perspectivas

Segunda-feira, 31 Maio 2010

Outro exemplo do horror gnóstico às definições

« Em filosofia, tornar-se inteligível é um suicídio »
— Martin Heidegger (“vom Ereignis”)

Pela afirmação supra, podemos entender o fenómeno da evolução recente da filosofia europeia que descambou em Derrida. Em Heidegger, poucas são as proposições que podem ser verificadas como verdadeiras e/ou falsas, ou sequer verificadas como sendo plausíveis. Como todos os gnósticos, Heidegger tinha horror às definições das coisas.

A partir de Heidegger, a filosofia foi concebida propositadamente para não ser entendida por ninguém — ou para ser entendida por cada um à sua maneira, o que vai dar no mesmo — , e essa foi uma das razões por que chegamos à indigência intelectual contemporânea e ao desprezo pela filosofia no ensino e na educação. Durante cerca de dois milénios, a filosofia foi feita para ser perfeitamente entendida, senão pela maioria, pelo menos pela elite política e cultural. A partir de Heidegger, a virtude da filosofia passou a ser definida pela sua total inutilidade teórica e prática.

Sábado, 14 Novembro 2009

Martin Heidegger

Filed under: filosofia — O. Braga @ 10:53 am
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Embora eu não defenda a censura e a queima de livros, penso que existem dois autores ― um no século 19 e outro no século 20 ― cujos livros deveriam ser prefaciados por alguém com saber suficiente e eticamente competente, que chamasse a atenção dos leitores incautos sobre o que iriam ler, e dando-lhes indicações sobre o que as ideias impressas podem significar em termos de alienação ideológica. O primeiro, o do século 19, é Nietzsche de quem já aqui falei bastante; e o segundo é, na minha opinião, o mais perigoso pensador do século 20: Martin Heidegger. E porquê?
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Sexta-feira, 7 Março 2008

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Filed under: diarreias — O. Braga @ 6:15 pm
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Terça-feira, 4 Dezembro 2007

A ideologia neoliberal

O Neoliberalismo tem muito pouco a ver com o liberalismo capitalista clássico, que sempre foi uma teoria económica com repercussões na política, e não uma ideologia política propriamente dita. O Neoliberalismo resulta de uma filosofia antropocêntrica, à semelhança do Marxismo, e o actual tipo de globalização está directamente relacionado com a expansão da ideologia política resultante da filosofia de Hayek.

As influências filosóficas de Hayek

Já aqui falei em Kant e em Heidegger, mas ainda não me referi a Hume e a Aristóteles; os quatro são os filósofos em que se sustentou Hayek para lançar as bases da sua filosofia.
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Sexta-feira, 30 Novembro 2007

O Existencialismo (1)

Devo dizer que não gosto do existencialismo, e portanto não sou insuspeito na minha opinião. Vou tentar falar do existencialismo de uma forma que a maioria entenda, isto é, dizendo mal dele.
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Quinta-feira, 18 Outubro 2007

A Guerra de África

“Dois excessos: excluir a Razão, admitir apenas a Razão.” – Blaise Pascal

Vou aqui referir-me ao documentário que a RTP exibe sobre a “Guerra de África”, ou a “Guerra Colonial”, aka “Guerra do Ultramar”, aka “Guerra da Independência”, aka “Guerra de Libertação Nacional”, coordenado pelo jornalista Joaquim Furtado, relacionando-o com uma citação de Francisco Noa no seu livro “Império, Mito e Miopia” (Moçambique como invenção literária), sobre a literatura produzida em Moçambique durante a Era colonial:

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