perspectivas

Domingo, 7 Fevereiro 2016

O dia da família, em Roma, contra a adopção de crianças por pares de invertidos

Filed under: criança — O. Braga @ 12:02 pm
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Segunda-feira, 26 Outubro 2015

O Frei Bento Domingues e os vários tipos de família

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 9:08 am
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BD sínodo 2 progressoO Frei Bento Domingues escreve um artigo no jornal Público de 25 de Outubro com o título “Sínodo das famílias ou dos bispos?”. Frei Bento Domingues considera o desconstrucionismo e o estruturalismo como os expoentes máximos do progresso, progresso esse entendido por Frei Bento Domingues como uma lei da natureza. Quando alguém pensa que o progresso é uma lei da natureza, o advento de qualquer barbárie não pode ser concebido senão como uma forma de progresso.

A partir do texto de Frei Bento Domingues, podemos facilmente identificar os mentores do seu arquétipo mental: para além de Karl Marx e sobretudo Engels, o estruturalismo do princípio do século XX, Escola de Frankfurt e o marxismo cultural, o Existencialismo e desconstrucionismo de Heidegger e Sartre, Derrida, ou seja, toda uma visão hegeliana da História. Sobre este assunto aconselho o leitor a ler “A Filosofia de Hegel”, de Benedetto Croce, Imprensa da Universidade de Coimbra, 1933, tradução de Vitorino Nemésio.

Não vou dizer que o Frei Bento Domingues está desactualizado, porque isso seria incorrer no mesmo erro e na mesma falácia ad Novitatem em que o Frei Bento Domingues cai; direi apenas que o Frei Bento Domingues está errado, porque não adequa os seus conceitos à realidade.

Segundo Frei Bento Domingues, a família pode ser tudo — o que significa que passa a ser nada.

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¿Como é que a Igreja Católica pode lidar com um conceito  de família sem definição real?

Frei Bento Domingues não o diz, porque estamos no domínio da utopia. Uma utopia psicótica, um delírio interpretativo. Quando o nosso desejo é anómalo, concebemos a utopia como parte do real concreto.


Em algumas culturas, o irmão mais velho da mãe tem um lugar mais importante (na família) do que o pai biológico da criança; em outras culturas, os homens passam a ser temporariamente considerados “mulheres”, ou determinadas mulheres são consideradas “homens”. Nestas sociedades (os tobriandeses, por exemplo), a lei do grupo prevalece sobre o indivíduo; as funções, códigos e estatutos estão em primeiro plano; o indivíduo apaga-se diante dos sistemas que o clã, a tribo ou a família formam; as relações são menos individualizadas, menos personalizadas.

Nessas culturas, em que existem formas de família diferentes da (ainda) família tradicional europeia, o conceito de família tem uma definição que serve de norma. Nessas culturas não coexistem diferentes formas de família: existe nelas uma clara noção de família que é universal. O erro do estruturalismo antropológico foi o de partir do princípio relativista segundo o qual é possível integrar em uma mesma sociedade vários tipos de família em coexistência pacifica — quando essa possibilidade não existe nas culturas de onde esses modelos de família são oriundos.

A ideia de Frei Bento Domingues segundo a qual é possível, em uma mesma sociedade, coexistirem diferentes noções de família, não é apenas uma utopia: é uma irracionalidade completa que é fruto de um erro de análise. Só é possível que existam várias noções de família em uma mesma sociedade, sacrificando a coesão social e atomizando a sociedade; este é um facto indesmentível.1

Uma concepção séria da História, que sabe o que foi feito da autonomia relativa das civilizações, não permite que se interprete em termos de “evolução” ou de “novidade”, aquilo que, pelo contrário, se assemelha a processos de decomposição ou de crise.

“O grande fenómeno que prepara a hominização e que consegue realizar o homo sapiens, não é o ‘assassínio do pai’, mas antes é o nascimento do pai”. — Edgar Morin

A família dita “nuclear” não é um acidente da História: ela é largamente maioritária através das civilizações. O triângulo mãe/pai/filho foi uma diferenciação cultural que tornou mais forte e mais estável a família, quando comparada, por exemplo, com a família “avuncular” em que o tio substitui o pai — porque a ligação tio/filho não é de modo nenhum simétrica à ligação mãe/filho; e, neste caso, o casal sexual mantém-se fora da educação e da transmissão. Ou seja, a família avuncular é um elemento de desordem social.

Quando o Frei Bento Domingues defende a possibilidade de coexistência, em uma mesma sociedade, de vários tipos de família, o que ele defende é uma exponenciação da desordem social em nome de uma utopia que se submete a um desejo anómalo.

