, e os me®dia e as elites políticas/culturais vêm agora dizer que é necessário reforçar o controlo do pensamento dos cidadãos, em nome do combate à homofobia.

Ninguém, entre as “elites”, coloca a hipótese de assédio sexual gayzista, no caso de Carlos Castro versus Renato Seabra. A hipótese de assédio sexual, a ser verdadeira, seria atenuante em relação ao acto tresloucado de um miúdo de 21 anos.

Porém, para os gayzistas, o assédio sexual só existe e é ilícito entre os “heterossexistas”; quando praticado por um gay, o assédio sexual é considerado perfeitamente legítimo e validado eticamente.

E em consequência desta lógica gayzista e politicamente correcta, vemos idiotas elitistas, como por exemplo o Arrobas da Silva, defender publicamente o policiamento das consciências e a restrição da liberdade de expressão. Parece que as “elites” pretendem servir-se de um problema identitário tipicamente gay, para advogar o recrudescimento da guerra cultural decorrente de uma agenda para-totalitária politicamente correcta e marxista cultural.

Domingo, 21 Novembro 2010

A esquerda perigosa

Analisemos dois postais de uma senhora que se diz jornalista no Brasil : o primeiro e o segundo.
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Sexta-feira, 16 Abril 2010

Um pouco de pedagogia: resposta a um comentário sobre homofobia

Definição gayzista de homofobia

@ Sérgio Vitorino

O que é homofobia? Para falarmos das coisas temos que as definir primeiro. O gayzismo ou o movimento político homossexual tem a grande preocupação em não definir conceitos para que os epítetos, rótulos e slogans possam ser utilizados de uma forma flexível e em todas as situações. “Homofobia” é “pau para toda a colher”.

Homofobia é definida como “o medo irracional em relação aos homossexuais”.
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Quarta-feira, 7 Abril 2010

Nós já tínhamos avisado: o lóbi gay espanhol quer controlar as aulas de religião nas escolas

Nós já tínhamos avisado: o lóbi gay espanhol quer controlar as aulas de religião nas escolas do país.

Depois do “casamento” gay e da adopção de crianças por duplas de avantesmas, o lóbi gay espanhol prepara um novo patamar pela luta heterofóbica: controlar os conteúdos das aulas de religião e moral. Um dia destes querem ser ordenados padres.
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Sábado, 28 Novembro 2009

O feminismo, os padrões da beleza e o paradigma do pederasta

O feminismo ― como toda a manifestação da mente revolucionária ― é uma doença mental no sentido clínico estrito. Trata-se daquilo a que o psiquiatra francês Paul Sérieux chamou de “delírio de interpretação”. Senão reparem neste texto:
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Quinta-feira, 10 Setembro 2009

Mentes doentes

Pink Nazism

Pink Nazism

É difícil impugnar estes argumentos porque os argumentos não existem. Reparem no primeiro argumento [que não existe porque é um pseudo-argumento] ― senão o principal: todo o indivíduo a quem repugna tomar no cu, gostaria de tomar no cu, mas não toma no cu por uma questão de repressão dos seus impulsos.

É um argumento que não deixa alternativa e nega totalmente a sua contradição: não é possível contradizê-lo porque o argumento se transforma em diktat.
De igual modo, um zoófilo poderia dizer que o homem que critica moralmente o sexo com animais, gostaria de ser penetrado por um cavalo, e só critica a zoofilia porque reprime os seus impulsos zoófilos. Ou um necrófilo diria que a repulsa pela necrofilia denota um necrófilo que não saiu do armário, e que os velórios fúnebres são uma expressão de um impulso reprimido dos homens que gostariam de se pôr em cima dos cadáveres. O mesmo se aplica ao pedófilo e por aí afora. A partir do argumento-diktat, não existe dialéctica possível porque a síntese é assumida antes mesmo da tese e da antítese: a síntese é apriorística e indiscutível.
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Quarta-feira, 5 Agosto 2009

O projecto de lei “anti-homofobia” do Brasil

Nazismo Gay

Nazismo Gay

Se um empregado homossexual alegar que foi despedido de uma empresa “por ser homossexual”, o patrão brasileiro apanha 2 a 5 anos de prisão efectiva. O melhor que o patrão pode tentar fazer é provar que não foi essa a razão do despedimento, isto é, o ónus da prova cabe ao patrão. De qualquer modo, o projecto de lei brasileiro dá sempre e invariavelmente a possibilidade ao homossexual de invocar essa causa de despedimento, o que fará com que o patrão pense duas vezes antes de despedir um gay por incompetência.

