perspectivas

Sábado, 17 Maio 2014

Salazar: era ¿monárquico ou republicano?

Filed under: Política — O. Braga @ 6:21 am
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“(…) era certo que [Salazar] temia que o regime republicano viesse a descambar no sistema de partidos e na confusão de que nos libertáramos havia 30 anos. Mas tinha ainda mais dúvidas do que eu acerca da viabilidade e da idoneidade da Monarquia, pois às que eu formulara se juntavam as dele sobre a dinastia. Não lhe parecia que D. Duarte Nuno possuísse as qualidades necessárias para o reatamento do regime monárquico, e as provas até então dadas pelos filhos ainda eram piores.

No seu discurso [de Salazar], a referência à eventualidade de a solução monárquica vir a ser uma solução nacional queria dizer que poderia chegar um momento em que, à consciência da Nação, a restauração da Monarquia surgisse como forma única de salvaguardar a sua existência e o seu património moral. Nada mais do que isso.”

Marcello Caetano, “Minhas Memórias de Salazar”, Lisboa, 2006, página 733

Salazar, antes de ser um economista, era um professor de Direito na Universidade de Coimbra. Salazar foi bastante influenciado, na sua formação, pela Filosofia do Direito, de Hegel — como, aliás, a esmagadora maioria dos seus contemporâneos. Salazar substituiu o conceito de “Ideia” (imanente, e proveniente do protestantismo), de Hegel, pelo conceito católico e tradicional de “Providência” (transcendente). Ou seja, Salazar não seguiu exactamente a metafísica de Hegel, mas é certo que foi influenciado, de forma marcada, pela Filosofia do Direito do filósofo alemão.

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Quarta-feira, 12 Fevereiro 2014

A crise endémica que parece sempre o “fim da História”

Filed under: Europa,Política — O. Braga @ 6:01 am
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Vou fazer de conta de que este verbete não foi escrito neste blogue, ou seja, vamos partir do princípio de que a fonte do texto é ideologicamente asséptica.

“Na tradição médica, crisis significa o momento em que o médico tem de julgar e de decidir se o paciente irá morrer ou sobreviver. O dia ou os dias em que estas decisões são tomadas são chamados crisimoi, os dias decisivos. Na teologia, a crisis é o último julgamento proclamado por Cristo no fim dos tempos. Como podem ver, o que é essencial em ambas as tradições é a ligação a um momento especifico no tempo.

Na utilização presente do termo, é abolida esta ligação. A crise e o julgamento são separados do seu correspondente temporal e coincidem agora com o decurso cronológico do tempo, de modo que, não apenas na economia e na política, mas em todos os aspectos da vida social, a crise coincide com a normalidade e torna-se, deste modo, apenas uma ferramenta de governo.

Consequentemente, a capacidade de decidir desaparece de vez e processo contínuo de tomada de decisões não decide absolutamente nada. Para o formular em termos paradoxais, podemos dizer que, encarando um estado de excepção contínuo, o governo tende a tomar a forma de um perpétuo golpe de estado. Este paradoxo seria uma descrição precisa do que sucede tanto aqui na Grécia como em Itália, onde governar significa fazer uma série continua de pequenos golpes de estado. O presente governo italiano não é legitimo.”

1/ dizer que o que se passa hoje no mundo “é novo”, é uma verdade de La Palisse. Mas, como dizia Fernando Pessoa, o que se passa hoje no mundo é a “velhice do eterno novo”.

Vamos analisar a seguinte proposição que é central ao raciocínio: “a crise coincide com a normalidade e torna-se, deste modo, apenas uma ferramenta de governo”.

Aqui, o escriba não se deu conta da noção epistemológica de crise: segundo Thomas Kuhn, a crise dá-se quando são detectadas anomalias no paradigma (seja este científico, seja, neste caso, ideológico-político), pondo em causa a sua fidelidade/verdade, entrando em ruptura. A crise do paradigma torna possível o aparecimento de soluções não previstas pelo paradigma e, também, de disputas acerca das regras e princípios que constituem o paradigma. A crise torna-se “séria” quando o novo paradigma se começa a formar.

Portanto, não há dúvida de que existe uma crise de paradigma ideológico-político na Europa (e não só), que se deve a anomalias no actual paradigma que entrou em ruptura. O problema que se coloca aqui é o de saber se o novo paradigma, que se começa a formar, é mais ou menos consentâneo com uma ética racional, e/ou se o novo paradigma que se desenha é um avanço ou um retrocesso civilizacional.

