perspectivas

Sexta-feira, 20 Julho 2012

A autonomia do indivíduo e a desconstrução da família nuclear (2)

Estava eu a ler um texto sobre a Lei Natural [em inglês] segundo S. Tomás de Aquino, quando me lembrei de escrever qualquer coisa sobre o assunto, e ainda a propósito da política absolutista da autonomia do indivíduo — ou política dos direitos humanos, sendo lógico que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política.

Desde logo, fica-me a ideia de que a Lei Natural de S. Tomás de Aquino não é exactamente a mesma Lei Natural de Santo Agostinho e do apóstolo Paulo [este assunto fica para o próximo verbete]. E toda esta história da Lei Natural [com excepção da visão tomista da Lei Natural] se relaciona com o gnosticismo e, consequentemente, mais tarde na História, com o cientismo [ou talvez possamos chamar-lhe “positivismo degradado”].

Eric Voegelin definiu assim o gnosticismo:

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.” — Eric Voegelin, “A Nova Ciência da Política”, 1952

(more…)

Sexta-feira, 14 Janeiro 2011

Definição de “gayzista”

« Gayzistamarxista cultural que pretende usar o poder do Estado para elevar práticas sexuais acima de qualquer crítica, e para conceder a um grupo de indivíduos — apenas por alegadamente terem determinada apetência sexual — um privilégio que mais ninguém tem: o comportamento como fonte de direitos acrescidos. »

Em relação ao texto original, substitui “revolucionário” por “marxista cultural” porque, em primeiro lugar, nem todos os revolucionários foram gayzistas — por exemplo a estirpe clássica do marxismo estalinista não o era, como atesta a perseguição aos homossexuais em Cuba, por exemplo —, e em segundo lugar porque o gayzismo assenta no conceito de tolerância repressiva do marxista cultural Herbert Marcuse.

Marcuse criou o conceito de “tolerância repressiva”nas democracias ocidentais, tudo o que viesse da Direita tinha que ser reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser apoiado pelo Estado.
(more…)

Segunda-feira, 14 Junho 2010

A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correcto

Por dica do blogue Reflexões Masculinas, descobri este texto (ficheiro PDF, em inglês) com o título “A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correcto”. Aconselho a leitura (podem gravar no vosso computador e ler mais tarde). Farei referência a esse texto mais tarde, quando o incluir na série de postais sobre “A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna”.

Quarta-feira, 17 Setembro 2008

A perversidade polimórfica de Herbert Marcuse

É nisto que o Bloco de Esquerda quer transformar a política portuguesa.

Terça-feira, 11 Dezembro 2007

A Utopia Negativa

Politicamente correcto

Politicamente correcto

Tentei definir aqui o Politicamente Correcto de uma forma que a maioria entenda, mas a verdade é que o politicamente correcto é muito mais complexo e varia de acordo com os tempos e com a cultura das elites.

No tempo de Salazar não deixou de existir o politicamente correcto, porque subjacente ao politicamente correcto, existe sempre uma utopia. No caso do Estado Novo, existia a utopia da Portugalidade e do Quinto Império. Tratava-se de uma utopia positiva, consentânea com a “utopia clássica” de Platão, Tomás Moro, Campanella, Fourier, etc., etc.

O marxismo cultural (ou politicamente correcto actual) trata-se de uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real. A Teoria Crítica da sociedade por parte do politicamente correcto é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro, mas “pretende conservar-se fiel àqueles que deram e dão a sua vida pela Grande Recusa” (“O Homem Unidimensional”, de Herbert Marcuse). Quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresenta de um futuro melhor, o marxismo cultural não nos revela quais são, limitando-se a negar totalmente o sistema em que se baseia a nossa sociedade, e na sua totalidade. Exemplos do marxismo cultural são as “picaretas falantes” do Bloco de Esquerda: destrói, destrói, critica e critica, bota-abaixo, mas ficamos sem saber muito bem quais são as alternativas que propõem para a nossa sociedade. Vejam o discurso do Francisco Louçã e reparem se não é verdade.

Por exemplo, a utopia que preside ao blogue “Arrastão” é parte da utopia negativa marxista cultural que procura sistematicamente a dissolução da nossa sociedade, e tem na procura dessa dissolução o seu único objectivo. Quando o Daniel Oliveira (e outros que tais) defende as posições das minorias a ponto de lhes dar privilégios que a maioria não tem, não o faz por piedade ou sede de justiça: fá-lo por pura ideologia socialmente destrutiva, que é seguida de uma forma irracional através de uma cartilha de lobotomia política definida.
(more…)

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: