perspectivas

Sexta-feira, 2 Novembro 2007

Complementando Fichte (2)

Filed under: Religare — O. Braga @ 1:38 pm
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Diz-se que a filosofia de Fichte é a filosofia do “infinito”. Eu penso que a filosofia de Fichte é a filosofia do “Absoluto”, e “Infinito” é coisa diferente.
O “Infinito” distingue-se do “Finito” e do “Absoluto”. O “Finito” caracteriza a vida e o mundo da criatura limitada pelo Espaço-tempo. As realidades finitas podem não ter fim, mas têm concerteza um princípio, pois são criadas. O “Infinito” caracteriza objectos ou sujeitos sem princípio nem fim, mas que não sendo criados, são derivados do Absoluto (consubstanciais ao Absoluto), e que têm a capacidade de transcendência sobre o Espaço-tempo, embora não existam necessariamente alheados (fora) do Espaço-tempo. O “Absoluto” não tem princípio nem fim, e está totalmente fora e alheado do Espaço-tempo (ver post anterior).
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Quarta-feira, 31 Outubro 2007

Complementando Fichte (1)

Filed under: Religare — O. Braga @ 12:37 pm
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É bem provável que o Universo que analisamos hoje através da ciência seja apenas um dos muitos universos habitados possíveis e existentes, e com características semelhantes mas não iguais. Para além dos múltiplos universos habitados por criaturas em evolução, existe a probabilidade da existência de um “espaço exterior”, onde novos universos embrionários, à espera do Big Bang, se preparam para cumprir a Vontade do Absoluto. Sobre a filosofia quântica falaremos mais adiante; é essencial que falemos primeiro em Fichte.
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Quarta-feira, 24 Outubro 2007

Zeitgeist

O caro amigo “Matrix”, visita deste meu humilde tugúrio, chamou-me à atenção do Zeitgeist, um documentário anti-religioso. Devo dizer que não vi o documentário todo – nem metade; deixei de ver quando quiseram atribuir a origem das religiões modernas à adoração do homem primitivo ao Sol. Já não tenho pachorra para argumentos falaciosos repetidos Ad Eternum (ver este post sobre o Politicamente Correcto).

Daquilo que eu vi, e do que adivinhei no restante, o filme é muito básico nos seus argumentos, e não constitui nada de novo desde o tempo de Nietzsche.
Na série de posts que escrevi sobre a “Fé Racional”, chamei à atenção para a necessidade de reformularmos a nossa postura perante a religião, de maneira retirarmos determinado tipo de argumentos a essa gentalha.

Vamos começar pelo título do filme: Zeitgeist. Não vejo conexão entre o conteúdo do filme e o seu título. Zeitgeist é uma palavra alemã composta: Zeit + Geist, que significa “tempo” e “espírito”. Traduzindo, seria “o espírito do tempo”. Dá a sensação que o título foi escolhido para criar impacto, e sem conexão necessária com o conteúdo. Mas como eu não vi a maior parte do filme, não posso ter a certeza de que não exista uma coerência entre o título e o filme. Parece-me, contudo, que o título tanto poderia ser Zeitgeist, como Opel Astra, Coca-cola, ou Adidas.

Impõem-se, desde já, duas perguntas:
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