Em todos os processos políticos de ruptura de paradigma, a crise do paradigma é sempre entendida, a cada época, como “uma ferramenta de governo”. E é nisto, também, que consiste a “velhice do eterno novo”. Por exemplo, podemos dizer que os bolcheviques perpetuaram a crise que resultou do golpe-de-estado de 1917 e que se transformou em normalidade, e que Estaline não fez outra coisa senão transformar uma perpétua crise em uma ferramenta de governo.

2/ Ortega y Gasset identifica as “épocas de crise” com a inautenticidade do Homem. Em tempos de crise, o Homem — entendido individual e subjectivamente — deixa de ser autêntico, isto é, deixa de ser aquilo que ele é na sua essência e em coerência.

A autenticidade do Homem (e continuo a descrever a tese de Ortega y Gasset) acontece em “épocas orgânicas” da História, que são os tempos em que o futuro parece tranquilo e o presente seguro e assegurador. Nas épocas orgânicas, o passado não merece contestação nem é desconstruído, porque o Homem reconcilia-se consigo próprio; até o ateu vive tranquilo com o seu ateísmo, desde que consiga ter a certeza íntima do seu ateísmo.

Pelo contrário, nas “épocas de crise” o Homem vive angustiado com o futuro, não consegue a sua coerência interna e o sentido de vida, pessoais e subjectivos em relação ao seu presente, e tende a desconstruir o passado. “A mudança do mundo consistiu no facto de que o mundo em que vivíamos desmoronou e, de momento, em nada mais.” Na ausência dos valores que caracterizaram a época orgânica que acaba de desmoronar, a época de crise transporta consigo a possibilidade do melhor, mas também do pior. O futuro é opaco. As dicotomias são exacerbadas. Os radicalismos imperam.

“A Rebelião das Massas”, que caracteriza a época de crise ocidental que se iniciou no Iluminismo — e que, na minha opinião, atingiu o ponto máximo nos últimos vinte anos — é considerada por Ortega y Gasset como sendo a pior de todas, na medida em que nunca a incerteza sobre o futuro foi tão grande como é agora. A doce tranquilidade do presente, a segurança do futuro, e o respeito pelo passado que caracterizaram a época orgânica anterior ao Iluminismo — “a plenitude dos tempos”, como lhe chamou — já não existem. Mas, para Ortega, a uma época crítica sucede uma época orgânica, e vice-versa.

3/ a actual crise na Europa, sendo uma ruptura de paradigma ideológico-político, não apresenta — pelo menos por agora — soluções que possam ser consideradas positivas, porque a realidade social é reduzida à economia, e, em função desta redução da realidade à economia, a política deixou de ser episteme e transformou-se em doxa 1. Esta redução da realidade à economia não é só característica da direita neoliberal: também é partilhada pela esquerda herdeira do defunto marxismo-leninismo que já deu origem a um neomarxismo.

Para a política actual (entendida no seu conjunto como doxa, tanto de direita como de esquerda, na Europa) a “inautenticidade do Homem”, em vez de ser um defeito, passou a ser uma virtude: não há qualquer garantia de segurança em relação ao futuro como existiu em épocas orgânicas da História, a tranquilidade do presente só é possível através da auto-repressão das convicções individuais que não se identifiquem com uma espécie de “Iluminismo negativo” que se afirma na cultura (na direita de Ângela Merkel e na esquerda de François Hollande), e da total privatização das subjectividades (por exemplo, a actual tendência para impôr a restrição da expressão religiosa à intimidade do lar, tendendo a proibir a sua expressão em locais públicos).

A actual doxa política impõe que o passado tenha que ser erradicado da História (esta erradicação do passado é defendida tanto pelo neoliberalismo como pelo neomarxismo), reduzindo a História à própria época crítica presentista e sempre actual — e neste sentido, a própria época crítica actual parece ilusoriamente ser escatológica e final. E é nesta escatologia aparente da História que reside a ilusão da “crise como instrumento de governo”.

Nota
1. A doxa não procura as causas das coisas ou dos acontecimentos; a opinião, em política, expressa-se como se não existisse nem passado e nem uma sequência causal dos fenómenos sociais e culturais. Em contraponto, o episteme , em política, é a procura de um nexo causal dos fenómenos sociais e culturais.

Domingo, 14 Agosto 2011

“A culpa é da democracia”

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:48 am
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A ideia de que o poder político só pode vir do Alto (de uma autoridade espiritual) foi a mesma que inspirou Calvino e a teocracia de Genebra, que deu alento acrescido ao gnosticismo latente na cultura intelectual europeia do século XVI e lançou definitivamente o movimento revolucionário em velocidade de cruzeiro.
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Sábado, 16 Julho 2011

Empresas estratégicas nacionais não devem ser privatizadas

Sou contra a privatização de empresas como a REN, Águas de Portugal, o CTT ou até mesmo a TAP.

