perspectivas

Quarta-feira, 1 Maio 2013

Sobre a abdicação da rainha da Holanda

Filed under: A vida custa,Europa — O. Braga @ 6:49 am
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Não me referi aqui à cerimónia da abdicação da rainha Beatriz da Holanda em favor do seu filho, mas depois de muita coisa escrita vou ter que dizer alguma coisa.

Ser rei ou rainha num país como a Holanda que erradicou totalmente a lei natural do seu Direito Positivo, é uma indignidade.

Num país que legalizou o negócio da eutanásia “a pedido do cliente”, que transformou o aborto em anti-concepcional, em que o comércio e consumo de drogas é legal, em que a prostituição é negócio que paga IVA e declara IRS e IRC, em que a pornografia pode ser vista pelas crianças nas ruas das cidades, em que o Islamismo é protegido pela política e o Cristianismo é perseguido, em que o laicismo radical substituiu a tradição na lei, em que a História e as tradições são apagadas, em que crianças podem ser adoptadas por pares de invertidos, em que a procriação medicamente assistida deu lugar ao negócio sinistro das “barriga de aluguer”, em que a poligamia é tolerada, em que a pedofilia se organizou em um movimento político — neste país, qualquer monarca com dignidade já teria a abdicado por moto próprio, de si e de toda a sua descendência.

A monarquia holandesa é nada. Não tem valor nenhum. A monarquia holandesa é exactamente o oposto da monarquia no Liechtenstein que, esta sim, é um exemplo do que uma monarquia deve ser actualmente. Ser rei ou rainha na Holanda é ser uma espécie de palhaço fora do circo; é ter o mesmo valor de opinião da do papalvo mais grotesco; é não ter autoridade nenhuma, e um monarca sem autoridade (que não é a mesma coisa que Poder executivo) é uma contradição histórica e em termos.

Sábado, 6 Abril 2013

O Laicismo, a metafísica de Estado

Um tribunal superior da Holanda validou a existência legal de uma associação que defende a pedofilia, ou seja, defende os putativos “direitos” dos pedófilos a ter relações sexuais “consentidas” com crianças. Parte-se assim do princípio segundo o qual uma criança de seis ou sete anos pode “consentir” ter relações sexuais com um adulto — princípio esse que o tribunal holandês sancionou.

En un controvertido fallo, un tribunal de apelaciones en Holanda validó la existencia de una asociación de pedófilos, que en primera instancia había sido disuelta el año pasado, por considerar que no constituye “una amenaza a la desintegración de la sociedad”.

via Un tribunal holandés avala la existencia de una asociación de pedófilos – ReL.


Uma extensão indefinida dos “direitos do homem” tornou-se a religião de Estado, uma religião oficial que se impõe, hoje, repressiva e coercivamente a toda a sociedade civil com uma amplitude inédita. O integrismo laico e o salafismo gay são instrumentos de uma ambição demiúrgica da Esquerda — apoiada incondicionalmente pela maçonaria —, a que se junta o aborto e a pedofilia considerados como “direitos humanos”.

Mais do que “politicamente correcto”, devemos hoje falar em “religiosamente correcto”, porque o Estado funciona já como uma igreja dogmática (e gnóstica) apostada em restringir a liberdade de pensamento.

Assim, o Estado colocado ao serviço de uma crença religiosa laicista, não respeita a separação do político e do religioso, uma vez que o político e o religioso coexistem sobrepostos no Estado.

O laicismo liquida a laicidade que era, até há pouco tempo, a distinção entre o profano e o sagrado; a laicidade que era uma característica cristã da mundividência dos dois reinos, o temporal e o espiritual. Hoje, o novo gnosticismo de Estado transformou o laicismo em um dogma religioso onde não existe separação entre o temporal e o espiritual.

Resulta deste fenómeno de dogmatismo religioso, uma metafísica de Estado, uma religião da Humanidade construída sobre o reino da imanência, que faz dos “direitos humanos” uma política em si mesma. Resulta desse deísmo humano um direito penal religioso e uma sacerdotisa judicial que sanciona a desobediência em relação a qualquer tabu ético ou moral herdado do passado.

