perspectivas

Quarta-feira, 3 Abril 2019

O discurso político da Esquerda é uma fraude


A estratégia do Lula da Silva foi a mesma do Francisco Louçã (Bloco de Esquerda): afirmava que “morrem milhares de mulheres em Portugal por causa do aborto clandestino”, mas nunca explicaram qual era a fonte desse número indefinido .

Mas a verdade é que conseguiram enganar o povo português (com a ajuda da União Europeia), e agora essa mesma Esquerda pretende importar milhões de imigrantes africanos (carne para canhão) porque não nascem crianças portuguesas suficientes.

E o mesmo se passa em Espanha: será necessário importar 260 mil imigrantes por ano para compensar o aborto (utilizado como contraceptivo) e a baixa natalidade em Espanha.

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Quarta-feira, 30 Dezembro 2015

O Cristianismo não é a “religião do livro”

 

O Frei Bento Domingues faz aqui uma confusão (propositada), como se todos os livros do Antigo Testamento tivessem sido escritos pela mesma pessoa e na mesma época. Ele vê no Antigo Testamento uma lógica sequencial histórica — o que é próprio do Historicismo. Mas a verdade é que, por exemplo, o livro do Génesis não tem nada a ver com o do Deuteronómio, ou seja, não existe uma relação lógica directa entre os dois livros.

Naturalmente que esta confusão é propositada. A prova disso foi o aproveitamento (ignorante) de Francisco Louçã do texto de Frei Bento Domingues. Les bons esprits se rencontrent…

Francisco Louçã, tirando partido da confusão propositada de Frei Bento Domingues, parte da premissa segundo a qual o Antigo Testamento é o livro fundamental dos cristãos. Frei Bento Domingues sabe que não é, e por isso é que ele fala em Iaveísmo, e não em Cristianismo.

Estas “confusões” fazem parte da estratégia ideológica que tem como objectivo nivelar todas as religiões, medindo-as pela mesma bitola. A pergunta que Francisco Louçã e Frei Bento Domingues implicitamente fazem é a seguinte:

“Se o Antigo Testamento também apela ao assassínio, ¿como é que os católicos se distinguem dos muçulmanos?”

A pergunta invoca uma falácia do espantalho.

É que há aqui um detalhe que ambos escamoteiam (um de propósito, e outro por ignorância) : o Antigo Testamento não é o livro fundamental do Cristianismo. Aliás, o Cristianismo não é a “religião do livro”: é a “religião da palavra”.

A “religião do livro” é o Islamismo (Alcorão). E o Judaísmo é a “religião da lei” (Deuteronómio). O Cristianismo é a “religião da palavra” (“No Princípio, era o Verbo” — Evangelho de S. João, 1).

Terça-feira, 22 Setembro 2015

As crenças de Darwin e de Francisco Louçã

 

Francisco Louçã diz “Darwin não acreditava na Bíblia como uma revelação divina nem que Jesus Cristo fosse filho de Deus”. E considera que a crença de Darwin é boa, em contraponto à crença má de quem acredita na Bíblia como uma revelação divina e que Jesus Cristo é filho de Deus.

Ou seja, Francisco Louçã considera que a sua (dele) crença é mais verdadeira do que a crença de biliões de cristãos, muçulmanos e judeus. Francisco Louçã considera-se uma espécie de super-homem, um ser superior ao comum dos mortais.

Francisco Louçã pretende fazer parte de uma elite gnóstica moderna, de uma nova espécie de Calvinismo que detém a verdade soteriológica (a verdade da salvação de uma casta de eleitos que passa pela negação histórica: a Utopia Negativa). Francisco Louçã faz parte da casta dos novos Pneumáticos.

Francisco Louçã deveria dedicar-se à economia de que sabe certamente alguma coisa, e deixar a metafísica para os filósofos e a religião para os teólogos.


Jesus Cristo e o Cristianismo introduziram na História uma diferenciação cultural positiva, não obstante as críticas de Nietzsche que foi mais um literato do que filósofo. Mas nem todas as diferenciações culturais são positivas: ao contrário do pensamento hegeliano de Francisco Louçã, o progresso não é uma lei da natureza, e muitas vezes aquilo que consideramos “evolução” pode ser “involução”. Basta uma geração de bárbaros da estirpe de Francisco Louçã para que o progresso desça pela pia abaixo.

