perspectivas

Sexta-feira, 19 Março 2010

O filisteu moderno

O substantivo adjectivado “filisteu” tem uma conotação pejorativa e está ligado ao utilitarismo da nova burguesia da “boa sociedade” do século XIX que via no objecto de arte, ou um artigo vendável e passível de lucro, transformando assim o objecto de arte num objecto de consumo, ou numa forma de se afirmar na sociedade através da exibição ostensiva de “cultura”. A imagem do filisteu era a do indivíduo que coleccionava obras de arte não pelo amor desinteressado à arte e à beleza, mas pela utilidade que essa colecção lhe traria, seja em dinheiro, seja em status social. O filisteu era um utilitarista.
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