perspectivas

Sábado, 19 Novembro 2016

Ensinando o Pai-Nosso ao Padre jesuíta Gonçalo Portocarrero de Almada

 

“I protest against the power of mad minorities to treat the majority as if it were another minority. But still more do I protest against the conduct of the majority if it surrenders its representative right so easily”. → G. K. Chesterton


“Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!” [Mateus, 18, 1-8]


Depois destas duas citações, vou citar o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada:

“O que é, ou não, natural tem muito que se lhe diga. Sem entrar no fundo da questão, pode-se dizer que é natural o que se observa na generalidade das pessoas e que, por isso, se atribui à natureza humana. Ora, no mundo inteiro, cerca de 97% da humanidade sente-se atraída pelo sexo oposto: pode-se dizer portanto que, em termos sociológicos, essa é a tendência mais natural, sem que o seu contrário seja anormal. Neste sentido, o celibato, que contraria uma inclinação generalizada, não é tão natural quanto o casamento, sem que por isso seja nenhuma anormalidade. Ser superdotado também não é natural, embora seja, como é óbvio, excelente”.

Ou seja, para o Padre, “há tendências mais naturais do que outras”. Naturalmente que se ele comparar o ser humano com o peixe-palhaço, chegará à conclusão de que a ideologia de género é natural.

Por outro lado, o Padre compara a “não-naturalidade” do celibato — que é um esforço que contraria o desejo de um fim próximo, em função do desejo de um fim último: ou seja, o celibato é uma virtude —, por um lado, com a “não-naturalidade da homossexualidade”, por outro lado — como se a homossexualidade fosse também uma “virtude não-natural”.


Mais adiante, o Padre escreve:

“A propósito, esclareça-se que a Igreja não reprova a tendência homossexual, nem muito menos as pessoas – algumas, por certo, católicas – que, por vezes contra a sua vontade e com grande sofrimento, se reconhecem nessa situação. O que a Igreja reprova são os comportamentos contrários ao que, segundo a Bíblia, entende ser o recto uso da sexualidade humana, sejam esses actos praticados por um homem ou uma mulher, uma pessoa solteira ou casada, com tendência homossexual ou heterossexual”.

Isto seria o mesmo que o Padre dissesse: a igreja não reprova a tendência psicopata do assassino em potência: o que a Igreja Católica reprova é o acto do homicídio”. Obviamente é falso. O Padre cai na casuística que os jesuítas inventaram e que o papa Chico utiliza de forma adestrada na destruição da doutrina católica.

A verdade, o que o Padre jesuíta Gonçalo Portocarrero de Almada escamoteia, é a seguinte: a Igreja Católica condena, em graus e termos diferentes e como é lógico, a tendência homossexual e o acto homossexual.

É falso dizer que “a Igreja não reprova a tendência homossexual”, porque isso seria afirmar que a Igreja Católica aprova o conatus gay, o que teria como consequência a impossibilidade lógica de condenar o próprio acto homossexual.

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Domingo, 24 Julho 2016

Os homossexuais e a guerra contra a Natureza

 

Se analisarmos o pensamento e a acção de conhecidos homossexuais ao longo da História (por exemplo, Leonardo Da Vinci na pintura, Shakespeare e Michel Proust na literatura, David Hume na filosofia, Alan Turing na matemática, etc.), em quase todos eles reconhecemos o respeito pela Natureza, embora em todos eles prevalecesse um subjectivismo que se aproximava de um solipsismo. Se lermos os romances de Proust, por exemplo, em todos eles a relação amorosa heterossexual é celebrada como sendo adequada e consentânea à beleza da natureza humana.

Ou seja, uma das características dos homossexuais, ao longo da História, era (já não é) a de apreciar a beleza do mundo a partir de uma posição de “fora do mundo”. Hoje, os homossexuais combatem a beleza do mundo que não consideram como tal: houve uma inversão dos valores: a “beleza gay” passou a ser a negação do belo. Assiste-se a uma tentativa de construção de um conceito de “belo” que se separa radicalmente da Natureza.