Nota
1. É surpreendente como o neoliberalismo marginalista e Frei Bento Domingues estão de acordo.

Sexta-feira, 16 Outubro 2015

O delírio gay vai ter que acabar; é uma questão de tempo

 

Maria é casada e mãe de dois filhos, mas o facto de ser lésbica torna a sua família diferente aos olhos da legislação europeia, retira direitos aos seus filhos e impede a família de circular livremente pela Europa.

“A realidade é contada por Maria von Känel, presidente da Rede de Associações Europeias de Famílias LGBT (NELFA, na sigla em inglês), que está em Portugal, juntamente com a mulher e os dois filhos, para participar no quarto encontro europeu de famílias arco-íris, ou seja, famílias onde há, pelo menos, uma pessoa Lésbica, Gay, Bissexual ou Transgénero (LGBT)”.

Famílias LGBT querem reconhecimento e liberdade de circulação na Europa

Como podemos verificar no texto, Maria é “casada” com uma mulher e, alegadamente, com ela teve dois filhos.

Qualquer pessoa sabe que uma mulher não pode ter filhos com outra mulher; mas os me®dia alimentam e promovem, na cultura antropológica, o delírio da segunda realidade da Ideologia de Género.

O que o cidadão vulgar questiona é a razão por que os me®dia afirmam a ideia segundo a qual “é possível a uma mulher fazer filhos com outra mulher”, ou “um homem fazer filhos com outro homem”.

E a resposta é simples: o que se pretende é destruir o casamento e a família natural que foi o esteio da civilização europeia. O retorno à barbárie é a melhor forma de controlar o indivíduo.

Sexta-feira, 7 Agosto 2015

Isto é moderno e progressista

 

« “During that first ovulation period, the guys would stop by and after every attempt, we’d have a cup of tea while Daantje sat on the couch with her legs up in the air.

Thankfully, it only took two months for her to get pregnant, because I remember thinking, Imagine if we have to do this for a full year: all those jars of semen and basters and all that,” elaborates Dewi. »

These Five People Are About to Have a Baby Together

familia-do-putedoO que não é novo neste conceito de “família” é a mulher enquanto puta

Terça-feira, 23 Junho 2015

Acusamos a classe política e a democracia pela degradação social e cultural em Portugal

 

“Passos, Portas e Costa sabem que o Estado Social tem os dias contados, mas evitam dizê-lo”.

A demografia (também) vai a votos…


“O ministro da Saúde, Paulo Macedo, assumiu hoje que os custos do Serviço Nacional de Saúde vão aumentar e que deve ser discutida a sua forma de financiamento, admitindo que poderá passar por um aumento de impostos”.

Ministro da Saúde: Solução para financiar SNS pode passar por aumento de impostos


“Sector privado realiza 30 por cento dos abortos em Portugal. Interrupção voluntária da gravidez custou ao Estado mais de 11 milhões de euros em 2014. Oito mulheres abortaram mais de dez vezes”.

Estado paga 45 abortos por dia


O problema não é só o do Estado Social. O problema principal é o de que a actual classe política, em geral, está afanosamente a destruir o valor da família nuclear na cultura antropológica.

A sociedade — ou parte dela — tem que se organizar para levar os responsáveis da Esquerda — incluindo os líderes da maçonaria — e seus sucessores ao paredão de fuzilamento.

Antes de existir o Estado Social em Portugal, a família nuclear e tradicional era fortemente valorizada na cultura antropológica. Na ausência de um Estado Social, a família natural supria em grande parte as necessidades de integração social e de sobrevivência do país.

abortoA classe política dita “democrática” investiu no Estado Social ao mesmo tempo que foi desvalorizando a família tradicional na cultura, por exemplo, através do aborto pago pelo Estado, a criação de estereótipos culturais (através dos me®dia) que ostracizam as famílias numerosas, o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida para todos (transformando a criança em um objecto), as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças que estão na forja no programa político da Esquerda, a ideologia de género, etc..

Sem Estado Social e sem a valorização da família natural na cultura antropológica, Portugal estará entregue, a longo prazo, a uma ditadura.

O que temos que fazer é que essa ditadura não seja de Esquerda e internacional (sinificação de Portugal): temos que começar a trabalhar já na implementação de uma ditadura de Direita e nacional.

A ideia segundo a qual “a União Europeia nos irá ajudar”, é treta. Vimos no caso recente da Grécia que é treta: é uma evidência que é treta. Ou os portugueses olham por si, ou ninguém quer saber. A União Europeia pode desintegrar-se a qualquer momento enquanto o diabo esfrega um olho.

