perspectivas

Segunda-feira, 11 Novembro 2013

A tentativa de destruição da ética por via do "dilema ético"

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,religiões políticas — orlando braga @ 9:34 am
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Uma das entropias culturais da nossa época é a recusa dos factos objectivos, e a tal ponto que a própria psiquiatria tende a abolir as doenças mentais — o que é um absurdo!: se não existirem doenças mentais, ¿para que serve a psiquiatria?!

A recusa ou negação dos factos objectivos é uma doença mental colectiva da nossa época, uma "psicose colectiva", por assim dizer. Estamos a viver uma época anti-científica que invoca a “ciência” para negar os fundamentos da própria ciência.

Essa psicose colectiva é induzida pelas ideologias políticas — a que Eric Voegelin chamou de “religiões políticas” — que, para além da negação dos factos objectivos, tende a relativizar a ética através de “dilemas” éticos, como por exemplo o “dilema do trólei” de Philipa Foot. É também o caso do “dilema do soldado nazi”, a que o blogue Famílias Portuguesas faz referência aqui:

“Tu és o homem ou a mulher que tem uma arma apontada à cabeça da mulher ou criança judia. Temes que, se não disparares, serás executado. O que é que esperas que seria a tua decisão?”

O dilema ético do “soldado nazi” e o dilema ético do “trólei” de Philipa Foot baseiam-se na validade de um mesmo princípio: o utilitarismo. Portanto, à partida, esse tipo de "análise ética" está enviesado: esses “dilemas éticos” partem de um possível e putativo caso excepcional, para depois generalizar esse eventual e putativo caso imaginado (falácia da generalização e negação do juízo universal), tentando assim colocar em causa qualquer ética que não seja a utilitarista. Imagina-se um caso extremo para depois se tentar extrapolar esse putativo caso no sentido de afirmar a validade exclusiva do utilitarismo.

A intenção destes “dilemas éticos” inventados é o de eliminar qualquer pressão psicológica contra a ética utilitarista. Por outras palavras, estes dilemas éticos servem apenas como “gadgets” retóricos para dissuadir as pessoas de defender determinados princípios éticos que não sejam apenas e só os utilitaristas. Ademais, temos o caso do Padre católico Maximiliano Kolbe que nos deu o exemplo da recusa da ética utilitarista.

Finalmente, a negação do holocausto nazi faz parte dessa psicose colectiva, na medida em que é a recusa de factos objectivos e historicamente documentados (longe de mim pensar que o blogue Famílias Portuguesas participa dessa doença mental!). Se foram assassinados 6 milhões de judeus ou 5 milhões, ou 1 judeu apenas, é tergiversação e delírio interpretativo. É conversa fiada.

Domingo, 31 Janeiro 2010

A ignorância cientificista e o revisionismo do holocausto nazi

O autor do blogue “O Citadino” já comentou aqui neste meu humilde tugúrio, chamando-me de “ignorante”. Eu não nego a minha ignorância em muitas coisas, mas como dizia Aristóteles (mais ou menos isto), o que importa é aprender pelo amor à arte que advém do saber, e não aprender pela utilidade que a ciência possa ter. No primeiro caso ― e segundo Aristóteles ― o Homem é livre porque não tem dono e segue a lógica e a razão, em vez de seguir, como muitas vezes acontece no segundo caso, a racionalização que é imposta pelos outros através daquilo a que chama de “aprendizagem que desconhece as causas primeiras” (ou, transpondo o conceito para a modernidade, de “ensino oficial do Estado”).

A ciência ― entendida no sentido utilitário ou técnico e essencialmente pelo método positivista ― é imbuída de uma auto-confiança que lhe é dada pela “certeza” (pelo menos da “certeza” inerente a cada Zeitgeist no processo do devir) que lhe advém da verificação da causalidade empírica dos fenómenos. Porém, quando essa auto-confiança, que é própria da ciência positivista, é literalmente transferida para a existência humana, passa a predominar na sociedade a crença segundo a qual a nossa existência pode ser orientada e coordenada, em sentido absoluto, através da “verdade” da ciência.

Ora, a propagação desta crença cientificista ― ou seja, a valorização absoluta da ciência positivista, e da posse do conhecimento científico ― leva à legitimação da ignorância em tudo o que diz respeito aos problemas que existem para além da ciência dos fenómenos.

Em resultado dessa crença cientificista ― a que podemos chamar de “ignorância cientificista” ― , grassa em massa, na nossa sociedade, a ignorância em relação aos problemas existenciais que são de decisiva importância para todos nós. Este novo tipo de ignorância (a “cientificista”) transformou-se em um desastre civilizacional na medida em que a ordem do ser (a ordem da existência do ser individual e da sociedade) não pode ser determinada através da aquisição de conhecimento no sentido fenomenológico (no sentido do método da ciência positivista). É esta ignorância cientificista sobre a existência, legitimada pelos manuais escolares baseados na ciência do nosso tempo, que permitiu e legitima ao “citadino” chamar-me de “ignorante”. (more…)

Sábado, 19 Abril 2008

O mito do holocausto

Filed under: ética,cultura — orlando braga @ 3:20 pm
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A Inglaterra acaba de retirar o tema do Holocausto do curriculum escolar para não ofender os muçulmanos, que acreditam que o extermínio em massa dos judeus foi uma invenção dos sionistas.

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