perspectivas

Domingo, 28 Junho 2009

O materialismo ou o ‘disparate do século XX’

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Terça-feira, 12 Agosto 2008

Thomas Huxley estava errado (7)

A “luta” entre a relatividade de Einstein e o Princípio da Incerteza de Heisenberg

Se dividirmos um segundo do nosso tempo, a meio, conservando apenas uma das metades e rejeitando a outra, e fizermos esta mesma operação ― isto é, dividirmos o “meio-segundo” que conservámos, a meio ― 150 vezes, chegaremos ao intervalo de tempo mais curto que os físicos consideram até hoje, e a que a Física quântica chamou de “cronão”. De igual modo, e com um centímetro, repetindo 110 vezes a sua divisão a meio, chegaremos à porção mais curta do espaço como tal considerada pelos físicos.

Os físicos quânticos (John Wheeler, et al) deduziram que, nesta escala infinitesimal, a Física quântica se mistura com a relatividade de Einstein, o que inclui a gravidade e a produção de “buracos negros” quânticos . Nesta escala de grandeza, os buracos negros são rasgões minúsculos no espaço-tempo que constituem um “borbulhar” contínuo ocorrendo espontaneamente; de facto, assistimos aqui a um “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg ― que tenta impedir a superdefinição da matéria, isto é, impedir a matéria se localizar com demasiada precisão no espaço-tempo ― e os super-enormes campos gravitacionais (em termos relativos e à escala) que ocorrem em tão reduzidas distâncias. Deste conceito, John Wheeler e os seus colaboradores extrapolaram (dedução) a ideia de “espuma quântica”, que é o resultado desse “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg e a relatividade de Einstein, sendo que a espuma quântica é, provavelmente, o universo inteiro. (ver)

O espaço e o tempo são apenas medidas de grandeza, unidades diferentes de conversão do espaço-tempo. O espaço e o tempo encontram-se ligados e são intermutavéis, e por isso, o carácter não-absoluto do tempo e do espaço foi substituído por uma ideia de carácter absoluto do espaço-tempo.

Quando se diz que o Princípio da Incerteza de Heisenberg não se aplica no macrocosmos (ver), esta posição é defendida porque a conexão entre o espaço e o tempo só se torna aparente (empirismo; verificação empírica) quando consideramos distâncias enormes, intervalos de tempo muito curtos, ou a objectos viajando a velocidades muito perto da velocidade da luz, porque é nestas escalas que se faz sentir (à nossa escala) a presença da gravidade ― o que não significa que em outras situações e noutras escalas, não sendo aparente e empiricamente constatável, o mesmo tipo de fenómenos não ocorra. “Se uma árvore se quebra na floresta, e não houver nenhum ser humano na floresta para ouvir o ruído da queda da árvore, será que o ruído existe de facto?”. Claro que sim; o facto de o ser humano não se aperceber de um determinado fenómeno, não significa que esse fenómeno não exista, só por esse facto.

A seguir: “Qual é o tamanho do universo”?

(1) Por isso é que a ideia da ciência determinista e determinada por “leis naturais” restritas e estáticas, e alegadamente “somente aplicáveis ao macrocosmos”, segundo a qual o Princípio da Incerteza de Heisenberg é exclusivamente aplicado ao microcosmos ― e nunca aplicável no macrocosmos conforme defendido aqui –, está desfasada, porque a análise empírica do macrocosmos constitui uma visão parcial do universo, e portanto desfasada do seu conjunto e da sua verdadeira realidade. Por muito que custe à nomenclatura científico-técnica clássica, vão ter que se habituar a novas ideias sobre o universo. Mais adiante falaremos mais concisamente sobre a aplicabilidade do “princípio da incerteza”, e do seu “duelo” com a relatividade de Einstein, em todo o universo.

Segunda-feira, 11 Agosto 2008

Thomas Huxley estava errado (6)

Wormhole
Worm hole

Com a relatividade geral de Einstein, a ideia de “buraco negro” popularizou-se. O “buraco negro” é um lugar no espaço onde o espaço e o tempo se “dobram” um sobre o outro, gerando um campo gravitacional tão intenso que suga toda a matéria à sua volta e nem sequer a luz escapa. Martin Kruskal, um físico de Princeton, descobriu que o “buraco negro” tinha outro lado: o “buraco branco”, que desempenha o papel oposto do “buraco negro”.

O buraco branco “cospe” tudo para fora de si num sentido temporal invertido, e o estranho é que estando os buracos negros e brancos ligados, o buraco negro e o branco não são ou não fazem parte do mesmo buraco.

