perspectivas

Quarta-feira, 12 Dezembro 2012

A defesa bovinotécnica de Passos Coelho

Para lá deste remake semanal da salazarista entrevista ao jornal L’Aurore  em 1969 as declarações de Soares mostram o  último sonho de Mário Soares: “um Governo de iniciativa presidencial com imaginação».  Como é óbvio o “Governo de iniciativa presidencial com imaginação» sofreria a contestação de que o actual padece só que não teria qualquer legitimidade. A rua seria o seu destino e na queda, arrastaria Cavaco. E depois? Depois os homens bons indicariam o caminho.

via Imaginar é preciso « BLASFÉMIAS.

A bovinotecnia insulta-nos a inteligência. Senão, vejamos: 1/ Passos Coelho prometeu “coisas” e ganhou as eleições, embora sem maioria absoluta. 2/ Arranjou uns compagnons de route no CDS/PP e formou um governo. E 3/ depois tem uma prática governativa literalmente contrária àquilo que prometeu.

E agora, a bovinotécnica Helena Matos diz que qualquer governo — seja qual for — teria o mesmo grau de aceitação e uma menor legitimidade política do que os do governo de Passos Coelho… como se este não tivesse feito promessas eleitorais radicalmente opostas à sua governança e, por isso, como se tivesse ganho as eleições de forma legítima.

Ademais, penso que Mário Soares deveria estar calado, porque uma boa ideia vinda na boca dele transforma-se em idiotice.

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Sábado, 13 Outubro 2012

E viva o velho!

Para a Helena Matos, do Blasfémias, o mais que o Estado deveria pagar aos reformados seria um “funeral social”: uma espécie de quatro tábuas de pinho em bruto e com farpas, pregadas com pregos de drogaria, meio enferrujados e de 7 polegadas, parecidos com os que pregaram Nosso Senhor na cruz. Haverá algo de mais cristão e puritano do que isto?

E se um reformado trabalhou toda a vida para descontar para a sua reforma e tem o azar de morrer no primeiro ano de reforma, fica tudo lucro para o Estado de Passos Coelho: ou seja: nem o Estado paga o funeral do reformado com um mínimo de dignidade depois de o primeiro se ter abotoado com dezenas de anos de contribuições do cidadão, nem o cidadão goza a reforma por malogro do destino.

E são estes os “liberais” da nossa praça. Com “liberais” destes, prefiro o Partido Comunista.

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