“Olhar pelo país” significa, desde já, julgar a classe política deste regime a que se convencionou chamar de “democrático”. Significa prepararmo-nos para o pior; ter a coragem de erradicar a iniquidade política pelos meios que forem necessários — sejam quais forem (literalmente).

Domingo, 22 Março 2015

Cara Inês Teotónio Pereira : não compreendo essa coisa do “pai moderno”

 

“Aos pais de hoje pede-se que vão à escola às festas dos filhos, que mudem as fraldas dos bebés, que lavem a loiça, que saibam escolher as roupas das filhas e que cozinhem o jantar. Os pais de hoje têm de partilhar funções que dantes eram da exclusividade das mães. O mundo mudou e nessa mudança é obrigatório que os pais também mudem.”

Inês Teotónio Pereira

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um patriarca é isso mesmo!

No princípio da década de 1980 fui pai pela primeira vez. Quando estava em casa, fazia questão de ser eu a mudar-lhe as fraldas e a dar-lhe o banho diário — logo desde os primeiros dias de vida. De vez em quando também cozinhava, mas já não era de lavar a louça. A limpeza da casa era feita a meias. O meu filho mais velho só adormecia deitado em cima da minha barriga; e ali ficava eu (acordado, claro!) até ele adormecer e depois ia deitá-lo na cama dele.

Em finais da década nasceu o meu segundo filho, e o ritual repetiu-se: o banho diário dele era tarefa minha salvo raras excepções (sempre ao fim do dia, quando chegava do trabalho), e sempre que estava em casa também lhe trocava as fraldas; lembro-me bem dos produtos de limpeza e lencinhos próprios comprados na farmácia e utilizados na higiene da mudança da fralda, e da preocupação com a limpeza especial das pequenas rugas do bebé para evitar a inflamação da pele.

David 23 de Julho de 1982


A minha preocupação com os filhos nunca me inibiu de ser macho — ou seja, era eu quem mandava e quem tinha a última palavra em casa, para o bem e o para o mal. Portanto, essa coisa do “pai moderno” é treta: há, como sempre houve e apesar da cultura antropológica predominante em cada época, pais com bom-senso e pais sem ele.

Pelo contrário, o “pai moderno” é hoje — em juízo universal — aquele que faz os filhos, pede o divórcio unilateral e na hora para não ter que os aturar, deixa a mulher sozinha com os filhos nos braços, e não paga a educação dos filhos alegando que não tem dinheiro — e tudo isto em nome de leis que defendem o feminismo e a autonomia da mulher. Esta é a verdadeira “mudança” de que a Inês Teotónio Pereira não fala: a mudança que irresponsabiliza o homem (e a mulher, noutros aspectos) em nome da “luta contra a família patriarcal”.

Eu fui um patriarca na família que não deixou de mudar os cueiros à prole; um bom patriarca é isso mesmo!

Quinta-feira, 26 Fevereiro 2015

«Não existe um modelo único de família» — diz a deputada comunista Rita Rato

 

O que a deputada comunista diz, é verdade. Mas o que não pode haver é vários modelos de família em uma mesma sociedade. Por exemplo, em uma sociedade islâmica, a poligenia é o modelo oficial e cultural de família sancionada pelo Estado islâmico. Podem existir, nas sociedades islâmicas, casamentos monogâmicos, mas a monogamia é entendida pela doutrina estatal islâmica como a condição da poligenia (um primeiro estádio da poligenia).

evolução gay

O que a deputada do Partido Comunista tem que decidir é qual o modelo de família que o seu (dela) partido defende para a sociedade portuguesa. Engels abordou o problema da família e da propriedade privada, mas estava longe de supôr que, algum dia, um Partido Comunista defendesse o “casamento” gay. Álvaro Cunhal, o histórico dirigente do Partido Comunista, afirmou em uma entrevista na RTP conduzida por Carlos Cruz na década de 1990, que “a homossexualidade é uma coisa muito triste!” (sic).

Portanto, segundo o marxismo, o que estava em causa era o modelo da chamada “família patriarcal”, mas nunca passou pela cabeça de Karl Marx ou de Engels adoptar o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos. Pelo contrário: Engels criticou duramente o comportamento homossexual!, cuja causa atribuiu à desordem da sociedade causada pela “família patriarcal”. Nunca Engels ou Marx defenderam ou validaram a homossexualidade como comportamento normal ou normalizável.