Quarta-feira, 5 Dezembro 2012

Os imigrantes na Holanda e o “retorno histórico do pêndulo”

Seguindo a tradição holandesa que deu origem à política do apartheid na África do Sul, e segundo proposta do político holandês Geert Wilders, a partir do próximo ano a cidade holandesa de Amesterdão vai construir “bairros para escumalha”.

Os “bairros para escumalha” de Amesterdão serão uma espécie de guetos para onde os imigrantes em Amesterdão serão lançados depois de uma qualquer denúncia de alegado mau comportamento. Para o efeito de denúncia, irá ser criada uma linha telefónica especial para que os holandeses possam reportar o mau comportamento dos imigrantes — o que constitui (a linha telefónica) um incentivo à denúncia que pode ser gratuita ou mesmo infundada. Começamos a entrar no domínio das SS da Alemanha nazi.

A construção de “bairros para a escumalha” é o primeiro passo para a estigmatização cultural — e quiçá, oficial — do imigrantes na Holanda. Irá chegar o momento em que pelo simples facto de se ser imigrante ou descendente de imigrantes, se vai parar a um “bairro para escumalha.”

O que se está a passar na Holanda é aquilo a que se pode chamar de “retorno do pêndulo histórico à sua posição original”. Depois das políticas liberais (de esquerda e de direita) erradas de imigração livre e sem controlo, eis que temos aí o “reverso da medalha” ou o “retorno histórico do pêndulo”. Naturalmente que um erro não justifica o outro, mas em política, e ao longo da História, é assim que as coisas se passam.

O “retorno histórico do pêndulo” também pode ocorrer na Europa na forma de reacção contra os excessos cometidos pelo liberalismo em relação à agenda política homossexualista.

Sexta-feira, 23 Novembro 2012

Ainda sobre a legalização da prostituição, vem a talhe de foice

Filed under: ética,feminismo,Pedofilia,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:48 am
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Talvez já daqui a uma ou duas gerações, quando os nossos descendentes se derem conta do desastre que as engenharias sociais causaram na nossa sociedade, a classe política actual — e os seus descendentes — será maldita. Os filhos e netos de gente como Francisco Louçã, por exemplo, serão tratados da mesma forma (ou ainda pior) que eles próprios trataram os filhos e familiares dos agentes de PIDE.

A loucura política deste tempo em que vivemos vai ser paga com língua de palmo. Não se trata apenas daquela loucura socialista e socratina de contrair dívida para ser paga pelas próximas gerações: é também a loucura da “roubalheira moral” que preside às engenharias sociais que vai ser paga, pelos futuros, com juros sociais de usura.

Para os socialistas, aconselho a leitura deste artigo no Daily Mail, acerca da experiência holandesa da legalização da prostituição.

Anything-goes Amsterdam has long been hailed as a sex mecca. The red-light district attracts thousands of customers, many of them tourists, who walk through alleys where half-naked prostitutes prance in the windows of some 300 brothels illuminated with scarlet bulbs.

A century ago, the brothels were banned to stop the exploitation of women by criminal gangs of Dutch men. But gradually the sex establishments crept back, with the authorities turning a blind eye.

In 2000, after pressure from prostitutes (demanding recognition as sex workers with employment rights) and Holland’s liberal intelligentsia (championing the choice of women to do what they wished with their bodies), the brothels were legalised. The working girls got permits, medical care, and now there are 5,000 in the red-light district.

But things went badly wrong. Holland’s newly legal sex industry was quickly infiltrated by street-grooming gangs with one target: the under-age girl virgin who can be sold for sex.

The men in the gangs are dubbed — incongruously — ‘lover boys’, because of their distinct modus operandi of making girls fall in love with them before forcing them into prostitution at private flats or houses all over Holland, and in the window brothels. The lover boy phenomenon has appalled Dutch society, not least because of the sheer numbers of girls involved.

via A feminist revolution that cruelly backfired – and a brutal lesson for Britain about telling the truth on sex gangs and race | Mail Online.