Uma diferenciação cultural positiva não é uma revolução, no sentido, por exemplo, da Revolução Francesa que matou mais gente em apenas um mês e em França, do que a Inquisição católica em toda a Idade Média e em toda a Europa. Uma diferenciação cultural (que pode ser positiva ou negativa) é uma mudança de paradigma na mundividência colectiva — uma mudança de paradigma intersubjectiva.

Cada dogma — e até cada confissão — não pode ser senão expressão da experiência humana; e durante muitos anos prevaleceu o dogma darwinista das elites segundo o qual a vida teria surgido da matéria inerte. A maior fé que existe é a do cientista, porque é inconfessável. A diferença entre o dogma darwinista e alguns dogmas da religião católica é a de que os dogmas principais do catolicismo (por exemplo, o dogma da consubstanciação) são afirmações sobre a realidade que está para além daquilo que é alcançável através da linguagem.

Porém, e visto que cada dogma foi formulado na linguagem de determinada época, pode tornar-se eventualmente necessário adaptá-lo ao pensamento e à linguagem modernos — os dogmas adaptados à mentalidade moderna, que têm que ser necessariamente conquistados à realidade, e não substituindo os dados da realidade como tem feito a psicose darwinista. E, neste sentido, a física quântica vem em auxilio da Igreja Católica: hoje, é impossível falar em metafísica sem termos em conta a física quântica.


Se “evolução” é um processo através do qual o insondável (Deus) se apresenta no espaço-tempo, e por isso, se “evolução” subentende que o espírito, a alma e a razão são produtos de uma evolução, então o termo “evolução” não representa qualquer problema.

Mas se o termo “evolução” for entendido em termos meramente materialistas e darwinistas, então, o facto da verificação da autoconsciência, e a possibilidade de acesso à dimensão das verdades perenes, destrói este quadro e esta mundividência evolucionários.

Quarta-feira, 29 Abril 2015

O discurso absurdo do politicamente correcto é que não tolera o absurdo no discurso

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 3:48 pm
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Uma das características nefastas do politicamente correcto é a incapacidade da assunção do absurdo, exactamente porque vive e alimenta-se do absurdo. Na companhia de um grupelho politicamente correcto, é impossível contar uma anedota de alentejanos sem que sejamos olhados de soslaio; e uma anedota de gays, então, nem sequer tem direito a um sorriso amarelo.

Muitas vezes as anedotas são de mau gosto; mas não deixam de ser anedotas. Mas Francisco Louçã, e outros da sua (dele) laia, entendem o anedotário à letra: não concebem o absurdo no discurso talvez porque pretendam ter o monopólio cultural do absurdo. E sem a imposição do absurdo “intelectual” na sociedade, teríamos o Francisco Louçã a cavar batatas.

Segunda-feira, 17 Junho 2013

O tremendismo de Francisco Louçã, ou o regabofe socialista está a chegar ao fim

Antes de se saber se o liberalismo é melhor do que o socialismo, ou vice versa, o que os portugueses precisam saber é se Portugal pode ser auto-sustentável, como sociedade e como nação, dentro do Euro. Este é o problema anterior a qualquer ideologia política e económica, seja ela liberal ou socialista.


Acontece que nós (portugueses) estamos hoje pior do que estávamos em 1999, quando Portugal aderiu à moeda única. Existe de facto uma ilusão de que estamos melhor, por duas razões: a primeira é o défice do Estado e a dívida pública, que ainda alimentam a circulação de dinheiro na economia. E a segunda ilusão são os gadgets tecnológicos – a Internet, os telemóveis, os IPAD, etc – que incutem nas pessoas a ideia segundo a qual esses gadgets não existiriam em Portugal se não fosse o Euro; o Euro é associado aos commodities.

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Terça-feira, 28 Agosto 2012

A verdadeira razão por que o Bloco de Esquerda quer legalizar o consumo de drogas

Francisco Louçã

“The persistent, dependent use of marijuana before age 18 has been shown to cause lasting harm to a person’s intelligence, attention and memory, according to an international research team.”

via Study: Adolescent marijuana use leaves lasting mental deficits.

Um estudo científico conclui que o consumo de cannabis baixa o Q.I.