Em primeiro lugar, por uma razão económica: essas empresas estão subvalorizadas pela acção da Moody’s e de outras agências de notação.

Em segundo lugar, por uma razão moral: os países europeus (Alemanha e França) que exigem a privatização da EDP, por exemplo, são os mesmos países que não privatizam as suas empresas estatais de energia. Mais uma vez, o directório da União Europeia entrou em moral hazard.

Em terceiro lugar, por uma razão ética: essas empresas estratégicas para o Estado, ao serem privatizadas, vão acabar por ser um dos grandes pomos de discórdia nacional que levará, sem dúvida alguma, a uma espécie de novo PREC — desta vez com contornos diferentes, como é evidente.

O “utilitarismo de acto”, que caracteriza o Neoliberalismo de Hayek, acredita que a acção privada, qualquer que seja, é sempre benéfica para a sociedade. Mas esta visão foi já ultrapassada e colocada de lado pelos defensores contemporâneos do “utilitarismo de regra” (J. J. Smart, Marcus George Singer, e mais recentemente D. Lyons, R. M. Hare e sucessores) que defendem a ideia segundo a qual, o que conta para a sociedade é a provável consequência de uma acção privada — e já não a dogmatização da “mão invisível” e da acção privada, como os neoliberais portugueses de pacotilha ainda parecem defender.

Segunda-feira, 21 Fevereiro 2011

A “Direita Revolucionária”

A “direita revolucionária” utiliza o conceito de “vontade geral” de Rousseau — como podemos ver neste artigo acerca de Alain de Benoist — para questionar a democracia parlamentar de tipo ocidental, da mesma forma que a esquerda totalitária utiliza o dito conceito de “vontade geral” para justificar o seu totalitarismo e, de modo semelhante, os partidos políticos ditos democráticos (como por exemplo, o Partido Social Democrata, Partido Socialista, ou CDS) também utilizam a “vontade geral” de Rousseau para governar sem referendos.
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Quarta-feira, 15 Setembro 2010

A Nova Utopia marxista e a estratégia da Nova Direita

A estratégia da verdadeira direita deve ser a de recusar, ignorar e negar a Grande Recusa procedente da Utopia Negativa do marxismo cultural e da Escola de Frankfurt.

A queda do muro de Berlim elevou o nível de delírio e do absurdo da utopia anteriormente existente. O que estamos a assistir hoje na nossa sociedade (que inclui todo o ocidente) é um fenómeno novo que não foge à contingência dos erros antigos. Lembro-me da frase de Elsa Triolet: “o futuro não é a melhoria do presente; é outra coisa”. Ao contrário do que pensava Elsa Triolet, a utopia pensa sempre que o futuro é a melhoria do presente e que o erro humano pode ser eliminado. Porém, parece-me certa a ideia de que o planeta Terra nunca será o paraíso e que a nova utopia parece trabalhar afanosamente para que ele se transforme em uma coisa muito parecida com um inferno.
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Quarta-feira, 7 Julho 2010

O Neopuritanismo ou o Purificacionismo (2)

Hannah Arendt definiu como característica fundamental da mente revolucionária, gnóstica e totalitária, a capacidade do gnóstico moderno em definir a realidade como se estivesse na posse da verdade límpida e absoluta, em que os contornos da realidade são imbuídos de uma clareza inquestionável que desafia a própria ciência e até a substitui através do cientismo. O gnóstico e revolucionário não tem dúvidas absolutamente nenhumas acerca da sua visão da realidade, nunca se questiona nem admite que se coloquem questões sobre a sua mundividência. O gnóstico é o próprio Deus na Terra.

O Quénia, é um país com problemas graves de alimentação, de habitação, saúde pública e educação; um país com uma frágil democracia onde ainda há pouco tempo aconteceram fenómenos de violência étnica; um país em que existem problemas de desemprego endémico e muito fracas condições de trabalho. Muito recentemente (a 4 de Julho de 2010), Hillary Clinton referiu num discurso que a máxima prioridade da política externa americana para África é a implementação dos “direitos” dos gays e do “casamento” gay, e o Vice-presidente americano Joe Biden foi recentemente expressamente enviado por Obama ao Quénia no sentido de pressionar o governo queniano a ceder à prioridade máxima do governo americano em relação a África.

