perspectivas

Domingo, 25 Setembro 2011

G. E. Moore e o conceito de Bem

Dos filósofos modernos, G. E. Moore é um dos mais importantes (na linha de Sidgwick, de quem foi aluno), aproximando-se bastante das teses realistas de Nicolau Hartmann, embora, como este, aquele não pudesse levar a sua teoria ética até às suas últimas consequências porque o realismo de ambos não o permitiu.

Vou servir-me da diferença conceptual entre Bem e Bom, segundo Moore, para fazer uma analogia entre os conceitos de Deus e de Divino; mas antes, vou abordar a noção de “falácia naturalista” segundo G. E. Moore — noção que é muito importante na ética contemporânea.


Se a todos os homens crescem pêlos na cara, não podemos deste facto deduzir a norma segundo a qual todos os homens deveriam ter barba. E quem defende, por exemplo, a tese ética segundo a qual todos os homens deveriam ter barba, incorre na “falácia naturalista” (segundo Moore). Isto significa que os factos não fundamentam quaisquer normas, embora as normas possam criar os factos.


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