perspectivas

Terça-feira, 23 Junho 2015

Acusamos a classe política e a democracia pela degradação social e cultural em Portugal

 

“Passos, Portas e Costa sabem que o Estado Social tem os dias contados, mas evitam dizê-lo”.

A demografia (também) vai a votos…


“O ministro da Saúde, Paulo Macedo, assumiu hoje que os custos do Serviço Nacional de Saúde vão aumentar e que deve ser discutida a sua forma de financiamento, admitindo que poderá passar por um aumento de impostos”.

Ministro da Saúde: Solução para financiar SNS pode passar por aumento de impostos


“Sector privado realiza 30 por cento dos abortos em Portugal. Interrupção voluntária da gravidez custou ao Estado mais de 11 milhões de euros em 2014. Oito mulheres abortaram mais de dez vezes”.

Estado paga 45 abortos por dia


O problema não é só o do Estado Social. O problema principal é o de que a actual classe política, em geral, está afanosamente a destruir o valor da família nuclear na cultura antropológica.

A sociedade — ou parte dela — tem que se organizar para levar os responsáveis da Esquerda — incluindo os líderes da maçonaria — e seus sucessores ao paredão de fuzilamento.

Antes de existir o Estado Social em Portugal, a família nuclear e tradicional era fortemente valorizada na cultura antropológica. Na ausência de um Estado Social, a família natural supria em grande parte as necessidades de integração social e de sobrevivência do país.

abortoA classe política dita “democrática” investiu no Estado Social ao mesmo tempo que foi desvalorizando a família tradicional na cultura, por exemplo, através do aborto pago pelo Estado, a criação de estereótipos culturais (através dos me®dia) que ostracizam as famílias numerosas, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida para todos (transformando a criança em um objecto), as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças que estão na forja no programa político da Esquerda, a ideologia de género, etc..

Sem Estado Social e sem a valorização da família natural na cultura antropológica, Portugal estará entregue, a longo prazo, a uma ditadura.

O que temos que fazer é que essa ditadura não seja de Esquerda e internacional (sinificação de Portugal): temos que começar a trabalhar já na implementação de uma ditadura de Direita e nacional.

A ideia segundo a qual “a União Europeia nos irá ajudar”, é treta. Vimos no caso recente da Grécia que é treta: é uma evidência que é treta. Ou os portugueses olham por si, ou ninguém quer saber. A União Europeia pode desintegrar-se a qualquer momento enquanto o diabo esfrega um olho.

“Olhar pelo país” significa, desde já, julgar a classe política deste regime a que se convencionou chamar de “democrático”. Significa prepararmo-nos para o pior; ter a coragem de erradicar a iniquidade política pelos meios que forem necessários — sejam quais forem (literalmente).

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Domingo, 7 Dezembro 2014

O João Miranda defende uma igualdade cínica

Filed under: bovinotecnia — O. Braga @ 8:41 pm
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O João Miranda tem, em relação à igualdade, uma relação esquizofrénica: normalmente acha que as pessoas não são todas iguais — e eu concordo! —, mas por vezes defende a ideia marxista de igualdade de meios e condições de existência.

“O governo introduziu um quociente familiar para determinação do rendimento colectável no calculo do IRS. Se bem percebi o rendimento de um casal passa a dividir por 2+0.3N em que N é o número de filhos. Num sistema de impostos progressivos, o resultado desta alteração é o aumento de transferências de quem não tem filhos para quem os tem. O que implica um agravamento das perversões causadas pela progressividade.”

mijando no copoOu seja, o governo de Passos Coelho — honra lhe seja feita! — passou a considerar que uma criança, que é um ser humano, vale 30% do valor de um adulto. E o João Miranda acha que é muito, que uma criança inserida no contexto familiar deveria valer zero em matéria de impostos.

Ou seja, o João Miranda considera que quando o governo atribui o valor de 30% de humanidade a uma criança está a conceder um privilégio à sua família — e não um direito.

