perspectivas

Segunda-feira, 11 Maio 2015

O medo da rebelião

Filed under: Europa — O. Braga @ 2:32 pm
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A tendência natural de um qualquer governo para a tirania só se pode combater com o medo da rebelião.

Os governos são piores se os cidadãos adoptam a espécie de submissão defendida por Hobbes no “Leviatão”. Vemos como, no Brasil, a classe política subverteu e prostituiu os mecanismos democráticos de “check & balance”, o que significa que o regime democrático, por si só, não garante a tendência natural dos governos — controlados pelas elites — para a tirania. É preciso que as elites tenham medo da rebelião.

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Terça-feira, 7 Abril 2015

A Grécia está a ser governada por doentes mentais

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:10 pm
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“Greece has demanded nearly €279bn in reparations from Germany, more than the value of its current bail-out, as the cash-strapped country continues to pursue compensation for crimes carried out by the Third Reich.”

Greece demands €279bn from Germany in Nazi war reparations

A Grécia é um manicómio. Dentro desta União Europeia pouco normal e nada homogénea, só nos faltava um país de malucos. Cheguei à conclusão de que é melhor que a Grécia saia do Euro, porque é impossível lidar com psicóticos que não reconhecem qualquer responsabilidade na sua doença. Este ambiente de manicómio europeu é insuportável.

Um dia destes, os psicóticos que governam a Grécia irão pedir compensações financeiras à Itália por causa da ocupação romana na Antiguidade Tardia.

Terça-feira, 24 Março 2015

O Varoufucker não usa gravata, mas abotoa-se bem !

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:52 pm
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“O ministro das Finanças grego colocou a sua casa de férias a arrendar por um preço semanal de cinco mil euros, noticia o Daily Mail.

Segundo este diário britânico, Varoufakis terá considerado que seria errado manter a luxuosa casa na sua posse, numa altura em que o país enfrenta elevadas medidas de austeridade e terá decidido que o melhor era livrar-se da mesma. Refere o Daily Mail, que a casa não ‘condizia’ com o seu novo cargo político.”

Varoufakis arrenda casa de luxo por cinco mil euros por semana

Para mim é claro que o BCE [Banco Central Europeu] prepara a saída da Grécia do Euro

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:56 pm
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“The European Central Bank is set to make it illegal for Greek lenders to add to their holdings of government debt in a move that effectively cuts off a key source of funding for Athens and heightens the risk of a sovereign default.”

ECB set to tighten rules for Greek banks on T-bills

Segunda-feira, 23 Março 2015

Alex Tsipras viaja em classe económica para Berlim, para se encontrar com Angela Merkel

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:17 pm
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tsipras-viagem-berlim-web

Terça-feira, 3 Março 2015

O José Pacheco Pereira entre o milagre a utopia

Filed under: Política — O. Braga @ 7:40 pm
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Quem ler este texto do José Pacheco Pereira percebe que ele pensa que a União Europeia funciona mal. A diferença entre ele e o Passos Coelho é que este pensa que a União Europeia não funciona tão mal quanto isso; mas ambos pensam que a União Europeia funciona, embora o José Pacheco Pereira pense que poderia funcionar melhor.

Ambos recusam a ideia de que a União Europeia não funciona, porque não teria uma função (do latim functio, “cumprimento”, “execução”). Em biologia, função é o conjunto de propriedades activas de um órgão no seio de um ser vivo segundo leis endógenas. Para que um órgão funcione terá sempre que existir uma identidade entre variáveis que se aproxime da noção de lei. E quando essa identidade entre variáveis não existe a nível básico e fundamental (os povos da Europa), o “funcionamento” da União Europeia é uma ilusão ou uma utopia, e a lei é substituída por uma ordem mais ou menos provisória e desordenada.

O José Pacheco Pereira critica a União Europeia com o propósito de contribuir para que ela funcione melhor. Mas há uma diferença entre o milagre e a utopia: esta depende exclusivamente do ser humano. Eu prefiro acreditar em milagres.

