perspectivas

Sexta-feira, 30 Março 2012

Passos Coelho, o futuro primeiro-ministro da Birmânia europeia?

Ontem vi no canal Bloomberg uma reportagem sobre a república de Myanmar (ou Birmânia), em que se referiu que a conhecida activista birmanesa, Aung San Suu Kyi, foi libertada e concorre mesmo às eleições legislativas que ocorrerão por estes dias. Segundo a Bloomberg, a Birmânia abre-se à democracia para poder ter a garantia de investimento estrangeiro, num país que tem um rendimento per capita de 2 US Dollars / dia.

E quando eu vejo o Passos Coelho e o PSD do Pernalonga a defender uma política de abaixamento de salários, alegadamente para “atrair investimento estrangeiro”, pergunto-me se o Grande Líder não estará maluquinho da cabeça. Como é que podemos competir, em salários, com um país onde o PIB per capita é de 2 US Dollars / dia ?! E países como a Birmânia, há muitos por aí…

Eça de Queirós dizia que “os píncaros não emigram”.

Com Passos Coelho acontece um fenómeno único na História de Portugal: uma fuga massiva de cérebros (brain drain): a elite inteligente portuguesa que emigra para os países da Europa do norte e para o Brasil; e, simultaneamente, o Pernalonga vem aplicando uma política de rebaixa de salários para podermos competir com países como a Birmânia. E depois, vemos os me®dia a fazer directos ininterruptos, quase de 24/24, sobre a prestação do Grande Líder no congresso do Partido Social Democrata, e sobre as análises ao seu discurso.

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