Com o pós-modernismo, os homossexuais esforçaram-se em destruir os conceitos naturais de “belo” e de “bom” exarados no senso-comum ao longo da História; para isso, vemos como influenciaram a academia e as elites (a ruling class) — por exemplo, em Portugal, temos a Isabel Moreira no Direito, ou o Quintanilha nas ciências. É neste sentido que a Isabel Moreira afirmou que “o Direito é anti-natural, felizmente” — o que não é verdade!, porque ela confunde e mistura propositadamente “tradição” e “costumes”, por um lado, e “Natureza”, por outro lado.

Aquilo que, para os homossexuais anteriores ao pós-modernismo, era a beleza natural do mundo, passou a ser algo (segundo os homossexuais actuais, em geral) que o ser humano deveria contestar ou mesmo negar.


É neste contexto que se insere o esforço do Alexandre Quintanilha na promoção cultural do transumanismo, a que ele chama “melhoramento humano”.

Em nome da “ciência”, pretende-se negar a Natureza Humana argumentando que esta pode ser “melhorada”; o Quintanilha mistura conceitos viáveis, como por exemplo o relativo mas limitado prolongamento da vida natural humana, por um lado, e conceitos cientificistas (cientismo) e quiméricos (quimera), como por exemplo a vida sintética, por outro lado. A ideia do homossexual Quintanilha (entre outros) é a de anunciar um admirável mundo novo, em que a Natureza Humana não só perde as suas qualidades, consideradas retrógradas e passadistas (falácia ad Novitatem), como é possível inventar uma nova Natureza Humana que se separa fundamentalmente da Natureza em geral.

É neste caldo de cultura intelectual que se inserem as “engenharias sociais” a que temos assistido (o "casamento" gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a eutanásia, o aborto, etc.), como uma tentativa psicótica de alteração das características fundamentais da Natureza Humana, partindo do princípio de uma ilimitada flexibilidade do ser humano. Isto corresponde a uma espécie de “nazismo suave”, em que a violência e a emasculação cultural e política são impostas à sociedade através da persuasão, e em nome da ciência e do progresso entendido como uma lei da natureza. Servem-se da Natureza para negar a Natureza.

Sexta-feira, 8 Abril 2016

A arte de comunicar sem dizer nada

 

O Maltez é especialista na arte de comunicar sem dizer nada, quando confrontado com a realidade pura e dura que lhe causa uma certa dissonância cognitiva.

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Este “poste” do Maltez refere-se ao pedido de demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Jerónimo, na sequência polémica em torno do Colégio Militar, em que o subdirector do colégio, tenente-coronel António Grilo, admitiu que a instituição contacta as famílias dos alunos e aconselha-os a retirar os filhos da escola quando descobrem que eles são homossexuais, para os proteger dos outros alunos.

É claro que o General Carlos Jerónimo foi pressionado a demitir-se pelo governo de Esquerda radical.

Convém que se diga que o Colégio Militar não é uma instituição qualquer de ensino; e se esta saga fundamentalista de Esquerda continua, a única solução é fechar o Colégio Militar. Ou então, transformar o Colégio Militar em uma espécie de sauna gay. É isto que o Maltez deveria ter dito se quisesse comunicar dizendo qualquer coisa de concreto.

Quarta-feira, 5 Fevereiro 2014

Os deputados do Partido Social Democrata no parlamento europeu votaram a favor do Relatório Lunacek

 

votos relatorio lunacekTorna-se difícil votar numa coligação entre o Partido Social Democrata e o CDS/PP para as eleições próximas para o parlamento europeu: os deputados do Partido Social Democrata votaram a favor do Relatório Lunacek, ao passo que os deputados do CDS/PP votaram contra.

Ou seja, em termos de Ética, o Partido Social Democrata e o Bloco de Esquerda, ou o Partido Socialista, por exemplo, são partidos semelhantes: a única coisa que os separa é a visão sobre a economia (o que é muito pouco, e coloca o Partido Social Democrata em um processo de dissolução, a médio/longo prazo).

O Partido Social Democrata de Passos Coelho imita o sincretismo político do Partido Socialista de José Sócrates — a tentativa de conciliar, na sua ética política, posições contraditórias e mesmo antitéticas. Mas a verdade é que não é possível defender o capitalismo sem uma visão clara do que significa a família tradicional, natural.

