perspectivas

Segunda-feira, 16 Dezembro 2019

Aquilo a que chamamos “democracia” já não faz sentido.

Hoje já não existe diferença assinalável entre aquilo a que se convencionou chamar de “Esquerda moderada”, por um lado, e “Esquerda Radical”, por outro lado.

O conceito de “Esquerda Radical” já não faz sentido, uma vez toda a Esquerda se radicalizou (no sentido de “jacobinização” da política). Basta vermos o que se passa hoje com a Esquerda do partido Democrático nos Estados Unidos, ou com a Esquerda britânica sob os auspícios de Corbyn.

Dizer que existe hoje uma “Esquerda moderada” é equivalente a dizer que existe hoje um “Islamismo moderado”. É um oxímoro.

JPP-ZAROLHOExistem excepções individuais na Esquerda — que são apenas excepções aparentes.

Por exemplo, o José Pacheco Pereira, ou o Daniel Oliveira: são indivíduos de esquerda que fazem (circunstancialmente) a crítica em relação à Esquerda, nos casos em que a acção política do esquerdalho é de tal forma histriónica e absurda que há a necessidade de alguém vir a terreiro tentar “salvar a honra do convento” esquerdista. Estes indivíduos (entre outros) fazem parte da categoria dos “esquerdistas espertalhões”.

Por exemplo: a crítica dos “esquerdistas espertalhões” a Joacine "Vai-te Katar" Moreira e ao partido LIVRE, ou a crítica ao desavergonhado Ferro "Estou-me Cagando" Rodrigues.

Trata-se, da parte dos espertalhões, de uma estratégia política de controle de danos: perante o radicalismo histriónico evidente da actual Esquerda, os ditos espertalhões definem a orientação política da camada exterior da cebola do totalitarismo de veludo vigente (segundo o conceito de Hannah Arendt) .

É neste contexto que o presidente da assembleia da república, o Ferro "Estou-me Cagando" Rodrigues, não só censura o discurso de um deputado legitimamente eleito, como ameaça publicamente tirar-lhe a palavra de forma arbitrária.

Aquilo a que chamamos “democracia” já não faz sentido.

Quinta-feira, 12 Dezembro 2019

O Partido Socialista desavergonhado

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,Partido Socialista — O. Braga @ 7:14 pm
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O socialista Ferro Rodrigues ficou muito sentido com a palavra “vergonha”.


ps-vergonha-web

H/T

Sexta-feira, 23 Outubro 2015

O novo presidente do parlamento português: “Estou-me cagando para o segredo de justiça”

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 6:48 pm
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Sexta-feira, 1 Fevereiro 2008

Marinho Pinto excedeu-se

Já estava a ficar admirado com a “isenção” de Marinho Pinto. Numa entrevista concedida ontem à RTP1, Marinho Pinto mandou uma bacorada pela boca fora que pode ser o prelúdio do seu apoio tácito (ou mesmo explícito) à tentativa de reeleição de José Sócrates.

A bacorada consistiu em afirmar que “a PJ quis decapitar o Partido Socialista”, no processo de pedofilia da Casa Pia.

Em primeiro lugar, Marinho Pinto esquece-se de que Ferro Rodrigues foi nomeado para secretário-geral do PS depois de terem saído as primeiras notícias nos jornais sobre o caso de pedofilia da Casa Pia e depois da PJ estar a investigar o caso antes de António Guterres se ter demitido por causa do “pântano”. Ainda hoje não sabemos qual era o “pântano” de Guterres que justificou a sua auto-demissão. O Sr. Marinho Pinto, que é contra o branqueamento de capitais, não deveria ser a favor do branqueamento da História.

Em segundo lugar, sabemos que o sistema judicial – de que Marinho Pinto faz parte na sua qualidade de bastonário da Ordem dos Advogados – através do Conselho Superior da Magistratura, não autoriza que o juiz que mandou prender Paulo Pedroso faça declarações públicas sobre o assunto. O sistema judicial cala os protagonistas do processo Casa Pia, e Marinho Pinto vem dizer que a PJ quis decapitar o PS; no mínimo, trata-se de cinismo por parte do Sr. Marinho Pinto, quando se esconde por detrás do segredo imposto pelo sistema judicial de que faz parte, atirando um labéu para a PJ.

Em terceiro lugar, o Sr. Ferro Rodrigues só caiu na desgraça dos portugueses porque a) se esteve “cagando para o segredo de justiça”, que Marinho Pinto não está, e b) porque defendeu o Sr. Paulo Pedroso a ponto de tentar contrariar e mesmo minar as investigações policiais, utilizando métodos que roçam o tráfico de influências. O papel de um político responsável não é minar o poder judicial, nem é o de se estar cagando para o segredo de justiça. Ferro Rodrigues saiu pelo seu pé, e saiu muito bem.

Em último lugar, Marinho Pinto deveria denunciar o novo Código Penal feito à medida para beneficiar os arguidos e acusados no processo de pedofilia da Casa Pia, o famigerado CPP revisto já pela actual maioria absoluta do Partido Socialista no parlamento. Em vez de denunciar um CPP feito à medida dos pedófilos, Marinho Pinto acusa a Polícia Judiciária de decapitar o Partido Socialista; só lhe falta participar na campanha de Sócrates para um novo mandato da desdita portuguesa.

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