Para o João Miranda, a igualdade perante a lei exigiria que a criança valesse zero em termos de dedução nos impostos. O conceito de “igualdade liberal” já é, neste caso, inconveniente para o João Miranda — porque a igualdade de direitos, segundo o liberalismo, não significa que todos tenham o mesmo poder ou as mesmas características, mas antes que têm uma dignidade igual. E retirar qualquer valor a uma criança é retirar a dignidade a um ser humano, independentemente de este pode pagar impostos, ou não.

O conceito de “igualdade” do João Miranda parece-me mais do tipo marxista, embora virado do avesso. Há ali um marxista apóstata!. É uma igualdade social ou de condições, uma espécie de igualitarismo marxista enviesado e do reviralho.

Ainda vou ver o João Miranda defender a eutanásia para os outros — porque, para ele, nunca!: pimenta no cu dos outros é chupa-chupa! — em nome da necessidade de limitar as transferências de fundos públicos de uns para outros.

Ou, como dizia o poeta Óscar Wilde: “O cínico é aquele que conhece o preço de tudo, mas não sabe o valor de nada”.

Sexta-feira, 28 Março 2014

A Esquerda e o problema demográfico português

 

O que me espanta é que seja a Esquerda (incluindo o Partido Social Democrata de outros tempos, com alguma cumplicidade do CDS/PP de Paulo Portas) que venha agora falar de “problema demográfico endémico” — quando foi a Esquerda que legalizou o aborto “a pedido arbitrário da cliente”, defendeu já a legalização da eutanásia no parlamento (Bloco de Esquerda), legalizou o “divórcio unilateral e instantâneo”, instituiu o “casamento” gay, e quer agora legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos e o tráfico de crianças.

A Esquerda destruiu os valores da família na cultura antropológica portuguesa, e agora queixa-se do “problema demográfico português”.

Quarta-feira, 12 Março 2014

O Estado da anafa, e o Estado dos brócolos

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:09 am
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A pseudo-informação diz-nos que o Estado alemão não é anafado, mas que o Estado socratino era anafado, e agora o Estado do PSD do Pernalonga já não é. Porém, o Estado alemão é mais anafado do que o Estado português, e por uma razão: a economia alemã pode suportar o Estado Social, ao passo que a economia portuguesa não pode. Até aqui estou de acordo com o escriba bovinotécnico.

sol na eira e chuva no nabalQuem diz que não existe Estado Social na Alemanha, ou é burro ou é burro; aliás, foram os alemães que inventaram o Estado Social ainda no século XIX. A economia alemã pode ter um Estado Social, porque tem recursos para pagar a anafa. Portugal não tem esses recursos, o que significa que Portugal tem que ter uma orientação política e cultural totalmente diferente da dos países do norte da Europa.

E é aqui que começa a contradição dos neoliberais da bovinotecnia. Como soe dizer-se, “aqui é que bate o malho” (salvo seja).

Os países da Europa do norte podem dar-se ao luxo de ter aborto à fartazana, “casamento” gay, imigração em barda para substituir a fornicação de pólvora seca, adopção de crianças por pares de invertidos, a cultura do divórcio expresso e na hora, etc. — porque as garantias do Estado Social (que Portugal não pode ter) compensam, até certo ponto, a destruição da cultura da família natural nesses países. Por exemplo, na Dinamarca, onde existe também Estado Social, mais de 50% das crianças nascidas têm pai incógnito (famílias monoparentais). Ou seja, nesses países do norte, a anafa substitui as nossas couves galegas e os brócolos.

Ora, Portugal não pode comer anafa: tem que se limitar aos brócolos do quinteiro. E é isto que o Partido Socialista não entendeu. E para que Portugal se limite aos brócolos do quintal, a sociedade tem que assentar, não na destruição dos valores da família natural (como acontece hoje no norte da Europa), mas antes no fortalecimento cultural da família natural como célula básica da sociedade.