Se um padre, durante uma missa, citar a passagem da Epístola de S. Paulo aos Romanos (1:26-27), na qual o apóstolo critica o comportamento homossexual, o padre apanha uma pena de prisão efectiva de 2 a 5 anos.

Se dois homossexuais se deslocarem a uma igreja católica, e em plena missa tiverem um comportamento menos próprio para aquele local (por exemplo, masturbarem-se), e se alguém os expulsar da igreja, quem os expulsar está sujeito a uma pena de prisão efectiva de 2 a 5 anos.

Ler o resto aqui.


“Homofobia é a opinião moral de que a conduta [comportamento] homossexual é errada. Homofobia não é como os preconceitos étnico, racial ou religioso, que negam — a priori e independentemente de comportamentos — o valor e direitos morais intrínsecos de outras pessoas”.

Segunda-feira, 1 Junho 2009

O activismo gayzista não quer um referendo; prefere um plebiscito de auto-celebração


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Quarta-feira, 18 Março 2009

Se temos que viver em ditadura, então voltemos ao Salazarismo

Recentemente, uma sondagem no Brasil revelou que 95% dos brasileiros repudiam o acto homossexual, e por isso, segundo os activistas gay, 95% dos brasileiros são homófobos. A única coisa extraordinária foi a reacção do governo de Lula da Silva em relação a essa sondagem, quando um ministro afirmou que “todo o povo brasileiro precisava de ser reeducado”, isto é, só o governo do Lula estava certo e 95% do povo estava errado. O politicamente correcto é isto: o desprezo pelo povo por parte de um Estado que impõe pela força os princípios morais que o povo tem que seguir.

Isabel Moreira é patética. No programa “Sociedade Civil” da RTP2 (1) afirmou que “não é o casamento que é anterior ao Estado, mas antes a união-de-facto, porque não existe casamento sem Estado”. Repare-se que isto vem de uma “assistente universitária” e “constitucionalista”. Mais disse que “o casamento só existe na nossa cultura a partir do Concílio de Trento”.

É com esta miséria docente que os alunos tem que “levar” nas faculdades de direito. Hoje, devido ao feminismo, aplica-se mais do que nunca o velho ditado: “Quem tem uma vagina tem uma mina, quem tem um pénis tem um car*a**o”.

Em primeiro lugar, desde que a sociedade se organiza que existe Estado, e aqui podemos recuar até pelo menos ao ano 5.000 antes de Cristo. A partir da invenção da escrita, e pelo menos desde Hammurabi ― para não falar no direito oral hebraico ― que existe o direito escrito, independentemente de existir já o direito natural e o direito oral e tradicional.
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Domingo, 22 Fevereiro 2009

Um exemplo da agenda radical gayzista

Chamo a vossa atenção para este postal. Podemos ver, de uma forma límpida e cristalina, de como a chamada “hostilidade heterossexista” justifica a “hostilidade anti-heterossexista” (naturalmente que “heterossexismo”, como “heterossexual”, tem dois “esses”; convém que o escriba corrija o erro de ortografia). O que está sempre presente é a auto-vitimização gay, como podemos ler:

O heterossexismo é criminologia institucionalizada: a homossexualidade é estigmatizada em todos os sectores institucionais da sociedade heterossexista e esta hostilidade institucional dá consistência e legitimidade às hostilidades individuais.

Em função desta proposição supra, podemos fazer algumas perguntas:

  • Quando é que a homossexualidade deixa de ser estigmatizada na nossa sociedade? Em função dos termos da proposição, a resposta é única: quando o “heterossexismo” deixar de existir.
  • Quando é que o “heterossexismo” deixa de existir? Quando a heterossexualidade deixar de ser valorada pela sociedade como um bem em si mesma.
  • Existe alguma diferença entre “homofobia” e o “exercício de violência sobre gays”? Segundo o escriba, não existe diferença, porque o que se pretende é transformar a homofobia em crime punível no Código Penal― e aqui é que está o problema da agressividade da agenda política gayzista.

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Quarta-feira, 19 Novembro 2008

Uma derrota fragorosa do politicamente correcto

O deputado francês pelo partido UMP, Christian Vanneste, foi condenado em 2006 em primeira instância a pagar 3.000 euros de indemnização por “crime de homofobia”, por ter dito estas palavras:

“A homossexualidade é inferior à heterossexualidade. Se a homossexualidade fosse universalizada, seria um perigo para a humanidade.”

Depois de ter apelado a um tribunal superior, Christian Vanneste foi ilibado, com o argumento do tribunal de que o conteúdo do discurso do deputado não excedeu os limites da liberdade de expressão a que todos os cidadãos têm direito.

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