A expressão desta prioridade máxima obamista é cultural, na linha da “abolição da cultura” e dos valores definidos por Georg Lukacs quando fundou a Escola de Frankfurt. Porém, os gnósticos modernos vão mais longe: pretendem agora estender a acção das engenharias sociais, que pretendem alterar a natureza da estrutura fundamental da realidade, a países e povos que não têm uma cultura cristã e ocidental genuína e de raiz, como é o caso dos países africanos.
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O Neopuritanismo ou o Purificacionismo (1)

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For”“Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Os três mestres da suspeita

Para que seja possível entender cabalmente não só esta Nova Esquerda que desponta — conforme retratada por Ernest Sternberg —, como o movimento revolucionário em geral, é necessária a leitura do livro “As Religiões Políticas” de Eric Voegelin e, se possível, “A Nova Ciência da Política” do mesmo autor, sendo que esta segunda obra de Eric Voegelin reveste-se já de alguma complexidade de linguagem que talvez não seja acessível a muita gente.

Para além das ditas obras de Eric Voegelin, seria também aconselhável a leitura da obra de Hans Jonas “The Gnostic Religion” ( “A Religião Gnóstica”) que serve de suporte científico à própria obra de Eric Voegelin. Outras obras de outros autores contemporâneos, como Kurt Rudolph, Giovanni Filoramo, Yuri Stoyanov e Michel Tardieu, concedem à obra de Eric Voegelin a autoridade científica irrefutável que o movimento gnóstico moderno (através dos seus ideólogos) recusa, por razões que toda a gente pode compreender.
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Sábado, 3 Julho 2010

A diferença entre um conservador e um liberal

« Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflitantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de direito, ou gosta do Estado de direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um “conservador”; no segundo, é um “liberal”.

(…)

Ou você fundamenta o Estado de direito numa concepção tradicional da dignidade humana, ou você o reinventa segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes.

(…)

O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários.

O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de direito. O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de direito. »

— Olavo de Carvalho, “Por que não sou liberal” ; ler o resto.

Lendo esse texto de Olavo de Carvalho, passamos todos a perceber melhor algumas opiniões expressas no Insurgente ou no Blasfémias, e mesmo algumas diferenças de opinião entre os escribas do Corta-Fitas. A direita portuguesa não é toda igual, e enquanto o Partido Social Democrata de Passos Coelho — aquilo a que chamo de “direita medíocre” — entra agora numa deriva liberal (um dia destes o partido muda de nome), o CDS/PP assume cada vez mais uma linha política conservadora.

É bom que se separem as águas e que ninguém coma “gato por lebre”.

Domingo, 9 Maio 2010

O novo totalitarismo português suave

A estratégia política da esquerda é a de “libertar” o indivíduo para o poder, depois, oprimir sem resistência. Esta estratégia é mais visível no Bloco de Esquerda e no Partido Socialista do que no Partido Comunista que segue uma linha mais ortodoxa e não tanto libertária. Mas se virmos com atenção, podemos ver no Partido Social Democrata de Passos Coelho alguns tiques deste libertarismo inserido em uma estratégia política que coloca o indivíduo sozinho e isolado contra ou face ao Estado.
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Quinta-feira, 1 Abril 2010

A corrupção da democracia

Hannah Arendt distingue o sistema totalitário (nazismo, comunismo) do sistema autoritarista (Salazarismo, Pinochet, ditadura militar no Brasil, etc.). O sistema totalitário é por ela comparado a uma cebola com as suas diversas camadas a partir do centro onde funciona o comando do sistema.
O sistema autoritarista é por ela comparado a uma pirâmide social em cujo vértice se encontra o escol ou o ditador, cuja legitimidade de poder é outorgado por uma realidade que transcende a própria sociedade.

Julius Evola vê a coisa de outra maneira. Ele distingue entre o sistema totalitário e o sistema orgânico. O sistema totalitário de Evola é o sistema autoritarista de Arendt ― com sua pirâmide social que, segundo Evola, coarcta qualquer grau de liberdade e limita a autonomia dos seus membros ―, e o sistema totalitário Arendt é, sem tirar nem pôr, o sistema orgânico de Evola.
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Segunda-feira, 8 Março 2010

Direita e esquerda gnósticas

Este fim-de-semana vinha no carro e ouvi na rádio (salvo erro, na Antena 1) a deputada do CDS/PP Teresa Caeiro dizer que “hoje a distinção de esquerda e de direita já não faz sentido”. Hoje vi este postal com o título: “Pela Direita dos Valores e a Esquerda do Trabalho!” (via). Decididamente, tenho que falar sobre o assunto. Vou primeiro ao postal.
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