perspectivas

Quinta-feira, 10 Setembro 2009

Diferença entre “vida pública” e “vida privada”

Filed under: Justiça,Maddie — O. Braga @ 9:03 am
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A publicação do livro do Amaral em relação aos McCann não pode ser confundida com um mero libelo de opinião em relação a uma personalidade política e/ou pública. Vivemos num mundo em que se confunde “vida privada” com “vida pública”, e de tal modo que não conseguimos já discernir as duas coisas. Só deixamos a vida pública quando vamos dormir umas horas, o que traduz a irracionalidade do conceito do “mercado em constante expansão” ― que deu na crise que deu.
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Sexta-feira, 22 Maio 2009

Pedófilo inglês considerado suspeito no caso de Madeleine McCann

Filed under: Maddie — O. Braga @ 5:14 pm
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O pedófilo inglês Raymond Hewlett, já condenado pela justiça inglesa por vários ataques sexuais a crianças nos últimos 40 anos, foi formalmente considerado suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, nomeadamente porque na altura do desaparecimento da pequena Maddie na Praia da Luz em Abril de 2007, Raymond Hewlett se encontrava no Algarve e a pouco tempo de viagem de automóvel da Praia da Luz. Desde o desaparecimento de Madeleine que Raymond Hewlett se encontra em parte incerta.
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Domingo, 17 Maio 2009

O casal McCann processa judicialmente Gonçalo Amaral

Filed under: Maddie — O. Braga @ 11:15 am
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O casal McCann processa Gonçalo Amaral por difamação. Este postal será actualizado.

In a statement annoucing the defamation action, they said: “We – together with our three children Madeleine, Sean and Amelie – are taking this legal action against Goncalo Amaral over his entirely unfounded and grossly defamatory claims -made in all types of media, both within Portugal and beyond – that Madeleine is not only dead, but that we, her parents, were somehow involved in concealing her body.”

Madeleine McCann’s parents to sue former Portuguese police chief


No caso McCann vs. Gonçalo Amaral, eu penso ― e sempre pensei ― ao contrário da maioria do povo que se manifesta, porque acredito que exista uma maioria silenciosa.
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Sexta-feira, 22 Agosto 2008

Quem nos protege da polícia?


“A justiça realiza-se em silêncio” (Gonçalo Amaral).

Que silêncio? O silêncio da tortura inquisitória que não transparece?


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Terça-feira, 12 Agosto 2008

O problema dos testemunhos contraditórios

Filed under: Maddie — O. Braga @ 7:56 pm
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Eu acho engraçado este rocambolesco raciocínio digno de um romance de Agatha Christie. O que é surreal é que a polícia portuguesa fez vista grossa ― certamente porque lhe interessava ― em relação ao óbvio e ao que toda a gente se apercebeu:

  • a vigilância das crianças ou não existiu simplesmente,
  • ou a ter existido foi relaxada e não consistente, isto é, não foi como os comensais do Tapas disseram, porque queriam proteger os McCann do crime abrangido pelo artigo 138 do Código Penal.

E não é caso para menos: abandono de criança com morte ou desaparecimento pode dar até 10 anos de prisão. Neste caso, não se poderia provar a morte, mas ao casal McCann estaria reservado uns anitos de prisão por abandono com desaparecimento de menor. Naturalmente que a estória da vigilância consistente e repetida punha ― de certo modo ― a salvo os McCann do crime de abandono de menor com dano. Aqui está a chave do discurso contraditório. Contudo, a polícia resolveu entender (interpretação subjectiva) que o discurso contraditório era outra coisa. Eu posso ser subjectivo; a polícia, não pode.
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Quinta-feira, 7 Agosto 2008

A Scotland Yard é incompetente

Filed under: Maddie — O. Braga @ 10:44 pm
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A polícia inglesa só pode ser incompetente. A nossa PJ é que é boa. Não é que a Scotland Yard anda a inventar agora relatórios secretos que contrariam o Gorila Amaral?!!!!

“An email claims the gang “ordered” a young girl just three days before Maddie vanished. A pervert saw her in Portugal, took her photo and sent it to the ring, who then approved her kidnap, an informant claimed.”

Ah! Que saudades daquelas séries de televisão que passavam na RTP 1, em que os agentes da PJ se confundiam com os chulos do Bairro Alto…!

Terça-feira, 5 Agosto 2008

Nojo (2)

Filed under: Maddie — O. Braga @ 8:03 pm
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Esta imagem foi captada e gravada por um circuito interno de televisão de uma bomba de gasolina em Lagos, 13 horas depois de Maddie ter desaparecido.


Uma trabalhadora de um supermercado holandês de 41 anos de nome Ana Stam, dirigiu-se a uma menina e perguntou-lhe o nome, ao que esta respondeu: “Maddie“; e sobre uma pergunta acerca da sua mãe, a menina respondeu: “Tiraram-me das minhas férias“.

Dutch shop worker Ana Stam, 41, said she spoke to a little girl aged three or four who said her name was “Maddy” and replied to a question about her mother: “They took me from my holiday.”

Naturalmente que o gorila Amaral ignorou esta e outras pistas da investigação. Não dava muito jeito ao lobby pedófilo.

Ms Stam was at the back of the shop when the young girl approached her and asked in English without an accent: “Do you know where my mummy is?”
The shop assistant answered that her mother was a little further back in the store but the child replied, “She is not my mummy,” and added: “She is a stranger, she took me from my mummy.”
When Ms Stam asked the girl where she last saw her mother, she said: “They took me from my holiday.”

