perspectivas

Terça-feira, 18 Janeiro 2011

A metafísica negativa europeia

Existe, entre as “elites” europeias, uma espécie esquizofrenia que dissocia a cultura da política, sendo que existe um consenso alargado na cultura e uma divergência radical na área económica.

No programa de ontem “Prós e contras” da Fátima Campos Ferreira, pudemos ver a perplexidade estampada nas seis pessoas convidadas a participar no programa; a maioria delas estava estupefacta (ou estúpida ante os factos) perante a evolução que a União Europeia leva. Entre os seis, houve apenas uma pessoa lúcida (não me lembra o nome do economista) que foi a que defendeu a ideia de que, a médio prazo (se não for antes), o Euro vai desaparecer.
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Terça-feira, 1 Junho 2010

Sobre o programa de ontem da Fatinha

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:02 am
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Nunca me canso de ouvir o prof. Adriano Moreira.

Terça-feira, 13 Outubro 2009

A promiscuidade entre a política e os me®dia

merdia

A promiscuidade entre a política e os me®dia ficou bem patente ontem no debate do “Prós e Contras”. Se o jornal Público se pôs a jeito em relação a um determinado tipo de “fontes”, o Diário de Notícias fez uma coisa extraordinária: publicou um email privado que tinha circulado entre dois jornalistas do jornal Público 17 meses antes ― email esse que terá chegado a diversos jornais oriundo de uma “fonte política” que não foi especificada no debate ―, aliando a existência desse email a uma notícia actual publicada pelo Público, e sugerindo aos leitores do DN a ligação lógica entre o dito email e a notícia de ano e meio depois.

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Quinta-feira, 8 Outubro 2009

O superlativo absoluto simples do politicamente correcto

O Luís Fazenda, dirigente do Bloco de Esquerda, no início da sua intervenção no debate da Fatinha (Prós e Contras) último:

— “Boa noite a todos e a todas!”

Para se compreender esta dissonância cognitiva, ler este postal sobre o desconstrucionismo de Derrida. Talvez o Luís Fazenda pudesse ter simplificado a coisa e dito “boa noite a toda a gente”; “gente” é feminino e por isso fica bem; e poupava tempo e sobretudo a nossa paciência.

Terça-feira, 22 Setembro 2009

O síndroma de Estocolmo causado pelo socratinismo

O programa de ontem da Fátima Campos Ferreira (que não vi até ao fim), que alegadamente deveria tratar de sondagens, descambou para a afirmação política dessas sondagens, com direito a traçar cenários de coligações para formar o futuro governo e tudo mais. A pretexto de se falar sobre a substância das sondagens e da forma como elas são realizadas, o programa partiu do princípio da veracidade absoluta das últimas sondagens para traçar um único cenário de governo: PS + BE. De nada valeu ao Pedro Magalhães dizer que “sondagens não são previsões”; mal ele acabou de dizer isso, o programa continuou a tratar as sondagens como previsões.

sindroma-estocolmo

Este fenómeno ― que não se passa só na RTP mas em todos os organismos ligados ao Estado formatado pelo socratinismo ― revela o síndroma de Estocolmo que consiste num comportamento irracional de colaboração da vítima em relação ao violador; de certa forma, a vítima passa a depender psicologicamente do estuprador e não consegue, do ponto de vista emocional, desligar-se deste. Essa dependência da vítima em relação ao malfeitor é baseada numa gestão do medo de uma forma tal que a pessoa cativa passa não só a identificar-se com quem lhe coarcta a liberdade, como aumenta gradualmente a simpatia em relação a ele.

O síndroma de Estocolmo para além de ser uma dissonância cognitiva que tenta afastar a infelicidade da vítima através da sua identificação emocional com o estuprador, é também uma resposta psicológica da entidade cativa que se traduz em sinais de lealdade para com o violador ou raptor, independentemente do risco que impende sobre a entidade cativa pelo facto da sua própria condição. Trata-se de um mecanismo de defesa inerente a um processo de identificação considerado inconscientemente pela vítima como sendo necessário para a sua sobrevivência.

Este fenómeno ocorre praticamente em todo o Estado socratino ― salvo quando as vítimas se manifestam em grupo, sentindo assim a força do colectivo (manifestações públicas de protesto). Porém, a nível da sua situação individual, o síndroma de Estocolmo socratino está presente em todo o aparelho de Estado e funcionalismo público.

Nunca, depois de 25 de Abril de 1974, Portugal viveu o síndroma de Estocolmo a um nível tão elevado.

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