Terça-feira, 24 Julho 2012

Neognosticismo

Existe (ainda) uma certa ética cristã “voluntarista” — de origem em S. Paulo, continua por Santo Agostinho, segue com a irmandade franciscana, é adoptada por gente como Henrique de Gand ou Abelardo, foi seguida pela Escola de Port-Royal e por Pascal, entrou na Reforma através do calvinismo e do puritanismo, influenciou Kant, Hegel e o romantismo alemão, e finalmente descambou com Nietzsche com a sua inversão da vontade. Esta corrente ética voluntarista parte do paradoxo paulino: por um lado, a ética depende exclusivamente da nossa vontade; e por outro lado, depende do determinismo imposto por Deus — hoje, o determinismo de origem divina foi substituído pelo determinismo da natureza, mesmo sabendo-se que existe a física quântica.

Prefiro a concepção ética de S. Tomás de Aquino:

  • (1) é preciso obedecer sempre à nossa consciência, mesmo que possamos estar eventualmente errados;
  • (2) o acto cometido por uma consciência errada ou errónea continua a ser mau e distinto do de uma consciência informada; e por isso, há também a necessidade de informarmos a nossa consciência no sentido de evitarmos, quanto seja possível, os erros grosseiros na acção ética;
  • (3) o Direito Positivo tem a sua origem no direito natural que pertence às origens da criatura racional e que o tempo não muda, mas antes é imutavelmente permanente;
  • (4) o Direito Positivo é a incarnação do direito natural na História; e a dominação de um homem pelo outro já existia antes da “queda” e no estado de natureza no sentido das relações políticas entre um príncipe e os seus súbditos — porque o homem é um ser político: o direito natural é a forma do direito histórico;
  • (5) o ser humano é possuidor de livre-arbítrio, e a verdade é a adequação da consciência à realidade.

Ao contrário da concepção ética aristotélica de S. Tomás de Aquino, a estirpe platónica da ética — o “voluntarismo” — é iminentemente escapista [escape à realidade objectiva] e potencialmente gnóstica.

Por exemplo, os franciscanos medievais [desde a Alta Idade Média] defendiam a tese segundo a qual a própria natureza foi “quebrada” pela História [vemos as semelhanças com o movimento revolucionário moderno] por causa do pecado original [o “bom selvagem”, de Rousseau]. E os franciscanos baseavam esta sua tese na concepção ética de Santo Agostinho que, por sua vez, a foi buscar a S. Paulo.

Antes da “queda” — cogitavam os franciscanos medievais —, ou seja, antes do pecado original, no estado de uma natureza instituída, não existia nem senhor nem escravo [Rousseau], mas apenas a posse natural sem direito sobre as coisas [utopia platónica da República]; depois disto, para acudir às fraquezas humanas, foi instituída pelo homem a propriedade privada, (por exemplo, em Alexandre de Hales, “Suma do Irmão Alexandre”) introduzindo assim o direito e as relações de dominação [desconstrutivismo moderno e, por exemplo, marxismo cultural ou Derrida].

O próprio direito — ruminavam ainda os franciscanos — foi cindido pela “queda”, porque o direito natural é o estado da natureza humana antes do pecado original, antes da propriedade privada e antes da dominação: o Direito Positivo é, assim, concebido para uma natureza pecadora, o que significa que, para os franciscanos, existiu na Terra o Homem sem pecado e perfeito, e uma sociedade em que não existia o sofrimento nem a morte. Estamos em pleno gnosticismo cristão!

Podemos vislumbrar as influências da estirpe voluntarista da ética franciscana / agostiniana em gente tão diversa como, por exemplo, no bispo esquerdista Torgal Ferreira ou no radical Francisco Louçã. É isto que chamamos, grosso modo e entre outras razões, de “gnosticismo moderno”, ou neognosticismo.

Segunda-feira, 25 Junho 2012

Os animais ou criminosos, e a liberdade de expressão

Uma característica comum aos quatro personagens da imagem supra é a de — em nome da liberdade de expressão — terem criticado o nosso país entre estrangeiros, ou terem comprometido a ordem interna, ou terem levado a cabo políticas ruinosas para Portugal, contribuindo assim para o desprestígio internacional de Portugal.

Passos Coelho cometeu esse erro em Espanha e em espanhol, logo que foi nomeado líder do Partido Social Democrata, ao criticar o governo português entre espanhóis; convém que os portugueses conservem a memória.