Nenhum cristão propriamente dito pode votar neste Partido Social Democrata sem colocar em causa princípios éticos fundamentais.

Quarta-feira, 23 Outubro 2013

Quem é que autoriza esta gente a lobotomizar as nossas crianças?!

 

"O Projecto Educação LGBT, da rede ex aequo, desloca-se às escolas de todo o país para falar sobre temáticas que, na sua maioria, não são abordadas em contexto escolar como orientação sexual, identidade e expressão de género. O SOL foi assistir a uma sessão informativa, que teve lugar na Escola Secundária de Palmela, que envolveu várias dinâmicas de grupo e acesos debates, especialmente entre alunos."

LGBT vão às escolas: Do ‘pré-conceito’ à educação

Domingo, 9 Junho 2013

Coitadinhos dos “gayzinhos” do Daniel Oliveira!

“O músico Alcinei Ferreira Gomes, de 19 anos, foi preso acusado de matar a mãe, Maria Lita Gomes da Silveira, de 41 anos, e o irmão, Alen Luiz Gomes da Silva, 13, na residência da família, na noite desta terça-feira, na Zona Leste de Manaus. Ele também tentou matar o pai, Sildonor Ferreira da Silva, de 38 anos, com duas facadas. Segundo a polícia, ele confessou e disse que os assassinatos aconteceram após uma discussão em família.


Segundo Gomes, os pais e o irmão não aceitariam o facto dele ser homossexual. De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Mariolino Brito, o acusado pode ter premeditado o crime. O músico se apresentou espontaneamente à delegacia ainda na noite desta terça-feira. O pai dele foi internado no hospital, e não corre o risco de morrer.”

Crime heterofóbico bárbaro: homossexual mata família por discordar de sua orientação sexual

Já estou a ver a tese revolucionária do Daniel Oliveira, que se caracteriza invariavelmente pela inversão da moral:

“Pois, a culpa não é dele! A culpa é da família dele que é homofóbica e que não concordou com ele. Não é de admirar que um gayzinho, coitadinho, mate a família homofóbica inteira, porque ele é a vítima da homofobia! Se a família dele não quisesse ser assassinada, teria apenas e só que concordar com o gayzinho, coitadinho….! Não foi ele que matou a família!: antes, foi a família que se suicidou!

Quinta-feira, 6 Junho 2013

Coitadinhos dos “gayzinhos”! – por Nuno Serras Pereira

Filed under: homocepticismo,Homofascismo,Homofobismo — O. Braga @ 12:34 pm
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«Muitas vezes me pergunto como é possível que o desaforo fanaticamente propagandístico dos sectários do “orgulho homossexual” tenha conseguido induzir um tão intenso e profundo complexo de culpa paralisante na população em geral e, em particular, nos católicos.

A sua vitimização sistemática não passa de uma enorme fraude, de uma farsa monstruosa sem, salvo raras excepções, qualquer fundamento histórico substantivo. Pelo contrário, em geral, têm sido eles os autores das mais violentas perseguições, das mais lascivas predações de inocentes, dos mais desumanos atropelos da dignidade e direitos da pessoa humana, das piores tiranias e dos mais graves totalitarismos.

Enquanto nos inchamos de pena dos “tadinhos” (consolando-nos narcisicamente com sentimentos de falsa piedade) e lhes escancaramos as portas, dando-lhes rédea solta para violarem a vida, integridade e inocência das crianças, e espatifarem a família; somos “misericordiosamente” indiferentes aos verdadeiros sofredores, que tanto carecem da nossa atenção e socorro.

Só para dar um exemplo, todos os anos, TODOS, são assassinados violentamente, cem mil cristãos por causa da sua Fé. Onde estão as televisões, os debates, as declarações, as votações? Onde está a nossa solicitude? Onde!?»

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Segunda-feira, 13 Junho 2011

Guerra cultural: «I’m coming out as a ‘homosceptic’»



Last year’s election in the United Kingdom threw up some interesting results as a variety of issues took prominence in different constituencies. In particular we saw strong reactions to four conservative parliamentary candidates who had, either during the campaign or previously, held views which were judged as being “homophobic”.