Nojo

Filed under: Maddie — O. Braga @ 11:36 am
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Maddie, irmão e pai

Maddie, irmão e pai

A justiça portuguesa arquiva o caso Maddie McCann ao mesmo tempo que um ex-polícia lança um negócio publicando um livro em que afirma a existência de novas pistas sobre o caso. O que acontece? Nada. Fica só a propaganda a favor do branqueamento da imagem da polícia portuguesa que, não conseguindo resolver o caso, opta por denegrir a imagem dos pais da criança, encontrando assim um bode expiatório. E nada acontece.

Não seria esta uma oportunidade para o Ministério Público reabrir o processo? Em tese, seria uma boa oportunidade, mas o Ministério Público não reabre o caso porque sabe que o livro de Gonçalo Amaral contém inverdades grosseiras, e uma reabertura do processo poderia ser ainda pior para a já tão denegrida imagem da Polícia Judiciária.

John Lowe, o cientista forense britânico que coordenou o trabalho das análises de material biológico constantes do processo, e que lidou com as análises das “amostras de sangue de Maddie” ― assim classificadas por Gonçalo Amaral ― retiradas do carro dos McCann, escreveu num relatório afirmando que era mesmo impossível saber se aquelas amostras se tratavam, sequer, de sangue, quanto mais saber se se tratava de sangue de Maddie. No fundo, a praxis do Gonçalo Amaral é baseada num “wishful thinking”: acredita-se que o arguido é culpado, e dá-se umas porradas bem dadas para o obrigar a confessar. Parece que o método funcionou no “caso Joana” (cuja mãe confessou aquilo que fez, e aquilo que não fez), e vai daí o nosso Gonçalo passou a adoptá-lo como método de trabalho. Resquícios culturais da PIDE: primeiro acusa-se, depois obriga-se a confessar através de pressões psicológicas de vária ordem, porrada e de interrogatórios pidescos, e depois logo se verá: entre mortos e feridos, alguém há-de escapar.

Entretanto assistimos na TVI ( e noutros me®dia) à “verdade garantida”, em que se assume a “verdade” do Gonçalo como verdade absoluta, e a Justiça não reabre o caso, isto é, temos um ex-polícia que faz justiça fora dos tribunais, condenando alguém através dos me®dia, fazendo a sua justiça na praça pública, e o Ministério Público cala-se, ignora as “novas pistas” e nem sequer vem a terreiro dizer porque é que o faz.



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Terça-feira, 29 Julho 2008

Resumo do livro do ex-polícia

Filed under: Maddie — O. Braga @ 8:23 pm
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Eis o que Gonçalo Amaral gostaria de dizer no seu livro. No fundo, esse postal resume o livro inteiro.

A mentira da verdade

Filed under: Justiça,Sociedade — O. Braga @ 1:27 am
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Este palpite tem o condão de se assumir claramente como ficção. O problema são os palpites anunciados como verdades de punho por quem não tem provas e não soube conduzir o processo de investigação. E não me venham com o argumento da “disciplina” da polícia; se o polícia foi sujeito a pressões, em vez de botar palpites, deveria dizer — preto no branco — quais foram, de onde e de quem vieram essas pressões. Chamar os bois pelos nomes.

Sexta-feira, 25 Julho 2008

Estamos como o Amaral: nem bem, nem mal (antes pelo contrário)

Filed under: Maddie — O. Braga @ 1:00 pm
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«Na mesma linha de pensamento desse senhor doutor-escritor-investigador especialista-em-casos-de-crianças-desaparecidas, a minha opinião sobre o que terá acontecido pode ser a seguinte:

A filha Maddie do casal McCann morreu acidentalmente em casa. O pais McCann, com medo fundado de serem acusados de negligência, porque a polícia já os tinha debaixo de olho, resolvem fazer um jantar com os amigos, onde acordam simular um rapto só para tramar o autor do livro e a polícia criminal portuguesa. Nunca lhes passou pela cabeça dizer que estavam negligentemente a jantar num restaurante e que a morte foi acidental. Depois armaram um teatro de todo o tamanho e angariaram fundos que andam a aplicar sabe-se lá como, quem sabe… em negócios ilícitos!!!»

Outra versão dos acontecimentos:

Quinta-feira, 24 Julho 2008

Estamos como o Amaral: nem bem, nem mal

Filed under: Maddie,Portugal — O. Braga @ 8:56 pm
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O livro do ex-inspector da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, diz bem do estilo de polícia que temos; depois de ter desancado forte e feio na mãe da malograda Joana de que nunca se encontrou uma fímbria do seu corpo, e que não teve outro remédio senão confessar o que fez e o que não fez, e foi condenada sem provas, agora mais uma vez apoiado pelos me®dia, o Amaral faz da sua incompetência a sua força.

No livro, Amaral acusa preto no branco os pais de Maddie de a terem congelado ― depois de morte acidental ― e de terem ocultado o cadáver. O argumento do “congelamento” do cadáver é deveras imaginativo; “chapeau!”, pela capacidade de dramatização. O livro vai vender e encher os bolsos a quem, desde o início, foi o principal responsável por uma investigação sofrível. Em Portugal, a incompetência parece compensar.

Em relação às investigações, o Amaral reconhece que não conseguiram encontrar o corpo de Maddie porque este teria sido ocultado e transportado um mês mais tarde na mala do carro dos McCann. Repare-se: um casal escocês chegado há poucos dias ao Algarve pela primeira vez nas suas vidas, que não fala português, não conhece o território, não têm relacionamentos pessoais com a comunidade portuguesa, congela o cadáver, consegue ocultá-lo durante um mês, e depois, nas barbas da polícia que infestava a Praia da Luz, consegue transportar o cadáver sem que o Amaral desse conta disso. O Amaral, com este livro, passa um atestado de “BURRO” a si próprio.

Este País está como o Amaral; nem está bem, nem está mal.