José Sócrates, com a sua governação ruinosa que levou Portugal à bancarrota, deu o exemplo de como se pode reduzir o prestígio de um país a zero.

O Bloco de Esquerda de Francisco Louçã e o Partido Comunista de Jerónimo de Sousa têm contribuído, anos a fio, para o desprestigio do nosso país nos areópagos internacionais onde estão presentes, nomeadamente no parlamento europeu, onde têm sistematicamente tecido críticas não só a Portugal como país, mas também aos seus governos e a outros órgãos de soberania. Mas tanto o Partido Comunista como o Bloco de Esquerda foram mais longe: para além de contribuírem activamente para o desprestígio do nosso país, têm sistematicamente apelado à desordem pública — tudo isto em nome da liberdade de expressão.

Para Fernando Pessoa, qualquer um dos do Bando dos Quatro pertence ao “género de indivíduo que ou é um inferior análogo aos animais, em quem a hereditariedade prepondera sobre o meio [aqui é a hereditariedade a superar o meio], ou é um louco, um criminoso ou um génio [aqui é a variação (genética) a superar o meio].

Ora, dada a escassez de homens de génio, os que, sob qualquer pretexto — quase invariavelmente estúpido — que seja, procedem de modo que afectem ou possam afectar, o prestígio interno ou externo da sua pátria, ou são tipos inferiores e animais do homem, arrastados — pois a sua personalidade, que é nula, espontaneamente o nos pode conduzir a isso — por pseudo-ideias ou pseudo-ideais que tenham um apelo directo à sua animalidade; ou são degenerados mentais [loucos e semiloucos] ou morais [criminosos ou quase].” (in “Nacionalismo Liberal”)

Sexta-feira, 2 Março 2012

Metamorfoses políticas

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 10:03 pm
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“A História repete-se, primeiro como uma tragédia, e depois como uma farsa.” — Karl Marx

Quinta-feira, 29 Setembro 2011

Utopia e esperança

A “utopia” não é a mesma coisa que “esperança”, porque quem espera alguma coisa, parte do pressuposto de que aquilo de que se espera é possível de acontecer. Ou seja, aquele que espera, parte de um pressuposto racional, segundo o qual aquilo em relação ao qual se tem esperança, é possível de se realizar.

Mesmo quando um católico diz que “tem esperança em um milagre”, ele parte do pressuposto racional da possibilidade da realização desse milagre; e mesmo que alguém diga que esse católico está errado na sua esperança, a verdade é que o seu eventual erro (e sublinho “eventual”), em si mesmo, não é sinónimo de loucura.

Em contraponto, o utopista parte do princípio segundo o qual a utopia em que acredita é impossível de acontecer. Por exemplo, segundo Bataille, “a política que a felicidade exige, é a do impossível” (sic). Aqui, não se trata de uma mera figura de retórica: Bataille acredita mesmo no impossível como ponto de partida para o seu raciocínio.

Quando vemos, por exemplo, o discurso do Francisco Louçã, apercebemo-nos rapidamente de que o homem é avariado da corneta. A utopia é uma doença mental.

Sexta-feira, 13 Maio 2011

O Anacleto Procrustes Louçã defende acerrimamente o Euro

Foi divertido ouvir ontem, em um canal de TV, o social-fascista Francisco Louçã dizer que quem defende a ideia de que o futuro de Portugal passa pela saída do Euro, é de extrema-direita. Foi das coisas mais hilariantes que ouvi nos últimos tempos.

Desde logo, basta o facto de o trotskista radical Francisco Louçã defender acerrimamente a permanência de Portugal no Euro, para fazer com que qualquer português, que tenha dois dedos de testa, se coloque de pé-trás.

E depois, percebe-se a estratégia do Anacleto Procrustes Louçã, que consiste em utilizar a força da extrema-esquerda radical e social-fascista espalhada pelos outros países da Europa, para potenciar (ainda mais) a destruição da economia e da cultura do nosso país e do nosso povo.

G K Chesterton (salvo erro) dizia que existem dois tipos de políticos: os loucos e os sãos; e a diferença entre eles é a de que os loucos acreditam naquilo que dizem. O Anacleto Procrustes Louçã é um dos políticos que está entre os loucos.

Quarta-feira, 9 Março 2011

Franciscus Histericus

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:35 am
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