perspectivas

Terça-feira, 7 Junho 2011

Um revolucionário é basicamente um louco

A negação da realidade é uma característica comum aos gnósticos da antiguidade tardia e aos neognósticos (movimento revolucionário moderno). Segue-se que podemos dizer, e neste sentido, que um marxista ou um nazi, por exemplo, são neognósticos.

A proliferação de novos “direitos” atribuíveis ao cidadão revela essa negação íntima e subjectiva da realidade.

Enquanto que os gnósticos antigos consideravam a realidade, em que se move a existência humana, como sendo um “mundo tóxico” que, segundo eles, deveria ser objecto de rejeição e negação — os gnósticos modernos não só rejeitam e negam essa realidade, como pretendem também alterar o seu fundamento axiomático.

Quanto mais vou vendo e analisando o fenómeno revolucionário moderno, mais me convenço que o neognóstico ou revolucionário é basicamente um doente mental. Pessoas como, por exemplo, Francisco Louçã e outros dirigentes políticos da Esquerda, são doentes mentais.

Faz parte da doença mental neognóstica ou revolucionária, a obsessão com a igualdade que acaba por esmagar as diferenças humanas. E o absurdo é que a obsessão em relação à igualdade é proclamada em nome do direito à diferença…! Essa obsessão em relação à igualdade faz parte do quadro clínico de uma pessoa com graves perturbações mentais.

É neste ambiente de loucura política neognóstica que surgem as reivindicações de novos “direitos” — que reduzem a norma do Direito ao facto —, como por exemplo, o direito ao “casamento” gay, à adopção de crianças por duplas de avantesmas, à eutanásia, a liberalização do aborto e a equiparação dos direitos dos animais aos direitos humanos (ou vice-versa), etc.

Essas reivindicações de novos “direitos” expressam, por parte dos neognósticos ou revolucionários, a firme negação e rejeição da realidade concreta e objectiva, e o desejo — impossível de realizar — de alterar a estrutura axiomática da natureza e da realidade. Estamos a lidar com gente com graves problemas mentais!

O problema está em saber até que ponto permitimos que um bando de loucos tome conta da nossa sociedade.

Quarta-feira, 20 Abril 2011

O determinismo protestante e a liberdade católica (3)

Antero de Quental atacou a Igreja Católica com violência e brutalidade inauditas, responsabilizando o catolicismo por aquilo a que ele chamou de “atraso” por parte da Europa do sul em relação à Europa do norte. Deveria ser permitido a Quental ver a Europa actual, e verificar que os eventuais avanços em algumas áreas da sociedade implicaram necessariamente o retrocesso em outras áreas. Sob ponto de vista humano, a Europa retrocedeu e muito; a Europa sacrificou o valor das relações humanas em favor do chamado “progresso protestante do dever social” que evoluiu paulatinamente, e desde a Reforma, para uma espécie de “Estado do Sol” de Campanella.
(more…)

Quarta-feira, 30 Março 2011

O erro de Espinoza (2)

Espinoza foi um homem que viveu e morreu sem grandeza porque não conseguiu ser diferente de uma árvore — não conseguiu vislumbrar a sua condição de miserável.

Quando Stephen Hawking, no seu último livro, afirmou que a causa do universo era o próprio universo, nada mais fez do que seguir, grosso modo, a metafísica de Espinoza. A diferença essencial é a de que Stephen Hawking baseia-se no conceito de Multiverso para justificar a infinitude material do espaço-tempo, enquanto que Espinoza concebia o universo como infinito porque não tinha os meios científicos suficientes para saber que, afinal, o universo teve um princípio e que, por isso, é finito.
(more…)

Segunda-feira, 28 Março 2011

Breve história da Reforma luterana (4)

Se o luteranismo permitiu o casamento da religião com o Estado, o calvinismo permitiu o casamento da religião com o dinheiro.

