perspectivas

Sábado, 30 Abril 2016

O José Pacheco Pereira e o conceito de “direita radical”

 

Se, por exemplo e por absurdo, a Esquerda defendesse a luta armada para conquistar o Poder, e a Direita ficasse escandalizada, a reacção da Direita passaria a ser “radical”. Para o José Pacheco Pereira, é o posicionamento político da Direita que conta, mas não a análise racional (passo a redundância, porque há “análises irracionais”) desse posicionamento político.

jpp-marxÀ medida em que a Esquerda vai entrando pelo absurdo adentro ("barriga de aluguer", eutanásia a pedido do cliente, procriação medicamente assistida para toda a gente, adopção de crianças por pares de invertidos, aborto pago pelo Estado, etc.), é (alegadamente) “a direita que se radicaliza” — a mesma Direita que não mudou de opinião quando, na realidade, foi a Esquerda que se radicalizou. Mas, para o José Pacheco Pereira, essa Direita, que não mudou, passou a ser “radical”.

O José Pacheco Pereira consegue uma coisa extraordinária: chamar de “radical” a uma pessoa que manteve a sua opinião igual à que tinha no tempo em que não era considerada “radical”. Por exemplo, uma pessoa católica que não concordava com o divórcio em 1970, é hoje “radical” porque ainda não concorda com o divórcio (segundo o papa Chico que o José Pacheco Pereira tanto admira).

À medida em que a Esquerda radicaliza, a responsabilidade do radicalismo é transferida para a Direita.

O argumento do José Pacheco Pereira funda-se na falácia ad Novitatem que identifica o “radicalismo” com um alegado “imobilismo ideológico”: qualquer pessoa que mantenha uma opinião ortodoxa corre o risco de ser apodada de “radical”. A única ortodoxia que vale é a de Esquerda que concebe o progresso como uma lei da Natureza.

Se levarmos o conceito pachequiano de “Direita radical” à letra e ao limite, um dia destes qualquer pessoa (por exemplo) que não concorde com o aborto pertencerá à “Direita radical”.

O princípio do José Pacheco Pereira é maniqueísta e totalitário; a diversidade cultural (propalada pela Esquerda) é uma forma de imposição de uma uniformidade ideológica. E a palavra-mestra “Direita radical”, utilizada pelo José Pacheco Pereira, funciona como uma espécie de argumento ad Hitlerum que pretende estigmatizar os relapsos da uniformidade ideológica de Esquerda.

Domingo, 27 Março 2011

A barbárie, na Inglaterra politicamente correcta, era inevitável !

Nunca existiu em Inglaterra tamanha violência em manifestações públicas — com a excepção da manifestação dos estudantes, em Londres, há meia dúzia de meses.
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Quarta-feira, 20 Janeiro 2010

Para onde vai Manuel Alegre?

Há dias circulava no Facebook uma moção, alegadamente promovida por militantes do bloco de esquerda, no sentido de se angariar apoios para convencer o dr. Fernando Nobre [da AMI] a candidatar-se às próximas eleições para a presidência da república. Não tardou muito tempo, depois dessa iniciativa virtual numa rede social, para que Manuel Alegre desse o seu grito do Ipiranga, desta feita em Portimão rodeado não só por bloquistas como até por dissidentes do partido comunista. Naturalmente que em política temos que acreditar em coincidências, porque de contrário dávamos em doidos; ou então, sempre podemos dizer como o velhinho: “em política, o que parece, é”.
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Segunda-feira, 2 Fevereiro 2009

O comunitarianismo e a influência ideológica de Gramsci

Este fim-de-semana vimos nas televisões a tomada de posse do novo Patriarca ortodoxo russo, Cirilo. Vimos o abraço aparentemente devoto e respeitador de Putin ao novo Patriarca, e se o Poder político russo não prestou vassalagem à Igreja Ortodoxa russa, andou lá perto.

Nos Estados Unidos, na tomada de posse de Barack Obama, discursou um bispo protestante que se assume publicamente como gay. Na Rússia de Putin, as paradas gay são proibidas por lei. Estes são exemplos de como os dois países encaram o futuro cultural de forma radicalmente diferente.
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