Eu lembro-me de ver o João Miranda, por exemplo, a defender o aborto livre e o “casamento” gay: ou seja, na cultura antropológica, a bovinotecnia blasfema mal se distingue da socialite do Partido Socialista e da Esquerda.

Por isso é que Portugal está no clube errado (leia-se, União Europeia e zona Euro): Portugal está no clube dos anafados, mas só pode comer brócolos. E, por isso, Portugal faz de conta que os brócolos que come são anafa; vive na ilusão do pobre que pensa que pode cevar o porco caseiro com palha seca — e essa ilusão é tanto de esquerda como de “direita”, porque tanto a esquerda como a “direita” vêem a cultura antropológica de uma forma semelhante. E por isso é que os neoliberais de pacotilha entram em contradição.

Sexta-feira, 17 Maio 2013

Que morram do veneno que eles próprio venderam ao país

A minha posição em relação à greve dos professores é neutral. Se há professores a mais e crianças a menos, quem incentivou e aprovou o aborto livre e gratuito (pago pelo Estado) que os aguente. Que morram do veneno que eles próprios venderam ao país.

E isto ainda não é nada comparado com o que vem aí: a ideia segundo a qual os velhos também podem trabalhar e não precisamos assim tantos dos novos, vai rebentar na cara desta classe política. E quando a realidade lhes rebentar na cara também vou ser neutral, mesmo em presença de julgamentos sumários e fuzilamentos clandestinos.

trabalho idoso 400 web

Terça-feira, 30 Abril 2013

A bovinotecnia confunde propositadamente Estado Social e Estado Decente

“Consciente dos malefícios do seu estado social, a Dinamarca está já a promover reformas que, provavelmente, impedirão a implosão do país. Em Portugal, mesmo depois de termos estoirado, continuamos sem conseguir compreender as razões que nos levaram à situação em que nos encontramos, nem tão pouco somos capazes de enfrentar as reformas necessárias para voltarmos a ser um país decente.”

Qualquer comparação entre o Estado Social na Dinamarca e a caricatura congénere portuguesa ou é má-fé ou estupidez. Ou ignorância em relação ao que se passa na Dinamarca, o que não parece ser o caso. O bovinotécnico em causa escreve um relambório coerente e racional para chegar aonde quer: dizer que Portugal, tal como a Dinamarca, tem um Estado Social, tentando subrepticiamente impor ao leitor uma comparação entre as duas situações.

Que se diga que a esquerda pretende (se pudesse) transformar Portugal numa espécie de Dinamarca, concordo. Que se diga que Portugal tem um Estado Social comparável ao espanhol, só um psicótico o diria. E se não tem comparação com o Estado Social espanhol, muito menos tem com o congénere inglês, francês e alemão; e ainda muito menos ainda com o dinamarquês, sueco ou norueguês.

Se há tiques do Estado Social nórdicos em Portugal? É claro que sim. Por exemplo, as reformas antecipadas. Mas a concessão errónea de reformas antecipadas não pode justificar a punição das pessoas que se reformaram na idade certa e legal: não é defensável que em nome do combate à anomalia se puna o normal — que é o que Passos Coelho pretende fazer.
Outro tique do Estado Social nórdico é, por exemplo, o aborto grátis. Por que carga de água o Estado (o contribuinte) tem que pagar as “cambalhotas” irresponsáveis de alguns cidadãos?

Outra coisa, bem diferente, é por exemplo o apoio do Estado aos idosos doentes; ou a preferência do Estado (em benefícios fiscais) em relação aos casais efectivamente casados e com filhos, em detrimento da actual preferência do Estado em relação aos solteiros. Quando Estado apoia os desempregados que contribuíram previamente para a SS (Segurança Social), não é um Estado Social, mas antes é um Estado Decente.

(*) A bovinotecnia é a arte de tratar do “gado” de uma forma tal que se consiga fazer crer aos “bovinos” que serão livres se abandonarem o seu estatuto de bovinidade.

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