Uma das características do luteranismo foi a submissão da religião ao Estado, o que ainda acontece hoje nas igrejas nacionais, como é caso da igreja sueca que não é mais do que um apêndice do Estado sueco. Pelo contrário, a Igreja Católica defendeu sempre a independência da religião em relação aos Estados, o que se acentuou ainda mais com a Contra-reforma. Mesmo durante os fascismos do século XX, a Igreja Católica conseguiu uma certa independência.
(more…)

Domingo, 27 Março 2011

Breve história da Reforma luterana (3)

Nos dois postais anteriores (ver em rodapé) vimos como Lutero não teria tido sucesso senão por causas económicas e através do apoio político directo e explícito do príncipe Frederico de Saxe. Vimos também que o luteranismo deturpou algumas ideias de Santo Agostinho sobre a graça divina, e estabeleceu um “determinismo dos eleitos”, o que era próprio dos movimentos gnósticos da antiguidade tardia.
(more…)

Sábado, 26 Março 2011

Breve história da Reforma luterana (2)

Filed under: curiosidades,Europa — O. Braga @ 5:04 pm
Tags: , , ,

Martinho Lutero estudou Direito mas teve uma crise de saúde que o levou a abandonar os estudos. No meio dessa crise, jurou que dedicaria toda a sua vida à Igreja Católica, se sobrevivesse, naturalmente. E sobreviveu.
(more…)

Terça-feira, 22 Março 2011

Os bispos gnósticos de Coimbra e de Lisboa

Numa altura em que a igreja anglicana, pela primeira vez em séculos, se aproxima das posições tradicionais da Igreja Católica, a Igreja Católica portuguesa parece adoptar a Nova Teologia de Bonhoeffer — imanente e secular. Depois do cardeal patriarca de Lisboa ter defendido o gaymónio, temos agora o bispo de Coimbra a patrocinar cedências ao novo culto do bezerro de ouro.
(more…)

Quarta-feira, 16 Março 2011

Eric Voegelin foi profético

Quando Eric Voegelin escreveu o seu primeiro livro, “As Religiões Políticas”, pareceu que ele se referia apenas ao nazismo. Nas obras seguintes alargou o espectro da sua análise, e na “Ordem e História”, o seu foco já parece ser desligado de uma determinada época especifica, mas antes apresentou como que um “modelo” segundo o qual o movimento histórico gnóstico pode actuar em qualquer momento e em qualquer época.

«Stephen Glover, writing in the Daily Mail, says secular values have even been accorded the status of a religion.»

Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011

O gnosticismo moderno ateísta

Uma vez encontrei no Twitter um jovem alemão que pretendia saber a razão de ser da existência da religião. Porém, a forma e o método que este jovem encontrou para descobrir a causa da religião foi a de colocar-se de fora da religião, estudando-a como um fenómeno alienígena ou algo que é exterior a si próprio.
(more…)

Sexta-feira, 28 Janeiro 2011

O conceito de Multiverso faz parte da teoria gnóstica contemporânea

Uma das mais notáveis expressões do gnosticismo contemporâneo é o conceito de Multiverso. O conceito de Multiverso permite a mais perfeita fuga à realidade, é o refinamento do escape gnóstico à realidade que conhecemos pelo menos desde a antiguidade tardia. O Multiverso substituiu o conceito gnóstico antigo de Pleroma.
(more…)

Terça-feira, 25 Janeiro 2011

A fé irracional dos revolucionários e a nova censura ideológica

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.»

Eric Voegelin ― “The New Science of Politics”

A revolução gnóstica inglesa está em curso; a City de Londres tem os seus dias contados.

Aconselho a leitura deste artigo em que se fala de um livro de Sean Gabb acerca da Inglaterra actual. Eu não concordo, em muita coisa, com as ideias de Sean Gabb;por exemplo: quando ele defende que a legalização da venda de drogas, nada mais faz do que corroborar o status quo neomarxista em que vive o seu país e que ele próprio critica — ou seja, ele entra em contradição. Porém, não posso deixar de concordar com as suas ideias expressas nesse artigo.
(more…)

Quarta-feira, 12 Janeiro 2011

António de Macedo e o esoterismo rosacruciano no Novo Testamento

Num postal anterior falei de um livro de António de Macedo com o título “Esoterismo da Bíblia”, que é uma compilação de textos de que o autor se serviu — nas suas próprias palavras — “para um curso livre de introdução ao Estudo do Esoterismo Bíblico”, que leccionou “entre 2002 e 2006 no ISER (Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa”.
(more…)

« Página anteriorPágina seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: