perspectivas

Sexta-feira, 22 Novembro 2013

O princípio darwinista aplicado à política da União Europeia

 

“O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse, na quinta-feira à noite, acreditar que pode haver uma Zona Euro sem orçamento e que poderia existir um círculo permanente de ministros de Finanças.”

Presidente do Eurogrupo propõe zona Euro sem orçamento

Uma zona Euro sem orçamento significa uma discussão permanente acerca da aplicação de um orçamento real que, à partida, não existe. Ou seja, existiria de facto um orçamento, só que esse orçamento seria aplicado, ao longo do tempo, ao sabor da lei do mais forte; os compromissos políticos acerca da aplicação do dinheiro disponível na União Europeia não seriam feitos a priori (na medida em que, não havendo orçamento, não há uma discussão prévia sobre ele), mas antes seriam realizados à medida em que o ano civil ia decorrendo.

Uma das intenções desta proposta é afastar, da opinião pública, o critério da distribuição do dinheiro pelos diversos países — porque se o orçamento é “volante” e “volátil”, a opinião pública dificilmente se dá conta dos compromissos políticos celebrados a cada momento do ano civil.

Decorre da anterior razão — o afastamento do orçamento, da opinião pública — a tentativa de impôr a lei do mais forte no critério de distribuição de verbas pelos vários países da zona Euro. Recorde-se que Jeroen Dijsselbloem foi nomeado para presidente do Eurogrupo pela Alemanha.

Sábado, 4 Maio 2013

Durão Barroso confunde unanimidade com unanimismo

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:50 pm
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Alguém deveria explicar a Durão Barroso qual a diferença entre unanimidade, por um lado, e unanimismo, por outro lado – porque, na União Europeia, a política é exactamente como um jogo de futebol de selecções nacionais: jogam onze contra onze, e no fim quem ganha é a Alemanha.


Jose-Manuel-Barroso 200 web png.pngO presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defende numa entrevista a ser publicada no domingo a chanceler Angela Merkel face às críticas sobre a disciplina orçamental imposta pela Alemanha.

“O que acontece em França ou em Portugal não é culpa de Merkel ou da Alemanha”, afirmou Durão Barroso, numa entrevista a ser publicada no domingo no jornal alemão Welt am Sonntag, citada pela agência de notícias France Presse.

As decisões no seio do Eurogrupo são sempre tomadas por unanimidade . É totalmente injusto apresentar as medidas como se fossem impostas por um único país ou por uma só instituição”, disse Barroso, acrescentando que também é “vítima” dessas tentativas de atribuir as medidas a alguém em concreto.

Durão Barroso sai em defesa da chanceler Angela Merkel

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