Se querem discutir e colocar em causa o conceito de  “família patriarcal”, é uma coisa; se querem dizer que é possível coexistirem, em uma sociedade, vários modelos de família (por exemplo, a poligenia, a poliandria, a poliamoria, o “casamento” gay, etc.), é outra coisa que raia o absurdo.

Podemos deduzir que o ataque da Esquerda à “família patriarcal” justifica a defesa da proliferação de modelos de família na sociedade portuguesa. Não se trata aqui de libertarismo, mas de uma política cultural e social de terra queimada. É uma política de “roleta russa”: não se sabe bem no que dará essa política no futuro, mas confia-se que a bala não será disparada imediatamente quando se percutir o gatilho. Mas nunca se sabe o futuro!

A política de Esquerda em relação à  família resume-se a este conceito: “mais vale destruir tudo, do que termos o que temos neste momento; e depois de tudo destruído, logo se verá o que havemos de fazer”.

Domingo, 7 Dezembro 2014

A origem da família, da propriedade e do Estado – Engels (parte 2)

 

Os dois trechos seguintes marcam o essencial do livro de Engels “A origem da família, da propriedade e do Estado”.

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Sábado, 6 Dezembro 2014

A origem da família, da propriedade e do Estado — Engels (parte 1)

 

engels1/ Qualquer observador atento que veja como a instituição da família está a ser tratada pela política europeia, não pode deixar de verificar a influência das ideias de Engels na cultura política actual. Engels escreveu um livrinho a que deu o nome de “A origem da família, da propriedade e do Estado” [a minha edição é da Editorial Presença, 1976], e este opúsculo marcou indelevelmente aqueles que hoje assumem cargos políticos em Portugal — desde Passos Coelho, que militou na Juventude Comunista, até ao José Pacheco Pereira que, como sabemos, diz que foi maoísta mas já não é.

Se repararmos bem, todo o esforço político da União Europeia actual, na área da família, vai no sentido de valorar politicamente e refundar, na cultura antropológica, a família sindiásmica segundo o conceito de Engels. Não se quer com isto dizer que a família sindiásmica de Engels seja transposta literalmente para a actualidade, porque isso seria impossível: o que quer dizer é que as características fundamentais da família sindiásmica formatam as políticas de família, não só em Portugal como na União Europeia.

2/ Engels pretendeu dar ao seu livro citado um cariz científico; porém, mais não fez do que citar Antropólogos do século XIX, como por exemplo Morgan ou Espinas; e depois enviesa as conclusões desses Antropólogos (conclusões muitas vezes incorrectas do ponto de vista científico) para lhes dar uma forte tonalidade ideológica-política.

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Quarta-feira, 19 Novembro 2014

Quando a mulher adopta o apelido do marido

Filed under: cultura — O. Braga @ 2:10 pm
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O jornal Púbico publica um artigo com o título “Identidade, submissão ou amor? O que significa adoptar o apelido do marido” :

“Nada obriga uma mulher a adoptar o apelido do marido no casamento. As que o usam são mais carinhosas e menos inteligentes?”

Naturalmente que a cultura antropológica actual sofre a influência nefasta das elites políticas e académicas, que enviesam o genuíno significado do simbolismo subjacente à adopção, por parte da mulher, do nome de família — porque é disto que se trata: adopção de um nome de família.

Antes de mais, temos que saber o que é a família antropológica. Os antropólogos do princípio do século XX — por exemplo, o estruturalista francês Claude Lévi-Strauss — chegaram à conclusão de que existe um tipo de família nuclear que é basicamente comum a praticamente todas as culturas.

A família nuclear antropológica é constituída por uma mulher e “três homens”: o marido da mulher, o irmão da mulher, e o filho da mulher. E a mulher é o centro da família nuclear, como podemos ver na imagem abaixo.

FAMILIA NUCLEAR

A noção de família nuclear antropológica não é a mesma da noção de “família” de Engels e do marxismo: para Engels, o matriarcado é um conceito radical, em que o homem (o marido) é desvalorizado em termos de função na família. Na família nuclear antropológica existem três pessoas do sexo masculino que são essenciais à família, pese embora seja a mulher o esteio da família.

Ou seja, na família nuclear, a mulher tem um poder real fáctico, uma vez que é ela que é a base da família. Por exemplo, a cultura judaica é matrilinear, o que revela que a mulher é o centro da família.

Ora, este poder real da mulher no seio da família, se for exacerbado (como acontece hoje), pode afastar o homem (o pai do filho); esta é uma das razões por que, cada vez mais, existem mães solteiras. Uma forma de fazer equilibrar a relação de poder na família, entre o homem e a mulher, é a de fazer coincidir simbolicamente o apelido do marido com o apelido da família: por isso dizemos, por exemplo, “família Oliveira”, “família Soares”, etc..