Sábado, 21 Fevereiro 2015

A Troika mudou de nome

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:45 am
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A pedido do governo grego, a Troika mudou de nome: agora chama-se τρόϊκα.

Para a Esquerda, esta mudança de nome é muito importante, porque se acredita que mudando o nome das coisas, estas deixam de ser o que são. Por exemplo, se a Esquerda chama a uma pedra, “pau”, a pedra deixa automaticamente de ser pedra e “vira” pau (neste caso seria um varapau pelas costas deles abaixo!), como que por magia.

Sexta-feira, 20 Fevereiro 2015

O Rui Tavares diz que os gregos são meus concidadãos

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 2:04 pm
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«O Livre/Tempo de Avançar decidiu expressar o seu apoio às posições anti-austeridade do Governo grego. Numa carta, dirigida aos “concidadãos gregos”, que vai ser entregue esta sexta-feira de manhã na embaixada helénica em Lisboa, e publicada em dois jornais de Atenas, o Efimerida e o diário do Syriza, o novo movimento político português assegura que “vêm reforços a caminho”.»

“Gregos: aguentem firmes que vêm reforços a caminho”

¿ O que é um “concidadão”? Vamos ao dicionário:

Concidadão é um indivíduo que, em relação a outro ou outros, é da mesma cidade ou do mesmo país; patrício.

¿Desde quando um grego é meu concidadão?! O que é que se passa com esta gente?! Mesmo que fosse possível uma graduação na concidadania, seria mais meu concidadão um brasileiro ou um angolano do que um grego.

Que o Rui Tavares é um doente mental, é uma evidência: basta olhar para ele. Mas que os doentes mentais passem a ter acesso aos jornais, dá já a sensação de um país que pretende ser governado a partir de dentro de um manicómio.

rui tavares web

¿O Euro continua sem a Grécia?

Filed under: Europa — O. Braga @ 11:15 am
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Assistimos hoje a uma torre de babel nos me®dia em relação à  Grécia. Papagaios.

O problema fundamental é escondido do povo: não é possível uma moeda única sem uma unidade política — e já nem falo aqui em uma língua comum! “Unidade política” pressupõe representatividade legítima, e não só legal. Representatividade legítima pressupõe a nação.

Se quisermos identificar a representatividade legítima com a democracia, então é perfeitamente claro que não é possível a democracia senão em um contexto nacional (nação). Quem disser o contrário disto ou é estúpido ou vigarista político: são os casos de Paulo Rangel e de Fernando Rosas.

Quem disser o óbvio e o evidente — que a democracia só é possível em um contexto da nação —, é considerado, por aquelas duas supracitadas avantesmas, “radical” ou “fascista”. Defender a democracia e, por isso, defender a nação, é ser “fascista” ou “radical”.

Os termos políticos foram invertidos pelas bestas notórias da política actual: defender o leviatão da União Europeia (em que o parlamento europeu é praticamente um pró-forma) é ser “democrático”; defender a nação e a democracia é ser “faxista”.

Na Grécia, quer queiramos ou não e independentemente de gostarmos ou não do Syriza, há democracia porque fundada no contexto da nação grega. Não é possível a democracia sem a nação. Por isso, dizer que “a União Europeia é democrática” pressupõe que exista uma “nação europeia” — mas eu ainda não me apercebi dessa realidade nacional europeia. Talvez eu seja ceguinho de todo e o Paulo Rangel tenha um olho.

A probabilidade de acontecer, um dia, uma “nação europeia” é praticamente de zero. E sem nação europeia — ou seja, sem unidade política legítima — o Euro não pode demorar muito tempo.

O Euro foi concebido por políticos europeus lunáticos e/ou psicóticos, e depois foi bem aproveitado pela Alemanha para esmifrar as economias mais fracas da Europa. E os gregos, os irlandeses e os portugueses puseram-se a jeito e foram encavados pela Alemanha. Esta é a verdade pura e dura que resume aquilo que a classe política portuguesa e os apparatchiks do centrão político se recusam a reconhecer perante o povo.