Os novos chulos holandeses já não querem qualquer coisa: está na moda as meninas virgens de 10 ou 11 anos. Está na moda, por exemplo, a “importação” de meninas de 10 e 11 anos da Ásia, para suprir o problema da míngua de “abastecimento” do “mercado” local.

As engenharias sociais, alegando defender direitos de minorias, estão a criar novos tipos de injustiça, e mesmo novas formas de escravatura.

Sábado, 27 Outubro 2012

O governo holandês estuda uma proposta para a instituição do “casamento” a três

Aux Pays-Bas, la chose est en bonne voie : sur proposition des socialistes (PvdA), des Verts et des libéraux, le ministère de la Justice néerlandaise a lancé une étude pour déterminer si trois personnes, voire davantage, peuvent être simultanément « parents » d’un même enfant. Fred Teeven a ainsi réagi favorablement à la suggestion faite dans le cadre de la Chambre basse, mardi soir, par Liesbeth van Tongeren, de GroenLinks (Gauche verte), tout en expliquant qu’il voyait des problèmes d’ordre pratique.

via Le blog de Jeanne Smits: Pays-Bas : 2, 3 ou 4 « parents » ?.

Na sequência do “casamento” gay e da adopção de crianças por duplas de avantesmas, o ministério da justiça holandês estuda uma proposta de lei de “casamento” tipo “ménage à trois”.

Segundo a ideia do governo, que é apoiada pelo Partido Socialista, pelos Verdes, e pelos liberais que correspondem ao nosso Partido Social Democrata, o “casamento ménage à trois” substituirá o conceito de “parentalidade” e de “homoparentalidade” pelo conceito de “multiparentalidade”, e deve ser instituído “no interesse das crianças”.

Platão, há cerca de 2400 anos, defendeu este conceito de “multiparentalidade” na sua República; e foi ele que defendeu também, pela primeira vez na História, a construção de campos de concentração para os delitos de opinião.

Quarta-feira, 26 Setembro 2012

Três por cento de todos os óbitos na Holanda são por eutanásia, e a tendência a subir

According to Dutch media reports today, euthanasia deaths in the Netherlands in 2011 increased by 18% to 3,695. This follows increases of 13% in 2009 and 19% in 2010.

In fact from 2006 to 2011 there has been a steady increase in numbers each year with successive annual deaths at 1923, 2120, 2331, 2636, 3136 and 3695.

Euthanasia now accounts for 2.8% of all Dutch deaths.

via Christian Medical Comment: Patients with dementia and psychiatric illnesses included as Dutch euthanasia cases rise steeply.

Para além dos 3% de eutanasiados, 13% dos óbitos na Holanda são resultado de sedação profunda e contínua, com restrição intencional de fornecimento de fluidos expressamente com a intenção de provocar a morte.

Domingo, 17 Junho 2012

Esta equipa portuguesa surpreendeu-me

Filed under: Futebol,Portugal — O. Braga @ 9:57 pm
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Portugal acaba de dar uma aula de futebol à Holanda — que é a actual vice-campeã do mundo em título — ganhando o jogo por
2 – 1, depois de ter começado o jogo a perder. Portugal passou aos quartos-de-final do campeonato da Europa de futebol.
Cristiano Ronaldo marcou os dois golos de Portugal e foi o melhor jogador em campo. Parabéns aos jogadores e ao seleccionador Paulo Bento.

Quinta-feira, 12 Abril 2012

O governo holandês vai passar a eutanasiar as pessoas “cansadas da vida”

Filed under: ética,Esta gente vota,Europa — O. Braga @ 8:00 am
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“L’inflation de l’euthanasie, bien sûr. Alors que les médecins de famille se plaignent depuis plusieurs mois de l’allongement des délais pour obtenir l’approbation des euthanasies qu’ils ont signalées, et donc de tensions liées à l’incertitude quant à leur situation pénale, le ministre néerlandais de la Santé du peuple, du Bien-être et du Sport vient d’annoncer l’embauche d’experts supplémentaires pour les commissions d’évaluation régionales de l’euthanasie, ainsi que des modifications dans leur mode de fonctionnement.”

via Le blog de Jeanne Smits: Euthanasie : aux Pays-Bas, mesures devant l’inflation….