Se conseguíssemos viajar mais rápido que a velocidade da luz, ao entrarmos num buraco negro seríamos instantânea e imediatamente cuspidos para o exterior pelo buraco branco, como se entrássemos numa sala e simultaneamente estivéssemos a sair dela! Mas ainda assim poderíamos “emergir” no buraco branco num local que se encontrasse a milhões de milhões de anos/luz do local de entrada do buraco negro. A estes túneis espaço-temporais, os físicos quânticos chamaram de “Worm Tunnels” (túneis de minhoca).

Sexta-feira, 1 Agosto 2008

Liberdade e necessidade

Baruch Espinosa entrou em várias contradições, e uma delas foi a de defender a liberdade do indivíduo face ao Estado ao mesmo tempo que defendia um Determinismo do universo e a total falta de livre-arbítrio do ser humano. A característica determinante da filosofia de Espinosa é o determinismo que, segundo ele, marca a vida de todo o ser humano inserido num universo panteísta ― um universo que consiste no próprio Deus. Espinosa foi um dos precursores do Naturalismo ateísta contemporâneo.

«Chamo livre, quanto a mim, uma coisa que é e que age através da única necessidade da sua natureza; oprimida, aquela que é obrigada por uma outra coisa a existir e a agir de uma certa maneira. (…) Para tornar isto claro e inteligível, vamos conceber uma coisa muito simples: uma pedra, por exemplo, recebe de uma causa exterior que a empurra, uma certa quantidade de movimento e, ao acabar a impulsão da causa exterior, continuará necessariamente a mover-se. Esta persistência da pedra no movimento é uma imposição, não porque seja necessária, mas porque é definida pela impulsão de uma causa exterior (…) Vamos conceber agora que a pedra, enquanto continua a mover-se, pensa e sabe que faz esforço, tanto quanto pode, para se mover. Esta pedra (…) pensará que é bastante livre e que apenas continua o seu movimento porque assim o quer.» ― Espinosa, Carta 58.

…o
determinismo filosófico
é incompatível com a liberdade…
Portanto, para Espinosa a nossa liberdade é uma ilusão porque ela é determinada por uma causa exterior que a condiciona totalmente, apesar de nós pensarmos que temos liberdade. Não vejo é como se pode defender esta ideia e ao mesmo tempo defender a liberdade do indivíduo em sociedade ― liberdade de expressão incluída. A filosofia de Espinosa, como todo o Naturalismo, é intrínseca e essencialmente totalitária; o determinismo filosófico é incompatível com a ideia de liberdade individual.
Esta ideia foi mais tarde seguida por Kierkegaard e por outros existencialistas (para além dos materialistas). Contudo, Maquiavel dois séculos antes de Espinosa escreveu que o ser humano tem liberdade em 50% do seu comportamento, sendo que os outros 50% são restrições à liberdade devido ao meio-ambiente, condicionalismo de vida, educação, etc. Na minha opinião, Maquiavel estará muito mais próximo da Razão do que Espinosa, e a filosofia quântica veio corroborar isso mesmo.

A Física quântica veio demonstrar que o Determinismo não existe na Natureza, mas apenas a Probabilidade de que algo aconteça (“Princípio da Incerteza”, de Heisenberg). Analisando um fenómeno, podemos concluir sobre as suas probabilidades de ocorrência, mas nunca podemos estar 100% seguros de que ele aconteça. É nessa probabilidade falível que reside a liberdade; pelo facto de um determinado fenómeno ser provável significa que existe uma margem de manobra que possa demonstrar a sua não ocorrência: é provável que algo aconteça de determinada maneira salvo exista uma vontade e uma consciência que decida que essa probabilidade se transforme numa impossibilidade objectiva.
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Quinta-feira, 10 Julho 2008

Thomas Huxley estava errado (1)

“Não devia depender da nossa escolha quais as quantidades que são observáveis, mas essas quantidades deveriam ser dadas, deveriam ser-nos indicadas pela teoria.”

― Albert Einstein

O Novo Ateísmo naturalista, que nos afiança que nada mais existe do que a matéria atómica e que o nosso pensamento é fruto dos átomos que constituem as propriedades neuro-fisiológicas (a estrutura dos neurónios e o “Epifenomenalismo” de Thomas Huxley e Darwin) é a maior fraude consentida pela ciência, e que se reforçou a partir do momento em que o darwinismo (segundo Dawkins) foi admitido ― com todos os seus elos perdidos e metodologias falhadas ― como fazendo parte do sentido da formação primordial do Universo. Qualquer físico quântico e/ou um matemático contemporâneo sabem que Richard Dawkins é um charlatão que tem vendido muitos livros, ao mesmo tempo que atestam que as religiões em geral são sínteses de formas primitivas de antever o que se perscruta como sendo a realidade científica, filosófica e religiosa.
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