Philip Lardner lost his candidacy for saying that homosexuality was “not normal behaviour” – sacked by party leader David Cameron. The uproar surrounding Philippa Stroud’s Christian beliefs about the issue was a major factor in her failing to take Sutton and Cheam for the Tories. Chris Grayling’s comments about Christians offering “bed and breakfast” being justified in denying double beds to gay couples staying in their homes almost certainly cost him a cabinet post.

Theresa May managed to hold on as Equality Minister after the election, despite over 70,000 people joining a Facebook group asking for her to be sacked on the basis of her past “homophobic” voting record, when she said her views on homosexuality had now changed.

Being judged “homophobic” can cost you dearly.

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Quinta-feira, 12 Maio 2011

Qualquer dia, é obrigatório…

Segundo a nova “lei da homofobia” do Brasil, todos os que, ainda que pacificamente, se manifestarem contra o acto homossexual, poderão ser presos de 2 a 5 anos! Ou seja, basta que alguém diga publicamente que “tomar no cu é comportamento criticável e anormal”, para ir bater com o costado na prisão em pelo menos dois anos.

Quarta-feira, 11 Maio 2011

A coragem necessária contra o politicamente correcto

A liberdade de expressão está longe de ser uma conquista definitiva na nossa sociedade. Grupos políticos de pressão, oriundos de diferentes quadrantes, tentam todos os dias restringir e limitar não só a nossa liberdade de exprimir as nossas ideias e opiniões, mas também ensaiam diariamente simulacros de repressão da expressão religiosa dos cidadãos.
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Domingo, 8 Maio 2011

O activismo político da justiça brasileira

Soube aqui que o Brasil está a imitar o pior da Europa: começou agora pelas uniões-de-facto entre gays (tal como aconteceu em Portugal em 2001), e este é o primeiro passo para a imposição à sociedade do gaymónio (vulgo “casamento” gay) e, mais tarde, da adopção de crianças por duplas de avantesmas barbudas. Chegará um tempo em que a “coisa” será obrigatória.

Segundo parece, a lei da união-de-facto entre duas avantesmas foi imposta à sociedade brasileira por uma elite do Supremo Tribunal de Justiça, atropelando literalmente o parlamento eleito pelo povo. E vejamos o argumento de um dos juízes:

“O homossexualismo é um traço de personalidade. Não é uma ideologia, nem é uma opção de vida. (…) A homossexualidade caracteriza a humanidade de uma pessoa.”

Esta citação não é científica; é apenas ideológica.

Reparem como o juiz se refere a dois conceitos diferentes mas tentando dar-lhes o mesmo significado: homossexualismo e homossexualidade. A verdade é que “homossexualismo” é um “ismo”, e portanto é uma ideologia; “homossexualidade” é uma característica idiossincrática da pessoa que, ao contrário do que diz o juiz ignorante, não é imutável.
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Quarta-feira, 27 Abril 2011

Vamos todos redefinir a linguagem politicamente correcta

O médico inglês P. J. Saunders, recorrendo ao Urban Dictionary, faz a distinção entre “homofobia” e “homocepticismo”. Segundo o Urban Dictionary, “um homocéptico é alguém que não odeia homossexuais, mas que não concorda com o princípio da homossexualidade em termos morais e/ou éticos”.

Esta é a definição de “homocéptico”, ou seja, é a sua noção.

Saunders elabora o conceito de “homocepticismo” a partir da noção extraída do Urban Dictionary, acrescentando-lhe algumas características secundárias, a ver:

  • A homossexualidade não é determinada geneticamente;
  • A tendência homossexual não é imutável;
  • A tendência sexual não é uma característica biológica — como são características biológicas a raça, o sexo, e a cor da pele ou a cor dos olhos, etc.;
  • A atracção homossexual não deve ser incentivada pelo sistema de ensino; pelo contrário, deve ser contrariada com apoio médico especializado.

Quando alguém te chamar “homófobo”, responde-lhe que és “homocéptico”. Para além de eventualmente poderes baralhar o teu interlocutor, ele vai ser obrigado a dizer que “homofobia” é a mesma coisa que “homocepticismo” — e aí poderás invocar, como toda a legitimidade, o argumento segundo o qual o gayzismo é uma ideologia política totalitária.

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