Não se trata propriamente de submissão da mulher ao marido, quando ela adopta o apelido dele: trata-se de uma concessão da mulher que tende a “prender” o homem (o marido) à família através de um simbolismo com incidência na cultura antropológica: através do símbolo do nome de família que coincide com o nome do marido, a mulher cede simbolicamente ao homem algum do poder real que detém na família, em troca de um compromisso de estabilidade na ligação do homem à família.

Não nos podemos esquecer do seguinte: durante toda a sua vida sexual, o homem produz biliões de espermatozóides, ao passo que a mulher produz cerca de 400 óvulos. É do interesse da mulher, concebida como a centralidade da família, que os “três homens” da família nuclear se mantenham próximos dela; e é essencial, para a mulher, que o marido não se sinta ostracizado no seio da família, ou que sinta que o seu poder real no seio da família fique diminuído.

Por isso é que é inteligente, por parte da mulher, que ela crie uma identidade da família através da inclusão simbólica do apelido do marido como nome de família. Não se trata, aqui, e ao contrário do que diz o politicamente correcto, de a mulher abdicar da sua identidade pessoal: trata-se, em vez disso, do papel da mulher em fomentar (no seu próprio interesse) uma identidade da família enquanto tal, conseguindo compromissos por parte do marido que tendam a uma unidade familiar.

No seio da família, a mulher concede (faz concessões tendo em vista compromissos por parte do marido), mas não se submete porque ela é a base fundamental da família. Quem não percebe isto é analfabeto funcional.

Sexta-feira, 24 Outubro 2014

A ILGA Portugal, os me®dia, e a destruição linguagem

 

ilga filhos de gays

Repare-se na linguagem: “Portugal ainda não protege filhos de casais homossexuais”. Parece que os “casais” homossexuais dão filhos.

Um gay adopta uma criança, por exemplo, e automaticamente a criança passa a ser “filha” de outro gay com quem ele vive. Através da destruição da linguagem e do senso-comum, pretende-se a destruição da família natural.

Se um homem tem uma filha, essa filha tem uma mãe. E se uma mulher tem um filho, esse filho tem um pai. Mas o politicamente correcto elimina, da cultura, a noção de maternidade e de paternidade naturais. E os me®dia aplaudem. E depois temos toda a gente a dizer que existe uma crise de natalidade em Portugal.

Se um homem tem uma filha de uma mulher e depois casa-se com outra mulher, ninguém diz que a filha é da segunda mulher do referido homem. Mas se um gay tem um filho de uma mulher e depois “casa-se” com um outro gay, os me®dia e o politicamente correcto dizem que o filho é também do outro gay com quem ele vive. Os gays passam a parir pelo cu.

fascista familiar

Segunda-feira, 15 Setembro 2014

Foi nisto que deu o "casamento" gay

 

No Brasil há uma bebé com 1 pai, 2 mães e 6 avós

poliamoria webTrata-se de um caso de poliamoria: uma mulher é lésbica, a outra é bissexual e coabita sexualmente com a primeira e com um homem que é o pai da criança.

De facto, trata-se já (na prática) de um casamento entre três pessoas, que é o prelúdio para o “casamento” entre quatro, cinco, seis, sete … ou vinte pessoas. Agora imaginem a complexidade jurídica e ética de um divórcio de um “casamento” entre sete pessoas … e com crianças envolvidas!

Abre-se uma caixa de Pandora: dentro em breve haverá uma criança, por exemplo, com cinco mães, sete pais, e 24 avós. O fundamento deste sofisma é a ideia segundo a qual “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural” — quando, na realidade, a família é um misto das duas coisas!

Quando se separa a família, por um lado, da natureza, por outro lado, tudo é possível em nome da “cultura”. E mesmo que fosse verdade que “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural”, haveria que saber se as culturas são todas igualmente positivas — por exemplo, saber se uma cultura que permite a excisão feminina é tão boa como uma cultura que não a permite.

Uma criança com “seis avós” é um delírio, porque não existe ligação carnal entre a criança e dois dos avós. Separar a família da criança, por um lado, da sua ligação carnal e familiar, por outro lado, é um delírio que coloca em causa o bem-estar da criança — embora se defenda o contrário. O que se pretende é a satisfação dos desejos dos adultos, e as crianças transformam-se em joguetes nas mãos de gente irresponsável e inconsciente.

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