Se a Grécia sair do Euro, é possível que o Euro continue a existir embora circunscrito aos países de língua alemã e afins — Alemanha, Áustria, Holanda, Finlândia, Luxemburgo, e talvez a Bélgica. Mas se a Grécia não sair agora do Euro, sairá mais tarde: estaremos apenas a empurrar com a barriga o problema da legitimidade democrática, à  espera de um milagre em política.

Terça-feira, 17 Fevereiro 2015

Ó Ana Sá Lopes!: Os deuses gregos não têm nariz aquilino, porra!

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 2:59 pm
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Não admira que a Ana Sá Lopes compare o Varoufakis a um deus grego: ela própria parece sair de um filme de Frankenstein.

ana sa lopes frankestein

deus gregoOs deuses gregos não tinham nariz aquilino: eram narizes direitos, da testa até ao cabo. Só uma filha do Frankenstein poderia distorcer o perfil do deus grego…

O jornalismo que se faz em Portugal é inacreditável (guardei o artigo em PDF). E depois vem o José Pacheco Pereira criticar o jornalismo económico, fazendo vista grossa em relação ao jornalismo frankensteiniano que se faz por aí…

Segundo a Ana Sá Lopes, a Isabel Moreira acha que “o Varoufakis é sexy, porra!”…

Vejam bem, caros leitores, isto é “notícia”, mas não é “notícia económica” que o José Pacheco Pereira tanto detesta.

Uma lésbica empedernida acha que “o Varoufakis é sexy, porra!”…! de facto, é difícil conceber um qualquer Varoufakis sexy sem a porra. Se a lésbica Isabel Moreira acha que o Varoufakis é sexy com porra e tudo, ¿quem somos nós para negar?

Mas para que Varoufakis possa ser um deus grego, falta-lhe o nariz. Não é uma questão de porra: é uma questão de nariz. Aqui não há porra que o valha, por muito que a Ana Sá Lopes o queira. Que ela anseie pela porra do Varoufakis, é uma coisa; mas que ela tente subverter a estética clássica e grega, é outra coisa bem diferente.

Sexta-feira, 13 Fevereiro 2015

A Carta aos Gregos

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 11:32 am
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O problema da Carta aos Gregos é o de que implicitamente se tenta branquear o despesismo e a fuga sistémica ao fisco na Grécia anterior à  bancarrota. É como se tudo o que se passou antes de 2011 na Grécia nunca tivesse acontecido. Ora, não podemos ter razão em qualquer crítica a Passos Coelho quando fazemos de conta que a situação na Grécia (ou em Portugal) não se deveu a uma má governação anterior a 2011.

A Carta aos Gregos é um albergue espanhol.

Eu até concordo com algumas posições de Bagão Félix, mas não concordo de todo com os pressupostos ideológicos, por exemplo, de Francisco Louçã. E o facto de ambos assinarem a mesma Carta retira-lhe qualquer fundamentação metajurídica coerente — ou seja, é como se partíssemos do princípio de que essências diferentes pudessem produzir substâncias iguais.

Quinta-feira, 5 Fevereiro 2015

É possível que a Grécia “fabrique” Euros “falsos”

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:05 pm
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Se o braço-de-ferro entre a União Europeia — comandada pela Alemanha — e a Grécia continuar, e estando eu convencido de que o Syriza não vai ceder grande coisa em relação à reestruturação da dívida grega, é bem possível que a Grécia mande imprimir notas de Euro para evitar uma corrida aos Bancos gregos (medida acompanhada por uma restrição drástica de movimento de capitais para o exterior do país) — uma vez que o BCE [Banco Central Europeu]  ameaça já cortar o financiamento da economia grega.

Quando o Banco Central da Grécia começar a imprimir Euros, isso significará que a Grécia estará oficialmente de saída da zona Euro e a preparar a introdução do novo dracma. E a responsabilidade política da sua saída será atribuída ao BCE [Banco Central Europeu]  e aos alemães. A acontecer isto, é bem provável que a dívida grega directamente conotada com  Alemanha não seja nunca paga: em um cenário medonho, a Grécia corta relações diplomáticas com a Alemanha.

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