perspectivas

Sábado, 20 Junho 2015

Fé e Saber

Filed under: Ciência,filosofia — O. Braga @ 8:52 am
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Vamos analisar a proposição de Nietzsche : “crença é um desejo de não saber”; e depois a frase de Olavo de Carvalho : “fé não é crença: é confiança”.

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Domingo, 10 Novembro 2013

De Kierkegaard a José Régio

 

Já Hannah Arendt afirmou que a filosofia de Kierkegaard foi o início da crise moderna do Cristianismo. E tinha razão. Por muito que não gostemos (e eu não gosto dessa ideia), Hannah Arendt tinha razão.

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Domingo, 21 Julho 2013

O último livro de Luís Portela: capítulo I

Filed under: Livros — O. Braga @ 1:09 pm
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1/ O Acordo Ortográfico

Eu estive para não comprar o livro de Luís Portela com o título “Ser Espiritual: Da Evidência à Ciência”, porque está publicado segundo o Acordo Ortográfico. Quando quero algum livro em especial, ou ele não é editado segundo o Acordo Ortográfico, ou procuro uma edição antiga em um alfarrabista. O progresso não é uma lei da natureza e o Acordo Ortográfico não significa evolução da língua, mas antes significa involução (como é óbvio e evidente!).

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Livro de Luís Portela

Filed under: Livros — O. Braga @ 10:02 am
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Para quem puder ou quiser gastar apenas 10 Euros, recomendo a leitura de um (novo) livro de autoria de Luís Portela, com o título “Ser Espiritual: Da Evidência à Ciência” – da editora Gradiva. Mais adiante farei aqui uma súmula crítica do livro.

Sábado, 20 Julho 2013

Somos certezas. Somos fé.

Alguém escreveu aqui um artigo com o título: “Somos incertezas. Somos fé” (ver ficheiro PDF). O título é auto-contraditório, e essa contradição reflecte-se em todo o artigo. E por isso não posso concordar com ele. O assunto é algo complexo, e vamos a ver se o consigo condensar num verbete, como mandam as regras da Internet.

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Quinta-feira, 12 Agosto 2010

A fé e o dogma

Filed under: diarreias — O. Braga @ 5:44 am
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Existem diferenças entre teoria, doutrina e dogma. Uma teoria está aberta à discussão, uma doutrina estabelece um sistema de ideias que, segundo o teorema de Gödel, não identifica as suas próprias contradições, e o dogma fecha-se completamente em si próprio.
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Sábado, 31 Julho 2010

A fé do cientista

Sobre este postal:

« A ciência particular não duvida de que o seu objecto seja cognoscível — duvidará de que o seja plenamente e encontrará adentro do seu problema geral alguns especiais que não pode resolver. Inclusivamente, como a matemática, chegará a demonstrar que são insolúveis. Porém, a atitude do cientista implica fé na possibilidade de conhecer o seu objecto.

E não se trata de uma vaga confiança humana, mas de algo constituinte da própria ciência, de tal modo que, para ela, definir o seu problema é uma e a mesma coisa que fixar o método geral da sua solução.

Por outra forma dito: para o físico (e cientista em geral) é problema aquilo que em princípio é resolúvel, a solução é-lhe, até certo ponto, anterior ao problema; entende-se que vai denominar a solução e conhecimento ao tratamento que o problema tolerar.

Assim, no que respeita às cores, aos sons e às mudanças sensíveis, em geral o físico só pode conhecer as relações quantitativas, e mesmo estas — as situações em tempo e espaço — só relativamente, e essas relatividades só com a aproximação que os aparelhos e os nossos sentidos permitem; pois bem, a este resultado, teoreticamente pouco satisfatório, chamará solução e conhecimento. »

Ortega y Gasset (“Que és Filosofia?”)

Perante esta citação (e muitas outras desta índole), não admira que os cientistas, em geral, odeiem a filosofia; e quando parecem gostar dela e a fazem, demonstram imensa falta de prática (um dia destes irei publicar aqui algumas das “Cartas de Problemática”, de António Sérgio, exactamente sobre a fé dos cientistas).

Sexta-feira, 9 Julho 2010

Fé, razão e ciência

Filed under: Religare — O. Braga @ 4:44 pm
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« Quem não acredita em Deus, acaba por acreditar em tudo o resto. »
Aura Miguel

A crença é constitutiva da existência — assim como o é a linguagem e a razão. O ser humano não pode viver sem crer; mesmo o pobre suicida, na sua descrença de tudo o resto, tem que crer que a morte é a solução para os seus problemas. Não há como fugir à crença em alguma coisa; o problema é saber em que devemos crer, e como devemos crer.
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Domingo, 16 Maio 2010

A fé racional e a razão da fé

Santo Agostinho dizia que as descobertas da ciência não anulam os fundamentos da fé. São Tomás de Aquino sublinhava o valor da razão na auto-afirmação da fé — o que não significou todavia que este desse primazia à razão sobre a fé. Contudo, estas duas formas de ver a relação entre a fé e a razão foram consideradas por muitos, e até hoje, como sendo incompatíveis.
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Segunda-feira, 29 Março 2010

Jesus ressuscitou

Ainda hoje ninguém sabe ao certo o que se passou no dia 13 de Outubro de 1917, nas cercanias da Cova da Iria, em Fátima. Milhares de pessoas dizem ter visto, por volta do meio-dia, “o sol dançar”. E as pessoas, hoje, perguntam: será que “o sol dançou” mesmo? Podemos responder: não sabemos ou não podemos afirmar com toda a certeza, porque não estivemos lá nesse dia para testemunhar a experiência daquelas milhares de pessoas que se reuniram naquele local pela fé comum (fé comum = experiência intersubjectiva).

Porém, temos que partir do princípio de que uma idêntica experiência vivida comummente por milhares de pessoas, a maior parte delas estranhas umas às outras, não se pode considerar como uma falsidade ou uma ilusão, porque se o considerássemos assim estaríamos à partida a considerar a nossa própria experiência subjectiva de vida como uma ilusão ― estaríamos a negar a nossa própria experiência subjectiva. Seria estúpido dizer-se que o que se passou naquele dia em Fátima não aconteceu de facto; o que podemos dizer é que a experiência intersubjectiva daquelas pessoas não foi compartilhada por outras pessoas, nomeadamente por nós.
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Terça-feira, 8 Setembro 2009

A Moral como expressão humana do Valor

Filed under: ética,filosofia,Religare — O. Braga @ 1:31 pm
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Interessante este artigo e comento daqui.
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Domingo, 30 Dezembro 2007

Dissertação sobre o fundamentalismo anti-teísta e a elite estupidificada

“No caso de Dawkins – e intra-muros, no caso de Saramago – assistimos a dois casos típicos de desonestidade intelectual. Ambos são intelectualmente desonestos na sua sanha irracional anti-religiosa.”

(texto com 1690 palavras)
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