Desde a sua legalização na Holanda em 2001, o número de pessoas eutanasiadas neste país tem vindo a aumentar em 11% ao ano. Em 2010 aumentou em 18%, e calcula-se a tendência para aumento em 2011 e 2012.

Para resolver o problema do aumento do “mercado” da eutanásia, a ministra holandesa da “saúde” simplificou os processos legais: agora, já não é preciso o médico informar previamente os serviços de saúde sobre cada caso de eutanásia: basta que o médico faça o relatório depois do “cliente” morto. E como o morto não fala, o médico raramente será responsabilizado por qualquer anomalia processual.

A ministra da “saúde” da Holanda mostra-se orgulhosa pelo seu trabalho de simplificação de processos burocráticos, e espera que as pessoas eutanasiadas atinjam rapidamente as 5.000 por ano. Mas a ministra da “saúde” holandesa vai mais longe: ela já está em negociações com uma associação que milita pelo direito à eutanásia para as pessoas “cansadas da vida”, e independentemente da idade e da sua saúde; e considera já a promoção da eutanásia entre as pessoas com mais de 70 anos, mesmo que saudáveis.

A União Europeia tem feito uma guerra à Hungria por causa do seu actual governo nacionalista; mas não vejo uma só crítica, do cobarde Durão Barroso e da sua Comissão, à forma como a Holanda tem tratado o problema da eutanásia.


Adenda: Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia

“Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.”

Terça-feira, 20 Março 2012

E assim vai a Holanda, o país da eutanásia, das drogas, do aborto livre e dos gays

Filed under: Europa — O. Braga @ 3:29 pm
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Uma igreja transformada em biblioteca (clique na imagem)

Sábado, 3 Março 2012

O Estado neonazi holandês e os Sterbehilfe Einsatzgruppen da Nova SS

Filed under: ética — O. Braga @ 5:36 pm
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“A controversial system of mobile euthanasia units that will travel around the country to respond to the wishes of sick people who wish to end their lives has been launched in the Netherlands.

The scheme, which started on Thursday , will send teams of specially trained doctors and nurses to the homes of people whose own doctors have refused to carry out patients’ requests to end their lives.”

via Dutch mobile euthanasia units to make house calls | World news | The Guardian.

A Holanda neonazi instituiu uma nova modalidade dos Einsatzgruppen, que são unidades móveis que executam a eutanásia ao domicílio.

Sexta-feira, 24 Fevereiro 2012

O aborto, o feto humano e a esquizofrenia do Direito Positivo

Filed under: A vida custa,aborto,ética,Europa — O. Braga @ 9:48 am
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No Direito Romano, um cadáver humano [ mortuus homo ] não era considerado um sujeito de direito, porque o Direito se baseava na extrinsecidade da relação jurídica ao sujeito activo — ou seja, baseava-se na impossibilidade de que, na mesma relação, coincidisse a posição de sujeito com a do objecto. Esta impossibilidade da coincidência entre sujeito e objecto era a base da utilitas da res [a utilidade da coisa].
(more…)

Sábado, 7 Janeiro 2012

O problema holandês

Filed under: Europa — O. Braga @ 12:47 pm
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“Segundo a Bloomberg, a ‘sanduíche holandesa’ é um método (legal) que consiste em transferir montantes de uns estados para outros para beneficiar dos regimes fiscais mais favoráveis.

A Google atribui todos os lucros obtidos fora dos Estados Unidos à sua subsidiária na Irlanda. Esta subsidiária transfere os lucros sob a forma de dividendos para uma firma na Holanda, não pagando impostos por se tratar de dois países da União Europeia. A partir da Holanda, o dinheiro é transferido para as Bermudas, um paraíso fiscal.”

via Google poupa 3100 em impostos graças à ‘sanduíche holandesa’ – Economia – Sol.

A Holanda não é só o país campeão da agenda política gayzista, do aborto, da eutanásia e do infanticídio de crianças deficientes: é também um país que se exclui das regras económicas e financeiras tacitamente assumidas por todos os países europeus.

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